História Quando Goku conheceu Chichi... - Capítulo 18


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Categorias Dragon Ball
Personagens Androide Nº 18, Bulma, Chichi, Goku, Kuririn, Lunch, Tenshinhan, Vegeta
Tags Chichi, Gochi, Goku, Namoro
Visualizações 64
Palavras 3.835
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Festa, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - Bring it back, bring it back, dont take it away from me


Goku levantou-se de repente, insatisfeito. Usava uma calça ginástica azul clara, como gostava de fazer quando estava em casa, tênis e uma camisa de mangas meio puída no cotovelo. Havia posto aquela roupa para não se sentir tentado a sair... mas era como se o apartamento o sufocasse. Olhou para o canto. O embrulho, com os quatro  quadros que Vegeta o entregara estava lá, intacto. Ele não se animara a abrir porque não queria pensar em Chichi, mas desde que o recesso de Natal começara esse era um pensamento simplesmente impossível de ser evitado.

Ele foi até seu quarto. Não sabia ao certo o que queria, mas não era ficar ali. Pegou um grande casaco azul e colocou por cima da camisa e abriu uma gaveta onde guardava dinheiro, e, sem olhar, pegou todo dinheiro que tinha ali e seus documentos. Decidiu sair sem rumo. Eram pouco mais de oito e meia da noite, até a meia noite ele arrumaria algo para se distrair e não pensar em Chichi.

Chichi, enquanto isso, chegava à festa com Vegeta e Bulma. Ela havia deixado seu casaco cor de marfim na chapelaria quando perguntou a Bulma:

– Acha que ele vem? Queria que ele viesse, havíamos prometido passar o ano novo juntos se estivéssemos sozinhos...

Bulma sorriu para ela e disse:

– Não sei, querida... mas talvez, se ele não aparecer, pode ser que seja hora de pensar em... seguir em frente. Ou procurá-lo, se ele te faz falta.

Chichi baixou a cabeça. Várias vezes pensara naquilo, mas não conseguia se decidir. A única verdade é que sentia muita falta da companhia, da voz, das mensagens e até mesmo da sinceridade irritante de Goku. Quando entraram no salão ela viu Lazúli e perguntou, imediatamente:

– Você sabe se o Goku vem?

A amiga foi pega de surpresa pela pergunta e então fez uma expressão confusa:

– Bom, o Kuririn chamou ele... mas ele não confirmou, então o nome dele não está na lista Chichi... sinto muito. – ela completou ao ver a expressão desapontada no rosto da amiga – mas eu posso te apresentar a algum cara muito gato e...

Vegeta e Bulma viram Chichi se afastar com Lazúli e Vegeta perguntou:

– Você acha que é muito inadequado eu procurar o Kakarotto amanhã e meter um murro na cara dele?

– Vegeta – Bulma riu – eles que precisam se entender.

– Concordo. Mas estou achando que precisam do estímulo correto para isso...

***

Goku andava pela rua, sem rumo, olhando as pessoas nas janelas dos apartamentos, em festas ou em suas casas e se sentia horrivelmente sozinho. Começou a pensar no ano anterior, e em Chichi dançando com ele. Talvez tivesse sido naquele momento, ao som de “Kiss from a Rose” que ele tivesse se apaixonado por ela, ainda que não tivesse admitido imediatamente. Ele baixou a cabeça, triste, e continuou andando, com as duas mãos nos bolsos, sentindo a temperatura próxima a 1ºC congelando seus ossos. Não nevava em West City, mas era frio àquela época do ano e ele não se agasalhara tão bem.

De repente, ele viu algo que chamou sua atenção. O último cinema de rua de West City, que tradicionalmente tinha sessões todos os dias, infalivelmente, estava com um filme em cartaz, e aquilo o encheu de melancolia: era “Bohemian Rhapsody”, que ele e Chichi tinham combinado de assistirem juntos, mas que as circunstâncias haviam impedido.

Pensou que era apenas mais uma promessa não cumprida. Eram nove e meia – ele olhou o relógio – e a próxima sessão terminaria perto da meia-noite. Era uma ótima maneira de passar os últimos momentos do ano distraído e aquecido, e ele entrou no cinema.

O ambiente era um pouco triste e decadente. Havia outras pessoas, mas poucas, igualmente solitárias como ele, também aproveitando para se distrair antes do ano novo. Ele viu um casal, que sentou pouco à frente dele, e viu que eles se beijavam intensamente. Sorriu. Tinha alguém feliz no cinema, pelo menos.

***

Chichi não conseguia acreditar que estava conversando com aquele sujeito. Ele, além de feio, era terrivelmente arrogante, cheio de si, e tomara a apresentação dela por Lazúli como prova de um interesse imaginário na pessoa dele, que não era definitivamente o tipo de Chichi.

– Então – ele disse – o meu trabalho é extremamente interessante, sem falar na remuneração, que é boa... eu já te disse que costumo viajar para as montanhas do norte nessa época para esquiar?

– Escute... como é mesmo seu nome?

– Freeza.

– Sim, Freeza. Eu me separei dos meus amigos e prometi jantar com eles e...

– Ah, sim, posso te acompanhar até sua mesa, é fácil arranjar uma troca, para sentarmos juntos... e depois, quem sabe, podemos dançar. O que acha?

– Ahn – ela disse, sem saber o que dizer. Era definitivamente o pior ano novo de sua vida, até ali.

***

Goku estava realmente apreciando o filme, embora tivesse achado a caracterização do ator principal meio exagerada, não se lembrava de Freddie Mercury ser tão dentuço. O começo do filme era empolgante, mostrando como o Queen tinha nascido e se tornado tão incrível.

Então, aos 35 minutos, Freddie Mercury começou a compor “Love of my life”:

Love of my life, you've hurt me

You've broken my heart and now you leave me

Love of my life, can't you see?

Bring it back, bring it back...

Bring it back, bring it back...

Ele empacou por um instante nos últimos versos e Goku completou, antes mesmo que ele cantasse na tela:

Don't take it away from me, because you don't know

What it means to me

Uma necessidade urgente o tomou imediatamente. Era aquilo. Ela era o amor da vida dele, agora ele sabia, na verdade, no fundo, era como se sempre tivesse sabido. Deixar para lá não era uma opção, esquecê-la muito menos. Ele olhou o relógio. Eram dez e quinze e ele estava a 13 quadras da Star Tower... aquilo dava mais ou menos 3,5 km. Ele se levantou e murmurou, olhando para a tela, onde Freedie recebia um beijo do agente:

– Desculpa, Freddie... mas eu preciso ir atrás do amor da minha vida, depois eu termino de ver sua história...

Ele saiu correndo do cinema. Com sorte, chegava antes de meia-noite e cumpria sua promessa. Ele não podia desistir de Chichi.

***

Nem Vegeta ou Bulma conseguiam mais aturar a conversa de Freeza, muito menos Chichi. Ele era terrivelmente chato, e parecia compensar sua baixa estatura com uma arrogância terrível, porque ele era menor até que Vegeta, que generosamente podia ser descrito como de estatura mediana. Vegeta olhava para Chichi com uma expressão que dizia “LIVRE-SE DESSE CARA”, e ela não sabia exatamente o que fazer, porque ele não parecia muito disposto a sair de perto dela, era pegajoso como uma enguia.

De repente, depois do jantar, Chichi, mesmo sem vontade, perguntou a ele:

– Quer dançar?

Ela apenas queria leva-lo até a pista de dança e então despistá-lo e se livrar dele, mas ele disse:

– Ah, claro, adoro dançar com garotas bonitas como você.

Ela levantou-se com ele e Vegeta comentou com Bulma:

– Que bom que ela levou aquele verme embora, eu estava com vontade de jogá-lo daqui do alto, que camarada intragável. Tua amiga deve ter o pior dedo podre do mundo...

– Por isso que ela se enrolou tanto com seu amigo Goku, Vegeta! – caçoou Bulma.

– O jeito que eles estão enrolados nesse ata-não-desata só prova o meu ponto.

– Vamos dançar, então, amor?

– Lógico que não, já te disse que odeio dançar.

– Chato.

– Nem tanto. Eu já fiz um serviço nesse hotel, pintei um painel no restaurante aqui embaixo. Tem uma escada que sai atrás do salão que leva a um lugar onde ninguém vai, sabia? Entre o terraço e o restaurante, com uma vista espetacular...

– O que você está sugerindo?

Ele apenas olhou para ela e se levantou. Bulma o seguiu, em meio a risadinhas.

***

Enquanto isso, Goku corria tanto que começava a suar. O ar gelado batia em seu rosto e ele só conseguia pensar que era bom que ele tivesse em torno de 500 zenis no bolso, iria tentar subornar os seguranças para entrar na festa. Não sabia porque tinha pego todo aquele dinheiro, mas sabia que ele podia ser útil agora, a não ser que alguém batesse a carteira dele.

À medida que se aproximava da torre, e, por conseguinte, da ponte suspensa de West City, as ruas iam ficando mais movimentadas, porque as pessoas costumavam ir para a rua principal que beirava a baía de West City para ver a queima de fogos na ponte.

De repente, ele foi contaminado por aquela atmosfera alegre e otimista, e acelerou sua corrida. Agradeceu aos exercícios que sempre fazia a boa forma para correr tanto sem se sentir cansado ou desanimar, vendo as ruas se sucederem, logo podia ver a Star Tower à sua direita, mais adiante, com sua estrutura circular e elevadores panorâmicos para a baía de  West City, e ele se lembrou dele e Chichi subindo naquele elevador, um ano antes, e sorriu. Ela estava cada vez mais perto, ele podia sentir.

De repente, virou a esquina e estava diante da torre envidraçada e brilhante, iluminada com luzes de fim de ano. Como no ano anterior, a entrada para a festa era de um lado, a saída do outro. Alguns carros estavam parados num grande estacionamento, alguns com motoristas profissionais, maioria deles esperando, distraídos, mexendo em seus smartphones e ele pensou que devia ser ruim passar o ano novo daquela forma. Passou pelo estacionamento e chegou à portaria da torre, onde, sabia, deveria gastar toda sua lábia e talvez alguma grana para convencer os porteiros a deixá-lo entrar.

***

Chichi sentia-se irritada porque não conseguia se livrar de Freeza, e não localizava Vegeta ou Bulma para dar uma desculpa qualquer para o homem chato e sair de perto dele. Ele dançava de forma ligeiramente contida, com movimentos tediosos e repetitivos, e Chichi não conseguia parar de compara-lo, mesmo que ela não estivesse interessada nele, com Goku, com quem ela dançara tanto no ano anterior.

Toda vez que Freeza se aproximava, tentando forçar um contato ou intimidade, ela se afastava, pensando apenas em pô-lo longe dela. Ele era chato, era desagradável, e só com muita educação ela conseguira atura-lo até ali, mas algo acabou por tornar inevitável que ela virasse as costas e o deixasse na pista.

Faltavam pouco mais de 20 minutos para a meia noite. Kuririn colocara todas as músicas dançantes e alegres possíveis, então, de repente, pensou que era hora de uma música lenta, e, sem perceber, escolheu a mesma que havia posto no ano anterior.

Quando ouviu os primeiros acordes de “Kiss from a rose” e Freeza disse:

– Hohoho... parece que teremos que dançar uma lentinha, Chichi...

Ela simplesmente respondeu:

– Não, eu não posso dançar essa música com você, sinto muito.

– Mas...

– Me desculpe – ela disse, e então, teve certeza do que queria fazer – eu preciso sair daqui imediatamente... e eu nunca dançaria essa música com outro senão ele!

Sem dizer mais nada, Chichi virou as costas e deixou a pista de dança, então rumou decidida até a mesa. Bulma e Vegeta haviam desaparecido, mas ela não tinha dúvida do que queria fazer. Pegou a bolsa que deixara na mesa e o celular que estava dentro dela. Ela precisava ligar para Goku.

***

Goku estava há algum tempo tentando desenrolar com os porteiros, mas a resposta era sempre a mesma:

– Desculpe, senhor, mas seu nome não está na lista.

– Mas eu estive aqui ano passado, fui convidado esse ano, mas não confirmei... eu estaria nessa lista...

– Além de tudo, senhor, sua vestimenta não observa o dresscode...

Ao diabo o dresscode, pensou Goku. Ele precisava encontrar Chichi, ele queria ver Chichi... ele olhou desanimado para a portaria. Nem mesmo insinuar que daria algum dinheiro dera certo, eles estavam sob uma câmera e aceitar suborno era, provavelmente, perder o emprego. Então ele disse:

– Ok, desisto. Obrigada.

Ele descia os degraus, desanimado. Tinha corrido até ali, tão perto de onde Chichi estava à toa? De repente, ele bateu na testa. Como ele era idiota. Pegou o celular no bolso do casaco, rindo, era só ligar para ela, afinal, estavam muito próximos.

Goku pegou o celular, ligou para Chichi.

No mesmo instante, na saída do elevador panorâmico, no outro lado do prédio, Chichi ligou para Goku. Ela havia passado na chapelaria e pegado seu casaco, estava pronta para partir. Queria dizer a ele que, onde ele estivesse, ela o iria encontrar.

Goku xingou quando sua ligação foi respondida com sinal de ocupado, Chichi fez um semblante desapontado quando a sua teve a mesma resposta. Os dois guardaram seus celulares. Chichi saiu para a rua., àquela hora movimentada, pondo o celular na bolsa. Goku desceu os degraus da face traseira do Star Tower pensando em como podia ser azarado e Chichi estar recebendo uma ligação naquele momento. No mesmo instante, uma notificação apareceu no celular de ambos, avisando que havia uma chamada perdida. Nenhum dos dois prestou atenção.

Chichi chegou à Rua, na face que ficava de frente para a baía. Pessoas se acumulavam por ali, esperando o grande evento, que seria em menos de dez minutos.

Goku chegou à rua, na face oposta, e pensou, por um instante, em dar a volta e ao menos ver os fogos, mas já ia desistindo e se encaminhando para o estacionamento para cortar caminho quando parou.

“Eu cheguei até aqui. É a minha promessa. Não posso desistir”

Ele pegou o celular e viu “1 chamada não atendida – Chichi”. Seu coração pulou no peito e ele pegou o celular e respondeu à chamada.

Chichi andava pela rua pensando em como sairia dali. Os sapatos de salto estavam começando a incomodar nos seus pés. Precisava achar um táxi, uma vez que o uber não era uma opção com a rua tão cheia e o preço disparado, por conta do ano novo. Pegou o celular no exato instante em que tocou, e quando olhou o visor, viu o nome dele.

– Goku? – ela atendeu, o coração disparado, pensando que ele estava na casa dele e ligava para desejar feliz ano novo.

– Você está na festa, Chichi? Eu estou aqui embaixo, fui barrado.

– Eu saí da festa, Goku... estou aqui em frente à torre, do lado da ponte.

– Do lado da... ponte?

Goku virou-se, ainda com o celular na mão e correu pela rua lateral, desviando dos passantes, até que a viu, no meio da rua, com um olhar perdido procurando-o com o celular na mão. De repente ela o viu e sorriu, e, desligando os celulares, os dois andaram um até o outro. Goku coçou a cabeça quando se viu diante dela. Ele estava suado, apesar do frio, mal vestido e desgrenhado, depois de ter corrido 13 quadras até ali, e ela estava linda, perfumada e arrumada. Então ele disse:

– Eu... lembrei que tinha prometido passar o ano novo com você, mas... eu ia ficar em casa, não consegui pensar em nada que não fosse você. Fui para a rua, então... você sabia que o Cine Palace não deixa de funcionar nem hoje? Estava passando Bohemian Rapsodhy e eu entrei... mas... não vi o filme todo.

– Goku? Não estou entendo nada.

– Calma. Eu vou chegar lá. Eu ia assistir o filme, mas quando o Freddie começou a cantar “Love of my life”... – ele olhou para ela e riu – devo estar parecendo um maluco falando isso, mas a verdade é que eu prometi que veria o filme contigo, e prometi passar o ano novo contigo... e, Chichi, agora eu entendo que eu errei com todas as mulheres da minha vida, mas acho que errei mais contigo. Porque eu menti pra mim mesmo a seu respeito tanto tempo... e quando eu ouvi o Freddie cantando “love of my life, you’ve hurt me” eu lembrei que eu te magoei mais que você me magoou, então, eu precisei vir aqui, não apenas porque eu sempre procuro cumprir minhas promessas mas porquê... porque eu te amo, Chichi, e acho que comecei a te amar no último ano novo, lembra?

Ela abriu a boca, sem saber o que dizer, e ele prosseguiu:

– E eu amo tudo em você, essa é a verdade. Eu amo quando você enlouquece o garçom pedindo tudo separado ou diferente do cardápio, e amo quando você aperta os olhos assim – ele fez uma imitação boba do olhar dela – porque eu estou dizendo algo que você acha ridículo ou absurdo, e amo quando você responde uma mensagem minha com um coraçãozinho roxo e quando eu acordo de manhã e tem uma mensagem sua, mandada no meio da noite, porque você viu algo e lembrou de mim nas suas maratonas de série pela madrugada... e eu não posso mais ficar nem um minuto longe de você, Chichi. Porque a verdade é que você é o amor da minha vida, e se eu errei contigo, agora só quero... só quero acertar com você.  

Ela, sorriu, mas tinha lágrimas nos olhos e disse:

– Ah, Goku...

– Você me perdoa?

Ela deu dois passos para frente e caiu nos braços dele, e sua boca buscou a dele e ela o beijou, porque, na verdade, ele a havia conquistado naquele instante apenas por ter ido até ali. O beijo dos dois foi longo, e nem a contagem regressiva para o ano novo, que começou assim que os dois se abraçaram, poderia interrompê-los. Era um beijo com um atraso de um ano, talvez, o último do ano velho e o primeiro de um ano novo, que eles, com certeza iriam querer viver juntos. Tinham se reencontrado depois de tanto desencontro.

Os fogos do ano novo estouraram e Goku interrompeu o beijo e então disse:

– Feliz ano novo, meu amor...

– Feliz ano novo – ela replicou sorrindo. E os dois olharam na direção da ponte e, abraçados, viram os fogos e as pessoas se abraçando e, porque não tinha sido suficiente, tornaram a beijar-se apaixonadamente. Um tempo depois Goku abriu os olhos e disse:

– Por que está aqui embaixo, e não lá em cima?

Ela fez uma expressão envergonhada e disse:

– Eu não podia ficar lá. Apareceu um cara que pegou no meu pé, nunca vi um sujeito tão chato, e eu não conseguia me livrar dele... só sabia dar a entender que era rico, dizendo que ia me levar embora numa limusine prateada... até parece que eu ia embora da festa com ele, estava o tempo todo tentando despistá-lo para fugir, e ele pegando no meu pé.

– Nem sei quem é e já quero dar um murro nele por pensar em pôr as mãos na minha Chichi – ele disse, beijando-a na bochecha.

– Então... – ela ficou vermelha – começou a tocar “Kiss from a rose”...

– Não... você dançou nossa música com ele? – ele disse, com olhos arregalados.

– Lógico que não, Goku!

– Ah, ufa – ele disse, rindo.

– Aí eu pensei em você... Vegeta e Bulma tinham sumido e eu saí da festa... eu ia te ligar porquê... porque eu queria ouvir sua voz.

– Bom... eu acho que além da minha voz você agora tem o resto. – ele olhou para ela e sorriu, antes de perguntar – para onde quer ir? Para sua casa ou para a minha? Lembro que eu tenho a melhor cama.

Chichi riu e disse:

– Eu topo ir para sua casa, mas primeiro precisamos de um táxi!

– Eu tenho uma ideia melhor... o cara disse que tinha vindo de limusine prateada?

– Disse...

– Como ele se chama mesmo?

– Freeza.

– Ok.

Ele segurou a mão dela e foi andando até o estacionamento, onde ele havia visto muitos carros parados, mas apenas uma enorme e vistosa limusine prateada. Goku viu o motorista lá dentro, mexendo no celular, e bateu no vidro. O motorista abriu e disse:

– Pois não?

– Essa é a limo do Freeza?

– Sim é.

– Olha, ele pediu para você quebrar o galho e me levar em casa rapidinho. É na Rua Treze. A gente vai lá em dez minutinhos...

– O senhor Freeza me pagou para levar apenas ele em casa... disse que sairia às duas da manhã, certamente acompanhado...

– Ah, sim, eu sei – Goku pegou duas notas de cem no bolso e deu a ele – claro que eu pago pela corrida.

O homem olhou para as notas e pensou “Por que não? O senhor Freeza não vai mesmo sair antes das duas”.

– Entrem aí...

Goku e Chichi entraram, e ele a puxou para perto de si. Havia uma garrafa de champanhe e duas taças num cooler com gelo, mostrando que Freeza tinha a intenção de sair acompanhado da festa. Acionando o botão que dava privacidade à cabine, Goku pegou a garrafa e disse:

– Isso é por querer minha garota, Freeza.

Chichi o olhou, rindo e ele abriu a champanhe e encheu as duas taças que estavam dentro do cooler. Ele olhou para ela e disse:

– À saúde do Freeza, que perdeu a garota, mas ganhou minha gratidão eterna...

– Goku – ela disse, rindo. Era bem feito para o sujeito chato e falastrão.

Beberam o champanhe e Goku a puxou para um beijo, dizendo:

– Essa cabine até que é confortável... se fosse mais longe a gente ia ver como é transar numa limusine...

– Goku! – disse Chichi, meio indignada, mas rindo. Ela cheirou o pescoço dele e disse – você está todo suado.

– Eu corri treze quadras para te ver e você reclama disso? – ele disse, com um sorriso brincando nos lábios – é bom que tomamos um banho juntos... eu esfrego as suas costas e você, as minhas...

– Não é só isso que eu vou esfregar – disse ela, puxando-o para continuar o beijo.

***

Enquanto isso, Vegeta e Bulma voltavam para a festa depois de uma pequena aventura num andar que deveria estar fechado, diante de um janelão panorâmico entre a cobertura e o andar do restaurante da Star Tower e eram encontrados por um Freeza confuso, que perguntou:

– A amiga de vocês... ela me deixou na pista e desapareceu, alguma ideia de onde ela pode estar?

– Bom – começou Bulma, interrompida por Vegeta, que disse:

– Não sabemos onde ela está, mas fazemos ideia com quem esteja... acho melhor você esquecê-la. Ela tá em outra, cara...

Freeza olhou para Vegeta, que o encarava com cara de poucos amigos e disse:

– Tudo bem...

Ele voltou para o salão, e, depois de tentar muito, conseguiu encontrar uma garota que acabou cedendo aos seus encantos – porque já estava no vigésimo drinque. Pontualmente, às duas da manhã, ele desceu e foi com a garota até a limusine que alugara e descobriu, quando entrou, que a garrafa de champanhe estava vazia, com um pequeno bilhete largado sobre ela, que dizia: “Obrigado pela bebida, Feliz Ano Novo! PS: a garota era minha, e a música também. Melhor sorte da próxima vez...”

E, quando perguntou ao motorista quem havia bebido o champanhe e o homem falou sobre o “amigo dele” que ele levara com a namorada até a rua treze, Freeza entendeu que havia sido passado para trás por algum esperto. Mas, como ele tinha conseguido uma garota e como admitir ser feito de otário custava muito para ele, simplesmente deixou para lá.


Notas Finais


1. Sim, a atualização foi bem cedo por causa de uma negociação com a senhorita @Msrafasc que me pediu para postar dois capítulos juntinhos... um cedo e outro mais tarde, ou, no máximo, amanhã.
2. Mas a fic não acaba essa semana... haverá uma surpresinha na semana que vem, ok?
3. E sim, agora eles não se separam mais.
4. Love of my life, do Queen, foi lançada no ano de 1975 no álbum "A night at opera" e foi feita para Mary Austin, que foi noiva de Freddy Mercury e a pessoa que ele teve um grande amor e posterior amizade, recebendo boa parte de sua herança. A música teve uma execução célebre no Rock in Rio de 1985, quando o público INTEIRO cantou de forma maravilhosa, e, segundo Freddy Mercury, foi um dos momentos mais marcantes de toda sua carreira. Essa apresentação tem uma história interessante: eu tinha 14 anos e minha mãe disse "nem pensar" em relação ao Rock in Rio... mas o meu "crush" da época foi (ele nunca soube que era meu crush e é meu amigo até hoje) e toda vez que eu penso nessa música eu me lembro disso.
5. A tradução do trecho usado:
Amor da minha vida, você me machucou
Você partiu meu coração
E agora me deixa

Amor da minha vida, você não entende?
Devolva-me, devolva-me
Não tire isso de mim
Porque você não sabe
O que isso significa para mim
6. O Célebre vídeo.
https://www.youtube.com/watch?v=Md8eELcugqY


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