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História Quando Ele Me Toca - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Estrangeira, Aceitarias Um Homem Como Ele?


Fanfic / Fanfiction Quando Ele Me Toca - Capítulo 2 - Estrangeira, Aceitarias Um Homem Como Ele?


Sakura se escondia ao máximo que podia dos olhos maldosos dos navegadores,tentando sempre não se sufocar com o cheiro péssimo que aquele convés do navio úmido. Ouviu o som das fortes gotas de chuva se chocando contra o piso superior e se pegou imaginando quanto tempo à mais levaria até que chegassem em seu destino. Destino esse que ela já temia antes do acontecido.


Detestava locais como aquele frios, úmidos. A lembravam de como estava longe de casa, dos últimos momentos que teve com sua família no Mediterrâneo. A menor recordação daquilo já lhe trouxe o pânico inserido em mente, e ela logo tentou se livrar das imagens dos corpos ensanguentados no chão as lágrimas de sua mãe ao ver o corpo de seu pai cair estático sobre a areia, decapitado. Sensações tão reais que tratou de deixar de lado antes que pudesse reviver aquelas situações, afundando-se nos próprios pesadelos.


- Estamos chegando, venha ver! – indagou seu único amigo que lhe protegia dos assédios de todo tipo de homem que poderia ter naquele lugar

Mesmo sendo a princesa era inevitável não correr riscos de assédios dentro daquele lugar cheio de homens, de sentia desprotegida mesmo com amigos ao seu lado – Você está bem? Parece pálida! 


- Acho que é apenas a movimentação do mar me causando enjoos, não se preocupe comigo, Naruto! 


Estavam à longe ainda do grande continente, a neblina inundava o lugar e o frio rigoroso pairava sobre ela. Como ela se acostumaria viver ali? 

Acostumada com tantos dias de sol na primavera. Na realidade aquela não era sua maior preocupação, sua mente fervilhava em saber o que aconteceria quando chegasse finalmente ao "novo lar". 


- Terá que se virar sozinha por lá, e nem o conhece, é impossível não se preocupar... – Naruto era um tripulante do navio cargueiro, não poderia lhe acompanhar e Sakura também não poderia aceitar aquilo. O acordo feito entre os dois reinados era extremamente explícitos, seria apenas ela e mais ninguém – Precisa tomar cuidado nesse reino, eu conheço algumas histórias sobre os filhos 

do rei Tajima nenhum são bons o suficiente para você, Sakura! 


- Muito obrigada, Naruto. Eu agradeço a sua preocupação mas fui criada para isso a minha vida toda... 


- Não seja tola, precisa ser feliz apenas e casar-se apenas para proteger o legado de seu pai não é justo para você! 


Naruto tinha razão, mas no mundo em que vivemos pessoas podem entender mal uma mulher vivendo sozinha. Sua mãe Rainha Mebuki apenas prezou pela melhor opção para sua filha, casar sua filha com o próximo sucessor de um trono importante. 


- Obrigada, Naruto. Eu te agradeço do fundo de meu coração, você é como um irmão para mim! – ela o agarrou num forte abraço,antes que o loiro retornasse a seus afazeres. 


Soltou outro longo suspiro, inquieta, enquanto assistia o navio chegar ao cais – Descarreguem! – ouviu o comando gritar, era a sua deixa.


Sakura sentiu as fracas garoas de chuva cair sobre sua face, e puxou ainda mais o capuz e o se certificou de que o hijab estava cobrindo todo seu cabelo. Assim que desceu os degraus de madeira avistou a carruagem junto à vários guardas. 


- Princesa Sakura Haruno? – um dos homens se aproximou e ela concordou, já sentia as mãos tremerem com medo do desconhecido e do que estava a vir – Chamo-me Kira, irei levá-la até o castelo do meu rei! 


Foi no meio da noite escura em que ela saiu a procura do novo recomeço, observava tudo tão diferente, a chuva começava a se fortalecer e ela apenas sentia a ansiedade corroendo o peito. O coche passava por pedras e buracos mas sequer isso se comparava a agitação da princesa. Foram pouco tempo até que finalmente chegasse naquele lugar tão imenso, nada comparado ao que havia imaginado. Na realidade tudo era como as pinturas modernas, as imagens de outros mundos que via nos livros. 


Os guardas acompanhavam sua entrada carregando as poucas bagagens que conseguirá trazer. Distinguiu algumas criadas que a encarava incrédula enquanto passava, cochichos cheios de teor maldosos. Quando entrou aquele tão enorme salão já pode ver de longe um homem sentado ao trono ao lado de sua esposa, o rei e a rainha. Junto à eles mais duas cadeiras uma era ocupada por um jovem de rebeldes cabelos negros, Sakura nunca havia visto cabelos tão negros quanto aqueles e o olhar malicioso que recebeu também não foi de seu agrado. A outra cadeira estava vazia e então ela temeu que aquele jovem fosse o homem com quem teria de viver o restante de sua vida. 


- Meu rei.. – ela se curvou numa reverência respeitosa, Tajima apenas observava os modos da moça, a primeira impressão de uma boa nora era o que ele desejava – Minha rainha...  – então ela direcionou o olhar ao mais novo, que sorriu minimamente para ela – Meu príncipe!


- Ouvimos muito sobre você princesa... Como foi a viagem? – o rei indagou, ele não apresentava um sorriso amigável ou algo do tipo, seu semblante era sério e até rígido demais. Sua postura impecável trazia consigo a coroa que deveria pesar em sua cabeça, ela não se atentava à tais adornos muito menos aos títulos. Aquelas roupas extravagantes não combinavam com ela, a rainha parecia as madames que vez ou outra visitava suas terras, ela não se acostumaria à aqueles vestidos cheios de babados e mangas bufantes. 


- Nauseante devo dizer, mas cheguei ao meu destino és isso que importa realmente! 


- Lamento ter passado por tais situações, minhas condolências por seu pai. Era um grande rei! – de fato, Kizashi foi um grande rei e por isso havia pensado no futuro de sua filha antes de partir – Mary irá levá-la até seus aposentos, e lhe asseguro que conhecerá seu noivo antes do matrimônio! – disse, Sakura gelou, então aquele jovem não era seu pretendente? Ótimo,não precisaria ter aqueles olhares maliciosos sobre ela todos os dias – Mas antes... Acho que todos queremos ver, princesa! 


Sakura não imaginou que seria daquela forma tão rápida. Em sua cultura seu cabelo era conhecido por uma lenda que sua mãe a contou durante muitas noites em que ela não conseguia dormir. 


A lenda dizia que quando jovem a rainha não poderia conceber uma criança, tentou durante anos mas o dom de ser mãe havia lhe sido proibido. Foi quando Mebuki adentrou o templo sagrado do Deus que acreditava veementemente, o deus Dís. A rainha lhe pediu de joelhos uma filha e prometeu que construiria uma templo três vezes mais grandioso caso eles lhe consedessem aquele pedido. Meses depois ela descobriu sua gestação, e dela uma bela garotinha de cabelos rosados nasceu. Seus cabelos possuíam a cor da primavera, que era a cor preferida do deus antigo. 


É claro que Sakura não acreditava totalmente naquela história, ela tinha suas dúvidas e suas próprias crenças. Crenças de que se realmente existisse um Deus, ele não pediria por templos ou ouro. 


- Meu rei... Peço encarecidamente seu perdão mas eu não posso! – Sakura reuniu toda sua gentileza e educação para dizer aquilo. 


- Sou seu rei e quero vê-los com meus próprios olhos, apenas lendas não me bastam! 


Sakura sentiu um calafrio em sua espinha, não gostava de ser exposta e sua mãe sempre lhe dizia que antes do casamento nenhum homem deveria ver seus cabelos soltos. 


- Tajima...– uma voz rouca disse suavemente em algum lugar escondido do salão, os olhos esmeraldinos caçaram por aquele espaço o dono daquela voz aveludada mas não o encontrou – Está deixando sua futura nora desconcertada... E aliás... Esses cabelos devem estar horríveis devido a horas de viagem!


Inacreditável! Sakura não acreditou no que ouvia, um homem que nem a conhecia já ousava especular sobre sua aparência? 


- Por que não aparece e se apresente à sua esposa, meu filho? 


Filho!.. 


Então o dono daquela voz era o outro príncipe? O homem que seria seu marido! – Péssima primeira impressão – pensou ela. Mesmo com aquela pergunta o dono da voz não respondeu mais, e Tajima se mostrou descontente no mesmo instante. 


- Perdoe o comportamento de meu filho, ele ainda não se acostumou com a ideia da vossa união! – desta vez, quem teve voz foi a rainha – Me chamo Midory, mesmo crendo que você já saiba... Ouvi falar muito sobre sua beleza e preciso alertá-la que nenhum de meus pensamentos chegou à imaginar tal graciosidade! 


Sakura corou elogiada, nunca ouvirá falar sobre a personalidade da rainha mas já pôde constatar que era uma pessoa amável. 


- Graças, minha rainha! 


- Não quero que me chame assim, seremos logomente como mãe e filha! Mas vamos deixar de chateia-lá está com a aparência cansada, precisa ter um sono decente! 


***


Sakura nunca havia visto uma acomodação daquela forma,tudo era tão moderno e diferente de seu lar. As paisagens através da janela ainda eram  nublada, diferentes das dunas de areia que via aos montes no cenário acalorado do Cairo. Primeiro reconheceu o ambiente em que estava, os lustres de vidro pareciam pesar no teto e aquilo a deixou encantada, não se surpreendia com o ouro nas decorações de reinos já que como princesa possuía todos aqueles luxos desnecessários. 


No lavatório tomou um bom banho permitindo-se relaxar depois de tanto tempo no convés de um navio sujo, suas roupas eram extremamente diferentes do que havia visto naquele castelo tão grandioso. 




Vestiu apenas um dos vestidos brancos que possuía, o tecido fino não era o mais apropriado para sair mas estaria sozinha naquele cômodo então se permitiu. Olhou para o relógio que sua mãe havia lhe dado, marcava onze e vinte da noite, foi o horário em que apagou sobre o colchão macio e lençóis suaves. 


Não soube quantas horas dormiu, mas quando acordou de supetão de um pesadelo trágico envolvendo sua mãe, teve certeza de que ainda era tarde da noite. 


À medida que se levantava tentava distinguir os objetos que estavam à sua volta ainda irreconhecíveis, e devido ao escuro imperceptíveis. Contou bater duas vezes o pé em algum cômodo até tatear um fósforo que estaria próximo à uma lamparina, antes que pudesse acender o fogo um pequeno ranger de madeira penetrou em seus ouvidos. Tudo estava tão escuro que mal podia identificar suas mãos, a ideia de que puderá existir alguem ali invadiu sua mente lhe causando um tremor desconhecido. Virou-se novamente e acendeu a pequena faísca onde conseguiu identificar a lamparina, que logo deu um pouco de luz ao local.



Pegou a lamparina e a virou procurando se algo ou alguém estava ali,a possibilidade de que poderia estar fez seu sangue congelar. Sakura caminhou até onde recordava de ver uma lareira, se perguntou se o frio dali seria tão rígido à ponto de precisarem daquilo, e pelo arrepio que passou em seu corpo constatou que sim. Se abaixou tentando jogar algumas faíscas entre aquelas madeiras, quando o fogo se acendeu ela pode sentir o calor irradiar por seu corpo, por poucos segundos ela continuou ali encarando aquela chama. No entanto, nem todos os Deuses do Universo poderia prepará-la para tal acontecimento. A luz da lareira a fez reconhecer a silhueta masculina que agora estava tão próxima à ela naquele momento, Sakura ficou estática. 


Não andava, não gritava e sequer se lembrava de como era fácil respirar.


- Olá, futura esposa... 


Estava trêmula, inclusive sentia o nó em sua garganta se formar como se precisasse de ar urgentemente. 


A luz era fraca mas ela podia ver alguns traços dele, foi quando começou a torcer o pano fino de seu vestido na tentativa falha de dissiminar seu nervosismo. Ele estava a poucos centímetros dela, como deixou de sentir a presença de alguém tão imperioso e imponente em seu quarto? 


Sua pele era pálida, o que ela já esperava visando a seu pai e sua mãe, e contrastava com seus cabelos que pareciam descer até o meio de suas costas e se encontravam levemente bagunçados. Não conseguia ver seus traços com clareza mas possuía o rosto angular, com um olhar negro que parecia corroer sua alma.


- Não estávamos esperando por você até dois dias atrás... Caso contrário eu teria ciência de quem era a pessoa que estava prestes a arruinar o meu estilo de vida!


- Er-eu .. – ela não era daquela forma, ela não tremia perante ninguém mas naquele momento sentia uma emoção diferente de tudo o que já havia sentido – Eu também não tinha posse de tal conhecimento até dias atrás, me sinto tão desinformada quanto, vosmecê!


- No entanto, vejo que já domina meu idiota como o seu próprio!


- Eu estudei, milorde! – Sakura havia recobrado sua consciência depois de tais palavras rudes. O viu abrir um sorriso nada agradável, um sorriso enigmático e maldoso, como se não cresse em uma palavra sequer da jovem a frente dele – E em um dos meus estudos lembro-me de ler que um verdadeira cavalheiro não deve adentrar o quarto de uma moça tão tarde da noite, ainda mais quando esta moça está prestes a se casar!


O silêncio recaiu novamente pelo cômodo enquanto ela sentia o homem que ela sequer tinha ciência do nome lhe encarar com seus olhos nublados. Sakura temeu que seu olhar recaisse mais abaixo em sua roupa e cruzou os braços, tinha consciência de que não estava apropriada, tentou procurar alguma palavra mais apropriada para fazer com que ele se retirasse mas acabou ficando sem reação quando ele ameaçou se aproximar mais em sua direção.


Céus! Nunca virá um homem tão alto e com ombros tão largos em toda sua vida quanto os dele, a medida que a próxima vencia a distância contra eles Sakura podia estudá-lo mais, mal imaginando que ele fazia o mesmo. O seu cheiro era notório e possuía um leve toque de álcool, ela conhecia bem aquele cheiro almíscarado de vinho. Como um homem poderia aparentar ser tão peculiar e tão assustador ao mesmo tempo?


E com um gesto nada educado ou cavalheiro as mãos fortes dele repousaram sobre os ombros dela, sentindo o tecido fino de sua camisola. Desta vez, Sakura não ficou paralisada com aquele toque que parecia deixá-la completamente sensível. A garota deu um pulo para trás afastando as mãos dele, já com um semblante raivoso.


- O que pensas que está fazendo? – vociferou contra ele que voltou a sua postura rígida. Fazendo Sakura se recordar que seu cabelo estava solto, mas para sua sorte a luz alaranjada não  deixava que ele observasse com clareza sua tonalidade, ela rapidamente já o enrolou num coque feito de forma desesperada. 


- Avaliando-a é óbvio, acha que me casaria com uma mulher chumbrega?  – disse, despreocupado com o que ela iria pensar. 


- E o que acha que eu sou? Uma mercadoria? – ela não estava crendo no que ouvirá, conhecia o mundo que vivia, era o mundo dos homens mas ela não admitiria tal coisa enquanto ainda tivesse voz – Pois se achas que vai me tocar sem minha permissão, ou sequer ter esses devaneios nada lúcidos, eu, Sakura Haruno, lhe asseguro que não verás o amanhecer nunca mais! Me entendeu? 


Foi inesperado ouvir a risada ácida vinda dele, ele não acreditava nas palavras dela? Pois, bem! Teria que se esforçar mais para intimidar um homem daquela estatura. 


- Como uma criatura deste tamanho possuí tamanha braveza... – ele se afastou dando as costas à ela – Desejo lhe dizer apenas uma coisa, princesa! – havia desdém quando ele pronunciou o pronome nomeado à ela, logo voltou a encará-la – Antes que os preparativos se iniciem e meus pais te encham de tonterises à meus respeito, saiba que não sou um homem de boa índole. Então gostaria de ser um pouco sucinto em um ponto;Não permito e não permitirei que você atrapalhe minha vida, não irei tolerar comportamentos indecorosos ou vulgares e não quero que dirija a mim com intimidade. Vosmecê não a tem!


Aquele aviso fez com que as orelhas de Sakura queimassem, quem ele pensava que era afinal, quem ele pensava que ela era? Uma moça despudorada em busca de seu amor num casamento que ela não desejava?

Oh, não toleraria aquele tipo de comentário, nem mesmo do próprio rei.


- Achas que já não tenho consciência de sua índole promíscua? – mesmo no escuro ela pode vê-lo cerrar os olhos – Antes de ser mandada para cá eu soube que o filho mais velho do rei não passava de um mero mulherengo, fornicador de araque que toda Franquia já conheceu! – o homem arregalou os olhos, em surpresa, até cruzou os braços vendo como era petulante a menina que jogava palavras ácidas ao vento – E digo mais, se não se retirar dos meus aposentos agora irei gritar tanto que todo o império Franco irá vir até aqui!


Ele possuía um sorriso sarcástico no rosto, mesmo que na distância em que estava ele não pudesse ver com nitidez o rosto dela, juraria que estava completamente vermelha e irritada.


- Creio que já deixei tudo bastante claro. Pode voltar a observar a lareira não irei mais incomodar o seu sono!


Dizendo aquilo aquele homem sumiu, deixando Sakura com os pensamentos fora de graveza. 

Como ela poderia aceitar um homem com este..? 





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