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História Quando a noite cai - Fillie - Capítulo 9


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Notas do Autor


olá pessoalll

então... não sou de fazer isso, mas, se quiserem ouvir alguma musica recomendo "Dream of you", da Camila Cabello


boa leitura

Capítulo 9 - Nine


Acordo sozinha naquela manhã. Examino a cama que dividi com Dana. A garota desapareceu. Em seu lugar, sobre os lençóis, há um vestido de linho verde e uma bata branca de mangas longas. No canto perto da porta, noto pela primeira vez um arco e uma aljava com uma dúzia de flechas. Aquilo não estava ali no dia anterior.

Visto a bata e, então, o vestido, estranhando a sensação de tão pouco tecido sobre minha pele.

Ajusto as fitas emaranhadas na parte da frente do corpete para que fiquem firmes e tranço os cabelos antes de deixar o quarto. Ao passar pela pequena sala, avisto um cobertor dobrado em frente à pequena lareira. Finnick deve ter passado a noite ali. O sofá, de fato, não me parece grande o bastante.

O aroma de aveia e lenha queimada chega ao meu nariz, e eu o sigo até a cozinha. Dana está diante do fogão e me recebe com um sorriso caloroso.

— Bom dia, Cara — cumprimenta. — Dormiu bem? Estou preparando mingau. Gosta?

— Bom dia, Dana. Sim, gosto muito. — Chego mais perto e espio a panela, onde pequenos vulcões se formam e bolotas explodem. — Me deixe ajudá-la.

— E sabe como fazer? — pergunta, surpresa.

Eu me encolho.

— Não. Mas posso aprender! — acrescento depressa. — Quero ajudar.

— Tenho prazer em cozinhar — Ela para de mexer a papa e bate de leve a colher de pau na lateral da panela, se virando. — Mas, se quiser mesmo ajudar, posso ensiná-la a trançar a palha. Um par de mãos extra será muito bem-vindo. Precisamos de mais cestos.

Eu lhe agradeço e aceito a oferta, animada. Trabalhar ajudará a não me sentir um fardo enquanto permanecer ali.

— Onde... onde está o sr. Wolfhard? — Tento não demonstrar minha inquietação por revê-lo.

E falho, já que um risinho lhe escapa da garganta.

— Na lavoura. — Ela gira sobre os calcanhares, a saia chia contra o piso, e volta a mexer a panela. — Ele saiu antes que eu acordasse.

Passeio pela cozinha pequena e me recosto à mesa, um tanto sem jeito.

— Lamento tê-la incomodado, Dana. Não era necessário que passasse a noite aqui comigo.

— Oh, Cara, não foi incômodo algum. E por certo não deve ficar sozinha com Finnick. Ele é um bom homem, mas sabe como são as más línguas...

Ele me disse algo semelhante no dia anterior, tão logo Dana correu para casa a fim de pegar uma trouxa de roupas. Ela faria o papel de dama de companhia. Protestei, mas era uma batalha perdida.

Finnick estava irredutível.

— Não deve passar a noite a sós comigo — ele anunciou, enquanto caminhávamos pela aldeia e me apresentava a seus amigos e conhecidos.

— Não compreendo o motivo. Nós ficamos a sós por quatro noites — apontei.

— Estava desacordada, Cara. — Ele comprimiu os lábios, visivelmente descontente. — É diferente agora. Não posso permitir que sua honra esteja em risco.

Então encerrou o assunto, me apresentando a Shona, uma mulher bonita de sorriso gentil e olhos ligeiros. Eu gostei dela. Na verdade, de todos na aldeia, sobretudo de Dana, com sua animação juvenil.

— Dana — começo, pegando dois pratos na prateleira ao lado do fogão, onde alguns mantimentos e utensílios domésticos se empoleiram. — O que quis dizer ontem... a respeito de a aldeia estar a salvo enquanto o sr. Wolfhard estiver por perto?

Com a ajuda de um pano, ela afasta a panela da lenha em chamas e limpa as mãos no avental.

— Que Finnick é o chefe de nosso clã. Ele não lhe contou? — pergunta. Quando nego com a cabeça, ela continua: — Isso não me surpreende. Finnick não gosta de ser líder, embora seja um dos melhores que nosso clã já teve. Conhece a lenda de Cúchulainn, Cara?

— Hã... Sim, conheço, é claro.

Lug, tão brilhante quanto o sol, era o mais completo deus da antiga nação, segundo a lenda, filho da própria Irlanda. Ele se apaixonou por uma princesa mortal, Deichtine. Desse amor nasceu Cúchulainn, o grande guerreiro. Ele era imbatível no campo de batalha — ou por sua extrema coragem, ou pela incomum capacidade de distorcer suas belas feições, transformando-se em uma temível besta.

Mas que relação tem o grande guerreiro com a minha pergunta?

— Conhece toda a história? — ela enfatiza, arqueando as sobrancelhas bem desenhadas. — Sobre os filhos de Cúchulainn?

— Mas ele teve apenas um. Connla — me lembro de repente. Os dois duelaram, sem conhecer o parentesco, e Cúchulainn acabou matando o próprio filho.

Dana balança a cabeça em anuência.

— Sim, mas eu me referia ao outro filho dele. Cathal.

— Cathal?

Ao perceber minha confusão, ela se anima, esquecendo a panela, e puxa uma cadeira. Indica com o braço que eu a acompanhe e, em sua empolgação, não espera que eu me acomode para começar a narrar a história.

— Como sabe, Cúchulainn era belo. — Ela suspira. — Tão bonito que até mesmo as deusas caíram em seus encantos. Na época, os homens da Irlanda queriam que ele se cassasse logo, pois só assim teriam paz.

Acabo rindo. Ela também.

— Mas o nosso herói — continua — tardou a encontrar sua companheira, o que não significa que não tenha se divertido bastante até que isso acontecesse. Ele não podia se conter. Era sua metade humana, a metade irlandesa, falando mais alto. — Revira os olhos. — O grande guerreiro teve muitas aventuras amorosas, e de uma delas, com uma arqueira chamada Betha, nasceu Cathal. Infelizmente, Cúchulainn nunca soube da existência do menino, pois Betha temia que, se os inimigos do grande guerreiro soubessem da criança, a matariam. Por isso escondeu Cathal. Ela o criou como filho de um primo, Magnus Wolfhard.

Eu não poderia estar mais espantada.

— Dana, está me dizendo que Finnick é descendente de Cathal?

— E do grande guerreiro Cúchulainn. E, por sua vez, de Lug. Ele traz o desenho no braço esquerdo. Todos os Wolfhard carregam a marca do grande guerreiro. — Ela estende o braço sobre a mesa e aperta minha mão. — Mas, por favor, Cara, não diga a Finnick que eu lhe contei essa história. Ele não gosta. Não acredita nela.

— Fique descansada. Será o nosso segredo.

Ela assente e fica de pé.

— Bem, preciso ir até a aldeia, se não precisar de mim pela próxima hora. Não devo demorar. Tenho de pegar um pouco de aveia. A de Finnick está no fim.

— Mas sua comida vai esfriar. — Indico a panela fumegante.

— É muita gentileza se preocupar comigo, mas acordei faminta e comi faz algum tempo. — Ela enrubesce. — Preparei o mingau para você.

Eu suspiro, me levantando, e contorno a cadeira até estar diante dela. Dana é alta, e preciso erguer o rosto para olhar em seus olhos.

— Não é minha criada, Dana. Por favor, entenda isso.

— Fiz com muito gosto. — Ela ergue os ombros. — Além disso, ouvi Ailín dizer a papai que você será muito importante para nós. Devo cuidar de você da melhor maneira que puder.

Eu engasgo, atônita.

— Ela disse isso? — indago.

— Sim. E não tenho motivos para duvidar de Ailín. Ela é uma sacerdotisa de Brígida.

Ouvir isso me espanta, embora não devesse. Ailín não podia ser nada além de uma feiticeira. Há magia ao redor dela.

Assim que a menina sai, como um pouco do mingau e em seguida arrumo a casa, uma fraca tentativa de agradecimento a Finnick. Entretanto, não há muito a ser organizado. Ele vive com simplicidade, e em menos de um quarto de hora eu termino. Dou uma espiada na janela e, pela posição do sol, calculo que já passe das nove da manhã. Se Finnick saiu antes de o sol nascer, a essa altura deve estar com fome. Além disso, é a desculpa perfeita para sair de casa e, com sorte, dar com um dos soldados de papai.

Apanho uma cesta na cozinha e nela coloco tudo o que encontro na despensa: pão de soda, queijo, morcela negra e uma bonita garrafa ocre. Ao destampá-la para investigar o conteúdo, descubro se tratar de uma cerveja de aroma adocicado e levemente amargo que faz minha boca salivar. Assim que arrumo tudo, pego o manto marrom pendurado atrás da porta e o visto, erguendo o capuz antes de sair.

A plantação fica na parte sul da vila, mas opto por seguir pela margem do rio, o caminho que Finnick e eu fizemos no dia anterior, onde as árvores oferecem alguma proteção. Porém não encontro ninguém pelo caminho, mesmo quando as árvores se tornam esparsas e o milharal que recobre a colina preenche o horizonte em tons dourados. Ao chegar à plantação, vou me esquivando do trabalho daquela manhã: pilhas de palha seca e cestos repletos de espigas. O primeiro que reconheço é Brian, que acena para mim do outro lado do campo. Há mais pessoas ali, mas diviso Finnick com um daqueles imensos feixes de palha no ombro e tudo o mais parece desbotar. Sua camisa está enroscada na cintura da calça, grande parte dos cabelos que ele amarrou já se desprendeu devido ao esforço físico. Ele não me vê e se abaixa para colocar a pilha no chão. Tenho um vislumbre do belo desenho de Cúchulainn que Dana mencionou, mas dou pouca atenção a ele, pois o torso nu de Finnick está coberto de suor e sua pele reluz como se estivesse coberta com pó de ouro. Sinto uma fisgada no peito... e outra mais embaixo, a boca mais seca que toda aquela palha.

Endireitando a coluna, ele por fim me nota. Apesar de bastante surpreso, parece incrivelmente contente em me ver, vindo ao meu encontro a passos largos, combinando com seu sorriso.

— Eu... lhe trouxe o almoço — digo quando ele me alcança. — Espero que esteja com fome.

— Não precisava ter se dado o trabalho, Cara. Eu trouxe alguma coisa.

— Ah — murmuro, um pouco desapontada.

— Mas comi faz algum tempo — ele se apressa. — Já estou com fome outra vez. Na verdade, eu estou sempre faminto.

— Isso porque uma família de Leprechauns vive no seu estômago — Brian brinca a certa distância.

Rindo, Finnick puxa a camisa da cintura e seca o rosto com ela. A ferida em seu ombro, agora recoberta por uma crosta escura, parece cicatrizar bem. Ele sacode a camisa, enfia os braços nela e a passa pela cabeça. Depois pega a cesta e me leva até a sombra de uma árvore ali perto. Resquícios de palha estalam sob nossos pés.

Eu me acomodo na raiz larga e envergada, quase um banco natural, e abaixo o capuz enquanto ele se ajeita no chão. Abro a cesta e lhe entrego a garrafa de cerveja.

Seu semblante se ilumina.

— Eu sabia que recebê-la em minha casa era uma decisão muito sábia. — Destampa a garrafa e a leva aos lábios. E grunhe contente enquanto sorve um grande gole.

— Pensei que tivéssemos concordado que foi uma decisão pouco inteligente — provoco.

Ele seca a boca na manga da camisa e me oferece a garrafa.

— Prove e então me diga se posso não me sentir afortunado por ter lhe encontrado.

Faço o que ele diz e, à medida que o líquido fresco envolve minha língua e desce com suavidade por minha garganta, eu gemo, satisfeita.

— Exatamente, Cara. Eu não teria sido mais eloquente. Sua capacidade de expressão é admirável. E invejável — brinca, me fazendo rir.

Puxando a cesta para perto, sua mão serpenteia para dentro dela à procura da comida. Apesar de visivelmente faminto, não deixo de notar que parece um tanto ressabiado.

— Eu não preparei coisa alguma — asseguro a ele. — Estavam em sua despensa. Tudo o que fiz foi colocar os alimentos na cesta.

Ele leva a mão ao peito, uma expressão fingida de alívio estampando seu rosto, e apanha a trouxinha que fiz com o pão, o queijo e a linguiça.

Acabo rindo outra vez ao vê-lo lutar contra o nó.

— Mas provavelmente tem razão. — Eu me ajoelho em frente a ele e tomo a trouxa de suas mãos grandes, desamarrando as pontas da toalha e, enfim, libertando a comida. — Eu mal consigo entender como devo comer determinados alimentos, que dirá prepará-los.

— Agora fiquei curioso. — Ele puxa sua scían da cintura e corta alguns pedaços do queijo e da morcela. — Como pode não saber como se deve comer uma comida?

Dou de ombros.

— Às vezes acontece. Por exemplo... não me recordo o nome do prato, mas papai o serviu em um jantar no ano passado. Era pavão recheado com peru, que era recheado com pato, que era recheado com galinha, que era recheada com faisão, que era recheada com perdiz... Eu pensei que nunca mais fosse parar de encontrar uma ave dentro de outra.

— Aaah! Esse prato! — Ele revira os olhos. — Por que não disse antes? Sei como se prepara.

Espetando um pedaço de queijo com a ponta da faca, ele me oferece. Envolvo os dedos no quadradinho.

— Obrigada. E sabe mesmo? — Não consigo disfarçar a surpresa

— Decerto que sei! — Sua expressão é grave. — Na verdade é bastante simples. Tudo o que precisa é conseguir convencer a perdiz a engolir um ovo de faisão, que por sua vez terá de engolir o da galinha, a seguir o do pato, até chegarmos ao pavão. Então basta esperar os ovos eclodirem e terá uma ave dentro da outra.

— Por que não pensei nisso? — Mordo o lábio para não rir.

— Depená-las pode ser um pouco mais complexo, no entanto. — Suas sobrancelhas se franzem, o olhar perdido em algum ponto atrás de mim.

A gargalhada me escapa, e acabo tombando de encontro ao tronco da árvore. Finnick ri também, jogando um pedaço de queijo na boca. Então ele diz algo que faz a diversão ir para longe.

— Seu pai deve ser um homem muito rico para ter abatido tantas aves em um só jantar.

— É... — Clareio a garganta. Penso em me esquivar, mas ele viu meu vestido e o colar que trago no pescoço. De que adiantaria mentir? — Sim, ele é. Papai imaginou que seria elegante. Meu irmão passou mal e culpou a perdiz. Ele jamais come essa ave... Comia — corrijo, abraçando os joelhos.

— Sinto muito pelo seu irmão, mo cara. — Sua voz é terna.

“Minha amiga.” Gosto da maneira como soa em seus lábios, mas meu coração se rebela e discorda, ansiando por outras palavras. O alarme soa em minha mente. Não posso dar ouvidos a meu coração.

Seria um grande erro. O maior de todos que já cometi.

— Sabe... — começo. — Às vezes esqueço que Charlie não está em mais uma de suas inúmeras viagens e fantasio que a qualquer momento ele vai voltar para casa com um olho roxo por ter se metido em uma briga em alguma taberna qualquer. — Tento ocultar a melancolia, mas ela se esgueira pelo meu tom de voz.

Finnick belisca o pão e me oferece, mas rejeito. Ele o leva à boca, me observando com cuidado enquanto mastiga. Meu rosto começa a esquentar, por isso mordisco o cubinho de queijo.

— Eu quero ajudá-la — ele diz, solene.

Ergo a cabeça, um tanto confusa, e tento me lembrar do que conversamos.

— A fazer as aves engolirem os ovos? — arrisco.

Os cantos de sua boca se retorcem, mas ele balança a cabeça.

— A não ser obrigada a fugir e quase acabar morrendo de sede em uma floresta na próxima vez que encontrar o assassino do seu irmão. — Ele dobra um dos joelhos e apoia o braço nele. A faca pendendo de sua mão. — É ágil com a scían. Como se sai com a espada?

— Não tão bem — confesso.

— Foi o que imaginei. Sua baixa estatura dificulta, sua mão é bem pequena. Qualquer oponente será mais alto que você. — Com um movimento ágil, ele crava sua scían na morcela e me encara, um brilho novo cintilando em suas íris claras. — Mas isso também pode ser uma vantagem.

Um fiapo de esperança se empertiga dentro de mim.

— Como?

— Eu lhe mostrarei como. Hoje à noite?

Sem vacilar um instante, concordo com a cabeça. Aprender a derrotar Joseph passou a ser meu novo objetivo.

Finnick também faz um movimento com a cabeça, selando sua promessa, e então começa realmente a comer. E compreendo o que Brian quis dizer antes, sobre a família de Leprechauns. Assim que não resta uma única migalha e nem um só gole de cerveja, guardo a garrafa e a toalha de volta na cesta.

— Acho melhor eu ir. — Eu me levanto. — Não avisei a Dana que sairia. Ela pode ficar preocupada.

— Cara, espere. — Ele também fica de pé. — Eu... fiz algo para você.

Minha surpresa o deixa inquieto, e ele parece um tanto inseguro ao tirar algo pequeno do bolso e, sem uma palavra, depositá-lo em minha palma.

Examino o pedacinho de madeira amarrado a uma delicada tira de couro. O pequeno pingente é comprido o bastante para que desenhos tenham sido entalhados nele. Não. Não são desenhos. São letras do antigo alfabeto Ogham.

— Sol — leio em voz alta. A grande estrela do universo. Não há escuridão enquanto ele fulgura, a vida floresce com seu poder. Não há trevas enquanto ele existir. É isso que Finnick está me oferecendo.

Meu próprio sol.

Elevo o rosto, a vista embaçada pelas lágrimas a ponto de eu mal conseguir distinguir suas feições.

— Sei que não tem valor nenhum — ele diz em voz baixa, enrubescendo suavemente. — É só uma lasca de bétula. Ainda mais se comparado à joia em seu pescoço, mas... — Esfrega a testa, rindo com nervosismo, e então seu olhar dourado se atrela ao meu. — Não posso destruir suas lembranças, Cara. Tampouco impedir que elas lhe atormentem. Mas pensei que talvez pudesse ajudar a afastar as sombras.

Minha garganta se aperta ao passo que meu coração tropeça, assaltado por sentimentos e emoções que de início não reconheço. Aperto o colar de encontro ao peito.

— Obrigada, Finnick. — Minha voz falha. — É o presente mais bonito que já ganhei em toda a minha vida.

Ele chega ainda mais perto. Sua mão se move em direção a meu rosto, e eu prendo o fôlego. Mas ele vacila, observando os próprios dedos um tanto sujos pelo trabalho. Não quero que ele hesite. Quero que me toque. Desejo sentir seu calor, seu contato embaralhar meus pensamentos, apagar meus temores, me encher de sentimentos confusos, parte esperança, parte desassossego.

No entanto, ele recua antes que eu possa dizer isso a ele.

— É melhor ir, Cara. — E parece um tanto frustrado. — Mas, por favor, tenha cuidado ao voltar para casa.

— Eu terei.

Ele se despede e eu o observo se afastar, apressado. O campo de milho reluz com o sol, da mesma maneira que seus cabelos. Volto a atenção para o colar, fechando os dedos ao redor da madeira. Algo dentro de mim desperta.

É confuso, doloroso e extraordinário!


Notas Finais


ela está apaixonada....hehe
byeee <3


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