História Quando a sorte irlandesa atravessa o seu caminho - Capítulo 8


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Categorias Cillian Murphy, Tom Hardy
Personagens Cillian Murphy
Tags Ator, Brasil, Ciliianmurphy, Cillianmurphyofc, Cork, Dublin, Dunkirk, Hollywood, Irlanda, Livro, Peakyblinders, Romance
Visualizações 4
Palavras 1.517
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Literatura Feminina, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Cap. 8 - Ficção vs Realidade (Parte 1)


Fanfic / Fanfiction Quando a sorte irlandesa atravessa o seu caminho - Capítulo 8 - Cap. 8 - Ficção vs Realidade (Parte 1)

 

     Queria poder dizer que dormi feito um anjo, mas estaria mentindo.

     Não preguei os olhos a noite inteira. Ansiosa. Pensamentos a mil. 

     A conta está em cima do meu bidê e nele uma sequência de números e as iniciais C.M.

     Não preciso dizer que ao chegar em casa eu praticamente voei pro meu quarto procurando pela bolsa e ao encontrá-la, tremendo feito vara verde, puxei o papel. 

    Inacreditável.

    Nunca, nem em mil anos, eu sonharia com isso. Mas ali estava ele, ao alcance da minha mão o tempo todo. 

    Ainda deitada, olhando para o teto, fico pensando o que isso significa. 

    Minha cabeça se enche de interrogações e dúvidas. Tudo é muito surreal. 

    Conhecê-lo, ele aparecer na minha porta, deixar seu número (mesmo que eu não soubesse disso até ontem) e hoje, após o trabalho, eu vou vê-lo novamente.

     Eu realmente não sei mais o que esperar. Sabia que vindo para cá muitas surpresas me aguardavam, mas essa foi de longe a maior de todas. 

     Claro que pensei em mandar mensagem, mas acho melhor esperar até a hora em que estiver saindo do pub, não quero parecer ansiosa mesmo estando. É só que...não sei. É um conflito de emoções. Resolvo que ficar deitada sem fazer nada não vai me ajudar. Tudo começa com um primeiro passo, certo?

     Levanto e vou tomar um banho. Ainda é de manhã e desde ontem não vejo Olívia, aparentemente um de seus amigos daquela viagem virou um pouco mais que amigo, então decido dar uma volta no parque pra me distrair. 

     Sento embaixo de uma árvore e tento me concentrar em ler "Crime e Castigo", o que por certo tempo eu consigo fazer, mas depois de reler a mesma frase 4 vezes e ainda assim não saber o que eu li, acabo por desistir. 

    Fico um pouco mais no parque mesmo sem ler. Aprecio a tranquilidade e o bom tempo. Está um pouco mais cheio que o normal hoje. Depois de sentir meu estômago reclamar percebo que é hora de ir pra casa. 

     Preparo algo para comer e quase deixo queimar. Minha cabeça não está no lugar. Sei disso. Sei muito bem disso. Como quase sem sentir o gosto, mas tento ter em mente que não posso ficar assim o tempo todo. Tenho que por as coisas em perspectiva. Tudo bem que o acho atraente, muito, diga-se de passagem e ele ser uma pessoa pública não ajuda a me acalmar, mas de que vale ficar nervosa? A única coisa que vai acontecer, se eu não por a cabeça no lugar, é eu fazer papel de boba. 

     De alguma maneira sinto que minha ansiedade vai dando uma trégua. 

     Lavo a louça, deito um pouco e consigo tirar um cochilo. Quando acordo percebo que ainda tenho tempo até ter que ir para o trabalho. Então escolho a roupa que vou usar hoje: uma blusa de lã fina ombro a ombro de manga curta bordô, uma calça de couro preta fosca e uma botinha também preta. 

     Coloco música para tocar e entro no chuveiro. Deixo a água escorrer pelo meu corpo e penso em coisas que me acalmam. Respiro fundo, lavo os cabelos, passo o sabonete. 

     Quando termino me sinto bem mais relaxada. 

     Depois de me secar, mas antes de me vestir, faço a maquiagem: olho de gatinho, rímel e um batom da mesma cor da blusa. Meu cabelo quase não me preocupa, então o deixo secar naturalmente. Ele é ondulado por natureza e gosto dele assim. 

    Assim que termino a maquiagem, me visto. 

    Dou uma última olhada no espelho antes de sair e me sinto bem.

    Pego meus fones e saio. 

    --------------

    Quando entro no pub, Jim já está no ritmo e logo entro no ritmo também. Arrumamos as mesas, organizamos as cadeiras, revemos o estoque, contamos o caixa e fiscalizamos os banheiros. 

    Terminamos de organizar tudo na hora certa. 

    ---------------

    Atendo no balcão e sei que mesmo tendo começado a trabalhar aqui há pouco, já estou me habituando ao lugar e às pessoas. 

    Percebo Jim me olhando de esguelha, primeiro penso que é impressão, mas depois da terceira vez vejo que realmente ele me olha. Sei que ele quer falar algo, o que não demora muito a acontecer.

    "Nina, posso te fazer uma pergunta?" 

    "Você acabou de fazer, Jim" Digo olhando pra ele esperando sua reação

     Jim revira os olhos antes de responder

    "Você entendeu o que eu quis dizer..."

    "Entendi" respondo sem parar de trabalhar "Pode fazer"

    Jim entrega uma bebida ao seu cliente e eu entrego a cerveja para o meu e os dois saem. Por alguns segundos ficamos só nós dois. Então Jim vira pra mim e finalmente faz a pergunta:

     "Vai sair hoje? Tá toda arrumada."

     Estranho a pergunta. Será que exagerei?

    "Não estou "toda arrumada". Tá querendo dizer que venho mulambenta para cá?" falo pra descontrair e impedir que ele veja que fiquei sem jeito "Mas respondendo à sua pergunta: sim, vou sair hoje."

    Ele sorri antes de dizer:

    "Hmm. Alguém tem um encontro hoje..."

    "Não é um encontro..." Começo a dizer mas ele me interrompe

    "Meu bem, não tenho nada a ver com a sua vida amorosa e você não vem toda mulambenta, mas é que hoje tem algo diferente em você, algo que eu não sei dizer o que é exatamente. Só posso dizer que te deixa deslumbrante. Você é o tipo de pessoa que combina com o estilo "menos é mais". Simples, porém linda. E por acaso conheço o cara?"

    "Ah..." Não sei como responder a isso "acho que sim, mas como eu disse não é um encontro, também não posso dizer que seja um amigo...é que...bem" Começo a gaguejar

    "Tudo bem, meu anjo. Não precisa me explicar nada, mas acho bom que ele faça por merecer estar com você e se precisar conversar com alguém, pode contar comigo. Prometo não julgar." 

    Ele diz isso e sei que é sério porque me olha nos olhos e em momento algum sorri. Sinto verdade em suas palavras. 

    "Obrigada, Jim." Eu o agradeço e o abraço, abraço esse que ele retribui.

    Somos obrigados a voltar ao ritmo do pub que começa a encher. Jim não toca mais no assunto e o clima é tão bom quanto antes. 

-------

     Entre brincadeiras, bebidas, música e muita gente, o tempo passa e 15 minutos antes de sair estou com o celular na mão. Começo a ficar tensa. Sinto que vou perder a coragem. Lembro de Jim falando em encontro e isso me incomoda. Acho que inconscientemente fiquei evitando pensar nisso como um encontro do tipo encontro, sabe? É esse meu problema: começo a pensar demais e o bichinho da dúvida me morde.

     Mando.

    Não mando.

    Mando.

   Não mando.

   Mando.

   Não mando.

   Respiro fundo e digo a mim mesma para parar de analisar as coisas. Afinal, ele me chamou para conversarmos, então vamos conversar.

   Enfim mando a mensagem:

   "Oi, Cillian. Estou quase saindo - Nina" 

   Releio a mensagem e vejo que fui um pouco seca, mas não sei o que mais eu poderia digitar e agora já enviei e não tenho como voltar atrás. 

   Dou um suspiro resignado. Sinto a ansiedade tomando conta novamente. Os pensamentos se atropelam: 

  Ele não vai vir. 

  Ele não vai responder. 

  Aconteceu alguma coisa.

  Por que não verifiquei se esse era realmente o número dele?

  Ele...

  Ele respondeu.

  "Oi, Nina! Te espero na saída aos fundos do pub, pode ser?"

   Esqueço de responder por alguns segundos, mas me obrigo a entender que isso está acontecendo. Não é um delírio. 

   "Combinado!"

   Me despeço de Jim, mas não sem que ele faça um mini discurso: 

   "Me avise caso precise de qualquer coisa pra se livrar do cara. Pode me ligar a hora que for. Seu celular tem bateria? Você tem dinheiro para um táxi? Tá levando camisinha?"

   Começo a rir da metralhadora ambulante de palavras à minha frente e ao mesmo tempo me sinto grata por ter mais alguém aqui que se preocupa comigo.

    "Se eu precisar pode deixar que te aviso, prometo. Tenho bateria e uns trocados e com relação à camisinha, já te disse que não é um encontro." Digo revirando os olhos. 

     Jim bufa e põe a mão no bolso traseiro de sua calça, ele está com a carteira na mão e de lá ele tira um pacotinho e me entrega.

     "Jim! Quantas vezes vou ter que..." 

     "Melhor prevenir que remediar." Ele me corta e me encara como se me ousasse a desafiá-lo. 

     Sei que é uma batalha perdida então acabo por guardar o pacote de camisinha comigo e ao fazer isso vejo um sorriso de vitória no rosto de Jim. 

     "Obrigada pelo cuidado, meu bem." Digo isso enquanto o abraço e quando o solto vejo que ele gosta que eu também o chame assim.

   Antes de sair, passo no banheiro, fico me olhando no espelho, e mentalmente falo comigo mesma enquanto retoco o batom e o delineador. Passo os dedos pelos cabelos e decido jogá-lo apenas para um dos ombros. Quando acho que já usei todas as frases motivacionais que existem sigo em direção a porta dos fundos do pub. 

   É chegada a hora.

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Notas Finais


Desculpem a demoraaaa...


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