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História Quando a noite cai - Capítulo 4


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Notas do Autor


Olá pessoas, tudo bem? aqui estou eu com mais um capítulo, deu pra escrever mais cedo hoje, então vamos lá.
Ah antes que eu esqueça, está parte em itálico é um "sonho" do Tae, e nele ele é o príncipe Kim Yugyeom, só esclarecendo para não ficar algo confuso para vocês, então é isto, boa leitura meus dengos <3

Capítulo 4 - Capítulo 3


Fanfic / Fanfiction Quando a noite cai - Capítulo 4 - Capítulo 3

Eu estava exausto, faziam horas que andava sem rumo por aquela floresta, depois de finalmente conseguir fugir do castelo e de Suho, através da saída  secreta que havia no porão, que há séculos não era usada, pude enfim me ver livre daquele lugar, no entanto fugi ao cair da noite e já era madrugada e ainda não havia encontrado um local para me refugiar, estava cansado pelos longos quilômetros que tive que percorrer, com sede, fome e meu tornozelo estava doendo como inferno, acho que o torci em alguma raiz que tropecei pelo caminho, e mesmo com tudo isso, não posso parar, não posso correr o risco de ser capturado por Suho ou por algum de seus homens, ele com toda certeza já deve ter dado falta de mim.

Avistei os primeiros raios de sol surgirem por entre as arvores, já estava amanhecendo, queria mais do que tudo poder me sentar e descansar, ao menos alguns minutos, tropecei em uma raiz de um pequeno arbusto e senti meu corpo exausto pender para frente, eu segurava uma pequena faca, que trouxe para me ajudar a conseguir ao menos me defender caso fosse atacado, talvez eu devesse larga-la antes de cair, com certeza não deve ser bom cair com uma faca em mãos, cruzei os braços em frente ao rosto, para o impacto com o chão não machucar-me nessa área, no entanto tal impacto nunca veio, braços fortes me seguraram, mantendo-me em de pé, e o desespero invadiu meu coração.

- Não!! Solte-me!! – gritei enquanto me debatia, não poderia deixar Suho me ter em suas mãos, em um momento de descuido dele, consegui o golpear com minha faca, fincando-a em seu ombro, e ele grunhiu de dor, no entanto aquilo mal o atordoou, então ele segurou meus punhos imobilizando-me.

- Calma senhor, eu não irei lhe fazer mal – disse uma voz doce, foi então que meus olhos embasados pelas lágrimas, focaram-se na figura a minha frente, um homem forte e alto de cabelos negros, olhos cor de mel me fitava preocupado, não era Suho, eu estava a salvo, aqueles olhos mel me olhavam tão intensamente, seria ele um anjo? Não obtive resposta para minha pergunta, logo tudo se transformou em escuridão quando meu corpo cansado sucumbiu à exaustão.

 

Acordei momentos depois, meu corpo estava dolorido, ao abrir lentamente meus olhos pude notar que não estava mais na floresta e sim em uma cabana, ela era simples e tinha uma lareira acessa, oh céus, será que fui capturado? Levantei-me de supetão da cama e minha cabeça doeu, senti-me zonzo.

- Oh finalmente o senhor acordou – disse uma voz, que percebi vir da entrada da cabana, o mesmo homem que me segurou quando estava prestes a cair, me olhava com atenção e curiosidade, mas eu não poderia confiar naquele olhar, mesmo que ele me passasse calma, este homem poderia ser um dos capangas de Suho, eu precisava sair dali, olhei rapidamente em volta, em busca de um local que pudesse usar como rota de fuga, mas não havia nada, só a porta de entrada e para escapar por ela eu teria que vencer o grandalhão a minha frente, mas do fraco como estou seria praticamente impossível vence-lo, no entanto isso não me impediria de tentar – senhor eu não pretendo lhe fazer qualquer mal, portanto não precisa olhar-me como se eu fosse um monstro prestes a mata-lo – disse o homem desconhecido, ele parecia chateado com meu olhar sobre si, mas não aparentava raiva, reparando bem, agora sem o cansaço e a pouca luz da floresta, a imagem dele era mais nítida, e o homem era ainda mais belo, seu porte físico assemelhava-se a de um guerreiro, e talvez ele fosse.

- A quanto tempo eu dormi? – indaguei, minha voz arranhando minha garganta seca.

- Bom fazem três dias que o senhor estava desacordado, eu já estava preocupado, ia chamar a curandeira da aldeia para lhe examinar.

- Oh céus! Eu dormi por três dias? – perguntei assustado, quão exausto eu devia estar?

- Bom, sim, o senhor parecia realmente cansado, eu cuidei do senhor estes dias, lhe dando água e um pouco de sopa de arroz quando o senhor tinha lapsos de consciência – disse e só neste momento notei que ao lado da cama em que estava deitado havia duas cuias, uma com água e outra com mingau, aquele homem realmente cuidou de mim?

- Agradeço seu cuidado senhor, mas preciso ir – disse, eu não poderia ficar ali, e ele com certeza não iria me querer ali quando soubesse quem eu era, afinal quem seria louco de dar abrigo a Kim Yugyeom, noivo fugitivo de Choi Suho? Ninguém, ter-me ali seria colocar em risco a si e ao seu povo.

- Não vá, o senhor ainda está cansado e é perigoso andar sozinho por aí – disse ele de modo preocupado, ele estava realmente preocupado comigo? Aquilo era estranho, eu não podia confiar, embora algo em mim me mandasse confiar nele, acredito que ele notou meu olhar desconfiado sobre si pois disse – por favor, não olhe-me assim, sei que é difícil confiar em um completo estranho, mas eu não desejo lhe fazer mal, se desejasse já o teria feito enquanto o senhor estava inconsciente – ele disse e eu arregalei meus olhos, me cobrindo com o lençol da cama, em uma tentativa de proteger meu corpo, minha atitude o assustou pois logo ele tratou de se explicar – oh não, me desculpe, acho que me expressei mal, eu jamais violaria alguém, só quero que entenda que não lhe farei mal, eu não sou esse tipo de homem – disse de modo calmo porém firme e eu pude notar que ele realmente falava a verdade, por fim pude relaxar.

- Me desculpe eu só, eu, não posso ficar, isso pode ser perigoso para o senhor.

- Por que? O senhor não me parece uma má pessoa e nem alguém perigoso, embora tenha obtido êxito em me acertar com sua adaga – disse risonho e eu arregalei os olhos, agora olhando para o pequeno curativo em seu ombro.

- Oh meus deuses! Me perdoe por isso senhor, realmente sinto muito, eu estava nervoso e – não pude terminar minha frase pois ele me cortou.

- Não precisa se desculpar, não ficou tão ruim assim, foi só um corte superficial, já já cicatriza, não se preocupe – disse calmo, mas eu sabia que não havia sido algo tão simples, lembro-me de minha adaga cortar seu ombro e o curativo só provava minha tese.

- Ainda assim perdo-me.

- Tudo bem, se isso lhe faz sentir-se melhor, estás perdoado, agora me diga por que não podes ficar aqui pelo menos até recuperar-se totalmente? – ele indagou e eu engoli em seco, não poderia contar-lhe a verdade e acredito que ele não iria me deixar ficar caso eu não lhe diga o porquê de não poder ficar.

- Desculpe-me mas não posso lhe dizer senhor, por isso irei embora – disse e ele me observou atentamente, até que suspirou e sentou-se na beirada da cama, próximo a meus pés.

- Escute-me senhor, entendo que não podes me dizer seus motivos, e não vou forçar-lhe a isso, pode ficar aqui em minha casa, sinto que não és alguém perigoso e que posso confiar no senhor, e meus instintos nunca me enganaram nenhuma vez e não seria agora que eles irão falhar, então por favor não vá, fique, se o senhor for ficarei preocupado, o senhor está fraco, precisa se recuperar – disse e eu me senti-me tocado com suas palavras, eu queria ficar mas tinha medo de causar mal a ele e ao seu povo.

- Eu não sei.

- Olhe eu irei protege-lo seja lá o que for que lhe causa medo, se não, não me chamo Jeon Junghyun o guerreiro líder da tribo lótus de Busan, então por favor confie em mim e não vá, aqui estarás seguro – disse eloquentemente e o restante de receio que havia em mim se foi.

- Está bem, ficarei – disse e ele sorriu, um sorriso meigo, senti meu coração palpitar.

- Então seja bem-vindo a tribo lótus senhor? – ele disse e só então percebi que ainda não havia lhe dito meu nome, e eu não poderia lhe dizer, assim ele saberia quem sou e isso não pode acontecer, ao ver que meu olhar apavorado voltou ele completou – se não puder me dizer seu nome tudo bem, posso esperar o tempo que for para que se sinta confortável para se abrir comigo – disse de modo gentil e eu suspirei aliviado.

- Obrigado senhor Jeon – disse e fiz reverencia.

- Ah não precisa me chamar assim, pode me chamar apenas de Junghyun, chamar-me de senhor dar-me a impressão de que estou velho – disse brincalhão e eu ri – mas precisamos arrumar um nome provisório para o senhor, deixe-me pensar – disse e fez uma pose pensativa, que o deixava fofo e engraçado, apesar de seu porte físico musculoso – ah já sei!! Vou lhe chamar de Dal – disse completamente empolgado.

- Dal? – indaguei, era um nome curioso.

- Sim, Dal, significa lua, e você me lembra a lua, sua pele é branca como o luar e irradia uma luz, que não sei explicar, então acho que Dal é um nome perfeito para lhe chamar, o que acha? – perguntou.

- Dal? Eu gostei desse nome, obrigado Junghyun – eu disse e sorri terno para ele que sorriu de volta, um sorriso radiante e mais uma vez meu coração palpitou.

- Bom agora que está tudo resolvido, espero que sinta-se em casa Dal, em breve vou lhe apresentar formalmente a tribo, eles vão adorar lhe conhecer – disse de modo animado, eu não sabia o que esperar de tudo aquilo, mas pela primeira vez depois da morte de meu irmão sinto-me seguro e acolhido, irei me agarrar a isso enquanto puder, que os deuses me abençoem.  

 

            Taehyung acordou com a luz do sol batendo em seu rosto, provavelmente deve ter esquecido de fechar as cortinas da janela de seu quarto, e agora seus olhos estavam queimando diante da luz solar, mas uma vez sonhou com Junghyun, era o mesmo sonho que vinha tendo desde seus dezoito anos, Taehyung sonhava quase todas as noites com a história de amor de Jeon Junghyun e Kim Yugyeom, onde ele era Yugyeom, mas nunca chegava ao fim da história em seus sonhos, ele sonhava como os dois haviam se conhecido, se tornado amigos e se apaixonado, mas nunca chegava ao fim de tudo, e ele sabia que tinha mais, embora isso fosse apenas um sonho, muito estranho, mas ainda assim um sonho, Taehyung tinha a sensação de que havia mais coisas sobre ele. Cansado de pensar sobre seus sonhos sem sentido, Taehyung decidiu descer para tomar seu café da manhã e em seguida sair para procurar emprego, desceu as escadas preguiçosamente e avistou dona Yoora sentada na mesa de café da manhã, juntamente com sua mãe e Jimin, este último estava bastante arrumado.

- Bom dia – disse com a voz rouca, obtendo um bom dia em coro de todos da mesa.

- Dormiu bem meu amor? – indagou Soora.

- Mais ou menos, mas vou sobreviver – disse Taehyung, realmente seu sono foi meio agitado devido o sonho e o estresse do dia anterior.

- Você precisa de um homem meu querido, um que lhe pegue de jeito e lhe deixe tão cansado que você desmaie depois de uma noite de sexo selvagem – disse dona Yoora, ela era uma senhora bastante sincera e sem papas da língua, dona Yoora era uma antiga atriz de teatro e era muito vaidosa, todos os dias ela se arrumava com uma maquiagem um tanto extravagante, brincos grandes e um vestido florido, segundo ela uma dama deve sempre estar bela, e que ela tinha que se arrumar pois a qualquer momento os jornalistas iriam aparecer para entrevista-la sobre seu grande papel no teatro coreano, mas eles nunca vinham e Taehyung se sentia mal pela doce senhora.

- Também acho dona Yoora, mas o TaeTae já tem um candidato preferido, o guerreiro antigo com quem ele sonha, embora eu ache que seja difícil transar com um cara que só existe nos sonhos – disse Jimin de maneira provocante e Taehyung revirou os olhos para seu irmão, mesmo sentindo suas bochechas arderem.

- Muito engraçado Jiminie  - disse fingindo rir da piada de seu irmão – e dona Yoora eu preciso me focar em trabalhar, homens e sexo podem esperar – disse enquanto pegava um pão doce e o comia.

- Não há trabalho que supere um homem bom de cama meu jovem, você verá no futuro que tenho razão, eu sei o que digo criança – disse Yoora e levantou-se da mesa, despedindo-se de todos pois segundo ela tinha que se preparar para a entrevista daquela tarde.

- Ela ainda insiste nisso? – indagou Taehyung, ele ficava triste pelos repórteres não virem, dona Yoora merecia consideração, ela foi uma grande atriz.

- Sim, acho que ela prefere acreditar que eles virão todos os dias, isso a deixa mais feliz – disse Soora, dona Yoora era sua mais antiga hospede e a única, era como se fosse uma mãe para ela – mas me diga meu bem, já pretende sair para procurar emprego?

- Sim, preciso conseguir um novo o quanto antes, as contas já estão chegando – disse e tomou um gole de seu café.

- Eu gostaria que a pensão desse lucro como antigamente e você não precisasse se matar de tanto trabalhar para nos manter – disse Soora, ela se sentia mal por seu filho ter que passar por isso ainda tão jovem.

- Não tem problema mamãe, não me incomoda ter que trabalhar, só gostaria de manter os empregos que arrumo – disse e terminou seu café.

- Por falar nisso, tenho algo a lhe dizer – disse Jimin, ele apenas observava a conversa e lembrou-se da oportunidade de emprego que seu ficante havia comentado consigo no dia anterior, talvez Taehyung possa conseguir o emprego.

- E o que é? – indagou Taehyung.

- Bom Yoongi me falou que um amigo dele, que morava no exterior vai trazer uma filial de sua empresa aqui para Seoul, na verdade ele já trouxe, e está à procura de um secretário, então pensei que você poderia querer se candidatar – disse e Taehyung o olhou surpreso.

- Claro que quero e quem é Yoongi?

- Ah ele é um cara com quem eu tô saindo, ele é legal sabe, fofo, inteligente, já está fazendo sua segunda faculdade, ele é formado em administração e agora está fazendo música – disse Jimin completamente animado, Yoongi era incrível.

- Hum sei, bom espero que vocês fiquem juntos oficialmente, traga ele aqui qualquer dia para a gente conhece-lo – disse Taehyung, Jimin podia ser adulto, mas ainda era seu irmão mais novo e não queria que ele se machucasse com algum babaca, então preferia conhecer esse Yoongi e ver se ele é bom para seu irmão.

- Já disse isso a ele – falou Soora e Jimin riu.

- Tudo bem, tudo bem, eu vou falar com ele, mas só quando tornarmos nosso relacionamento algo oficial.

- Ok, agora me explica melhor sobre esse emprego – disse Taehyung, ele precisava saber se valia a pena arriscar.

- Bom, é como eu te disse, é para ser secretário do dono da empresa, ela se chama JK industries, é do ramo de construções e arquitetura, o secretário precisa ter o ensino médio e não exigem experiência, eles pedem que você deixe seu currículo lá e aguarde até a seleção.

- E quando seria isso? – indagou Taehyung, aquele emprego poderia ser bom para si, só teria que lidar com uma pessoa, no caso o dono da empresa, e talvez sua má sorte fosse menos destruidora com apenas uma pessoa, pelo menos ele torcia para isso.

- Bom, é hoje, você ainda pode deixar o currículo até as dez da manhã – disse Jimin e Taehyung levantou-se da mesa de supetão.

- Oh meu Deus, já são nove horas, por que não me disse antes? – indagou enquanto saia correndo da cozinha para começar a se arrumar.

- Ora você acordou tarde hoje e quando lhe vi não me lembrei de cara – disse Jimin, seguindo Taehyung pelo quarto, enquanto este fuçava o guarda roupa em busca de algo adequado para vestir na entrevista.

- Tudo bem, vai dar tempo chegar lá, me passe o endereço e eu vou levar meu currículo – disse enquanto separava uma blusa social azul, uma calca social preta e um sapato também social, essa era a única roupa séria o suficiente que tinha e precisava passar uma boa impressão.

- Vou enviar para o seu celular – disse Jimin e enviou o endereço para Taehyung.

- Vou me arrumar, me deseje boa sorte Jiminie – disse e entrou no banheiro, ouvindo seu irmão gritar do lado de fora um “boa sorte TaeTae”, e ele implorou que ao menos dessa vez a sorte sorrisse para si, esse emprego era sua oportunidade de melhorar um pouco a situação de sua vida e iria se agarrar a ela, só esperava que sua má sorte lhe desse uma folga.


Notas Finais


E aí? o que acharam?
JK vai aparecer no próximo capítulo, me digam aí o que acharam, beijos de luz e até amanhã <3


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