História Quando a gente se ver - Capítulo 6


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Categorias Dragon Ball
Personagens Androide Nº 18, Bulma, Chichi, Kuririn, Vegeta
Tags Dragon Ball, Kuririn, Maron
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Palavras 2.745
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Fantasia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - A volta de 18


Kuririn POV’s

—Nasceu – o Rei Cutelo disse emocionado —meu segundo neto nasceu.

—Pena que o papai não está aqui para ver isso – Gohan disse ao lado dele.

—Uma pena mesmo – Bulma disse um pouco desanimada, mas abriu um sorriso logo em seguida — quando poderemos ver a Chichi? E o bebê?

—Daqui algumas horas, eu estou levando o Gohan para comer, alguém precisa ficar com ela, um de vocês podem? – o pai de Chichi perguntou e eu e Bulma nos entreolhamos.

—Eu fico – Bulma se ofereceu, tirando um fardo grande das minhas costas — o Kuririn vai avisar o pessoal, não é?

—Claro, eu faço isso – levantei imediatamente indo em direção a um telefone, era só eu avisar o Mestre Kame que tudo daria certo, não precisaria ver ninguém pelo resto do dia.

Não precisei explicar nada a Bulma, ela tinha escutado tudo, me ofereceu ombro amigo e apoio, mas tinha q ser forte, se a 18 foi forte o suficiente para ignorar seu coração, eu também seria.

Não foi tão fácil como eu achei que seria, claro que não seria.

Os meses foram se passando e eu ia onde ela tinha estado todos os dias, talvez ela sentisse minha falta como eu sentia a dela e voltaria ali para reviver os dias felizes que teve ali, do nosso único beijo, mas pelo jeito só eu mesmo tinha essa nostalgia, ela nunca voltava ali.

Eu comecei a passar bastante tempo na Bulma, o que me deixou bem próxima dela, mas Trunks parecia ser tão recluso quanto o pai, fazia tudo sozinho, e só gostava mesmo era de brincar com o novo bebê, Goten. Enquanto todos pensavam que Vegeta ficaria bravo com a aproximação do filho com o filho de Goku, mas ele sequer ligou quando Chichi e Bula começaram a fazer programa de mães.

Quase não doía mais a falta de 18 no aniversário de dois anos de Goten, ela era uma linda lembrança triste, que havia ficado para trás. Me disponibilizei a ajudar Chichi com os preparativos da festa de seu filho junto com Bulma, claro, o que significava que só ia olhar, uma vez que ela começou a tomar gosto por buffets.

—Kuririn, me ajuda aqui com esse vestido – Bulma disse andando pelo gramado da Corporação Cápsula com um vestido curtinho aberto nas costas, antes que eu pudesse dar um passo, Vegeta apareceu atrás de mim.

—Não toca na minha mulher – ele foi ao encontro dela carrancudo como sempre — ta vulgar como sempre.

—Do jeito que você gosta – ela respondeu enquanto ele subia o zíper do vestido.

Os dois saíram conversando enquanto eu continuava no meu posto de “ajudante”, me virei para ver umas mesas de comida que estavam bagunçadas, troquei algumas palavras com os empregados que Bulma contratou e quando voltei ao meu lugar, vi 18 parada olhando para mim e sorrindo.

—Eu nem comecei a beber ainda – falei para mim mesmo, coçando a cabeça que começava a despontar cabelo.

—Surpreso em me ver? – ela perguntou se aproximando de mim, 18 usava calça  preta, uma sandália de salto e regata social e o mesmo tom sarcástico que tinha antes de ir embora.

—No mínimo – consegui dizer — o que trás você aqui?

—O que mais me traria para cá? – ela riu — você, claro.

—Eu? – coloquei a mão sobre meu peito, desacreditado.

—Sim, - ela fingiu ponderar o assunto — vim reivindicar você, achou que eu fugiria assim tão fácil?

—Achei – respondi sincero.

—Achou errado, eu nunca desistiria tão fácil, mas agora eu já resolvi minhas pendências com o mundo e estou aqui.

—Para...

—Para você ué – ela colocou as mãos no quadril —a não ser que você não me queira mais.

—Não querer você? – comecei a rir e passei a mão na cabeça — tudo que eu mais quis foi você nesses últimos dois anos, só que você sumiu.

—Sumi, isso é um fato – ela disse se sentando em uma cadeira.

—Como pode voltar aqui como se nada tivesse acontecido? – perguntei um pouco indignado.

—Se nada tivesse mudado, eu não teria voltado – ela me respondeu levantando uma sobrancelha.

—O que aconteceu então? – perguntei cruzando os braços.

—Meu cabelo está dois dedos maior se você não percebeu.

—E o que nós passamos tem a ver com seu cabelo?

—Tudo – ela se levantou — eu fiz descobertas nesses dois anos, se eu fosse você, me escutaria.

—Eu não quero te escutar – falei sério e seu olhar de gata se desfez — você disse que veio aqui por mim certo? Tudo que eu preciso ouvir é que você me quer.

—Pra que falar, se eu posso te mostrar? – ela riu e se levantou, agarrou meu rosto e me beijou.

—Quem é você e o que fez com a 18? – perguntei confuso afastando ela, ela sorriu com minha frase.

—Eu tenho tanta coisa para te contar, estou com saudade, eu preciso contar várias coisas.

—As férias de dois anos te fizeram bem – respondi carrancudo.

—Não muito para você – ela me examinou —que cabelo é esse?

—Meu cabelo- respondi evasivo —não consigo acreditar que você está aqui ainda, eu não acredito que você me deixou daquele jeito e volta como se não fosse nada!

—Calma aí – ela disse — eu posso te contar em um lugar mais reservado, vem comigo- ela pegou no meu braço e saiu me guiando para dentro da casa de Bulma longe do galpão da corporação.

Ela cumprimentou os pais de Bulma como se fosse grande conhecida deles, subiu as escadas comigo sem pedir a autorização de ninguém, e me guiou por um grande corredor cheio de portas, parou em frente a uma e abriu. O lugar era organizado, tinha uma cama aconchegante, um guarda-roupas, uma tv e um banheiro, a casa da Bulma parecia um hotel.

—De quem é esse quarto? – perguntei admirado.

—Meu – ela disse se sentando na cama — essa era uma das coisas que eu queria te contar. A Bulma deixou eu ficar aqui durante esse tempo, enquanto eu descobria as coisas que estavam me atormentando.

—Você esteve aqui o tempo todo? – eu não conseguia acreditar, eu vinha para cá quase todos os dias, como nunca a vi?

—Quase, eu fui procurar o 17 antes de voltar, não fica bravo com a Bulma, eu pedi sigilo total, ela era a única que poderia me ajudar com minhas perguntas.

—Nas quais você não está disposta a me revelar – respondi bufando, notei que ao lado da cama dela tinha um projeto, um projeto que eu conhecia bem, o de 17, aquele que ajudei a pegar.

—Eu vou te revelar, espero muito em breve revelar, algumas eu posso revelar agora – ela sorriu.

—Você esteve aqui por dois anos e não me procurou uma vez, significa que você não quer falar 18, eu não vou cair na sua – respondi me virando para sair do quarto.

—Espera – ela gritou me detendo — por favor, eu percebo que magoei você, mas não tive a intenção, me desculpe, foi muito necessário fazer isso, mas agora...

—Tchau 18 – respondi continuando minha caminhada até a porta.

—Meu cabelo cresceu – ela soou desesperada.

—Você já disse isso – eu estava me sentindo muito enganado por Bulma e 18, não queria olhar para nenhuma das duas, nunca mais.

—Isso quer dizer que eu tenho a capacidade de envelhecer, assim como eu tenho a capacidade de sentir Kuririn – a voz dela saiu embargada e desesperada ao mesmo tempo, me detive, mas não me virei para ela — as transformações que sofri me afetam seriamente, como minha força e a falta de necessidade de comer, mas eu ainda tenho uma base humana, não tenho partes mecânicas em mim, meus ossos são humanos, meu cérebro, eu sou humana – ela tomou folego e antes que ela pudesse terminar o que queria dizer, falei por ela.

—Continue tentando, quem sabe alguém acredita no que você está dizendo – me virei com raiva transbordando nos olhos — talvez você acredite no que está falando – saí do quarto dela e desci de novo para a festa. Goten e Trunks já estavam brincando, enquanto Piccolo estava falando com Gohan.

—Kuririn querido, você sumiu – Bulma disse sorrindo se aproximando de mim.

—Ela estava aqui todo tempo e você não me contou – rosnei.

—Eu queria, mas não podia contar – ela falou em tom de desculpa.

—Agora não – respondi e deixei ela sozinha.

O resto da festa passei com os garotos, o grupinho das meninas estava completo com 18 para a alegria de Chichi que estava por fora do assunto, a loira do grupo, como sempre mais observava do que falava, e quase o tempo todo ficava me encarando com os olhos languidos, a maioria do tempo eu conseguia fingir que ela não estava ali, mas era muito difícil, complicado até para engatar um papo com os garotos, acabei saindo da festa mais cedo, mas ninguém notou meu mal estar, apenas Bulma e 18 que sabiam o motivo.

No outro dia, esperava passar um dia tranquilo treinando na ilha do Mestre Kame, mas quando comecei a me aquecer, Bulma deu as caras na ilha, coisa que quase nunca acontecia, ela encapsulou seu helicóptero e foi falar com o Mestre Kame, continuei minha rotinha de exercícios, até mesmo quando ela foi se juntar a mim.

—Você foi embora rápido ontem – ela já chegou falando.

—Bom dia para você também – respondi sem olhá-la.

—Bom dia – se ela ficou desconcertada, não demonstrou — queria te pedir desculpas, eu errei, devia ter te falado, mas ela pediu sigilo e eu a entendo, depois do hospital... bom achei que ela nunca mais ia voltar mesmo, mas ela voltou, me pedindo ajuda, quase me implorando, falando que queria fazer você feliz, mas precisava estar feliz antes disso, descobrimos coisas incríveis.

—As quais eu não estou interessado – respondi seco enquanto fazia flexão com um dedo.

—Você deveria escutar o que ela tem a dizer – Bulma continuou mesmo eu não estando interessado — fizemos experimentos, ela ficou vários dias sobrevivendo de água e outro dias ela ficou sem água, só com comida sólida, nos divertimos muito descobrindo como ela reagia a várias coisas, ela estava tão animada para te ver, para falar o que descobriu.

—Poderiam ter me contado enquanto a coisa toda estava acontecendo, agora não precisa mais.

—Eu tentei – vi Bulma jogar as mãos para o alto dramaticamente — eu estou indo embora, não quer escutar, não escute, eu sou muito ocupada para aguentar seus chiliques de homem traído. Bom dia Kuririn.

Ela deu as costas e foi embora, jogando a capsula no chão e entrando em seu helicóptero, como chegou. Chutei a areia de raiva. Eu não queria amar 18 como estava amando, era um pesadelo, eu não queria ouvi-la por saber que não conseguiria resistir ao sorrisinho maléfico e o olhar mais languido que conheço. O ar descontraído dela em todos os momentos me fazia tremer só de pensar e quando me lembro de que ela partiu por não se sentir boa o suficiente para mim. Ela poderia nunca ter se visto no espelho, só pode, ela era muito e mais um pouco para mim.

Sem condições de treinar mais, subi para o meu quarto, bati a porta e bufei alto, na esperança de conseguir esquecer enquanto estava sozinho, mas toda minha determinação foi embora quando vi 18 sentada tranquila na minha cama, suas pernas estavam cruzadas e ela usava calça Jeans e uma camiseta branca e para se mostrar diferente, usava os cabelos presos.

—Eu não quero escutar o que tem a dizer – disparei abrindo a porta — agora vai embora.

—Eu não vou sair daqui sem explicar as coisas para você – ela disse completamente calma — você querendo ou não.

—Quando você vai entender que não temos nada a ver? – perguntei exasperado — estou cansado de ouvir que o que você fez foi por mim, mas suas atitudes foram completamente equivocadas e egoístas, não pensou em ninguém além de você. Muito nobre da sua parte falar que foi por mim sem falar para mim, assuma seus erros, você é apenas a android que tentou matar o meu melhor amigo, não é nada mais do que isso.

—Você está enganado – ela balançou com minhas palavras — eu sou mais do que eu era naquela época.

—Você não é nada diferente 18, você é uma android egoísta como você sempre foi desde que te conheci, sua vaidade vai além dos seus sentimentos, se é que você sente algo além de medo.

—Eu sinto, muito mais do que medo – ela estava com a voz trêmula — não acredito que você esteja falando dessa forma comigo, logo você.

—Eu mudei em dois anos, mais do que todos os anos da minha vida, você deveria saber, mas não sabe, estava ocupada demais com seus assuntos particulares.

—No que você se tornou? – ela se levantou me encarando de cima — se acha tão melhor do que eu agora?

—Me sinto pior do que você na verdade, ao contrário de você, não vejo prazer no sofrimento dos outros, me sinto pior por deixar fazer alguém como você me fazer sofrer, me sinto patético. Você me tornou assim.

—Eu não te tornei nada – ela se defendeu.

—Verdade, sua ausência me tornou assim – respondi bravo.

—Eu peço desculpas – ela disse ainda me olhando de cima — sei que magoei você mais do que antes, eu te dei esperanças e te tirei elas, não espero que você me perdoe, era isso que eu queria falar, queria te dizer que você está no direito de me odiar, e eu me odiaria também – ela sorriu triste passando por mim e alcançando a porta — a gente se vê.

Mas não a deixei sair, puxei-a pelo braço e a joguei na cama, ela parecia tão surpresa quanto eu, mas não poderia deixar ela ir embora de novo, não pela terceira vez, nem toda raiva do mundo me permitiria fazer algo assim.

—Você é forte -ela disse antes de eu beijá-la.

Minha boca encontrou a dela com nostalgia, primeiro apreciei a sensação que não sentia a tempos, depois a rapidez e o desespero tomou conta do beijo, ela se agarra a ao meu pescoço de forma que eu tinha certeza de que se ela espremesse mais um pouco, quebraria minha coluna, mas eu não me importava, eu segurava o cabelo dela com uma das mãos enquanto a outra segurava sua cintura descoberta pela forma que ela caiu na cama. 18 não era nem um pouco tímida, disso eu já sabia, então quando suas pernas envolveram minha cintura não foi bem uma surpresa, nós estávamos literalmente nos agarrando como podíamos, quanto mais juntos, melhor seria, mas ainda não parecia junto o bastante e ela também tinha a mesma percepção, mesmo com todo aquele cabelo loiro na minha cara, mesmo com nossas mãos para cima e para baixo não pareciam suprir os dois anos que estivemos longe.

18 começou primeiro tirando as mangas do meu macacão de treino, deixando meu tronco a mostra, ela olhou com aprovação antes de voltar o beijo. Também tirei a blusa dela e ela usava um sutiã de renda branco delicado que fiquei com pena quando quase o rasguei na pressa.

—Espera – ela disse quando eu estava começando uma trilha de beijos pelo pescoço dela. 18 foi até a porta e trancou, um deslize muito adolescente — agora sim — ela voltou para a cama saltitante me beijando na mesma hora a deitei de novo e continuei a trilha de beijos que havia começado.

Ela arfou quando envolvi um de seus mamilos com a boca, ela estava certa, conseguia sentir mais do que medo, ela estava arrepiada, mas não parou minha investida, pelo contrário, estava mais preocupada em tentar tirar o resto do meu macacão. Tentar era a palavra certa, pois não conseguia se concentrar no que tinha a fazer enquanto eu beijava da sua boca até o pé de sua barriga.

Em alguns minutos nós estávamos sem roupas, completamente entregues um ao outro, pra quem não queria escutar, eu estava aberto demais a novas experiências com ela.

—Eu preciso te dizer uma coisa – ela disse quando estava prestes a penetrá-la.

—O que? – tinha que ser uma coisa muito importante para contar naquela altura do campeonato.

—Me chamo Lazuli – os olhos dela estavam marejados, mas eu não sabia se era de emoção ou tristeza.

—Tudo bem – respondi desconcertado.

—Cortei o clima – ela disse se jogando na cama.

—Nada do que não se pode retomar – disse sorrindo e a beijando logo em seguida.

—Mas me chame de Dezoito – ela disse entre um beijo e outro.

—Como quiser, Dezoito – respondi sorrindo enquanto era envolvido por aquele olhar caloroso que ela estava me dando.



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