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História Quando é para ser... - Capítulo 1


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Notas do Autor


Porque louco ou não, esse tipo de amor nunca morre.

Se você não gosta do casal, favor seguir em frente. Comentarios negativos em relação a isso serão devidamente removidos. Obrigada!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Stefan Salvatore estava sentado no telhado.

A vista da velha pensão dos Salvatore sempre havia sido bonita. Quando crianças, Stefan e seu irmão costumavam subir aqui a noite, e observar as estrelas por horas. Depois, quando seu irmão foi para a guerra, Stefan passou a subir ao final da tarde, e observar as extensas plantações de algodão de seu pai ao longe.

Mystic Falls havia mudado muito desde essa época. E a casa também havia mudado de lugar, uma vez que nenhum dos irmãos estava disposto a permanecer no local onde a tragédia havia terminado sua vida. Mesmo assim, a vista que agora cobria quase toda a paisagem da pequena cidade ainda assim era deslumbrante.

Parte dele sabia que tal beleza não era completamente natural; Na verdade, desde que havia falecido e atravessado as portas da escola, tudo parecia mais intenso, e exagerado. Como se o objetivo do lugar em que estava fosse realmente deixá-lo permanentemente feliz e calmo.

Caso quisesse sair em seu carro, ele sempre estava limpo e com o tanque cheio. E se decidisse comer alguma coisa no bar, seus pratos favoritos estavam no menu, e suas músicas favoritas na rádio. Se pensasse em ler alguma coisa, sabia que o livro desejado estaria na estante da próxima vez que ele olhasse. Depois de tudo o que havia acontecido nos últimos 150 anos, ele sinceramente adoraria se afogar nesse presente, e deixar qualquer coisa que fosse para trás.

Isso é, se não fosse por-

Atrás dele, alguém soltou uma risada divertida.

- Meu deus! Mesmo depois de morto você não consegue relaxar, Salvatore? – Perguntou Lexi, com um sorriso em seu rosto.

- O que posso dizer? É mais forte que eu.

A vampira balançou a cabeça, incrédula. Mesmo assim, ela se sentou ao seu lado.

- Como foi a viagem com Brandon? – Perguntou Stefan.

- Épica. – Ela respondeu, e a expressão em seu rosto dizia que ela estava falando a verdade. -E você? Cansou de ficar aqui sentado, esperando a eternidade passar?

-Ei! Nós saímos juntos na semana passada. – Protestou Stefan, com um sorriso no rosto.

- É, mas desde então eu já rodei o mundo. Paris. Tóquio. Alguma tribo indígena no interior da África... Está tudo ao nosso alcance. É só imaginar! – Ele podia sentir a felicidade na voz dela. Desde que havia chegado, sua melhor amiga havia estado lá para ele, como se fosse um cão de guarda. E ele era muito grato por isso.

- É, tem sido bem legal. – Mas o entusiasmo não havia sido refletido em seu tom de voz. Lexi revirou os olhos.

-Tá bom. Eu mordo. O que está acontecendo? Você ficou bem desanimado ultimamente. Nem parece mais o cara que chegou aqui com um sorriso de herói no rosto, e uma satisfação imensa.

Em resposta, Stefan alcançou a gola de sua camisa, e puxou uma corrente para fora. Lexi virou a cabeça.

-É o seu anel da luz do sol? – Stefan assentiu.

- É sim. Ele apareceu recentemente, e eu não consigo entender o porquê.

 Lexi deu de ombros.

-Porque você não tira? Quer dizer, você morreu como humano. Não precisa mais dele.

- Não consigo. – Para ilustrar, ele agarrou a corrente, e tentou puxá-la para cima. No entanto, ela nem se moveu.

Stefan deixou o anel cair sobre o lado esquerdo de seu peito. Lexi franziu a testa.

- Tá, isso é estranho. Mas e daí?

- E daí? – Stefan repetiu, incrédulo.

- Stefan, estamos mortos. Qual a pior coisa que pode acontecer? – Ele abriu a boca para argumentar, mas não havia nada que pudesse ser dito. Ela estava certa.

- Olha, talvez quem quer que esteja por trás desse lugar quer que você continue usando isso. Então você pode passar o resto da eternidade tentando descobrir o porquê, ou pode deixar pra lá e aproveitar um pouco.

-Mas...- Um único olhar de Lexi o calou. De fato, preso aqui, não havia alguém a que ele pudesse recorrer, ou algo que pudesse a ser feito. Tudo o que ele poderia fazer era esperar, mesmo que não gostasse nada disso.

- Tá bom. Você venceu. – O alivio no rosto de sua melhor amiga era perturbador.

- Então, agora que o pior já passou, que tal você me acompanhar para o bar? Eu ouvi que o Bom Jovi vai estar tocando hoje. – Ela ofereceu, enquanto se levantava.

Stefan respirou fundo.

- Eu adoraria ir

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Alguns anos haviam se passado desde a morte de Stefan, e embora acreditasse que nunca mais poderia dizer isso, a vida de Elena havia voltado completamente ao normal.

Depois do funeral, Damon havia passado a mansão para Alaric, e junto com Caroline, eles haviam criado uma escola para proteger criaturas sobrenaturais dos desastres pelos quais todos haviam sofrido.

Era uma ideia boa, e acima de tudo, uma ideia da qual Stefan se orgulharia, o que era o mais importante para Damon. Stefan estava certo. Desde sua morte, o Salvatore mais velho havia mudado, e estava realmente tentando seguir as regras, e manter o legado de seu irmão vivo.

O Damon que Stefan conhecia quando criança, antes de Katherine Pierce destruir o vínculo dos irmãos, e transformá-lo em um monstro sem humanidade por muitos séculos.

Agora, Damon Salvatore tinha sentimentos. E permanecer em Mystic Falls destruía cada um deles.

Com tudo preparado então, ela e Damon haviam feito as malas, e dirigido para bem longe. Tão longe que o estado da Virginia não mais podia ser visto pelo retrovisor do carro, e muitos quilômetros além.

Os primeiros meses na nova cidade que não se parecia em nada com Mystic Falls haviam sido maravilhosos. Era a primeira vez que ambos haviam conseguido coexistir sem qualquer interferência sobrenatural, ou ameaça iminente de morte.

Aqui, eles eram apenas o senhor e senhora Salvatore, mecânico e médica, respectivamente.  Vizinhos educados e nada especiais, que participavam dos eventos do bairro e da cidade, e acabaram se tornando queridos pela vizinhança.

Com o passar dos meses, no entanto, essa paixão começou a desaparecer...

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Havia sido um dia cheio no hospital. Acidente de carro, com 5 pessoas feridas, e três delas em estado grave; ela havia passado o plantão inteiro tentando garantir que elas permaneceriam vivas, e por enquanto parecia ter conseguido.

Mas agora, a adrenalina estava passando, e ela realmente precisava de algum tipo de conforto.

Ela empurrou a porta de casa, que abriu sem qualquer vontade. Da entrada, podia ver Damon no sofá.

- Oi – Disse ela.

- Oi- Ele respondeu, sem tirar os olhos do livro que estava lendo. – Como foi seu dia?

- Ruim – Ela disse, sinceramente. – Acidente de carro.

-Sinto muito.

A essa distância, Elena podia reconhecer o livro surrado de capa marrom que ele estava segurando. Uma das pontas havia sido chamuscada pelo fogo.

-É, eu vou tomar um banho – Ela sussurrou, mas não tinha sequer a certeza de que ele havia ouvido.

 Sem esperar por uma resposta, ela subiu as escadas.

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-Você e seu marido estão casados a muito tempo? - A senhora Margaret perguntou, ainda segurando o copo de vinho que Elena havia servido mais cedo.

Ao longe, Damon e o senhor Donald conversavam sob o capô do carro.

- Na verdade, não chegamos a nos casar – A expressão no rosto de Margaret foi um misto de surpresa e vergonha. Finalmente, ela ofereceu um sorriso cínico.

- Ah não se preocupe, querida. Eu sei que ele vai acabar pedindo. Damon é louco por você.

- É -Elena respondeu, balançando a cabeça. – Eu sei.

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Elena não tinha a menor ideia de onde Damon estava.

Já fazia alguns dias desde que ele havia decidido assumir o turno da noite na oficina, e como ela trabalhava no hospital como plantonista durante os dias, não o via faz tempo.

Isso é ruim. Uma parte dela pensou, e ela sabia que devia escutar. Damon estava-a evitando, e Elena sabia exatamente o porquê.

Deixando a panela no fogão ainda aceso, Elena correu a escrivaninha ao seu lado da cama, e abriu a ultima gaveta. Ela retirou os dois livros que havia guardado, colocando-os sobre os lençóis intocados. Ali embaixo, um objeto reluzia.

Ela o pegou, e encarou o S esculpido na prata.

Stefan... já não sei o que fazer sem você aqui.  

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Damon apareceu. Na verdade, foi forçado a aparecer. De acordo com as testemunhas, ele havia começado uma briga com seu chefe.

A briga havia causado sua demissão, e uma visita ao pronto socorro do hospital.

- Amor, você está-

- SAI DAQUI ELENA. QUE DROGA! – Ele gritou, fazendo com que todos olhassem para eles.  A agitação fez com que o corte em sua testa sangrasse novamente.

Ignorando a explosão dele, ela simplesmente pegou uma gaze, e pressionou contra a ferida novamente.

O gesto carinhoso o pegou de surpresa, e seu rosto se contorceu de uma forma dolorida.

- Voc... escolheu errado, sa..ia? – As palavras eram desorganizadas, e o odor de álcool exalava de sua boca.

- Devia ter escolhido ele. Pel..menos ele estaria... qui - Lagrimas escorreram por sua face.

-Eu sei -Ela sussurrou de volta. E resistiu a vontade de tocar o colar que estava preso ao seu pescoço.

Eu sei.

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-Elena!!! Que bom te ver!!! – A animação de Caroline era tão contagiante quanto ela se lembrava.

- Também é bom te ver, Caroline – Ela respondeu, de forma sincera.

-Então, o que te trás a Mystic Falls? – Alaric perguntou, de braços cruzados, encostado a porta da escola.

O sorriso de Elena desapareceu.

- Na verdade, eu queria pedir um favor.

- Claro, Elena. Qualquer coisa – Caroline garantiu, visivelmente preocupada.

- Eu... queria saber se posso ser professora aqui.

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- Elena Gilbert lecionou no internato Salvatore por 40 anos. Médica formada, decidiu dedicar a sua vida para aqueles cujo a sociedade nunca aceitou, e garantiu que centenas de adolescentes pudessem ter vidas normais apesar de sua condição especial – Caroline parou, e respirou fundo. A vampira havia continuado a mesma adolescente de 17 anos de sempre, mas Elena havia envelhecido. E agora era a hora de dizer adeus.

-Elena era uma boa amiga – Ela continuou, fitando as diversas pessoas que ali estavam. Dentre elas, Jeremy Gilbert, seu irmão mais novo, e Bonnie Bennett, ambos também bastante idosos. – Sempre esteve lá por mim quando eu precisei, e mesmo com toda a loucura que tivemos que passar, ela sempre se manteve forte e disposta a ajudar a todos que precisavam. Descanse em paz, minha amiga.

- Descanse em paz – Todos repetiram. Bonnie e Jeremy se aproximaram, para abraçar Caroline.

Ao fundo, bem distante de tudo, uma sombra assistia a cerimônia, sentado sem qualquer cerimônia sob um dos túmulos mais antigos. Ao lado dele, um corvo grasnava preguiçosamente.

Pronto, irmãozinho. Pensou Damon, finalmente permitindo que sua audição aguçada voltasse ao normal. Agora vocês dois podem ser felizes, sem ninguém para atrapalhar.

Damon voltou seus olhos para o funeral que seguia na sua frente. Eles iriam enterrá-la logo. Era hora de partir.

Adeus, Elena. Stef... Eu sinto muito.

Como se recebesse algum tipo de mensagem mental, o corvo imediatamente levantou voo, grasnando alto. Bonnie se virou na direção de onde o animal havia saído, mas já não havia ninguém ali.

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- E ai, Stefan? O que você quer fazer essa semana? – Brandon perguntou, claramente entusiasmado.

Lexi estava sentada ao lado dele, claramente satisfeita. Stefan podia perceber que eles estavam de mãos dadas por debaixo da mesa.

- Eu não sei – Ele deu de ombros. – Que tal se a gente...

Uma sensação de queimação horrível se irradiou em seu peito. Ele grunhiu de dor.

-STEFAN? Tá tudo bem??? – Lexi perguntou, estendendo seu braço para que pudesse tocá-lo.

Ele não conseguia responder. Se abrisse a boca, tudo o que sairia era um grunhido de dor.

Espere. Essa dor...

As peças se encaixaram em sua mente com um estalo.

- Tá tudo bem sim, Lexi. Desculpa pessoal, mas eu tenho que ir – Ele disse, se levantando apressado e quase tropeçando na calçada.

- O que é que deu nele? – Brandon perguntou, observando o humano até que ele sumisse de vista.

-Eu não faço a menor idéia – Respondeu Lexi.

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Stefan não sabia como nem porque, mas o colar estava o guiando! Finalmente, após todos esses anos, o mistério seria solucionado.

E Stefan o seguiu, para dentro da escola, que se encontrava totalmente vazia. Além disso, todas as luzes estavam apagadas.

- Tem alguém aí? - Sua pergunta ecoou pelos corredores, mas permaneceu sem resposta.

Um arrepio subiu a sua espinha, e seu coração parecia que ia sair do peito. Mas mesmo assim, ele continuou.

Stefan deu a volta no corredor, e começou a correr. Parecia que quanto mais perto ele chegava, mais forte a sensação causada pelo colar o acometia. Nesse ritmo ele ia derreter!

O Salvatore então começou a apertar cada vez mais o passo, até que perdece completamente a noção de onde estava, e do mundo ao seu redor. Foi aí que um vulto apareceu na sua frente. Ele tentou parar, mas não foi rápido o suficiente.

- Ai! – Uma voz feminina disse.

- Me desculpe – Ele respondeu, finalmente percebendo onde estava.

É o banheiro masculino. Espere. O colar parou de queimar!

E aquela voz...

- Stefan?

Não. Não podia ser.

 -Elena? – Mas era ela sim. Mesmo com toda aquela escuridão, ele ainda conseguia distingui-la perfeitamente.

Os braços dela se amarraram ao redor do corpo dele antes mesmo que ele pudesse pensar.

- Eu senti tanto a sua falta – Ela disse, com a voz rouca.

- Também senti a sua falta, Elena. – Ele respondeu, se permitindo abraça-la de volta. Era realmente ela!

Mas isso significava...

Ele se soltou dos braços dela. Ela ergueu as sobrancelhas, e haviam lagrimas em seus olhos. Stefan sentiu um aperto no peito.

- Se você está aqui, quer dizer que algo ruim aconteceu.

Ela o fitou por um instante, e depois começou a rir desesperadamente.

- O que é Elena? O que foi?

- Porque não vamos lá para fora, que eu te conto?

Ela ergueu sua mão, e ele a pegou sem qualquer hesitação.

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- Stefan, eu vivi por 94 anos.

94? Já fazia tanto tempo assim? Ele fitou Mystic Falls, como fazia quase todos os dias daqui de cima. O quanto será que a cidade havia mudado?

- Foram anos muito felizes. Sabia que Caroline e Alaric fizeram uma escola em sua homenagem?

-É mesmo?  - Ela assentiu

-É sim. Eles queriam que todas as criaturas sobrenaturais tivessem a chance de aprender a se controlar e serem boas, como você.

- Isso é... – Um misto de alegria e tristeza tomou conta de Stefan. Caroline realmente o amou, e deve ter sofrido muito com o que aconteceu.

-Depois de um tempo, o Klaus veio visitar. Ele e Caroline formaram um casal lindo. E ele doou muito dinheiro para garantir que a escola fosse mantida.

Ah. Então ela havia seguido em frente. Que bom. Caroline realmente merecia o melhor que pudesse encontrar. E Klaus a manteria segura.

Pelo canto do olho, Stefan percebeu que Elena o fitava com uma expressão estranha.

- Porque está me olhando assim?

- Não está triste?

- Não. Caroline merecia alguém que pudesse estar lá por ela. – Alivio tomou conta do rosto de Elena. Ele não entendia o porquê.

- Mas e você e o meu irmão? Tudo bem?

Elena arregalou os olhos. Inconscientemente, ela tocou algo próximo ao peito. Um colar?

Agora que estava prestando atenção, o colar era muito semelhante ao que estava ao redor de seu próprio pescoço.

- Elena? Onde você conseguiu esse colar? – Novamente, os olhos dela se arregalaram, mas apenas por um instante.

- Eu... porque a pergunta? – Stefan então puxou o que estava debaixo de sua camisa.

-Ele apareceu a muito tempo em mim. Não tenho ideia de onde veio, mas nunca consegui tirar. – Ele explicou, brincando com seu anel por entre os dedos.

- Ah meu deus. Stefan....

- O que foi, Elena? – Ela apenas puxou a corrente de seu pescoço, mostrando a ele uma cópia idêntica do colar.

 

Nessa hora, uma luz verde foi emitida de ambos os colares, conectando-os. Stefan sentia todo o seu corpo vibrar. Parecia que estava flutuando.

-O que está acontecendo?! - Gritou Elena

- Eu não sei!

E então, tudo ao redor desapareceu. Era como se Stefan estivesse sentado em uma sala de cinema bem escura, e pudesse apenas assistir o filme que se passava a frente dele.

Seu próprio funeral. Tudo o que havia sobrado da explosão foi seu anel. Damon o guardou, por um longo tempo. Ele estava na mochila de Damon, enquanto ele assinava os papeis para que a casa ficasse sobre posse de Alaric. Depois, estava no porta-luvas do carro, enquanto ele e Elena dirigiam para bem longe de Mystic Falls. Através dele, Stefan observou momentos e flashes do relacionamento de Elena com Damon, até que Elena o pegasse.

“Sei que era um anel, mas assim vai ser mais difícil de perder” Elena se justificou para ninguém, enquanto passava uma corrente de prata pelo anel, e o prendia ao pescoço.

A partir daí, a vida dela com Damon se tornou mais nítida. As brigas, as discussões, as desculpas...O término.

- Voc... escolheu errado, sa..ia? -  Devia ter escolhido ele. Pel..menos ele estaria... qui -

-Eu sei

 Stefan assistiu o resto da vida de Elena. Seu retorno a Mystic Falls, o tempo como professora, as amizades, risadas, reencontros, lagrimas...e, por último, seu funeral. Na cripta dos Salvatore, ao lado dele mesmo.

Dessa vez, o anel se encontrava em sua mão. Um toque de Damon, que não havia envelhecido um dia se quer.

Adeus, Elena. Stef... Eu sinto muito.

Stefan estendeu o braço para alcança-lo.

Damon!

Mas sua mão se fechou ao redor de fumaça, e aos poucos ele estava de volta no telhado, com Elena.

Agora finalmente, ele podia entender.

- Stefan... Sei que muita coisa aconteceu, e que talvez você não possa me perdoar. E eu quero que saiba que está tudo bem. Mas eu não posso e nem quero esconder de você que-

Os lábios de Stefan tocaram os dela pela primeira vez em muito tempo.

- Eu te amo, Elena Gilbert.

- E eu também te amo, Stefan Salvatore. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!


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