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História Quando em Cartagena - Capítulo 13


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Notas do Autor


Olaaaaaa pontinhos de luz!!!!!!! Surpresos em me ver?! Bem, meu desabafo ontem soou mais como uma despedida do que eu gostaria. O fato é que eu estou bem tensa, mas também estou tentando viver um dia de cada vez, e no dia de hoje temos um capítulo! Eu quero muito agradecer por todo amor que recebi de vocês! Vocês não fazem ideia de como as vezes é difícil escrever para vocês, espero que algum dia eu tenha a oportunidade de contar isso! Bem, não vou ficar demorando por aqui, espero que gostem e que perdoem meus erros!
Amo vocês e até nos vemos lá embaixo!
Enjoy!

Capítulo 13 - Capítulo 12


Encarei a família de Luna e todos estavam mudos, até mesmo a Mônica nos encarava com espanto, Âmbar parecia incrédula com o que acabara de ouvir, e Simón franzia o cenho com incompreensão. Emília flamejava ódio, ela ameaçou se levantar. Por favor, não diga nada, por favor! Porém, Sharon a deteve e sussurrou algo em seu ouvido, logo ela se arrumou em sua cadeira e voltou seu olhar fixo para mim, analisando-me, já a própria Sharon permaneceu com seu habitual semblante fechado, e seu marido também mantinha a mesma postura arrogante de sempre. O avô de Luna me inspecionava repetidas vezes dos pés à cabeça, como se tentasse encontrar algo, o único ali que parecia tranquilo era meu sogro que abaixou a cabeça e abriu um sorriso.  Minha namorada se virou para mim, eu esperava não aparentar estar desconfortável e envergonhado com o silêncio que era como me sentia. Luna olhou para o chão e suspirou com irritação, ela soltou nossas mãos e caminhou até a outra ponta da mesa.

- Não vão dizer nada?! – Perguntou com as mãos na cintura. – Sei que ninguém aqui esperava por isso, mas estão sendo mal educados com alguém que eu gosto.

- Então é verdade?! – Minha sogra franziu o cenho.

- É claro que é, eu jamais faria uma piada com isso. – Argumentou firme e Miguel arqueou a sobrancelha. – Tudo bem, faria, mas não é esse o caso. Matteo e eu de fato estamos juntos.

- Ahhhhh! – Mônica gritou, tendo enfim a reação que eu esperava. – Ah, eu não posso acreditar, isso é real! – Ela abraçou Luna. – Eu sabia que deixar você aquela noite, era a jogada certa, você entende isso, não é?!

- Não, mas a senhora sempre consegue o que quer. – Luna deu os ombros.

- Eu sabia que vocês combinavam! – Minha sogra pegou a mão de Luna e a trouxe até mim. – Olhe só para vocês, são tão lindos juntos. – Ela se afastou um pouco e sorriu.

- Mamãe, ok, já deu. – Luna suspirou. – Alguém tem mais alguma coisa a dizer?! – Ela encarou a família com seriedade. – Bem, parece que não. – Ela abriu um sorriso. – Matteo. – Ela se pegou minha mão. – Quer dizer algo?!

- Por favor..., acreditem..., eu realmente gosto..., muito..., muito..., de Lu..., na, e tenho booo...as inten...ções. – Disse gaguejando.

- Relaxa. – Luna sussurrou. – Então, acho que é isso. – Luna bateu a mão na calça. – Agradeço a todos pelos maravilhosos votos de felicidade. – Disse e me puxou para fora da sala. – Fomos bem.

- Bem?! – Matteo franziu o cenho. – Eles não disseram nada, ninguém pareceu gostar.

- E eles não gostaram. – Luna foi direta. – Minha mãe gostou, mas ela não conta, e meu pai pareceu aceitar bem, mas ele também não conta porque já sabia de você. – Ela falou rápido. – Mas o que importa se o resto não gostou, o importante é que estamos bem. – Segurou meu rosto e me beijou, escorreguei minhas mãos pela sua cintura, me entregando a paixão que havia nos lábios dela.

- O mundo está caindo lá dentro e você aqui namorando! – A voz rígida de Âmbar interrompeu nosso beijo.

- O quê?! – Luna questionou confusa.

- O quê, eu é quem pergunto. – Âmbar parecia incomodada. – Luna, você declara a terceira guerra mundial e saí como se nada tivesse acontecido. – Pontou com racionalidade. – Vovô está uma fera.

- Droga. – Luna revirou os olhos. – Se incomoda em me esperar no laboratório?! – Ela mordeu o lábio.

- Posso ficar até dez e meia, tenho uma entrevista às onze. – Expliquei e ela abriu um meio sorriso.

- Vou fazer o possível para acabar isso rápido. – Luna assegurou e selou nossos lábios. – Até daqui a pouco. – Ela me deu um último beijo antes de sair com sua irmã.

Deixado ali sozinho, olhei ao redor e me deparei com os olhares curiosos dos funcionários da Benson. Espero que ninguém veze nada aqui, pensei e tentei caminhar discretamente pelos corredores, mas os cochichos eram inevitáveis, vez ou outra alguns também pediam fotos, e eu educadamente as tirei, porém com pouca disposição e tinha meus motivos para àquilo. Emília estava no mesmo ambiente que Luna, e não em qualquer ambiente, mas na sala onde estava sendo discutido meu relacionamento, se Emília resolvesse abrir o bico eu teria o namoro mais rápido da história. Entrei um pouco sem jeito no laboratório e vi que Jim trabalhava concentrada.

- Lu, chegou cedo. – Ela falou sem me olhar. – Eu já terminei os ajustes no batom hipoalergênico, temos que mandar para a testagem. – Continuou compenetrada. – Agora, bem que poderíamos dar uma paradinha um pouco mais cedo, sabe vão comentar sobre a treta do Matteo Balsano hoje no programa da manhã da STV.

- Jim. – Chamei e ela deu um pulo.

- Maa...teo Baaalsano?! – Ela me encarou com os olhos arregalados. – O que faz aqui?!

- Luna me pediu para esperar aqui. – Disse calmo.

- Pediu?! – Interrogou e eu assenti. – Ah, pensei que ela já tivesse acabado com o seu perfume. – Ela falou sem jeito. – Desculpe por ter dito aquilo, não é como se eu quisesse saber da sua vida, bem na verdade é, mas não do jeito que você está pensando.

- Jim, eu sei que sou uma pessoa pública. – Abri um sorriso e ela deu uma risada sem graça. – Está tudo bem.

- Então não gostou do perfume?! – Jim começou um assunto. – Eu posso te dar umas notas para você se guiar.

- Não, não é preciso. – Neguei com tranquilidade. – Eu gostei muito do perfume, meu assunto com Luna hoje é outro.

- Ah, ela deve demorar um pouco hoje tem reunião do conselho. – Jim explicou e eu vi ali uma chance de colher informações.

- E ela participa mesmo trabalhando aqui?! – Questionei despretensiosamente.

- Sim, Lu é herdeira disso aqui. – Jim apontou para o laboratório. – E, olha, cá entre nós ela só não pega o lugar do seu Alfredo, porque não quer.

-Verdade?! – Arqueei a sobrancelha e ela assentiu.

- A Lu é a favorita. – Jim cochichou. – Mesmo que não leve jeito para os negócios, e é por isso que minha aposta é a Âmbar, ela tem vocação para dirigir a Benson, pena que seu Alfredo não percebe isso.

- Hummm, e a Emília?! – Pisei em um terreno perigoso.

- Ai credo, não é bom nem falar. – Jim bateu na mesa de madeira. – Se ela dirigir a Benson estamos perdidos.

- Ela é ruim assim?! – Questionei e Jim maneou a cabeça.

- Bem, ela tem talento, mas é ditadora. – Explicou com calma. – Além disso, ela não tem um terço da paixão da Âmbar ou da Lu.

- Entendo. – Cruzei os braços. – Jim, me diga uma coisa, o senhor Alfredo controla muito a família?!

- Não, bem eu acho que não. – Ela deu os ombros. – Até onde eu sei todo mundo faz o que bem entende, até porque se não fosse assim a Lu jamais estaria aqui.

- Sei. – Apertei os lábios e então a porta foi aberta.

- Desculpa a demora. – Luna segurou meu rosto e me deu um selinho. – Mas o vovô estava irritado.

- Lu?! – Jim exclamou com os olhos arregalados.

- Surpresa! – Luna disse sorrindo.

...

- Por favor, não me diga que Luna está vindo e que vocês vão passar a noite aqui. – Gastón falou assim que abriu a porta.

- Não. – Entrei com a cara fechada. – Ela não vai passar nem perto daqui para a sua alegria. – Sorri sem vontade. – Ela tinha um jantar na casa do avô.

- E porque você não foi?! – Questionou e eu me joguei no sofá.

- Depois do desastre de hoje de manhã com o “vovô Alfredo” decidi deixar o “vovô Mário” para outro dia. – Expliquei com certa ironia.

- Ela foi na casa do senador?! – Gastón perguntou espantado e eu assenti. – É tem razão, foi melhor ter ficado em casa.

- Obrigado por me animar. – Recostei minha cabeça no sofá. – Sabe, eu não imaginava que seria tão difícil, eles cancelaram a reunião do conselho por minha causa, passaram toda a discussão para amanhã.

- Ela é bilionária. – Gastón disse apenas.

- Eu sei, mas não é como se eu fosse um pé rapado. – Argumentei sem entender o que acontecia.

- Se analisarmos comparativamente, você é um pé rapado. – Meu amigo puxou uma cadeira e se sentou à minha frente. – Matteo, o senhor Alfredo tem certas expectativas quanto as netas, como o casamento. – Ele começou sério. – Rico se casa com rico, e quando eu digo rico, quero dizer bem rico. Por que em um mundo como o da Luna, como o meu o casamento é mais do que amor, é negócio, é contato. – Continuou e eu não consegui entender aonde ele queria chegar. – Vejamos, seus sogros, a relação deles era complicada, mas o fato de Miguel ser filho de um amigo do senhor Alfredo pesou e muito para o sucesso dos dois. Agora olhando por outro ponto, Âmbar, ela foi direto em alguém de boa família, novamente um amigo do senhor Alfredo e ainda acionista de Benson, entendeu a dinâmica?!

- Está tentando me dizer que eu não acrescento nada para Luna?! – Questionei um pouco magoado.

- Mais ou menos. – Meu amigo fez com a mão. – Você não acrescenta nada para os negócios da família dela, e isso é bem importante.

- Então quer dizer que o senhor Alfredo prefere que ela se case com alguém que não ama, ao invés de não ter aliados no mercado?! – Semicerrei os olhos.

- Não, ele prefere que ela ame alguém que possa dar isso a ele. – Gastón disse a verdade, e eu percebi que Emília era o menor dos meus problemas. – Meu amigo se prepare que a sua pedreira é grande.

- Vai valer a pena. – Afirmei convicto. – Aliás, já vale, Luna é mais do que eu sonhei.

- Eu torço por vocês. – Gastón segurou o meu ombro. – De verdade, sabe o nosso meio tem pessoas muito sujas, você e a Lu não são assim, acho que realmente o que há entre vocês pode dar certo.

- Obrigado. – Abri um sorriso.

- Vou pegar algo para você. – Gastón disse e foi até a cozinha e na mesma hora meu celular vibrou.

Musa: O jantar está ótimo, você poderia ter vindo.

Matteo: Eu o tornaria um desastre.

Musa: Não coloca minhoca na cabeça.

Está tudo bem.

Matteo: Não está, e você sabe.

Sua família me odeia.

Musa: Minha mãe te ama, e meu pai vai com sua cara.

Matteo: Mas o resto quer me ver pelas costas.

Musa: E isso vai te fazer ir embora?!

Por que se fizer, acho que eu me enganei com você.

Matteo: Enquanto você estiver no barco, eu estou dentro.

Musa: Eu não estou nem um pouco afim de pular do barco.

Matteo: Queria te ver ainda hoje, passa lá em casa mais tarde.

Musa: É perigoso.

Matteo: Estamos perto passo de assumir, que mal há.

Musa: Não vou dormir com você.

Matteo: Eu sei, por enquanto só sofá com respeito.

Então que me diz?!

Musa: Posso chegar dez e meia, é bom pra você?!

Matteo: Perfeito.

- Mais?! – Gastón questionou segurando a garrafa uísque e eu tirei meus olhos do celular.

- Não. – Neguei já me levantado. – Luna está indo me ver.

- Matteo, Matteo, cuidado. – Meu amigo maneou a cabeça. – Paparazzis estão de plantão na sua porta, eles vão captar qualquer movimento seus.

- Eu sei, mas vou me cuidar, relaxa. – Falei, peguei minhas coisas e fui para casa.

Entrei no meu apartamento e de imediato o pânico se instaurou em mim, meu flat estava uma bagunça. Corri até a geladeira, e não havia nada que eu pudesse dar a Luna que tornasse o momento romântico. Então, encomendei comida japonesa e tratei de jogar toda a bagunça em um armário, terminei tudo o mais rápido o que pude, e quando borrifava um perfume na sala meu celular vibrou.

Musa: Estou na rua de cima, como vamos fazer?!

Matteo: Trouxe o capuz como te pedi?!

Musa: Já estou até usando.

Matteo: Tire e só coloque na garagem.

Estou descendo para abrir pra você.

Quando chegar me dê um toque no celular.

Desci pela escada de emergência do prédio, a fim de evitar o elevador principal. Frequentemente fotógrafos ficavam de plantão no saguão do prédio, se eu pegasse o elevador daria de cara com eles como da última vez e isso seria o pior dos casos. Cheguei a garagem sem ser visto e não precisei esperar, logo que coloquei meus pés ali, a chamada de Luna, me fez abrir o portão da garagem, ela estacionou sua BMW, e eu parei para esperar por ela, assim que saiu do carro Luna pulou em mim e me beijou. Quem diria, quem diria... Pensei curtindo aquele momento ao máximo.

- Não fui fotografada. – Ela sorriu e voltou a me beijar.

- Modéstia parte eu sou bom nisso. – Falei e ela me deu um tapa.

- É já arrastou quantas para o seu apartamento?! – Luna semicerrou os olhos.

- Só uma, a mulher mais linda desse mundo. – Disse sorrindo e selei nossos lábios.

- Acho bom. – Ela levantou o nariz. – Então vamos subir?!

- Vamos. – Concordei com a cabeça. – Vou te explicar o esquema. – Caminhei com ela até a porta da garagem. – Vai primeiro, sobe pela escada usando o capuz, eu vou daqui há cinco minutos, sem dar chances para que nos pegos.

- Ok, te espero, então. – Luna me deu um beijo rápido, colocou o capuz, e saiu com cuidado da garagem. Esperei e quando se passaram os cinco minutos, subi para o flat pouco preocupado em ser visto ou não. Agarrei a cintura de Luna assim que a vi e a beijei, então sem nos soltarmos, eu abri a porta e então por um bom tempo dividimos o sofá com muito respeito.

- Entende quando eu digo que não quero te atrapalhar com a sua família?! – Interroguei beijando a cabeça dela que assentiu. Luna e eu estávamos conversando há quase uma hora sobre tudo e sobre nada, mas há uns dez minutos entramos no assunto família.

- Você não vai atrapalhar. – Ela me olhou um pouco. – Meu avô tem expectativas, assim como qualquer familiar tem, por exemplo seu pai, ele tinha uma expectativa quanto a você, sua profissão, até mesmo o tipo de mulher que ele acredita ser especial, mas eventualmente você não é um advogado ou algo do tipo, e eu com certeza não sou a mulher que ele espera.

- O que te faz pensar que você não é a mulher que ele espera?! – Franzi o cenho e ela me encarou com esperteza. – Ok, ele definitivamente não espera por você. – Concordei com a cabeça. – Mas, ele tentará te conhecer, o jogo estará aberto, quanto a mim eu não tenho chances.

- Não faz drama. – Luna pediu irônica. – Estamos namorando, e meus pais estão de acordo com isso, e com o tempo o vovô vai ficar também, ele só precisa de um tempo para se acostumar com a ideia.

- Luna, eu não estou dizendo que vou tirar meu time de campo. – Comecei tentando ser racional. – Mas, se a minha presença te causar problemas...

- Ei não vai. – Ela segurou meu rosto. – Você não fez nada de ruim, nada que te desabone, então relaxa vai dar tudo certo. – Luna sorriu tranquila e eu me senti péssimo por toda a história com Emília.

- Luna, eu preciso te contar uma coisa. – Suspirei tentando tomar coragem, então Amora começou a latir. – Eu estou no meio de uma conversa importante. – Olhei para minha cadelinha que pulou em cima do sofá.

- Ela só quer atenção. – Luna acariciou o pelo de Amora. – O papai não te dá atenção, mas a mamãe dá.

- Agora compartilhamos a guarda da Amora?! – Arquei a sobrancelha e Luna assentiu sorridente.

- E do Bruce. – Acrescentou e eu toquei carinhosamente seu joelho.

- Você é muito mais do que eu poderia sequer imaginar em Cartagena. – Fui sincero e ela tirou os olhos de Amora. – Tenho pensado sobre isso, e cheguei à conclusão de que o que eu vi naquele dia foi apenas uma sombra, um vulto da mulher que você é.

- E isso é bom?! – Luna abriu um sorriso de quem já sabia a resposta.

- Não vou dizer. – Disse e o sorriso dela se desfez. – Cansei de ser o único que adula nesse relacionamento.

- Era bom demais para ser verdade. – Luna revirou os olhos. – É assim filha, os homens são assim. – Ela encarou Amora. – Você dá a mão e eles já querem o corpo inteiro. – Continuou negando minha existência. – Mas resista, e se valorize.

- E quem é que me valoriza?! – Franzi o cenho e Luna me olhou com deboche.

- Ah, Matteo, você quer jogar, mas eu não caio nessa. – Balançou a cabeça negativamente. – Sinceramente, você não está lidando com uma das suas fãs.

- Com certeza, você não chega nem perto das minhas fãs. – Afirmei convicto.

- É por que eu sou muito melhor que elas, meu amor. – Ela rebateu com arrogância.

- Não é não. – Neguei com tranquilidade. – Eu posso provar. – Abri um sorriso. – Bem, vamos a um quiz de perguntas sobre mim, as cinco mais difíceis se você acertar três já é a minha fã número um. – Disse e ela assentiu. – Ok, primeira pergunta, que curso eu fiz na faculdade?!

- Ah, é sério isso?! – Ela debochou. – Veterinária.

- Peeeeen! – Gritei animada. – Música, eu só cursei seis períodos de veterinária, então mudei e me graduei em música.

- Isso não vale! – Luna protestou irritada. – Foi pegadinha.

- Vale o que eu disser que vale. – Pontuei triunfante. – Ok, próxima pergunta, qual o nome do perfume que eu uso?!

- Ahhhh. – Luna mordeu o lábio em dúvida. – Bem, eu nunca consegui encaixar seu perfume em nenhuma marca, então suponho que seja um perfume exclusivo para você.

- Errooou! – Ri da sua cara de brava. – A resposta é eu não uso perfume, nem mesmo desodorante com cheiro, sou alérgico.

- É sério?! – Luna arregalou os olhos e eu assenti. – Então quer dizer que o Cartagena, é SEU cheiro mesmo, vindo de você?!

- É. – Dei os ombros e ela parecia atônita. – Terceira pergunta, você precisa acertar todas daqui para frente se quiser ser minha fã número um, então concentre-se. – Indiquei e Luna se arrumou no sofá. – Bom, além de compor eu tenho outra paixão, qual é essa paixão?!

- Essa é fácil. – Luna abriu um sorriso mágico. – Eu! – Falou e eu explodi em gargalhadas. – Qual o problema, vai dizer que eu estou errada?!

- Está. – Respondi com a barriga doendo de tanto rir. – A resposta certa é paraquedismo.

- Então eu não sou sua paixão?! – Luna perguntou chateada.

- Eu não disse isso. – Apontei de imediato.

- Disse sim, e pior, disse que prefere pular de paraquedas. – Ela cruzou os braços.

- Eu me referi a uma atividade. – Expliquei tentando me aproximar, mas ela se desviou. – É claro que você é minha paixão.

- Então eu acertei! – Luna exclamou vitoriosa. – Pode mandar a próxima.

- Você jogou sujo. – Apontei semicerrando os olhos.

- Você não perguntou direito. – Luna deu os ombros. – Vamos, manda a próxima.

- Ok, quarta pergunta. – Abri um sorriso. – Qual meu dia do ano favorito.

- Hummm, deixa eu ver. – Ela mordeu o lábio. – O aniversário.

- Meu?! – Tentei entender sua resposta.

- Não, do seu pai?! – Luna chutou visivelmente e eu fiquei impressionado com sua precisão.

- Eu não sei como fez isso, mas acertou. – Contei ela comemorou estridentemente. – Certo, certo, agora a última pergunta. – Falei e ela ficou em silêncio concentrada. – Se eu pudesse ir para qualquer lugar do mundo qual seria?!

- Bem, não importa o lugar o que importa é a companhia, e você iria para qualquer beira de estrada feliz da vida só por estar comigo. – Luna falou presunçosa.

- Errou a resposta é Bali. – Venci e ela se emburrou. – Mas, o júri, no caso eu, considerei sua resposta muito boa, então vamos contar como um acerto.

- Ahhh! – Luna me abraçou. – Eu não disse que era muito melhor que qualquer fã?!

- É você é, você realmente minha. – Disse e a beijei.

...

Acordei no dia seguinte, um pouco zonzo, olhei para o relógio e já eram meio dia, devagar caminhei até a cozinha, sem pensar muito fiz um péssimo café na cafeteira e liguei a TV para preencher o tempo.

- Por enquanto não há notícias ainda sobre o paradeiro da herdeira Benson. – Ouvi e derrubei todo o café no roupão. – Bem, não sei se podemos continuar chamando Luna Valente assim, bem na verdade não sabemos nem como chama-la. – A repórter disse e eu fiquei intrigado. – O fato é que amanheceu e descobrimos que Luna Valente é adotada, e qual será a posição dos Bensons em meio a essa crise familiar?!


Notas Finais


Antes que surtem aqui nos comentários, peço calma! Essa autora não enlouqueceu, esse plot do final do capítulo estava previsto há um tempo nos meus planos, então calma! Bem o que acharam da postura da família da Luna com o Matteo?! E dele colhendo informações com a Jim?! E dos conselhos do Gastón?! E ele e a Luna fugindo dos paparazzi de novo?! E os dois na casa dele?! E esse final?! Teorizem!
Mais uma vez quero agradecer por tudo, eu prometo fazer o possível para continuar com vocês, vou me esforçar!
Amo vocês demais e até a próxima!


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