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História Quando em Cartagena - Capítulo 17


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Notas do Autor


Olaaaaaaaaa pontinhos de luz!!!!!! Como vão?! Bem, eu espero! Atendendo a muuuuuuitos pedidos cá estou eu com Quando em Cartagena, esse sucesso de críticas dos leitores do spirit! Falando em vocês quero muito agradecer a cada um por todo apoio que vem me dando, cada comentário, e favorito, eu sou grata a vocês! Ok, sem mais delongas, vamos nessa! Boa leitura e perdoem meus erros!
Amo vocês demais e nos vemos nas notas finais!
Enjoy!

Capítulo 17 - Capítulo 15


- E como foi hoje?! – Perguntei me jogando no sofá do camarim após o show.

- Eles disseram que irão ligar. – Luna disse desanimada.

Apertei os lábios sem saber o que dizer, até porque no fundo eu sabia que nada que eu dissesse amenizaria o que ela estava vivendo e o fato de estar milhares de quilômetros distante não ajudava. Mas, por mais que eu quisesse ficar com ela eu já tinha uma série de shows marcados nos EUA, e simplesmente não podia cancelar, por mais que quisesse. Então, sem muita escolha três dias depois que o furacão passou pela vida de Luna eu embarquei, nós já estávamos há duas semanas longe e nada poderia ser mais torturante que àquilo. Nós dois estávamos tentando dar um jeito, chamadas de vídeo, ligações longas, mensagens de texto o dia inteiro, tudo para que eu conseguisse apoia-la da melhor forma, principalmente agora que Luna estava tentando encontrar um emprego novo.

- Eles são não ligaram se forem doentes. – Indiquei para anima-la, contudo eu sabia que as chances eram mínimas, não porque minha namorada não fosse incrivelmente boa, mas porque Alfredo Benson era uma grande pedra no sapato.

- Nós dois sabemos que as chances são pequenas. – Ela suspirou pesadamente. – Sabe, às vezes eu acho que Nina está certa.

- Sobre...?! – Indaguei mesmo conhecendo a resposta, queria que ela dissesse.

- Você sabe, a butique. – Luna respondeu receosa. – Tantas portas na cara, estão me fazendo pensar loucuras.

- Não é loucura e você sabe. – Indiquei sério. – É uma ótima ideia, e eu já te falei não se preocupe com o capital, eu te dou.

- É lindo que você faça tanto por mim. – Luna começou e eu já sabia como iria terminar. – Mas, eu não posso aceitar mais, principalmente algo tão grande.

- Não é nada, aceite. – Insisti e ouvi sua risada. – O que foi?!

- Bruce está roncando em cima de Amora, e ela está super incomodada. – Ela falou e eu imediatamente imaginei os três na sala e me senti ainda pior por não estar com eles.

- Estão juntos?! – Questionei sorrindo.

- Sim, na sala vendo Netflix. – Contou e eu meu sorriso se alargou. – Mas, respondendo a sua oferta, eu tenho que recusar mais uma vez.

- Pensa pelo menos musa. – Pedi com sinceridade, tudo o que eu mais queria era ajuda-la. – Eu já disse, entro como sócio.

- Eu vou pensar, mas me deixa testar outras possibilidades. – Luna pediu calma. – Aliás, você pode pedir Gastón para me passar o telefone do Nico.

- Quem é Nico?! – Me sentei e arquei a sobrancelha.

- Um colega do colégio. – Explicou sucinta. – Estou precisando falar com ele.

- Vai fazer uma reuniãozinha de turma enquanto não estou?! – Interroguei com ironia.

- Sim, vou colocar o seu apartamento abaixo! – Eu podia ver seu olhar de cinismo.

- Não assumo responsabilidade nenhuma se o síndico chamar a polícia. – Comentei e ela gargalhou.

- Já tô vendo a manchete: “Namorada de Matteo Balsano: Álcool e Baderna”. – Luna comentou rindo. – É um bom marketing, não acha?!

- Gastón te mata se te ouvir falar isso. – Apontei rindo. – Mas eu concordo, é um ótimo marketing.

- Matteo, dois minutos para o fã-meeting. – Um staff disse e eu assenti em silêncio.

- Amor..., - Comecei com pesar.

- Eu sei, você tem que trabalhar. – Luna disse em tom brincalhão. – Vai lá, você tem que colocar comida na mesa para três esfomeados.

- Estão comendo muito?! – Perguntei e ouvi um suspiro.

- Tive que sair de novo para comprar a ração hoje, e quanto a mim, talvez você encontre uma baleia na cama quando voltar. – Luna riu leve.

- Isso seria interessante. – Tentei imaginar a cena.

- Seria nada. – Pude ouvir Luna falar mal-humorada. – Agora vai trabalhar logo, seu idiota.

- Eu também te amo. – Rebati sorrindo. – Estou com saudades, te ligo mais tarde.

- Vou esperar. – Luna disse apenas e nós desligamos.

Eu não queria parecer desesperado, mas ainda não tinha rolado um “eu te amo” por parte dela, não que isso significasse que ela não estava no relacionamento, porque ela estava. Nunca pensei que a veria me ligar por saudade, mas isso aconteceu, bem, ela não disse que ligou por saudade, mas ninguém liga para alguém às cinco da manhã para comentar sobre a barulho do encanamento. No entanto, eu estava decidido a não cobrar nada, a vida de Luna estava uma bagunça e ao que parecia eu era uma das poucas certezas dela, e isso me dava medo. Antes de conhece-la eu não pensava em ter algo sério, Luna era tão inesperada para mim, como eu fui para ela, mas agora estávamos morando juntos, eu nunca havia feito isso e na mesma medida em que era incrível, era amedrontador. Não queria me machucar, não queria machucá-la, eu queria que nós dois fossemos para sempre.

Cheguei ao quarto do hotel já eram quase duas da manhã, pelas minhas contas em casa eram cinco, então resolvi mandar uma mensagem para Luna para mostra-la que eu havia lembrado, um texto que eu pedia desculpas foi a última coisa que enviei a ela. Na manhã seguinte acordei e segui direto para um programa matinal, uma entrevista e uma apresentação, depois disso peguei um voo de Atlanta para Los Angeles, fui direto para o hotel e me preparei para a apresentação da noite. Assim que cheguei ao hotel tentei falar com Luna, mas não fui atendido, mandei uma mensagem, e outra vez nada, antes do show tentei mais uma vez, e de novo nada. Para a melhorar toda a situação eu não via meu agente há horas.

- Ok, tudo pronto. – Ouvi o técnico de som falar dez minutos antes do início do show.

- Onde está o Gastón?! – Perguntei a um staff enquanto a maquiadora passava pó em meu rosto.

- Não sei, não o vi chegar. – Deu os ombros e eu bufei.

- Será que todo mundo resolveu me ignorar hoje?! – Interroguei frustrado.

- Estou aqui meu menino. – Gastón apareceu rindo.

- Onde você estava?! Estou te procurando há horas. – Indiquei e ele riu.

- Estava cuidando de alguns assuntos, mas agora sou todo seu. – Brincou e eu revirei os olhos.

- Vai se catar. – Disse bravo.

- Ei, ei não me trate assim, eu te trouxe uma surpresa. – Ele ergueu as mãos na defensiva.

- Surpresa?! – Semicerrei os olhos com curiosidade.

- Olha só, já amansei. – Meu agente debochou e eu revirei os olhos. – Vem comigo. – Chamou e eu o segui até o camarim. – Pronto?!

- É melhor ser algo muito bom mesmo, está me tirando da concentração. – Indiquei e ele apenas maneou a cabeça.

- Eu já aprontei com você?! – Perguntou e eu o encarei sugestivamente. – Não responda. – Pediu rápido. – Acho melhor você ver com seus próprios olhos. – Disse e abriu a porta. Eu pisquei várias vezes para ter certeza se estava vendo direito, Luna estava parada no meio do camarim, usando uma calça jeans e a camisa da tour, sorrindo para mim. – Vai ficar só olhando?! – Meu amigo interrogou e eu entrei um pouco extasiado. – Vocês têm cinco minutos. – Gastón indicou e eu ouvi a porta ser fechada.

- Como?! – Perguntei maravilhado.

- Me beija e depois te falo como. – Pediu e eu tomei seus lábios em um beijo longo e cheio de saudades, caminhei sem solta-la até o sofá, nos sentamos ali, ainda perdidos um no outro, quando precisamos de ar nos separamos, então Luna deitou a cabeça sobre meu ombro e eu entrelacei nossos dedos.

- Como?! – Questionei acariciando sua mão, ainda sem acreditar que ela estava ali.

- Gastón e Nina. – Ela disse simplista. – Eles notaram que estávamos sentido falta um do outro e me trouxeram.

- Espera, quando você veio?! – Indaguei tentado entender.

- De madrugada. – Luna contou e eu me afastei.

- Então, quando nos falamos você estava indo para o aeroporto?! – Interroguei e ela confirmou com a cabeça. – Mas e o ronco do Bruce?! – Franzi o cenho e ela abriu um sorriso, se levantou e caminhou até a porta do banheiro e a abriu, imediatamente Bruce e Amora saíram correndo de lá e viram até mim, pulando em meu colo. – Vocês estão aqui também. – Acariciei-os. – Vieram com a mamãe, espero que não tenham dado trabalho no avião.

- Às vezes acho que Bruce prefere você. – Luna se sentou no sofá novamente.

- Não ache musa, tenha certeza. – Falei e ela fez uma careta.

- Você tem tanta autoestima. – Luna desdenhou como sempre.

- Autoconfiança faz bem para todo mundo. – Indiquei e ela revirou os olhos. – E no mais quem é você para me julgar, Luna você é rainha da vaidade.

- Não é vaidade, é valorização pessoal. – Ela empinou o nariz. – Diferente de você que é sim muito vaidoso, e nem tente negar.

- Eu assumo se você assumir. – Indiquei, ela negou com a cabeça e eu lhe roubei um beijo. – Senti sua falta. – Rocei nossos narizes. – Quinze dias é muito tempo.

- É mesmo. – Luna suspirou e o celular dela vibrou. – Isso! – Comemorou e eu franzi o cenho.

- O que foi?! – Questionei com expectativa.

- Nada, era o Nico. – Disse simplista e eu senti um incomodo atrás da nuca. – Não faz essa cara.

- Que cara?! – Perguntei sem humor.

- Essa, de limão azedo. – Luna apertou os lábios. – Nada de posse.

- O quê?! – Interroguei um pouco ofendido. – Eu não estou com ciúme. – Disse rindo daquele absurdo. – Eu só tive uma coceira atrás da nuca. – Indiquei e ela riu com deboche.

- Coceira, é sério?! – Luna disse perdendo o fôlego por tanto rir.

- Sim, coceira! – Disse sério e me surpreendendo ela se esticou e coçou minha nuca.

- Trabalhe seu ciúme bundinha. – Pediu, selou nossos lábios e se levantou abruptamente. – Ainda bem que estou aqui, você perderia a hora do show sem mim. -  Estendeu a mão e eu aceitei.

- Eu ainda não engoli essa história de ciúme. – Cochichei em seu ouvido e ela riu baixo. – Me ouviu bem?! – Perguntei cutucando sua cintura o que a fez rir mais.

- Já ia chamar os pombinhos. – Gastón falou com cinismo. – Matteo, está na hora.

- A equipe está reunida?! – Questionei e ele assentiu. – Vem comigo amor. – Chamei Luna e caminhei com ela até uma roda. – Pessoal boa noite. – Comecei com animação. – Lá fora pessoas esperam por nós, esperam por um momento especial, alegre, animado, vamos dar isso a elas. – Continuei motivado. – Vamos fazer com que todos aqui tenham uma noite maravilhosa, eu acredito em vocês, vocês são a melhor equipe que eu poderia ter, eu amo vocês. – Finalizei já sentindo a adrenalina percorrer meu corpo. – Ok, vamos. – Chamei e todos colocaram a mão no centro, demorou um pouco, mas timidamente Luna nos seguiu. – 1, 2, 3, 4, 5! Viva o sonho! – Dissemos juntos e todos gritaram e aplaudiram. Coloquei meu retorno, e segui para o palco, foi quando senti um toque delicado em meu ombro.

- Quebre a perna. – Luna sorriu para mim e me deu um beijo da bochecha.

- Obrigado. – Agradeci acariciando seu rosto. – Fique de olho em mim. – Pisquei para ela e fui para o show.

Aquela era a segunda vez que eu tinha Luna nos bastidores, e eu já tinha uma certeza, tê-la ali tornava tudo mais especial e ao meu ver minha performance ficava muito mais viva. Depois do show, nós dois jantamos juntos no meu camarim, delivery de hamburguer era um milagre dos tempos modernos. Ter um momento a sós com Luna era sempre uma surpresa, divertido, instigante, novo, eu só precisava não parecer um idiota a cada vez que ela sorria. Mas, o melhor de tudo naquele dia foi vê-la não mencionar a família nenhuma vez, eu sabia o quanto isso a feria e saber que eu estava conseguindo distraí-la de todo o inferno.

- Fã-meeting campeão. – Gastón abriu a porta abruptamente interrompendo um beijo sem igual.

- Bater na porta a sua mãe não ensinou. – Falei com raiva.

- Só estou retribuindo. – Meu amigo piscou para Luna.

- “A vingança nunca é plena mata a alma e a envenena.” – Luna citou e eu gargalhei.

 - Falou tudo musa. – Endossei me levantando. – Mas, infelizmente eu tenho que ir.

- Vai demorar?! – Luna perguntou um pouco incomodada.

- Um pouco. – Fui sincero e ela abriu um sorriso calmo.

- Vem com a gente, Luna. – Gastón ofereceu com um sorriso sacana no rosto.

- Acho melhor não, você vai se cansar. – Indiquei e Luna ficou de pé.

- Me cansar?! Quem vai tirar foto é você. – Luna passou a mão pela camisa. – Aliás, eu nunca estive em um fã-meeting.

- Amor, você vai ficar entediada. – Falei tentando não transparecer o quão nervoso estava.

- Eu vou ficar entediada aqui. – Luna rebateu rápido. – Você está tentado me evitar?!

- Não, não! – Neguei um pouco nervoso.

- Que bom! – Ela deu os ombros. – Vamos, suas fãs estão esperando. – Falou e foi até a porta. – Você vem Matteo?!

- Claro. – Ri nervoso, aquele seria um longo fã-meeting. Chegamos ao local das fotos e eu pude ouvir uns gritos altos, olhei para o lado e Luna estava com um sorriso cínico no rosto. Resfoleguei alto torcendo para que ela se ficasse tranquila e que nada saísse do controle. – Ok, hora do show. – Falei, então Gastón puxou uma cortina preta e nós entramos em um ambiente amplo de um lado ficava algumas cadeiras e mesas, do outro um cenário para fotos e a nossa frente minhas fãs que hoje gritavam mais que o normal.

- Lu, me acompanha?! – Gastón apontou para as cadeiras e mesas e minha namorada assentiu. – Vai que é sua garotão! – Meu agente deu um tapinha em meu peito e levou minha namorada para longe.

A primeira fã se aproximou e me agarrou logo de cara, olhei por cima do ombro para Luna que ria de algo que Gastón disse, então me senti a vontade para fazer meu trabalho. A medida que as pessoas se aproximavam de mim, eu brincava sorria, e beijava como sempre fiz. Algumas vezes me permitia olhar para Luna, em uma só delas a peguei me encarando com um olhar divertido. Estávamos quase no fim da secessão quando eu a vi se afastar de Gastón enquanto fitava seu celular, ela suspirou pesadamente e saiu da sala, eu fiz com a cabeça para que meu amigo a seguisse, querendo ser eu mesmo a fazer aquilo. Terminei as fotos como pude, e assim que o último grupo de fãs saiu eu fui ao encalço de Luna, checando o lugar mais provável, quando cheguei ao camarim vi Gastón parado ali com uma expressão ruim no rosto, ele apontou para a porta do banheiro, onde Bruce estava deitado com rosto triste e eu suspirei.

- Nos dê um minuto. – Pedi tentando ficar calmo.

- Estou lá fora. – Ele apontou para a saída. – E obrigado.

- Obrigado?! – Interroguei sem entender.

- Lu é minha amiga desde de criança, você está fazendo muito por ela. – Meu agente disse simplista. – Obrigado.

- Sabe que não precisa agradecer. – Falei com honestidade.

- Sei, e é por isso que eu devo. – Exprimiu por fim e me deixou sozinho ali.

- Musa. – Me aproximei da porta do banheiro. – Não sei o que está acontecendo, mas quero que saiba que estou aqui e vou ficar até que você se sinta pronta para sair e dividir comigo. – Me sentei e Bruce veio para o meu colo, Amora, que estava no sofá também fez o mesmo. Não sei por quanto tempo fiquei ali, ouvindo alguns soluços quase inaudíveis, a cada vez que um se fazia mais alto Bruce se eriçava, agitado. – É, eu sei carinha, também odeio ver ela sofrer. – Acariciei o pelo de Bruce, esperei por mais um tempo, em algum momento pensei que ela jamais sairia dali, pensei em chamar alguém, mas quando já estava perdendo as esperanças o barulho da tranca me fez levantar depressa. Luna saiu do banheiro com o rosto inchado, molhado pelas lágrimas e cabelos bagunçados.

- Eles a acharam. – Luna disse simplesmente e correu para me abraçar, chorando desesperadamente, os seus soluços eram dolorosos e eu nunca a imaginei assim.

- Quem?! – Perguntei confuso.

- A verdadeira Luna. – Ela disse simplesmente e meu coração parou.

Merda! Não pude evitar o pensamento, nas duas últimas semanas em que eu estive em tour, mas apoiando minha namorada, notei que o que mais doía nela, era a perda da família. Dinheiro?! Conforto?! Coisas caras?! Emprego de prestígio?! Não, eu não vi Luna lamentar por nenhum deles, mesmo que fizesse falta, pelo contrário, eu a vi batalhar para ter seu espaço. Contudo, ela estava brigada com a irmã, seu avô havia virado as costas a ela de uma forma cruel, e seus pais, bem os pais de Luna não apareceram, mas eu não sabia dizer o porquê. Mas, agora ali vendo o seu sofrimento, eu sabia que só havia uma coisa certa a dizer.

- Você é a verdadeira Luna. – Indiquei e ela me olho com um sorriso sofrido nos lábios.

- O nome dela é Sofia, ela é barista, não tem pais, eles a abandonaram. – Luna contou melancólica. – Era eu, deveria ser eu, e se fosse...

- Não é você. – Coloquei o indicador em sua boca. – Não se culpe, foi horrível o que aconteceu a ela, mas a última pessoa que tem culpa de algo esse alguém é você.

- Matteo, ela ganhou uma família. – Luna disse triste. – Mas, eu perdi tudo, eu só perdi. – Ela chorou e eu voltei a abraça-la, meu coração nunca sentiu uma compaixão tão forte como aquela. Não pena, compaixão: “a compreensão pelo estado emocional do outro”, eu compreendia Luna, mais do que isso eu podia sentir sua dor.

- Você não perdeu, vai descobrir depois que essa escuridão passar que ganhou mais do que pensa. – Consolei-a como pude e então ouvi o barulho do celular, Luna o encarou e abriu um sorriso leve, olhei para o identificador e vi que era Juliana.

- Eu vou atender rapidinho. – Luna disse um pouco mais tranquila.

- Te espero lá fora. – Avisei, peguei Bruce e Amora e saí.

- E aí, como é que ela está?! – Gastón se desencostou da parede.

- Acharam a filha biológica dos pais dela. – Contei e Gastón arregalou os olhos.

- Que loucura, eu ainda tinha esperanças que aquilo era maluquice da Sharon. – Meu amigo maneou a cabeça. – Lu deve estar péssima.

- Sim, mas agora está conversando com a Juliana. – Falei com tranquilidade.

- Ela tem se dado bem com essa mulher. – Ele apontou e eu assenti.

- Desde que ela ajudou Luna naquele dia as duas desenvolveram uma espécie de ligação. – Contei vendo ali um ponto positivo naquilo. – A senhora Juliana é sozinha e Luna se sente um pouco só, digo de mãe, então elas estão se fazendo companhia, além disso, Luna adora ir a floricultura, “aguça meu olfato” é o que ela diz.

- Cara, você está sendo um herói, sabe disso?! – Gastón arqueou a sobrancelhas.

-  Você sabe o que eu sinto, nunca escondi de você que a amo. – Fui sincero e ele apenas assentiu. – É claro que isso me assusta, e muito, mas acho que escolher ficar vai me levar ao lugar onde eu quero chegar.

- E que lugar é esse?! – Perguntou curioso.

- Felicidade, família, uma vida da qual eu possa ter orgulho. – Passei a mão nos pelos de Amora.

- E não é que por baixo dessa idiotice toda, realmente mora um cara descente?! – Gastón debochou.

- Sou um homem de família agora, tenho até filhos. – Ergui os Yorkshires no meu colo.

- Ah, Matteo, eu só quero ver as entrevistas quando essa história vier à tona. – Meu agente brincou. – Pobre Lu.

- Eu estou bem. – Luna surgiu ao nosso lado sem que perceberemos.

- Não é bem o que você está pensando. – Gastón tentou justificar a sua fala anterior e Luna riu um pouco.

- Eu sei, eu ouvi. – Minha namorada maneou a cabeça com tranquilidade.

- Desde quando está ouvindo?! – Semicerrei os olhos.

- Desde a parte: “sou um homem de família, tenho dois filhos”. – Luna disse pomposa.

- Eu não falo assim. – Apontei ofendido.

- Sim, você fala. – Gastón e Luna disseram em uníssono.

...

Meu show em L.A havia sido o último da tour pelos EUA, então depois de um programa de rádio pela manhã, Luna e eu fomos aproveitar a cidade, um passeio na praia, uma passada no píer de Santa Mônica, o que fez Luna ficar pensativa, algumas compras e no fim da tarde estávamos pegando um avião de volta para casa. Estava adorando essa fase “lua de mel” com Luna, estar com ela deitada em meu ombro durante o voo era a coisa mais legal e desconfortável que eu já tinha passado. Chegamos a Buenos Aires às dez da manhã, nos planejamos para descermos separadamente do avião e assim o fizemos, seguimos separados, porém a uma curta distância um do outro, eu iria para uma reunião e Luna seguiria com nossos cães para casa. Contudo, nossos planos começaram a ir por água abaixo quando um enxame de repórteres começou a vir em minha direção, revirei os olhos e não me importei no início, porém quando parte deles se desviou de mim e foi até Luna, eu congelei. Droga! Será que eles não percebem que essa história faz mal a ela?! Pensei, impotente, porém as coisas mudaram em um segundo quando um jornalista enfim me perguntou:

- Há quanto tempo o senhor e Luna Valente estão juntos?!


Notas Finais


E aiiiii o que acharam????? Bem, vamos começar?! O que acharam de Lutteo longe?! E da Luna não estar conseguindo emprego por causa do Alfredo?! O que pensam sobre?! E os sentimentos do Matteo sobre o relacionamento dos dois?! Acham que vai dar alguma coisa?! E esse reencontro auxiliado por Gastina?! E a Amora e Bruce?! Shippam?! E o Matteo com coceira na nuca por causa dos ciúmes?! E o que será que a Luna quer com o Nico?! E essa ideia da butique gostam?!
Então vamos a polêmica! Gente o que esperam da Sofia?! E como será a relação dela com os Benson's?! E será que ela e a Luna vão se encontrar?! Será que ela se aliará a Sharon?! Ou vai ficar do lado da Âmbar na concorrência?! E o Matteo consolando a Luna?! Momento amorzinho! E a relação da Luna com a Juliana?! Gostam?! O que esperam?! E esse final Brasil?? Eles foram descobertos! E o que será do nosso casal agora?! Quero teoria de tudo!
Amo vocês demais e até a próxima!


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