História "quando ele voltar" - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Haechan, RenJun
Tags Donghyuck, Haechan, Hyuckren, Nct Dream, Renhyuck, Renjun
Visualizações 21
Palavras 1.783
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


bem, essa é a minha segunda tentativa de angst que não deu muito certo ;.;
terminei agora pouco e eu me encontro com fone e um pouco de sono ajshjsksk então não revisei mas uma hora eu vou

boa leitura <3

Capítulo 1 - E ele nunca voltou


Donghyuck era alguém imprevisível e de difícil compreendimento. Talvez por isso eu nunca me preocupei tanto em prestar mais atenção em todos os sinais e, sinceramente, agora nem ao menos sei se realmente houveram, ou se tudo se resumia àquela tarde em que passamos juntos.


Aquela tarde.


Lembro-me perfeitamente do céu nublado e cinzento quando abri a porta às três da tarde e me deparei com ele, encolhido naquele casaco grande demais esperando que eu o convidasse para entrar. Eu apenas sorri mínimo e abracei aquele corpo maior que o meu, não demorando para puxá-lo para dentro.


A casa estava vazia naquela tarde, Donghyuck sabia perfeitamente disso, por isso não se preocupou muito antes de me empurrar para sentar no sofá e sentar em meu colo, me beijando como nunca antes.


E as coisas evoluíram, enquanto eu estava tão desnorteado com o beijo e tudo o que o Lee me fazia sentir que apenas voltei a realidade quando já estávamos em meu quarto, os corpos suados grudados um ao outro por debaixo das cobertas tentando normalizar a respiração.


Estava tudo estranho, mas eu não liguei, porque tudo entre nós era estranho. Nossa relação era estranha, porque nem ao menos sabia como tudo aquilo havia começado, mesmo estando naquilo há mais de 1 ano. Tudo, tudo mesmo, era estranho.


A janela do quarto estava entreaberta e uma brisa fria entrava por lá, balançando as cortinas, mas eu não me preocupei em ir até lá fechá-la, não me preocupei em fazer nada naquele dia. Eu queria apenas abraçar o Lee e ter certeza de que ele não iria se afastar dos meus braços.


Foi por volta das seis, estando antes mergulhado em meus próprios pensamentos, que eu senti Donghyuck tocar meu rosto com os dedos, me trazendo de volta a realidade. Eu pisquei os olhos e o encarei, sorrindo, mas ele não devolveu o mesmo sorriso, me encarou com aqueles olhos profundos, como se tentasse ver através da minha alma.


Ele retirou os dedos do meu rosto, mas continuou me encarando, e eu não tinha como desviar o olhar porque me sentia quase que hipnotizado. Ainda reparei nele abrindo a boca algumas vezes, procurando dizer algo, mas apenas aquilo, até ele enfim consegui dizer.


— Como você reagiria se eu sumisse para sempre? 


A pergunta havia soado de maneira tão séria naquele momento que eu ainda precisei de um tempo para entender. Franzi o cenho, confuso, mas então dei uma fraca risada, porque ele era tão cheio dessas perguntas em momentos difusos que eu não tinha como levar a sério. Mas ele continuava me olhando profundamente, e eu me obriguei a tirar o sorriso do rosto.


— Se você sumisse por um tempo? Bem...eu não sei, sabe? Não imagi- — não tive como terminar de falar, porque o Lee passou o polegar sobre os meus lábios e então falou:


— Não disse por um tempo, disse para sempre. — ele ressaltou, não ousando tirar os olhos dos meus.


E então eu que encerrei aquela troca de olhares, virando o meu corpo para poder encarar o teto. Era confuso, não sabia o que falar e muito menos imaginar aquela possibilidade. Qualquer coisa que eu falasse poderia não ser a correta, pelo menos era assim que eu pensava. E eu realmente estava certo.


— Eu...eu não sei, de verdade. — suspirei, um pouco frustrado — Se você sumisse... não ter mais você... é estranho — tentei rir, para descontrair o momento, mas saiu mais como um suspiro de lamentação — Talvez eu... talvez eu… — tentei pensar em algo, mordendo os lábios em confusão — Acho que talvez eu iria chorar. — e enfim consegui rir, imaginando o quão bobo aquilo havia sido.


Donghyuck se mexeu na cama, levantando-se por um momento para deitar sobre mim. Eu não sabia como estava sua expressão, não me preocupei em ver aquilo.


— Você… — ele sussurrou, me arrepiando — Iria chorar? — escondeu o rosto no meu pescoço e murmurou contra a minha pele: — Acho que eu iria... vou querer isso, por favor, chore por mim.


E eu prometi.


Eu vou.


Mas não cumpri nada. Porque quando na manhã seguinte ele desapareceu do meu quarto, não me preocupei em ir atrás, ele sempre fazia isso.


×××


Não foi uma surpresa eu ter acordado em meu quarto sem a presença de Donghyuck. O Lee era daquele jeito desde que começamos a dormir juntos; sumia antes mesmo de eu ter a chance de perguntar quando seria a próxima vez em que eu o veria. Então não muito depois ele voltava, como se nada tivesse acontecido. Passávamos horas juntos, fosse bebendo algo, fumando ou fazendo sexo, então eu pegava no sono e quando novamente abria os olhos ele já havia ido.


5 dias se passaram. Eu não estava preocupado, mas sentia certa falta do mais novo. Meu corpo sentia, na verdade. E no fundo eu também.


Uma semana e novamente eu não estava preocupado, mas queria saber por onde é que ele andava. Sentia ainda mais vontade de encontrá-lo outra vez, e tinha certeza de que poderia ser logo, a qualquer momento.


18 dias. Donghyuck já havia sumido por mais tempo. Mais uma vez, a vontade de o ver só tendia a crescer. Havia fantasiado tanto com o momento em que ele iria aparecer. Entrando pela janela do meu quarto; em um carro me convidando para dar uma volta; tocando a campainha, assim como da última vez...no fim tudo terminava com nós dois tendo o sexo mais intenso de nossas vidas. 


25 dias e foi aí que eu comecei a me preocupar. Tudo bem que Donghyuck uma vez havia sumido por mais de 1 mês, mas aquilo foi há tanto tempo. Por que ele faria isso de novo? Bem, eu não sabia. Da última vez perguntei mas ele não me respondeu. Sinceramente, ele nunca respondia os meus questionamentos em relação aos seus sumiços repentinos, e eu nunca fui de insistir muito. Talvez devesse tentar...quando ele voltasse.


×××


Durante três dias seguidos eu deixei as preocupações de lado. Segui normalmente com a minha vida como se antes não tivesse passado a maior parte do meu tempo preocupado. 


Uma hora ele irá voltar. Era o que dizia para mim mesmo toda hora que me via pensando em Donghyuck.


Era o vigésimo oitavo dia. Por volta das oito da noite Jeno passou na minha casa insistindo para que eu o acompanhasse até uma festa. Eu fui, afinal, não havia motivos para dizer não. E então passei horas bebendo uma única garrafa de vinho barato que eu enrolava pra terminar.


— Você tem falado com o Hyuck? — Jeno perguntou, atraindo a minha atenção.


Foi quando me lembrei que os dois Lee tinham uma espécie de parentesco. Tentei não demonstrar muita afobação e ansiedade por uma resposta quando disse:


— Não, você tem? 


Ansiei durante aqueles longos segundos que o Lee me respondesse logo, mas ele não pareceu notar o quão parecia urgente para mim que ele dissesse algo. Jeno deu de ombros, roubando a minha garrafa e dando um gole. Fez uma careta antes de responder:


— Não. — então deu mais um gole, fazendo a mesma feição de desagrado. — Sabe, ele sempre foi estranho. Não é muito próximo da família e meus pais não gostam que eu seja lá próximo dele. — então deu de ombros — Não sei qual era a dele contigo, mas sabe, acho melhor que estejam um pouco afastados porque ele provavelmente lhe traria problemas.


Eu tentei não demonstrar o quão abalado havia ficado, mas foi meio impossível. Jeno, pelo menos, pareceu não notar, estava ocupado terminando de beber o vinho que antes pertenceu a mim.


Ficamos durante longos segundos em silêncio, e eu não sabia o que pensar. Donghyuck era sim estranho, nisso Jeno estava certo, mas de resto... não tinha certeza se teria como negar. Nunca conheci Donghyuck direito; o Lee nunca permitiu isso. Parecia horrível agora ter consciência de que me relaciono com o outro há tanto tempo mas não tenho a mínima ideia de quem ele realmente é.


De cabeça baixa, não ligando para a música alta que tocava ao fundo, eu disse para mim mesmo que iria conhecer melhor o Lee; quando ele voltasse.


E Donghyuck nunca voltou.


×××


Eu esperei, durante mais dois meses. No sexto enfim desisti. Percebi então o quão patético eu parecia. Aquele desespero todo por causa de um garoto que eu nem ao menos conhecia.


Não chorei, me recusei a derramar uma única lágrima por causa dele. 


Durante meses me senti um completo idiota por ter me apegado tanto àquela possibilidade de um dia ele voltar. Além, é claro, de ter esperado igual a um idiota durante tanto tempo.


Era meio impossível tentar esquecer, e eu continuava me achando idiota, mas era impossível não ficar tentando pensar no porquê de tudo. Ele sempre foi imprevisível demais, afinal, deveria ter percebido logo na última tarde em que me visitou e disse aquelas coisas. 


Agora eu olho pela janela, para o mesmo céu nublado, e lembro com pesar de tudo relacionado a ele, ou quase tudo. Eu nunca soube direito quem realmente havia sido aquele rapaz que conheci por um acaso em uma festa sem graça da faculdade e me relacionei durante 1 ano. Donghyuck era de difícil entendimento; nunca consegui compreender muito sobre ele, apenas que...ele era imprevisível. Assim como eu seu sumiço, imprevisível.


Não importa o tanto de vezes que eu me chame de idiota, ainda penso nele. Hoje principalmente, por causa daquele maldito tempo que me faz ter devaneios em relação àquela última tarde. 


O céu parece tão triste, e imagino a chuva que viria em breve, como se alguém tivesse chorando.


"Por favor, chore por mim." Não, não vou. Sempre digo para mim: "não cumpra aquela promessa idiota; não chore por ele". E eu não irei, nunca. Porque já me sinto patético o bastante em ainda pensar nele mesmo quase 1 ano e meio depois.


"Idiota, não chore, não vale a pena." É quando começo a sentir o aperto na garganta.


"Não, você disse que não iria fazer isso." E aquele aperto agoniante aumenta. Os olhos começam a arder.


"Patético." E enfim a primeira lágrima.


"Eu sou mesmo um idiota." Então o primeiro soluço.


E eu já estava chorando, mesmo não querendo. Não sentia tristeza, não era por isso. Eu chorava por Donghyuck, sim, mas já não era um sentimento de angústia. Eu chorava de raiva. Sentia raiva de tudo que continuava me fazendo pensar nele.


Sentia raiva de Donghyuck, por me fazer descumprir a promessa que vim tentando manter por mais de 1 ano.


Raiva, dele. Por me fazer chorar.


Notas Finais


comentem o que acharam <3
sei que não é aquela angst tipo "uau" mas eu juro que da próxima vez irei tentar me esforçar mais e não escrever quando tô com sono kkkk

não prometo que seja breve, mas tenho planos para um bônus

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