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História .quando menos esperar, o Lucas vai estar lá - Capítulo 1


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Notas do Autor


↳Olá, já agradeço por ler, antecipadamente :)

↳É engraçado como não consigo escrever uma palavra sequer pras coisas do curso, mas faço fanfic de 3k de palavras num dia só. Acho que é um sinal, galera. Meu dom é ser roteirista de filme pornô (Serasse eu mandar meu currículo o Xvídeos me contrata?).

Capítulo 1 - Eita, Lucas... você é voyeur?


Fanfic / Fanfiction .quando menos esperar, o Lucas vai estar lá - Capítulo 1 - Eita, Lucas... você é voyeur?

Quando menos esperar, o Lucas vai estar

por

- M.C.M.F




♂ ♀ ♂

Podem me julgar uma pervertida, mas eu mantenho uma lista de pessoas que tenho vontade de levar pra cama. É, mãe, talvez eu seja uma grande safada.


Mas, pense bem, como eu posso deixar de lado os pensamentos impuros quando gente tão gostosa, feito Ten Lee e Lucas Wong, compõem meu círculo social? E também não é como se eu realmente conseguisse algo com alguma das pessoas listadas. Das dez, desde o dia que montei o elenco, há três anos, só risquei uma até agora Kang Seulgi, a veterana do meu curso, com olhos de gato e mechas verdes no cabelo. Ainda sinto o gosto do gloss de cereja dela nos meus lábios.

Nesta noite, no entanto, eu decidi arriscar um pouco; deixar de ser tímida e esperar. Ou eu liberto minha safada interior ou nunca terei êxito. Afinal, a montanha não vai até Maomé se ele não demonstrar interesse também, né?

Hoje é sexta, dia de maldade, que nem YangYang gostava de dizer, então a galera marcou um rolê num barzinho no centro. Não tínhamos nada para comemorar de especial (apesar da minha ótima nota em cálculo IV ser um excelente motivo pra agradecer de joelhos e encher a cara), mas já que o Liu era do tipo que adorava uma desculpa para sair, eu nem protestei, feito costumava fazer na maioria das vezes, porque nesta noite, eu iria laçar um homem.

“Hoje você vai laçar um homem”, disse para mim mesma na frente do espelho antes de sair de casa. Tinha que colocar a autoestima lá nas alturas ou falharia miseravelmente na primeira troca de olhares. “Hoje você vai tentar laçar um homem”, me corrijo. Não posso ter tantas esperanças assim, não é mesmo? Não é como se eu fosse a pessoa mais sedutora do mundo. Se der deu, se não der, não deu — esse tem sido meu lema desde que paguei meu primeiro boleto.

E, como se Deus estivesse olhando para baixo e dizendo “Hoje vai, minha filha”, as coisas pareciam estar dando certo. Da minha listinha, optei por Ten, por acreditar ser o mais fácil (fÁcIL, rsrs). Quer dizer, o jeitinho dele me dava um frio na barriga e eu mal conseguia formular uma frase quando conversávamos, porém ainda era mais simples encontrar um tópico em comum com ele do que com Lucas, por exemplo. Mesmo adorando a mentalidade de seis anos e o físico de um deus grego do Wong, não podia dizer que tínhamos algo que compartilhávamos, a não ser nosso círculo de amizades (e não tem graça nenhuma ficar a noite inteira dizendo como ser amigo do Hendery é legal, apesar de ser, de fato, legal).

Do bar, a galera se separou, e eu, claro, fiquei com a parte que foi fazer a saideira no apê novinho do Ten. 

Acho que vou trancar o curso — Xiaojun revela depois de um longo suspiro.

Tenho vontade de rir, mas me contenho. Xiao era um excelente aluno e se cobrava demais. Não podia tirar uma nota ruim que já queria trancar o curso.

— Dejun não pode tirar uma nota ruim que, nossa, já quer trancar o curso — Ten reclama, sentando-se no sofá, entre mim e o chinês.

Puts, finalmente alguém disse exatamente o que eu queria dizer, mas nunca tive coragem. Seria esse um sinal divino de que eu e Ten éramos perfeitos um para o outro? A n á l i s e.

— Ui, não fechei a prova, vo’ me matá — a gozação do tailandês espanta Dejun do estofado.

Ten coloca o braço ao redor dos meus ombros, apoiando-se no encosto do assento. Sinto meu corpo arrepiar. Merda. Sou muito cagona.

Não, concentra. Você vai laçar um homem esta noite, bebê. Tentar. Você vai tentar laçar um homem esta noite.

— Gostei do seu vestido — Ten elogia, cruzando as pernas, umedecendo os lábios — Combina com você.

— Você disse a mesma coisa pro Winwin, quando encontrou com ele no bar — dou de ombros.

Ten franze o cenho.

— E o Winwin ‘tava usando vestido?

— Vestido? Ó! Não! — ele ri da minha confusão. É, fazer a linha difícil não faz parte do meu jogo de sedução. Melhor eu não repetir a dosagem nunca mais. — Eu não quis dizer isso. Eu quis dizer…

— Não, relaxa. Eu sei, eu sei. 

Dou um meio sorriso nervoso, sem mostrar os dentes.

— Pô, YangYang! — a voz alta de Lucas chama a atenção — Minha camisa novinha, cara…

O líquido no copo do Liu não tinha atingido o carpete branquinho do apartamento, então Ten nem se importou em levantar do sofá. O tecido azulado da camisa de marca do Wong, no entanto, não teve a mesma sorte. A mancha tomou conta da região abdominal quase que por inteiro. Ele tinha tomado um verdadeiro banho de cerveja.

— Mas você que… — YangYang ainda tenta se defender, mas a expressão de cólera e os punhos fechados fazem-no desistir.

— Ten, onde fica o banheiro? — Lucas aproxima-se do sofá onde estávamos para questionar.

— Final do corredor, no meu quarto — o tailandês contou sorridente e retornou sua atenção para mim — Onde paramos mesmo?

— No vestido do Winwin? 

Ele gargalha. 

— Poxa, agora eu vou ficar imaginando o Winwin com seu vestido — faz careta — Não é uma coisa muito boa de se imaginar não, viu?

— Então não imagina. Olha pra mim.

Boom, pega esse flerte agora, Ten! Cada palavra milimetricamente estratégica.

Ele sorri ladino. Desvia o olhar do meu. 

— Eu adorei a ideia, sabe?

Eita.

(Oi, Deus, sou eu de novo. Vim aqui agradecer. Valeu por me ajudar a laçar esse macho. Prometo nunca mais deixar a toalha molhada em cima da cama ou a louça fazendo aniversário na pia. Amém)

Não precisou mais dizer nada. Só nossa troca de olhares e os sorrisos de canto ostentava o quanto estávamos na mesma vibe e pensávamos na mesma coisa — aquilo que se faz entre quatro paredes, da forma que se veio ao mundo; secso.

Meu coração acelera no peito à medida que Ten vai inventando uma desculpa pra expulsar todo mundo, sutilmente, do apartamento. "Já 'tá tarde, galera", dizia, "Todo mundo mete o pé agora. Eu quero dormir". "Esquenta com ela não, Xiao. Vou dar uma carona pra ela", mentiu para Dejun quando o chinês ofereceu de me deixar em casa. 

Sinto minhas mãos umedecendo a barra do vestido escuro, suando frio, amarrotando o tecido de algodão. Não entra em pânico. Não entra em pânico. Não entra em pânicoooooo. O sentimento de ansiedade é o mesmo que me assombra nas vésperas dos seminários (Ai misericórdia, será que eu vou ter um ataque cardíaco ou um orgasmo até o fim desta noite?)

Quando ficamos só nós dois, meu desassossego só piora. Eu começo a tremer a perna esquerda num tique que não para mais. 

Ten percebe minha clara aflição e sorri amigável. Segura minha mão, me levantando do sofá. Contorna a curva do meu nariz com a ponta do dedo.

— Pode me dizer se nunca fez isso — fala, tranquilo — Assim vou saber como devo agir contigo também.

— Eu não vou te dizer nada.

— Por quê?

— Porque é clichê.

— Ser sincera sobre sua virgindade é clichê?

— Não. É o que eu 'tô sentindo que é clichê.

— E o que de tão clichê você 'tá sentindo?

— É que eu já fiz isso antes, mas agora, com você, parece a primeira vez.

Ten ri da minha careta de vergonha e enlaça seus braços em redor da minha cintura. Inalo o cheiro do vinho em seu hálito. Eu nunca desperdiçava uma oportunidade de beber um bom vinho. Tasco-lhe logo um beijo, então.

Nossas línguas se tocam, misturando o sabor do álcool da boca dele com o dos biscoitinhos de chocolate, que eu tinha catado na cozinha assim que cheguei, da minha. Combinação melhor? Eu desconheço no momento.

Morde meu lábio inferior suavemente, encerrando o beijo. Segura em meus pulsos e me guia até seu quarto.

Ten era o homem mais bem organizado que eu conhecia. Tudo em seu apartamento tinha um local específico para ficar, e o tailandês detestava quando tirávamos algo do local certo, mesmo sem querer.

Por isso, em seu quarto não seria diferente. Fico observando os porta-retratos, todos meticulosamente alinhados. Suspiro. Espero que eu nunca tenha que levar Ten para meu apartamento, ou ele vai ter um troço quando deparar-se com minha bagunça.

— Tem camisinha na gaveta ali. Pega pra mim, pra adiantar — ele pede, apontando para o criado mudo ao lado de sua cama, antes de agarrar a barra da camisa e tirá-la do corpo.

Solto uma risadinha maliciosa. "Tá com tanta pressa assim, meu filho?", brinco enquanto caminho até o móvel pra fazer o que ele pediu.

Ao abrir a gaveta, além dos pedaços de papéis e cadernetas, dou de cara com uma caixa pequenina, capaz de suportar 30 preservativos, como diz na embalagem. Quase metade já tinha desaparecido.

— Menino, que vida sexual ativa é essa? — escuto sua risada ao pé do meu ouvido. Seu corpo quente se envolve ao meu, por trás — Jovem adulto não transa. Jovem adulto paga boleto.

— E você já pagou os boletos deste mês? — ele me vira para si, logo deitando meu corpo sobre o colchão macio.

— Mas é claro — retruco. Apoio meus pés na lateral da cama, elevando meus joelhos, fazendo a barra do vestido cair sobre minha barriga e minha peça íntima dar o ar da graça (Jesus, será que 'tô usando aquela calcinha da Barbie?). Checo a estampa só pra ter certeza de que não cometi essa gafe. Sorrio — Também, se eu não pagar, Hendery me expulsa do apartamento.

— Deve ser difícil dividir apê com ele. O Kun odiava — beija um de meus joelhos enquanto acaricia o interior de minhas coxas.

 — Ah, é horrível. Dificílimo. Eu sou uma pobre coitada  — faço drama.

— Se é assim, então, — desliza a mão por debaixo do meu vestido, explorando da minha barriga até o fecho frontal do sutiã — quem sabe você não vem pra cá? 'Tava mesmo pensando eu ter um colega de apê.

— Mas você só tem um quarto.

— Eu sei.

A malícia toma conta de seu sorriso, e eu quase sinto minha alma sair do corpo com tamanha revelação.

(Deus, o senhor quando trabalha na vida da pessoa, o senhor trabalha bem feito, viu? Nunca, em toda minha existência, pensei que fosse ouvir algo assim de Chittaphon Leechaiyaporncul. Glória, glória! Aleluia!)

Ten inclina seu corpo sobre o meu, alcançando meus lábios, beijando-me suave. Sua mão, sob meu vestido, estava prestes a desatar o fecho frontal do sutiã quando um ranger de porta nos petrifica.

Nossos olhos vão parar na direção do banheiro, automaticamente. A porta do quarto estava escrachada, grudada na parede, e não sentimos nenhuma corrente de ar forte o suficiente para fazê-la mover-se. Logo, só podia ser a do toalete.

Ten se afasta da cama. Eu me sento sobre o colchão e o observo caminhar em direção ao barulho. 

Minhas mãos suam frio novamente. Os passos paulatinos dele me deixam mais aflita do que eu já estava. Parece que estou assistindo um filme de terror.

O demônio, psicopata ou fantasma que, geralmente, deixam a gente de cabelo em pé nos longas, nesse caso, nada mais era do que Lucas Wong, com seu sorrisinho sapeca e corpo abençoado por Afrodite.

— Lucas, mas que caralhos?! — Ten reclama, debatendo os braços contra o próprio corpo.

— Meu Deus do céu, pra que esse espanto? — o Wong coloca as mãos na cintura — Gente, eu só 'tava no banheiro.

— Desde aquela hora? 

— E você acha que a mancha sai fácil?! — balança a blusa de marca suja de vinho no ar, frustrado.

É nesse momento que deixo meu olhar pousar em seu corpo. Lucas está usando somente a jaqueta jeans escura para cobrir seu torso. Posso ver seu abdômen claramente. E quando permito-me observar mais para baixo, vejo também algo que não sei se deveria. Será que Ten já tinha notado a ereção sob a calça justa?

Tampo minha boca com a palma de uma das mãos, numa tentativa de conter o riso.

 — Lucas, você 'tava vendo a gente… — a frase escapa de meus lábios.

O Wong até tenta se cobrir com a blusa manchada, mas Ten acaba notando o estado do amigo também.

— Eita, Lucas… você é voyeur?

Arregalo os olhos. Voyeur? O que, exatamente, era aquilo? Por que soa como algo que Christian Grey diria no quartinho safado dele em "Cinquenta Tons de Cinza"? E por que caralhos Ten sabe dessas coisas?!

— Eu não sou voyeur — Lucas responde na mesma hora — Eu só invadi sua privacidade por alguns minutinhos.

Enquanto eles discutem sobre voyeurismo e respeito à vida íntima alheia, um cenário muito pervertido domina minha mente. 

Não sei ao certo se é Deus agindo na minha vida uma vez mais, ou somente minha piranha interior falando mais alto, só sei que estava com duas das pessoas presentes em minha listinha sem pudor e com muita vontade de não perder a oportunidade das circunstâncias com nenhuma delas. Afinal, se era pra arriscar, então vamos arriscar mesmo.

Interrompo a fala de zombaria de Ten, chamando-o para perto de mim novamente. Apoio minhas mãos em seu ombro e sussurro-lhe a proposta mais indecente que já se passou por minha cabecinha. 

Ele ri. Talvez não estivesse mesmo acreditando que alguém como eu, que estava tremendo na base cinco minutos atrás, tivesse proferido tal sugestão. Olha para Lucas. Alterna sua atenção em nós dois por algum tempo. Por fim, murmura sua resposta em meu ouvido. Sorrio animada.

— Vão ficar de segredinho mesmo? Na minha frente? — Lucas resmunga.

— É que a gente ‘tava discutindo algo muito importante — Ten esclarece, sentando-se no colchão, aos pés da cama.

— Ah, é? E o que seria?

— O que acha de deixar seu voyeurismo de lado por um instante e se juntar a gente?

— Eu não sou… — Lucas esbraveja num primeiro momento, mas depois reflete bem sobre as outras palavras proferidas pelo tailandês. Um sorriso domina seu rosto — Hm, será que devo? — coça o queixo, fazendo cara de pensativo.

— Vem ajudar a gastar o resto de camisinha que tem na caixinha do Ten — brinco.

— Já que você insiste… — ele joga a blusa manchada em um canto qualquer do quarto e retira a jaqueta do corpo.

Caminha na direção da cama. Suspiro. Lucas costumava fazer uns bicos como modelo por aí, e agora eu tinha certeza absoluta do porquê era escolhido. Ele para aos pés da cama, deslizando os dedos da destra pelos cabelos de Ten. Antes de erguer o queixo do tailandês e inclinar-se para beijá-lo, olha para mim, como se pedisse permissão. Eu sorrio.

— Vai nessa, eu adoro um yaoi — digo, me aproximando dos dois.

Eu sou do tipo de pessoa que fica super constrangida quando presencio cenas de pegação, de um simples selinho até algo mais censurável (mal consigo ver um pornô, acredita?), entretanto, naquele instante, sinto meu corpo esquentar enquanto observo os dois trocando saliva e carícias suaves.

Levo dois dedos a boca, por puro instinto, sugando minha pele.

— Ah, não esquecemos de você, princesa — Ten sorri trazendo-me para ainda mais perto dele, com sua mão em minha nuca. Nossos lábios encaixam-se uma vez mais. Sem língua dessa vez, apenas experimentando, mordiscando a pele um do outro.   

Sinto um beijo molhado marcar minha bochecha e viro-me automaticamente para Lucas. Seus lábios tocam meu queixo, umedecendo-me no local. Sobe com as carícias para minha boca, quando se entrega por inteiro em um ósculo acelerado, apertando minhas coxas. Ten suga meu pescoço, puxando os cabelos em minha nuca.

Lucas afasta-se de mim quase no mesmo momento que o tailandês. Eu recuo sobre a cama, até a cabeceira. Nem pisco enquanto contemplo-os desafivelar seus cintos. Um arrepio percorre meu corpo. Pra quem só tinha transado com uma mina e um moleque baixinho na adolescência, eu estava ousando demais (Deus, se o senhor me deu em dobro é porque eu consigo aguentar, não é? NÃO É?).

O Wong engatinha sobre o colchão, totalmente nu, e senta-se ao meu lado, com uma das pernas para fora da cama. Ajuda-me a tirar o vestido que ainda cobria meu corpo e abraça-me lateralmente, apoiando minha cabeça em seu ombro.

Ten abre minhas pernas e retira minha calcinha. Seus dedos deslizam por minhas coxas, arrepiando meus pelos. Reprime a ponta do indicador em meu clitóris. Comprimo os lábios levemente. Ele beija a região de meu ventre, lambendo minha pele até meu íntimo. Movo meu quadril, sutilmente incomodada com a cócega que me causa repentinamente, prendendo sua mão entre minhas coxas. Como advertência, morde meu joelho suavemente, só arrastando o canino, e preenche meu interior com dois de seus dedos.

Deixo um gemido baixinho escapar, em reclamação. Escuto a risadinha soprada de Lucas e ergo a cabeça para encará-lo, beijando seu queixo. Nossos lábios encontram caminho um para o outro de maneira natural. Seu braço, que envolve meu corpo lateralmente, aperta-me mais contra si. A mão escorrega pela minha clavícula e domina o vale entre meus seios pressionados pelo sutiã. Acaricia o local enquanto a outra mão guia minha destra até seu membro rijo. 

— Pelo que pude ouvir, voyeur só assiste — alfineto.

Ele aperta meu seio direito.

— Pra vocês eu abro uma exceção. 

Tento reproduzir o mesmo ritmo dos dedos de Ten, entrando e saindo de mim, ao masturbar o Wong, mas falho em todas minhas tentativas — o tailandês não parecia querer colaborar, pois alternava seus movimentos, divagando seus dedos por meu íntimo, sugando meu ponto mais sensível. As investidas irregulares incendeiam meu corpo, fazendo-me contrair as pernas, agitar o quadril. Solto o pênis de Lucas num reflexo à fricção acelerada contra minhas paredes, mas a mão do rapaz circunda a minha e a traz de volta, ajudando a estimular a si mesmo.

Ele não solta um ruído audível, apenas respira pesado de encontro ao meu ouvido. Por algum motivo, aquilo só colabora para aumentar a quantidade de tesão detido em meu corpo, como um copo completamente cheio, prestes a transbordar; e eu sabia que não faltava muito para derramar-me. Meus gemidos tornam-se, então, cada vez mais manhosos e frágeis, à medida que o formigamento em meu ventre acentua-se. Aperto o pau de Lucas, em minha mão, inconscientemente, quando Ten chupa meu clitóris e entrego-me ao meu primeiro orgasmo da noite. 

O Wong ergue-se da cama, acomodando meu corpo cansado sobre o colchão. Ten arrasta a caixinha de preservativos para perto de si.

— Ei, Lucas — chama pelo amigo — quer fazer as honras? — aperta meu joelho.

— Não sei... — Lucas finge estar pensativo, desviando o olhar, movendo meu tornozelo para que eu abra mais as pernas — Vamo’ tirar pedra, papel ou tesoura.

— Isso — Ten concorda exibindo um sorriso de escárnio — Vai, pedra, papel…

— Gente?! — chamo a atenção dos dois com meu tom de espanto. 

Separo-me do travesseiro, destravo o fecho do sutiã e jogo a peça para fora da cama. Engatinho até Ten, ficando de quatro em sua frente. 

— Você pode fazer o que quiser aí, voyeur — olho de relance para Lucas, que sorri e retira um dos preservativos da caixinha. Volto a atenção para Ten, sua expressão séria no rosto e a ereção palpável sob a cueca — porque eu vou chupar o Ten.

O tailandês ri de canto, erguendo meu queixo. Seu dedão desliza pra dentro da minha boca.

— Não, meu bem. Eu que vou foder sua boca.

Um arrepio percorre minha espinha. Ten se afasta da cama para retirar o que ainda cobria seu corpo. Segura seu membro enrijecido na mão e caminha até mim novamente. Pincela sua glande úmida em meus lábios.

— Abre a boca — obedeço-o instantaneamente, feito criança dócil.

Ele conduz seu pênis para dentro da minha boca até que toda a extensão estivesse dominada pela minha saliva. Agarra meus cabelos e se retira de mim. Pigarreio por um momento, tentando desacelerar a respiração. Minha cintura é pressionada por um par de mãos. Lucas deixa um beijinho em minhas costas e penetra-me sem hesitar. Meu corpo vacila brevemente. 

As investidas do Wong são firmes, chocando a pelve contra mim, fazendo-me estremecer. Abaixo a cabeça, escondendo minhas expressões de vulnerabilidade. Ten, porém, levanta meu olhar novamente. Arrasta a cabeça inchada de seu pênis pelos meus lábios, e quando dou espaço, acomoda seu músculo dentro da minha boca.

Nunca me senti tão desarmada na vida. Não mudaria nada sobre esse momento, no entanto. Por maior que fosse o incômodo em minha garganta devida às estocadas de Ten, os gemidos do tailandês enchem meus ouvidos. Ao contrário do Wong, ele não reprimia seus ruídos de prazer, roucos, manhosos. Deixa bem claro pra mim o quanto está deleitando-se com a forma que fodia minha boca. E Lucas, por trás, faz juz ao parentesco com a deusa do amor. O barulho de nossos corpos se colidindo incita-me cada vez mais. Estou tão molhada que o rapaz tem uma facilidade exorbitante de entrar e sair de mim.

Fecho os olhos, deixando o clímax alcançar-me uma outra vez. Sou a primeira a gozar. Lucas desfaz-se logo em seguida. Abraça minhas costas, deitando a cabeça em minha coluna, sua respiração tão ofegante quanto a minha. Ten estoca mais algumas vezes e retira-se antes de atingir seu ápice. Fricciona sua mão ao redor do membro, frenético. Deixo alguns selinhos abaixo de seu umbigo e afasto-me ao sentir sua porra jorrar contra minha clavícula e o líquido escorrer pelo vale entre meus seios. Assisto-o sorrir orgulhoso. Mas que filho da puta

Lucas separa-se de mim, caminhando até o banheiro para descartar o preservativo. Faço Ten pegar sua blusa caída no chão do quarto e limpar a sujeira que fez em meu corpo. Ele acata minha ordem, rindo convencido, aproveitando um momento para beliscar meu mamilo. Empurro-o levemente e faço cara de brava. Tiro a camisa das mãos dele e termino de secar a mim mesma. 

O Wong retorna à cama. Acolhe-me em seu peitoral, entrelaçando seus dedos da destra com os meus. Ten deita-se ao nosso lado, e minhas pernas vão parar sobre seu colo.

— Nossa, será que esse tipo de coisa pode botar no currículo? — a pergunta de Lucas faz-me franzir o cenho — Tipo, nome: Lucas; experiências; sexo à três.

Ménage à trois soa melhor — brinco.

— A gente bem que podia testar outras posições, em? — ele continua, animado — Já ouviram falar naquela da Torre Eiffel? Tem aquela do trenzinho também.

Não seguro minha gargalhada.

— Calma, Lucas. A gente vai testar tudinho — a voz de Ten soa paciente, mas seu sorrisinho malicioso revela-me que lá vem zoação — Mas antes temos que ter uma conversa bem séria sobre seu voyeurismo.

Lucas revira os olhos.

— Ah, pronto, começou...

Menos dois pra minha lista.

⇢Ten Lee 

⇢ Lucas Wong 





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