História "Quando fui chuva" - Capítulo 4


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Categorias Orgulho e Paixão
Personagens Aurélio Cavalcante, Julieta Sampaio Bittencourt "Rainha do Café"
Tags Aurieta
Visualizações 267
Palavras 2.236
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Estupro, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorei mas tô aqui....
Só uma coisinha: Surpresas lhe aguardam.
kkkkk
Boa leitura♥️

Capítulo 4 - "Passado, presente e futuro"


Fanfic / Fanfiction "Quando fui chuva" - Capítulo 4 - "Passado, presente e futuro"

-Fui violentada quando menina.

Lembrar de seu passado fôra menos doloroso do que contar a Aurélio que um homem lhe tomou a força. Sentia medo de que Aurélio achasse que foi certo o que Osório fez, que ele achasse que a culpa tinha sido dela. Embora o pai de Ema provar tantas vezes que a amava e que era um homem completamente diferente dos outros e principalmente, diferente de Osório, os seus pensamentos eram inevitáveis e torturantes.

-Quem foi esse desgraçado?! Eu o mato. - Aurélio se encontrava exaltado, a raiva e o nojo que sentia do homem, (Se é que podemos chamá-lo  assim.), que um dia ousou a tocar sua amada sem a permissão da mesma tomou conta de seus pensamentos.

-Não há nada que você possa fazer Aurélio. -Engoliu em seco e logo levou a fala adiante. -Ele está morto! Foi o meu falecido marido. Osório o pai de Camilo.

Ele se encontrava estasiado, sem falas ou atitudes. As palavras de Julieta lhe atingiu como um tiro a queima roupa, "Como assim? Você se casou com o homem que lhe abusou? Teve um filho com ele? Viveu anos ao lado do seu estrupador?.." Deu um profundo suspiro e quando percebera já tinha feito uma pergunta.

-Você se casou com o homem que lhe estrupou? -Perguntou ao se virar de frente para ela já que no momento de exaltação havia se virado de costas para a mesma.

-Ele me violentou justamente para que eu ficasse manchada e me casasse com ele. -A respiração se encontrava falha e os olhos marejados por conta das lembranças. - Eu senti tanta vergonha de mim, do meu corpo. No fundo sabia que eu era a culpada. Tão nova, tão frágil e indefesa....

-Julieta você não teve culpa de nada. Você foi vítima de um monstro sem caráter, um desumano e você era apenas uma menina.

Ela mal mente o escutou, queria contar a ele tudo, tudo o que passara, o quão triste e orrivel era o seu passado. E assim o fez.

-Ele era um sádico. Quanto mais eu me debatia mais ele gostava.... Eu vivia machucada me escondendo, eu.... -Cerrou os olhos na tentativa de conter as lágrimas que insistiam em cair, mas não conseguia conter as lembranças que a cada fala ela sentia na pele tudo o que passou. - Um dia parei de resistir, ficava lá parada, imóvel. Esse gosto não dava a ele. Foram anos e anos a fio nesse sofrimento. 

Aurélio se virou e soltou um grito de raiva fechando os punhos e se colocando novamente de costas para a mulher visivelmente abalada. Por um impulso Julieta se levanta e vai de encontro a Aurélio para tentar acalma-lo. Ele se virou novamente para ela ao ouvir ela dizer para ele se acalmar.

- Aurélio você é um bom homem. - Pega as mãos de Aurélio. - E eu.... eu sou uma mulher quebrada, machucada pela vida, uma mulher amargurada com o coração estraçalhado.... Você não merece passar o resto de sua vida com uma mulher como eu. -Seus olhos nadavam em um mar salgado, mas era preciso, ela não queria que ele se sentisse preso a ela, muito menos que sentisse as consequências de seu passado doloroso.

-Nunca mais diga isso. Nunca mais! Eu amo você Julieta e nada mudará o que sinto por você. Minha admiração por você cresce a cada dia.

-E se eu não conseguir ? Se eu não conseguir superar? - Indagou ao sentar-se no recamier que havia nos pés da cama. -Eu olho para você e sinto desejo do seu toque, desejo do seu beijo, de ser acarinhada por você. Mas eu não consigo. Quem quer uma mulher assim? - Falou com sua voz embargada pelo choro. 

Naquele momento rogava ao céus para não perder o único homem que a amou e que a fez sentir-se viva. Para sua felicidade Aurélio se destacava dentre os homens ele é um verdadeiro gentleman. 

Aurélio amara Julieta como nunca antes amou alguém, nem ao menos a mãe de Ema, ele a amou mas o que sentira por Julieta era mais forte, era arrebatador. 

 Esse amor é apenas crescia a cada nova descoberta sobre a rainha do café. Sempre soubera que ela escondia algo, mas ela ter sido violentada fôra a última coisa que passou em sua mente. "Como uma pessoa pode ser tão cruel e desumana?"

-Assim como? Linda, inteligente, digna, uma mulher forte, poderosa, que foi capaz de sofrer e reconhecer os seus erros como fez com Camilo? -Se encontrava agora de joelhos a frente da mulher de vestes negras. -Eu quero você para o resto da minha vida. - Julieta fechara os olhos assim que ouvira tais palavras. Talvez por um misto de alívio; a leveza de ter compartilhado com o homem amado o seu passado; aquela declaração; Ou o mais provável todos os três juntos. - Do jeito que eu poder te ter. Do modo que te faça feliz.

O filho do Barão envolvera o rosto da mãe de Camilo com as mãos, a fazendo olhar em seus olhos enquanto falara. Os olhos da morena se encontravam cheios de lágrimas assim como o de Aurélio. 

Nenhuma palavra foi dita e apos alguns segundos, Julieta o abraçou como se fosse uma criança ao abraçar a mãe após um pesadelo, ela o abraçou forte como se não houvesse o amanhã. 

Após minutos os braços da mulher se encontravam afrouxado do corpo do homem, seus olhos estavam fechados e o choro já havia se encerrado, ela se encontrava praticamente cochilando com a cabeça pousada no ombro de Aurélio. Ele chamou seu nome mas ela não respondeu, então delicadamente se levantou a pegou no colo e a repousou em cima da cama, colocando a coberta por cima da mesma, e deitando ao lado. Ela apenas resmungou algo confuso e se acomodou nos braços de Aurélio.

Ele admirava a bela dama, Julieta era tão forte e tão frágil ao mesmo tempo, sensata, corajosa, guerreira, ele admirava até os defeitos dela, o que só completava tamanha perfeição, e assim pegou no sono.

°°°°•°°°°•°°°°•°°°°

O dia já havia amanhecido e o sol já se encontrava a invadir o quarto, despertando Julieta de seu sono.

-Acordou e ficou me olhando? - Indagou assim que viu aqueles lindos olhos verdes a fitando com carinho

- Eu achei que estava sonhando apenas isso. -Afirmou com um sorriso terno no rosto.

- Bom, então acho que está na hora de acordar. - Falou com um leve sorriso nos lábios.

- Infelizmente teremos que acordar e enfrentar todos os problemas. Mas nada nos impedirá de continuar a sonhar - Ela não falou nada apenas sorriu, não sabia como ele sempre conseguia ver o lado bom das coisas. 

- Bom, agora tenho que enfrentar um problema chamado Lady Margareth Willimson. - Julieta se levantou e colocou-se de pé ao lado da cama.

- Boa sorte - Disse lhe arrancado um leve sorriso. - Mas antes.... Só uma coisa.

-O que ?

Ele se levantou e se colocou em frente a Julieta, pousou sua mão direita na bochecha da mesma, fazendo ali carícias. Quando sentiu o toque de Aurélio em seu rosto, fechou os olhos, ela amava quando ele a tocava assim, ele por sua fez, amava vê-la entregue com apenas um toque seu.

Aproximou seus rostos e depositou um leve beijo nos lábios de Julieta, afastou por centímetros apenas para que conseguissem se olhar nos olhos.

- Fique para sempre ao meu lado... quero dormir e acordar todos os dias ao seu lado.... -Disse num quase sussurro.

- Aurélio eu...

- Eu sei o que passou, e prometo ama-la, respeita-la, prometo cuidar de você, e fazer você esquecer todo o mau que um dia passou. -Falou ao tomar a fala de Julieta. -Seja minha namorada. Não me diga um não de primeira, tome um tempo, pense, considere.

-Eu sei muito bem o que quero. Eu aceito. -Esboçou um sorriso ao término da fala e logo teve seus lábios tomado por mais um beijo. 

O beijo se estendeu a abraços, carícias, risos e mais beijos é claro. 


 No escritório

Julieta soubera que o plano da prisão de Elizabeta e do casamento de Darcy com Suzana, partira do complô de Lady Margareth e Suzana. Embora ninguém tenha contado tal coisa a ela, estava claro, nada passara despercebido pelos olhos da Rainha do café. Ela se enganou com Suzana uma vez e não se enganaria novamente.

Estava em seu escritório conversando com Lady Margareth sobre a ferrovia. Tentando conter sua irritação com a inglesa, o sinismo da mesma irritava Julieta de tal forma que já estara até sendo um pouco grossa com a Lady.

-Comigo a frente dos negócios da ferrovia, ela terá um grande avanço.

-Sinto, que só agora tenha percebido o erro que fiz em pedir o afastamento de Darcy.

-O que quer dizer com isso?

-Me preocupa que os negócios lá estejam sendo prejudicados por questões pessoais. - Falou séria. -Você não tem interesse real na ferrovia, e se poder me prejudicar fará sem pestanejar. Foi para você que Suzana recorreu não foi?

- Suzana me procurou assim que você a escorraçou. mas o que isso tem a ver com a nossa sociedade?

-Se você é Suzana estão mancumunadas não poderemos ser mais sócias.

- Vai romper nossa sociedade baseada em especulações? Há muito dinheiro em jogo.

Como se Julieta Bittencourt se importasse com dinheiro. Mesmo ao romper com sua sócia e perder um bom dinheiro e o transporte de seu café. Ela ainda teria sua fortuna, suas fazendas, alguns bois, e seus cafezais que era a sua principal fonte de lucro. Conseguir outro meio de transporte para seu café não seria um problema para Julieta.

-Entre sócios deve haver confiança, o que não há entre nós. Nossa sociedade está desfeita. -Falou se pondo de pé já irritada e agora não fazia mais questão de esconder sua irritação.

-Você está louca! -Falou a inglesa exaltada e se colocando também em pé. - Se você desfizer a sociedade você vai a falência. Não terá como escoar a sua produção. Pode produzir todo o café do mundo que ele ficará lá no celeiro, apodrecendo. 

-Que seja. -Falou firme mostrando superioridade. - Eu não aguento mais suas ameaças. Nossa parceria está desfeita. Agora como não temos mais negócios a tratar eu peço que se retire. 

-Como quiser. Mas você me paga e com todo o seu patrimônio.

-Será o que veremos. 

Lady Margareth se retirou do escritório soltando fogo pelas ventas por assim dizer, deixando Julieta sozinha com seus pensamentos. 

Julieta sentou novamente na sua típica poltrona, pensava em como resolver seus problemas que surgiriam com o fim da sociedade com os Willimson, ainda tinha seu filho e sua nora que ainda não havia a perdoado pelo seu feito. Para resolver a questão do escoamento de seu café ela voltaria ainda aquela semana para o Vale do café.

°°°°•°°°°•°°°°•°°°°

Passados alguns dias. Julieta ainda estava em São Paulo decidira partir para o Vale do café no sábado e já era sexta, estava arrumando tudo para sua partida. Porém agora não iria apenas ela e Aurélio tinha também o carrancudo do Barão. Que a divertia com apelidos e o jeito tosco de ser.

Logo pela manhã foram os três se despedir de todos no cortiço. 

Elizabeta já estava solta pois Darcy tinha aceitado se casar com a cobra pesonheta da Suzana, mas quem disse que eles não ficariam juntos. Lá estavam eles Darcy e Elizabeta juntos no cortiço, conversando com Ema, Ernesto, Ludmila, Venâncio, Jane e Camilo. 

Assim que viram Aurélio, o Barão e Julieta chegarem ao cortiço. Ema logo correu para abraçar o pai e o avô e claro também a Julieta, logo foi a vez de Elizabeta abraçar Julieta. 

Após a conversa que elas duas tiveram, quando Elizabeta ficou a saber do passado de Julieta, elas viraram boas amigas, talvez até melhores amigas. Jane não entendia mas também não questionava a irmã.

Depois de cumprimentar a todos, Aurélio e o Barão foram ate o local que Ema e Ernesto moram para conversarem com os jovens. Ludmila e Januário se retiraram do local pois teriam que pegar algumas coisas que faltavam para o aniversário do senhor Manoel. Jane e Camilo conversavam num canto e Julieta, Darcy e Elizabeta estavam a conversar no meio do cortiço. 

Assim que Januário e Ludmila chegaram com as coisas todos foram ajudar deixando Julieta sozinha. A mesma resolveu ir chamar Aurélio para irem para a casa.

Mas quando estava perto da escada acapou a pisar num carrinho e assim acabou torcendo o tornozelo. Uma jovem que ali estava a segurou para que a mesma não caisse.

- Venha irei ajudá-la com seu tornozelo. -Falou a jovem pegando a mão de Julieta e a guiando para sentar-se numa cadeira.

-Não precisa estou bem. -Falou Julieta mas a menina não a deixou ir.

-Eu insisto. A senhora pode ter fraturado o tornozelo é melhor eu dá uma olhada.

-Mas... Tá bom. Mas eu não machuquei nada você verá. -Se deu por convencida e aceitou a ajuda da Jovem.

-Se me permite. -Se referiu a tirar a bota do pé de Julieta que logo assentiu. -Ah. Eu me chamo Olivia.

- É um prazer. Me chamo Julieta Bitte... Bom apenas me chame de Julieta.

A menina parou e encarou a rainha do café por minutos. Seria uma conhecidência ou irônia. Ela fôra a São Paulo procurando uma Julieta, e acaba se esbarrando em uma mulher também chamada Julieta. Porém provavelmente não seriam a mesma pessoa, nem ao menos sabia se a mulher que fôra procurar estava viva, muito menos como ela era. Foi exatamente arriscando a sorte.

-Julieta é um nome lindíssimo. Estou até a procurar uma Julieta.

 









Notas Finais


Continua......

Suponho que vcs sejam Aurieta, e como sei que as Aurietas gostam de spoiler lá vai um kkkkk
A Olívia da minha história é a filha da Julieta.

Até o próximo capítulo minhas jujubas😘♥️


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