História Quando a neve cai, você vem até mim - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bottom!jk, Jihope, Jungkook, Kooktae, Taehyung, Taekook, Top!tae, Vkook
Visualizações 112
Palavras 3.459
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


olá mores, mais uma abo pq eu descobri ser o meu gênero (?) favorito e então eu to aqui escrevendo mais uma hehehe

gaberela e marsel gostaram do plot então to postando, se der ruim a culpa é delas

apreciem a capa da gabriella pq ela é perfeita

Boa leitura!

Capítulo 1 - Prólogo


Prólogo.

Descansavam tranquilamente entre os lençóis desarrumados. O ômega deitava a cabeça sobre o peito nu e quente do mais velho e fazia uma leve carícia em sua barriga lisa, enquanto o mais alto tinha o braço ao redor do ombro direito do mais novo e brincava com as suas madeixas escuras e sedosas dos cabelos.Tinham acabado de se amar mais uma vez naquela cama e tudo parecia funcionar como deveria. Estavam casados há mais ou menos um ano e meio e nesse meio tempo descobriram que ambos funcionavam juntos da melhor forma possível; estavam vivendo tão bem, como jamais um dia pensaram. 

Eram apaixonados. Ah, como eram. Seus amigos até mesmo diziam que era o casamento perfeito que desejavam um dia ter. Afinal, por mais que estivessem juntos há onze longos anos, o sentimento nunca se apagou. Pelo contrário, cada dia que passava, o amor crescia ainda mais dentro do peito dos dois jovens. 

Quando diziam que o casamento dos dois era praticamente idealizado, não estavam brincando. Todos os colegas de trabalho do casal ficavam abismados com a conexão deles, era incrível como agiam sempre como se fossem o mesmo casal de onze anos atrás, quando Taehyung tinha dezesseis e Jeongguk apenas quatorze, mas namoravam e tinham o relacionamento mais clichê possível. 

Pensavam que durante os anos as coisas mudariam. Na verdade, ninguém acreditava que aquela paixão toda duraria tanto tempo, pensavam que seria algo passageiro, que com o tempo esfriaria e cada um seguiria o seu lado. Às vezes até chegaram a cogitar, é claro que brigas aconteciam e por hora se mantinham distantes, mas nada que durasse mais que algumas semanas. Ambos ficavam imensamente tristes e sabiam que deveriam ficar juntos para sempre, era o certo. Mesmo que não estivessem marcados, Taehyung era o alfa de Jeongguk e o Jeon era o ômega do Kim, nada mais importava. 

— Eu estava pensando — o de cabelos castanhos quebrou o silêncio. Olhava para as paredes claras do cômodo – mesmo que apenas a luz do abajur iluminasse o quarto – enquanto infiltrava os dedos longos nos fios do ômega, sentindo o cheirinho de baunilha se intensificar. Jeongguk praticamente ronronava com o afago do marido, tendo as grandes orbes escuras quase se fechando. — O que você acha, hm, sabe…

— Pode falar, amor — Jeongguk o incentivou, sentindo que o mais velho estava um tanto quanto receoso para falar o que tinha em mente. Não sabia porquê, mas também não queria se preocupar. O Kim sempre sabia o que dizer. — Eu estou escutando. 

Um ponto alto sobre o casal era que com tantos anos de convivência, aprenderam que a chave para uma boa relação era manter a calma e primeiro escutar para depois opinar. Por um tempo, no começo de tudo, acabavam despejando as coisas de forma errada e muitas vezes o outro interpretava de outra forma, e aquilo apenas gerava discussões que poderiam sequer existir caso tivessem mantido a calma. 

— E-Eu não sei se você vai aceitar. Se não, tudo bem, podemos pensar nisso depois com mais calma. Mas, — parou a carícia no mais novo e umedeceu os lábios, sentindo-se ansioso. Jeongguk até mesmo parou de alisar a tez do maior para se virar e ficar de bruços em cima do marido, prestando atenção no que o outro tinha para dizer de tão importante. — E se tentássemos ter um filho, Gguk?

Certo. Aquilo o pegou de surpresa e por alguns segundos, ficou em silêncio, apenas digerindo o que o mais velho tinha acabado de falar. Ter um bebê, um serzinho a mais em suas vidas.

— O que foi? Não gostou da ideia? Podemos esquecer isso... — o Kim arregalou os olhos vendo o silêncio do mais novo, tinha medo de que o tivesse assustado e quando teve os lindos olhos ébanos voltados para os seus, não conseguiu pensar em mais nada. 

— Acho que podemos, sabe, tentar — o moreno falou baixo, vendo o alfa ainda com os olhos amendoados arregalados. Ele estava totalmente adorável e Jeongguk até mesmo pensou que deveria fazer alguma gracinha, como morder o biquinho que o mais velho tinha moldado nos lábios. Mas não era o momento, por isso suavizou sua expressão e sorriu sonhador, fazendo um leve carinho no peito do Kim. — Um bebezinho vai ser bom. Estamos estáveis e é um bom momento para pensar em ter um filho. 

Se Jeongguk soubesse que Taehyung abriria aquele sorriso quadrado e deixaria as maçãs de seu rosto subirem até que seus olhos se tornassem dois risquinhos, teria falado aquilo antes mesmo do alfa sugerir. Para ter aquele lindo sorriso voltado para si, faria qualquer coisa. 

— É sério mesmo? — ele segurava as laterais do rosto do Jeon e o menor apenas sentia-se derreter ainda mais nas mãos do marido. O amava tanto. — Você quer ter um bebê? 

— Quero. Com você eu quero tudo. — o ômega concordou, sendo logo em seguida agarrado pelo alfa em um abraço quente e tão confortável. Poderia morar nos braços do Kim para sempre. Taehyung riu gostoso, enquanto Jeongguk agarrava mais o corpo do maior e afundava o nariz na curvatura do ombro alheio, sentindo-se tão bem que poderia flutuar. 

A família iria aumentar e logo mais teriam um pequenino pulando no meio deles e causando mais alegria naquela casa. 

— Eu te amo. Obrigado. — Taehyung sussurrou rente a orelha do Jeon e logo em seguida o afastou apenas para olhar uma última vez seu ômega completamente iluminado, com os olhinhos brilhantes e as bochechas rosadas. Era o efeito do amor. 

— Eu te amo mais. — e então o Jeon selou os lábios pêssegos do marido, sentindo explodir por inteiro. 

×

— Bom dia. Conseguiu dormir bem? — Jeongguk deu um pequeno selar nos lábios do marido e viu o mesmo sonolento ainda, ora ou outra coçando os olhos enquanto se sentava para tomar o café. 

Teriam que trabalhar e como de costume, Jeongguk sempre acordava primeiro para fazer seus exercícios e preparar um bom café da manhã para seu maridinho, visto que se dependesse do Kim, o café seria pulado. E aquilo ele não poderia deixar acontecer. 

— Uhum. E você? — o alfa perguntou e Jeongguk levou o bule com café fresco até a mesa, colocando-o sobre o descanso. Arrumou toda a mesa, colocando dois pães e o vidrinho de geleia, não esquecendo das duas xícaras para, enfim, sentar-se. 

— Eu capotei — riu, vendo o mais velho sorrir sem graça. Depois que conversaram sobre a tal história de ter um filho, uma sessão infinita de beijos começou e sucessivamente, mais uma vez naquela noite, transaram. 

Talvez estivessem um pouco ansiosos para a vinda do filho. 

— Hoje eu te busco no trabalho ou você vai ficar até mais tarde? — Taehyung passava a geleia de framboesa na fatia de pão, enquanto esperava uma resposta do moreno. Ambos sairiam para trabalhar e aquele era o único tempo que teriam juntos até a noite chegar. 

— Eu vou sair um pouco mais tarde. Jimin quer ajuda com os relatórios. — o Jeon era pediatra e dividia um consultório com seu melhor amigo, Park Jimin, que era dentista. Muitas vezes, o mais novo acabava ficando até mais tarde, visto que acabava encaixando algumas pessoas a mais na agenda e seu tempo estendia mais ali. Mas ele não se importava, amava trabalhar com crianças e o sorrisinho banguela que recebia depois da consulta fazia tudo melhorar.

Já Taehyung era arquiteto e trabalhava num escritório junto com o namorado de Jimin, Jung Hoseok. Era um verdadeiro mundo pequeno, como dizia Jeongguk. 

— Vou sentir saudades até lá — estavam lavando a louça. Jeongguk ensaboava os utensílios enquanto Taehyung recolhia a louça e colocava na pia. 

E ele não poderia deixar, é claro, de admirar o quão sexy e lindo o ômega estava vestindo apenas uma camiseta branca larguinha e a cueca preta, deixando as belas pernas torneadas a mostra e a bunda durinha. 

Seu ômega era perfeito. 

— Quando a gente tiver o nosso bebê — abraçou o marido por trás, sentindo Jeongguk se arrepiar com o contato súbito. Taehyung afundou o nariz na nuca do menor e aspirou, sentindo o cheiro de baunilha o inebriar e Jeongguk arfou, arrepiado com o toque do mais velho. — eu vou te mimar tanto que você vai enjoar de mim. 

Ele tocou a barriga coberta do mais novo e alisou o tecido, imaginando aquela mesma cena daqui algum tempo, quando seu marido estivesse barrigudinho carregando seu bebê. Ah, ele sempre sonhou em ter um filho e teria que ser com o Jeon, apenas ele. 

— Ya! Eu duvido! — Jeon riu e secou a mão, sentindo as mãos alheias levantarem a camiseta e sua barriga foi exposta. Levou a destra até as palmas do maior e colocou a sua por cima, sentindo a mesma sensação que o marido. — Nosso bebê vai ser tão lindo se puxar você. Imagina só que coisinha mais gostosa se tiver a sua barriguinha!

— Você acabou de me deixar ainda mais animado. — então Taehyung virou o ômega de frente para si e se ajoelhou, ficando cara a cara com a barriga branquinha do menor. — Ô bebê, se você quiser adiantar e vir agora eu serei eternamente grato. 

— Taehyung! 

— O que? Eu só estou conversando com o futuro bebê. — o alfa se justificou e Jeongguk revirou os olhos, puxando o maior para cima e então juntou os lábios em um beijo calmo. 

As bocas se encaixaram tão perfeitamente quanto as línguas, que se entrelaçaram e fizeram os dois jovens sentirem arrepios fracos por todo o corpo, como choquinhos. Taehyung deu um selar longo e Jeongguk mordiscou o lábio inferior do outro, fazendo com que o Kim apertasse as duas nádegas deliciosas do Jeon, tirando um gemido manhoso do mais novo. Ele amava quando as mãos grandes de Taehyung seguravam seu corpo com toda aquela possessão. Era delicioso. 

— Eu preciso me arrumar… — não queriam se desgrudar de forma alguma. Tanto que Taehyung apertava ainda mais a carne de Jeongguk e beijava o maxilar dele, sentindo o mais novo puxar e arranhar os fios longos de sua nuca. — Tae…

— Só mais um pouquinho, Gguk. 

E como ele poderia dizer não se o que ele mais queria era ficar ali para sempre? 

×

— Olá, Yongsun. 

A menininha entrou acanhada na salinha do consultório e Jeongguk viu que ela se escondia atrás das pernas da mãe, que tentava fazer com que a garotinha se aproximasse do médico. O ômega, mesmo assim, não se abalou e deu um sorriso grande, se levantando para cumprimentar as duas. 

— Eu sou o doutor Jeon Jeongguk, muito prazer. — deu a mão para a mãe da garota e depois se ajoelhou, esperando alguma reação de Sun, que apenas apertou mais o ursinho perto de seu peito. Os cabelos compridos e negros caíam graciosamente sobre a menina e ela parecia uma verdadeira princesa. — Está com medo, Sun? 

— Uhum. — ela assentiu, depois da mãe pedir para que a garota o respondesse. 

— Eu não vou fazer nada que possa te machucar, princesinha. Só vou observar seu exame e te examinar rapidinho para ver se está tudo bem. — Jeongguk tinha quase certeza que aquele receio todo era porque ela pensava que ele aplicaria algum medicamento nela. Ele conhecia várias crianças que passavam pelo mesmo e depois que viam que ele era apenas um médico que receitava exames de rotina, como o do colesterol, de sangue e essas coisas, as crianças logo se acalmavam. — Podemos fazer assim: se você for uma garotinha corajosa, eu posso te dar dois pirulitos depois que acabarmos aqui. O que acha? 

— Pirulito! — ela exclamou, animada e Jeongguk riu, sabendo que o doce sempre era a sua maior arma secreta. — Sim, doutô

— Então vamos começar! 

Jeongguk, antes de verificar os exames da pequena, fez todo o processo de examinar a garotinha, olhando os ouvidos, a garganta, o pulmão, o peso e por último, a altura da pequena. — Wow, como você é grande! — viu Sun toda ereta como pediu e marcou na prancheta. A garota sorriu e saiu saltitante da balança, calçando os sapatos.

 Depois de verem todos os exames, Jeongguk guardou novamente tudo no envelope e sorriu. 

— Você, senhorita Sun, é uma garotinha muito saudável. Continue assim! — tocou a pontinha do nariz da pequena com o indicador e antes que pudesse se esquecer, abriu a última gaveta e tirou de lá dois pirulitos em formato de coração e os entregou a menina, vendo um sorriso lindo aparecer no rostinho dela. 

— Obrigada, doutô Gguk! Você é o melhor! 

Quando já estava quase no fim de seu expediente, viu que Jimin já estava com a agenda fechada e espiou o último paciente do dia saindo de sua sala, ficando assim, livre também, como o outro ômega. 

— Jimin-ssi! 

Saiu de sua sala saltitante e o avental voava junto com seus cabelos negros. Um sorriso enorme estava em seu rosto e assim que entrou na sala do dentista, viu o loiro mexendo com diversos papéis. 

— Oh, aconteceu algo? — o loiro estava confuso com aquela felicidade toda que o menor emanava. Seu cheiro até mesmo se alastrou pelo cômodo e aquilo só acontecia quando boas novas vinham. 

— Aconteceu que eu e o Taehyung vamos tentar ter um filho! — falou animado e o ômega mais velho se levantou na hora para abraçá-lo. Aquilo era ótimo! Adoraria ver seu melhor amigo sendo pai. 

— Estou tão feliz — segurou a mão do mais novo e a acariciou, sentindo o metal do anel de casamento do Jeon geladinho sob seus toques. Ele queria tanto que aquela família crescesse, seria ainda mais linda. — Vai dar tudo certo. 

— Estou tão animado. O sonho do Taehyung era ser pai e agora podemos ser, ah! — não conseguia se conter e logo começaram um longo diálogo sobre filhos e todas aquelas coisas como com que ele iria se parecer, apostas sobre o possível sexo e tudo mais. 

Jeongguk e Taehyung contavam que aquela criança viria e nada poderia mudar aquilo, certo? 

Sete meses depois. 

— Jeongguk-ssi, qual foi o resultado? 

Taehyung tocava a madeira da porta, esperando que seu ômega a abrisse e revelasse o tal resultado do teste. Aquele era o quarto que faziam em um ano e esperava que daquela vez, os dois pontinhos aparecessem no pequeno tubinho cor de rosa. 

Ele não falava apenas por si, mas sim por Jeongguk. Ele sabia que aquilo poderia demorar, era normal o casal não conseguir engravidar quando, principalmente, o ômega estivesse tão ansioso para tal. Então acreditava que talvez aquele pudesse não ser o momento, contudo, queria mais do que tudo que fosse, pois seu pequeno Jeon parecia desanimar a cada vez que fazia o exame. 

O Kim sabia que o moreno tinha criado expectativas desde que começaram a tentar, era perceptível o quanto ele mudara seus hábitos para tornar-se ainda mais saudável e fértil para que conseguisse engravidar com facilidade, mas nem aquele esforço todo tinha sido o suficiente. 

E Taehyung estava começando a se entristecer em ver a agonia do ômega. 

— Jeongguk, amor, abra a porta — pediu mais uma vez, manso. Como todas as outras três vezes, o mais baixo tinha apresentado sintomas de pré gestação, como enjoos frequentes, mamilos doloridos e inchados, cio atrasado e dores no colo da barriga. Por isso, sempre acreditavam que tinham conseguido, porém, o exame sempre mostrava que era outra coisa. Chegaram até mesmo a conversar com uma amiga do casal que era médica e ela dissera que o Jeon estava tão focado em ser pai, que seus hormônios o enganavam e faziam ele criar a ideia de que seu corpo estava entrando em estado de gestação, sendo que nenhum espermatozóide havia sido fecundado. 

Não passava de uma peripécia de sua cabeça, que acabava atingindo todo o corpo e os sentimentos do ômega. 

Jeongguk então abriu a porta e Taehyung entrou calmamente, vendo o outro sentado no chão gelado do lavável. O ômega não chorava, simplesmente estava silencioso; distante. Com cuidado, o de fios castanhos pegou o teste da mão do menor e levou os olhos curiosos e amendoados até o tubo, esperando que algo tivesse mudado. 

E encontrou apenas um risquinho. Jeongguk não estava grávido mais uma vez. 

— Me desculpe, Tae. — o mais novo soltou, ainda sem conseguir levantar seu olhar para o alfa. Sentia-se envergonhado, infeliz e tão, mas tão azarado. Ele apenas queria dar um filho ao seu marido e nem isso conseguia. Por que lhe era negada aquela vontade? 

— Não precisa, Gguk-ah… 

— Eu não vou conseguir te dar o filho que você quer. E-Eu não sei porque, mas meu corpo idiota não quer dar esse filho a nós. — finalmente olhou o alfa e Taehyung viu os lindos olhos ébanos agora molhados e levemente avermelhados, por conta do choro que estava por vir. Seu coração quebrou e o mais novo desviou novamente as orbes negras, fitando o azulejo claro. — Talvez eu não tenha nascido para ser pai. 

— Não diga isso… É só questão de tempo, amor. Você está muito preocupado ultimamente, quando você relaxar e entender que tudo tem o seu tempo, vai dar certo. — o alfa tentou acalmá-lo, ficando ajoelhado de frente para o marido. Pegou as duas mãos geladas do menor e deu um beijo em cada uma, atraindo o olhar receoso do mais novo. — Ainda temos muitos anos para ter um bebê… 

— Não, Taehyung. Esse é o momento certo, se esperarmos muito eu vou envelhecer e aí não conseguirei mesmo! Eu quero ter um filho, você também. — soluçou, sentindo o coração pesar e o clima ficar denso. Ele estava cansado de criar tantas expectativas e se decepcionar no fim. Até quando aquilo duraria? 

— Amor, não é assim também. Podemos esperar mais dois anos e depois tentamos de novo… 

— Mas Tae, eu já estou pronto para ser pai! Eu passei meses lendo e aprendendo sobre gravidez e estou decidido! Não podemos desistir, talvez na próxima dê certo… 

— E se não der? — o maior questionou, sério. Ele queria um filho? Claro. Mas seu foco principal era o bem estar de seu marido, e Jeongguk estava se machucando com aquelas ilusões. Ele precisava ser realista, pôr os pés no chão. — E se você nunca conseguir? 

— Aí… — o ômega ficou sem palavras. Seus olhos estavam perdidos e o mais velho apenas juntou os lábios, sabendo que o moreno não estava preparado para entender que talvez aquilo nunca desse realmente certo. — Eu não sei, a gente pode procurar algum especialista e tentar de outras formas, fazer algum tratamento… 

— Precisamos procurar um especialista para você, amor. Talvez você não consiga engravidar porque não pode. — desde a última vez que o moreno tinha feito o resultado e visto que de fato, não estava grávido, o Kim começou a pensar na possibilidade de talvez o seu marido ser estéril. Afinal, não era comum um ômega não conseguir engravidar depois atar o nó tantas vezes, ainda mais na época do cio, que era quando os hormônios e o corpo estavam preparados para receber e fecundar o esperma do parceiro. 

E com esse pensamento, ele começou a pesquisar as escondidas sobre ômegas que não conseguiam engravidar e sua suspeita sobre seu marido só aumentava. Eles precisavam ir ao médico para que o Jeon fizesse os exames necessários e tivesse os verdadeiros resultados, pois não poderia criar expectativas a sua vida toda. 

— Você está louco? É claro que eu não sou estéril! Eu só… Eu só não consegui a-ainda, mas uma hora vai! — talvez fosse mais difícil para o ômega aceitar aquilo, do que o próprio Kim. Mas eles precisavam ter aquela possibilidade em mente. 

Não poderiam viver com um eterno “ Mas e se…”. 

— Tudo bem, tudo bem! Depois falamos disso… — não queria entristecer ainda mais o menor. Sabia que Jeongguk estava em fase de negação e forçar aquilo poderia só piorar o mais novo. Esperaria alguns dias até que o Jeon estivesse mais calmo e tentaria convencê-lo novamente. No momento, queria apenas abraçar o menor e carinha-lo até que não se sentisse mais impotente. Ele queria ver aquele sorrisinho de coelho no rosto de seu lindo ômega, e não aquelas lágrimas dolorosas que desciam pelas bochechas do moreno. — Eu estou aqui, ok? Eu te amo e vamos resolver isso. 

A coisa mais importante em sua vida era a felicidade de seu ômega, e faria de tudo para vê-lo sorridente novamente.


Notas Finais


a partir daqui só tem cena tristinha :(

minha outra abo caso tenham curiosidade
https://www.spiritfanfiction.com/historia/dont-leave-me-15841326

foi isso por hoje, até mais


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