História Quando Diana dá mais munições para as crianças Wayne - Capítulo 1


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Categorias Batman, Mulher Maravilha (Wonder Woman), Superman
Personagens Bruce Wayne (Batman), Cassandra Cain (Batgirl), Clark Kent (Superman), Damian Wayne, Diana Prince (Mulher Maravilha), Dick Grayson, Jason Todd, Timothy "Tim" Drake
Tags Superbat
Visualizações 149
Palavras 1.662
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - A babá escolhida


Já passava das nove da noite quando Bruce fechou silenciosamente a porta do berçário de Damian. Seu caçula demorou mais que o normal dormir por conta do seu estado irritadiço e Bruce culpava totalmente Tim por isso. O menino de 8 anos não foi na escola aquele dia, porque tinha uma consulta com um pneumologista infantil acompanhar sua asma e passou o resto da tarde em casa brincando com seu boneco Max Steel, negando ao seu irmãzinho o direito de brincar também. Os dois passaram boa parte do dia se pegando a tapas e não foi só uma vez Bruce os colocou no cantinho de castigo. Como resultado, Damian ficou irritado com tudo e com todos até finalmente sucumbir ao sono.                              

O moreno deu um suspiro cansado pensando que Damian havia sido apenas o primeiro. A hora de dormir geralmente era um sistema muito eficaz e dificilmente dava problema. Todas as crianças queriam a atenção de Bruce e para não gerar brigas por atenção ou ciúmes, o Wayne aproveitou a diferença de idade entre seus filhos para colocar horários de dormir diversificados, assim o bilionário tinha como dividir a atenção entre todos. Damian, que era mais novo, ia dormir às 20h30min. Tim era às 21h, Cass às 21h30min, Jason às 22h e Dick às 22h30min. Era meia hora com cada criança para ajudar eles a vestirem os pijamas, enquanto contavam como foi o seu dia, ler ou cantar alguma coisa e ficar um pouco para garantir que realmente estivessem dormindo. Dick estava agora em uma fase de querer ajudar a colocar Damian e Tim na cama, Cass estava seguindo os passos do irmão mais velho, mas aquele dia Bruce dispensou a ajuda dos dois, pois precisava falar com Tim e não queria que fosse na frente dos outros.

Bruce foi para o quarto em frente do de Damian, que tinha uma placa de madeira escrito “Timmy” em amarelo na letra torta da própria criança e bateu suavemente na madeira escura antes de entrar. Deitado de bruços no chão de carpete estava o seu segundo filho mais novo, colorindo um dos seus tantos livros de colorir. As perninhas curtas estavam erguidas e balançavam displicentes para lá e para cá no ritmo da música suave que Tim ronronava enquanto pintava.

— Timbo hora de dormir — avisou Bruce agachando ao lado do filho.

O menino olhou para o pai com um biquinho, mas sabia que Bruce não seria ludibriado e não haveria como enrolar, então se sentou no chão, fechou seu livro e guardou seus lápis de cor. Após guardar tudo no lugar sob o olhar atento do pai, foi até o armário e escolheu o pijama de macacão de foguete e planetas. Bruce o ajudou a tirar a roupa e vesti-lo no pijama.

— Vamos escovar os dentes — mandou o mais velho, indo com o filho até o banheiro e o ajudando a subir no banquinho para dar na altura da pia.

Bruce pegou o fio dental e ajudou Tim a passar por todos os dentes e colocou a quantidade certa de pasta de dente na escova, entregando para Tim, para que ele próprio escovasse sozinho seus dentes, garantindo apenas que a criança não esquecesse de nenhum lugar. Tim fez a escovação direitinho e logo os dois voltaram para o quarto.

Tim correu para a cama e deitou depressa de baixo do edredom quentinho esperando que Bruce pegasse um livro na estante e sentasse ao seu lado para ler a história, mas para sua confusão, Bruce sentou ao seu lado sem livros.

— Timmy eu quero falar com você sobre sua atitude de hoje à tarde — começou o mais velho para ver a expressão do seu filho emburrar e fazer um biquinho com a boca. — Não foi legal o que você fez com o Damian hoje.

— Ele não sabe brincar e ele ia estragar meu brinquedo.

— Damian queria brincar com você. Você poderia escolher outra coisa para ele participar. Alguma vez Dick, ou Jason ou Cass te ignoraram quando queria brincar com eles?

— Não... — Resmungou o menino de má vontade.

— Pois então. Você é irmão mais velho agora e eu quero poder contar com você para ajudar a cuidar do Damian, assim como seus irmãos fazem com você. Posso contar que isso não vai mais repetir?

— Tá — Tim não parecia muito disposto, mas Bruce achou que ele entendeu qual foi o problema.

— Bom. Boa noite Timbo — Bruce se inclinou e beijou a cabeça da criança. Certificou-se que seu filho estava bem coberto e apagou a luz da luminária. Levantou-se da cama e no caminho para a porta ligou a luz noturna.

Fechou a porta depois de dar uma última olhada em Tim. A conversa foi melhor do que esperava e respirou um pouco mais aliviado. O resto das crianças foi para cama sem problemas, o que Bruce agradeceu imensamente.

Quando o Wayne entrou em seu quarto para tomar banho, encontrou o cômodo estranhamente vazio e se lembrou de que Clark avisou que provavelmente passaria o resto da noite no seu novo escritório na mansão para terminar a matéria do jornal do dia seguinte. Seria uma longa noite solitária, pensou o bilionário indo para o banheiro.

Já fazia um pouco mais de duas semanas desde que Clark se mudou e eles ainda não tiveram um tempo sozinho de qualidade. Ou os dois estavam muito cansados para fazerem qualquer coisa ou alguma coisa acontecia em momentos inoportunos. Tecnicamente, a mudança do namorado para a mansão era para melhorar a intimidade deles, mas parecia mais difícil do que antes.

Tomando um banho rápido, voltou para a cama grande e fria e sentindo-se sem sono, ligou a TV do quarto, contentando-se em assistir algum filme policial que passava, enquanto trabalhava em alguns contratos no tablet para esperar ver se Clark apareceria, porém quando já era quase uma da madrugada, Bruce cansou de esperar e levantou da cama indo até o escritório de Clark.

Aquele cômodo era uma antiga sala de descanso que ninguém usava há décadas e Clark tomou para ser seu novo escritório, vez que ficar até de madrugada na edição não seria mais possível. O Planeta Diário e a Mansão Wayne estavam à uma hora de distância e todos gothamites sabiam que não era bom ficar zanzando pela cidade tarde da noite, afinal Gotham era famosa pelos seus altos índices de crime e Bruce jamais permitiria que Clark se arriscasse a voltar de madrugada. Levando em conta que o trabalho de Clark consistia em horas extras, a solução encontrada havia sido aquela.

O novo cômodo era completamente diferente do escritório de Bruce, que só não era mais organizado que a cozinha de Alfred. Havia uma estante de livros, onde além de livros, estavam catalogados também, os artigos que Clark escreveu ao longo da vida de jornalista, inclusive aqueles do ensino médio em Smallville e algumas apostilas diversificados. Havia muitos retratos de fotos e Bruce sabia que nem todos eram de Clark, porque havia fotos dele quando era criança e algumas dos seus filhos.  A mesa estava abarrotada de papeis espalhados e folhas amassadas e descartadas no chão, deixando tudo com um aspecto mais desordeiro.  

— Oi Bruce — Clark cumprimentou quando viu o namorado passar da soleira da porta.

— Está ocupado eu presumo? — Bruce ergueu uma sobrancelha, mas continuou se aproximando e desviou da mesa e abraçou Clark por trás da cadeira e viu o notebook com a tela do Word ligada e alguma coisa escrita.

— Nunca estou para você — disse Clark galanteador e beijou a bochecha de Bruce.

— Mentiroso. Se você nunca estivesse ocupado para mim estaria na cama agora — brincou o bilionário, sem realmente estar irritado e aceitando os selinhos que recebia nos lábios.

Clark não era o único que virava a noite trabalhando. Bruce só não estava no seu escritório fazendo telefones internacionais naquele dia, porque Lucius estava fazendo isso, por isso não reclamava quando era Clark que não vinha para a cama.

— Eu tive uma ideia. Que tal irmos a um encontro — Clark disse entre os beijos e viu Bruce se afastar. — O que foi?

— Não que eu não tenha gostado dessa ideia, mas e as crianças? Alfred não vai voltar por algumas semanas ainda e não vou deixá-los com uma babá de agência. Não confio neles com meus filhos.

Clark sabia que havia acontecido um incidente no passado, quando uma professora se aproveitou da sua posição para vender fotos das crianças para os tabloides e depois disso Bruce ficou bem mais seletivo e paranoico com quem estava envolta das crianças.

— Eu sei — tranquilizou. — Falei com a Diana por telefone no almoço hoje. Steve vai precisar ir viajar a trabalho nesse final de semana e então ela estará livre e não acho que ela se importará de ficar com os afilhados dela — sugestionou Clark.

— Diana não é madrinha deles — Bruce disse categórico.

— Então você não informou isso para ela, porque tenho certeza que ela usou a palavra “afilhados” — Clark puxou Bruce novamente perto dele. — Então o que acha? Saímos e temos um tempo para nós mesmo, temos alguém de confiança para passara a noite na mansão e ajudamos uma amiga triste e solitária em casa.

— A última coisa que Diana é, é triste e solitária e se ela ouvisse você falando assim dela, provavelmente ela estaria chutando sua bunda — Bruce revirou os olhos.

— Talvez, mas ela não está ouvindo e você não vai me dedurar certo?

— Vou pensar sobre isso, mas sua ideia do encontro não é má. Amanhã eu falo com minha secretária ver se consigo limpar minha agenda no sábado.

— Perfeito. Pense no que podemos fazer só nós dois na sobremesa para você ficar firme na decisão — Clark piscou maliciosamente, enquanto beliscava o traseiro de Bruce.

A ideia do encontro e da sobremesa realmente foi incentivo o suficiente, porque Bruce nunca trabalhou tanto na quinta e na sexta para liberar seu sábado e assim, Diana tocou a campainha da Mansão às 18h30min em ponto para ser a babá das crianças Wayne, seus afilhados não-afilhados. 

Continua...


Notas Finais


Mais uma fic da série Família Wayne ou quase Wayne e assim como as outras da série, não pretendo transformar isso numa história longa e provavelmente terá de três a cinco capítulos. Infelizmente eu também não vou conseguir dar uma data de atualização dessa fic, mas pretendo postar capítulo novo a cada 15 dias, vai depender de como vai andar minha imaginação para as travessuras das crianças, que a propósito, se alguém tiver uma ideia de boa travessura para as crianças Wayne’s, pode deixar nos comentários.

Como a história também não foi betada, se encontrarem algum erro, por favor, me avisem que eu conserto imediatamente. No mais, espero que tenham gostado desse capítulo 1 e espero vê-los tanto nos comentários sobre o que acharam, quanto nos próximos capítulos.

Por último, reiterando o que eu disse na sinopse, a imagem de capa é de uma desenhista super talentosa chamada KayLan e a imagem foi retirada do Tumblr dela, aqui está o link: https://kaylabeemarie.tumblr.com/

Beijinhos de luz!


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