História Quando Ela Estava e Quando Ela Foi - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 1
Palavras 527
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção
Avisos: Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


O tema para este capítulo foi "Noite de tormenta" e foi sugerido por Iara Meireles.

Capítulo 3 - Capítulo 3- Ponte Molhada


3:37 da manhã de segunda-feira.

A hora perfeita para caminhar pelo pequeno bairro em que reside. Já que todos estão dormindo para trabalhar de manhã, mesmo antes do nascer do Sol. Agata ama as madrugadas de segunda-feira.

Ela está caminhando pela rua, como em todas as segundas, está chegando numa ponte sobre um pequeno lago que dá um encanto especial ao lugar onde ela vive, olhando para a ponte... Apoiada na mureta... Uma sombra... Ela teme... "Não era pra ter alguém na rua uma hora dessas... Olha quem fala!" ela pensa enquanto decide se continua a andar ou se corre dali.

Ela dá um passo pra trás, a sombra vira e olha pra ela, seu rosto é então iluminado pelo poste de luz da ponte, "eu conheço esse rosto...":

-Senhorita amêndoas?- Henrique a reconhece mesmo na pouca luz que ilumina a rua e parte da ponte.

-Moço do mercado?

-Está um pouco tarde pra ficar na rua, não acha?

-E você, moço? Não acha que deveria estar dormindo?

-Segunda-feira de madrugada? Quando todos estão descansando? É a hora perfeita pra ficar pensando no lago com as ruas vazias.- O pensamento de Henrique irrita Agata. "Por que ele tem que pensar assim?" Ela pensa enquanto responde:

-Eu sei disso, por isso estou aqui. Essa estratégia é minha, vc não pode aparecer do nada e querer dominar a madrugada no lago.

-Madrugada no lago?- ele sorri - Se tem um nome, esse momento deve ser bem importante pra você.

Agata põe as mãos na mureta e olha pro lago:

-Não gosta de falar sobre isso?- Henrique fica sem graça e se preocupa. Ele não queria falar besteira...:

-Não gosto de falar sobre muitas coisas.

-As vezes sou inconveniente. Peço desculpas.- Henrique tenta concertar.

...

-É importante. Eu venho aqui sempre que...- Ela não acha que deve se abrir com um estranho que conheceu no mercado.

-Sempre que...?

-Sempre que meu namorado vai dormir, eu venho aqui pra ver o lago.

-Ah! Por que ele não vem também? Não deveria deixar uma moça tão bonita andando sozinha de madrugada, ela pode acabar tendo que responder perguntas a um estranho inconveniente.- Ele tenta aliviar o clima e... Parece que tá funcionando! Um sorriso surge no semblante melancólico de Agata:

-Sua inconveniência me agrada... Henrique.

-Aaah! Então você lembra meu nome!

-O que há de incrível nisso? Eu lembro muitos nomes de muitas pessoas.

-Entendo... Agata.- Eles só disseram o nome um do outro, mas foi o suficiente pra se sentirem bem apesar de todos os problemas que eles tinham, todos os problemas que eles estavam ali pra lamentar enquanto olham pro lago. Eles se olham e, como numa ficção romântica onde as coincidências parecem de propósito, começa a chover.

...

4:13 da manhã de segunda-feira e chove na ponte do lago, Henrique tem guarda-chuva, Agata não, Henrique está de casaco, Agata veste uma fina blusa de lã. Ele abre o guarda-chuva e e estende a mão para que ela o pegue, enquanto ela segura o guarda-chuva, ele tira seu casaco e começa a colocar nela:

-Não preci...

-Ah ah ah... Apenas coloque.- Henrique diz como se estivesse a dar bronca numa criança.

Com o casaco de Henrique, Agata lhe devolve o guarda-chuva e, para que ele não morra de frio só de camiseta, ela o abraça.

....

E começa a amanhecer.



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