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História Quando o amor acontece - Naruhina - Capítulo 11


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Capítulo 11 - Capítulo 11


Meu último dia com minha família foi divertido, meu pai, obviamente, nem parecia ter sofrido um infarto há um pouco mais de uma semana. Claro, mantendo a dieta regrada e o repouso, continuava sendo o homem que colocava a necessidade das filhas acima de qualquer coisa e jamais deixava o desanimo abatê-lo. Ele sempre foi assim, escondia suas dores para não nos preocupar, o que acabou resultando em um principio de depressão, quando mamãe morreu. Hoje, penso que papai faz o possível para não mergulhar na tristeza novamente, não importa o que aconteça. Eu o admiro por isso, mas prefiro que não carregue o peso do mundo nos ombros, somos uma família e devemos nos apoiar uns nos outros. Foi o que eu falei a ele, quando o abracei recentemente, antes de pegar um Uber até em casa.

Hanabi, que se fingia de durona, também me abraçou apertado e pediu que eu a mantivesse informada sobre a evolução da minha relação com Naruto.

Dei risada e garanti que assim o faria, não adiantaria esconder, eu sentia algo por ele e queria descobrir aonde esse sentimento me levaria. Apesar do pouco tempo, eu permiti realmente que Naruto se aproximasse de mim. O que só podia significar a importância do nosso laço. Eu não deixava qualquer um chegar perto a ponto de ver minhas fraquezas e anseios, com exceção de Sakura, eu não tinha muitos amigos. Sorri, pensando que em algumas horas eu veria Naruto. Estava ansiosa por descobrir logo o que sentíamos um pelo outro. Aliás, eu precisei implorar que ele fosse embora, visando não prejudicá-lo. Se dependesse de Naruto, ele teria ficado conosco até eu estar segura o suficiente para partir. Senti meu coração ficar bem quentinho, assim que constatei que, se nada mais acontecesse, eu finalmente poderia me jogar em seus braços e beijá-lo. Em meio a sorrisos e lágrimas contidas, acenei para minha família e voltei pra casa.

(...)

O caminho foi tranquilo, demorei um pouco mais para chegar, devido ao trânsito. Porém, não me importei, só queria dizer logo a Naruto que estava tudo bem e que eu senti saudades. O que me surpreendeu, em outros tempos, provavelmente eu teria primeiro tomado um banho e dormido, mas não, lá estava eu batendo na porta dele, esperando que Naruto me abraçasse e dissesse que também estava com saudades. Sakura até pediu que eu fosse direto para sua casa, porque estava morrendo de saudades e louca para me ver. Não obstante, eu queria outra coisa no momento, que se resumia em finalmente beijar e abraçar Naruto. De modo que, fiquei de sairmos hoje à noite, apesar do meu cansaço físico, também queria passar um tempo com a Saky, parecia uma eternidade que não nos víamos, eu sentia falta dela.

Respirei fundo e bati na porta, ouvindo um resmungo seguido de "Shion, não quero mais discutir..."

Pelo visto ele e a irmã ainda não tinham se entendido. Não compreendia como Shion podia ser tão cabeça dura, por que ela dificultava tanto as coisas? Abstraí tal pensamento assim que a porta abriu, revelando um Naruto todo descabelado e pasmem, sem camisa. Esquentei da cabeça aos pés e corei feito o inferno. Ele por certo não me esperava, o que eu queria também, se decidi fazer uma surpresa?

— Hina. — sua voz soou verdadeiramente surpresa, mas feliz.

Eu diria que exultante.

— Tô de volta. — fiz uma careta, tentando disfarçar meu constrangimento.

Naruto não pareceu se importar, pelo contrário, me tomou nos braços e me abraçou apertado, apertado até demais. Tanto que consegui sentir todos os seus músculos, suspirei. Abraçar Naruto era como encontrar o caminho de casa após ficar muito tempo vagando sem direção ou como encontrar um cais depois de me encontrar à deriva no mar, era bom. Muito bom.

— Por Deus, você não me avisou!

— Surpresa. — gracejei e recebi vários beijos no rosto em resposta, nas bochechas, no nariz, na testa.

E, quando faltava apenas um lugar a ser beijado, Naruto respirou lenta e profundamente, embrenhando os dedos em meus cabelos.

— Não aguento mais esperar. — falou baixinho e seus olhos recaíram demoradamente em minha boca.

— Então não espere. — ordenei, e em uma fração de segundos, os lábios de Naruto estavam nos meus.

Beijando-me com devoção e desespero, como se disso dependesse sua vida. Nossos lábios se moviam em uma dança mágica, com total sincronismo, como se já tivéssemos nos beijado inúmeras vezes. Eu pedia mais e Naruto devolvia puxando-me contra si, colando ao limite nossos corpos, ao passo que eu intensificava o contato, minhas mãos deslizavam por suas costas nuas, arrepiando-o. Sentia sua pele quente contra minha palma e seu coração acelerado rente ao peito.

Soltei um ofego baixo e subi minha mão direita para sua nuca, enroscando meus dedos em seus cabelos. Sorri em meio ao beijo e senti uma mordida leve, porém demorada em meu lábio inferior. Suspirei e perdi o controle do meu próprio corpo. Nada mais me vinha a mente, éramos apenas nós dois aqui e agora, nada mais importava ou parecia ter sentido. Todos os meus anseios e dúvidas se foram, eu tive certeza, era Naruto, tinha de ser. Ou eu não teria permitido que se aproximasse tanto de mim a ponto de eu agarrá-lo no corredor do prédio. Quase ri com o pensamento, não fosse um pigarro reverberar bem próximo de nós.

Nos afastamos assustados e um pouco ofegantes, para darmos de cara com o sindico, que nos encarava com uma expressão estranha, era um misto de constrangimento, curiosidade e algo mais que eu preferi não decifrar.

— Sinto informar que esse tipo de comportamento não é tolerado nos corredores do prédio.

Assentimos juntos e minhas bochechas começaram a queimar ainda mais. Era possível morrer de vergonha?

— Tudo bem, seu Tenchi. — Naruto falou, sua voz soando extremamente rouca, bem mais do que de costume. Ele limpou a garganta e continuou —, vamos entrar, desculpe qualquer coisa.

Suprimi um riso, quando o síndico, ainda envergonhado, balançou a cabeça em concordância e foi bater na porta do meu outro vizinho.

— Vem. — Naruto pegou-me pela mão e arrastou-me para dentro.

Seria bem melhor continuarmos de onde paramos sem os olhos curiosos de ninguém para testemunhar.



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