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História Quando o amor acontece - Naruhina - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Capítulo 9


Ao chegar, lá pelas tantas da madrugada, fui recebida por minha irmã, que só me aguardava para retornar ao hospital às seis. Não era horário de visita, mas, como Hanabi ficava sozinha em casa, preferia aguardar no hospital mais perto do nosso pai.

Foi aí que eu constatei um dos meus maiores erros, ela estava tão aflita quando eu. Só tinha fé de que papai ficaria bem, assim como Naruto sugeriu. E esse fato parecia confortá-la o suficiente para me der a notícia com certa tranquilidade ao telefone. Não significava que Hanabi se importava menos com o papai, muito pelo contrário.

— Mana, que saudades! — exclamou, jogando os braços ao redor do meu corpo. — Só assim pra você vir nos ver.

— Oi, Hanaa — a apertei contra mim, sentindo seu cheiro de orvalho e ervas, que tanto me acalmava. — Sabe que eu mal tinha tempo pra dormir, quem dirá viajar pra cá. — acrescentei, tentando não ficar ofendida com seu comentário.

A soltei por um segundo e apresentei Naruto como meu amigo, porque ele era. Um amigo querido e prestativo e correto e lindo... Eu poderia discorrer por um bom tempo de suas qualidades, mas estava morta demais, ansiosa demais para formular muitos pensamentos coerentes. De modo que, só me deixei cair no sofá, exausta mental e fisicamente por ficar tanto tempo presa dentro de um carro.

— É um prazer conhecer um amigo da minha irmã — Hanabi forçou um sorriso que saiu sem emoção alguma. — Só é uma pena que seja nessas situações.

— O prazer é meu — Naruto respondeu, diplomático.

— Sei que estão cansados da viagem, acho melhor descansarem um pouco. — Hanabi propôs e eu neguei veementemente.

— Vamos com você ao hospital. — afirmei, resoluta.

— Imaginei que diria isso — Hanabi veio até mim e tocou meu ombro carinhosamente.

— Eu acho que preciso de um café — anunciei bocejando, meu corpo já dava sinais visíveis da privação de sono.

Pois, por mais que Naruto tivesse pedido para eu dormir um pouco durante a viagem, não quis. Ele também estava cansado e eu não iria deixá-lo dirigir, enquanto eu dormia.

— Eu passei um agora pouco — e um pequeno sorriso surgiu em seus lábios.

— O café da Hana é o melhor que já tomei. — falei, olhando para Naruto, que sorriu ao me ouvir.

— Eu adoro café. — ouvimos em resposta.

Por fim, após eu tentar colocar no estômago algumas bolachas salgadas e o café da minha irmã, nós partimos para o hospital. Enquanto isso, Hanabi me falava sobre tudo o que acontecera no tempo em que fiquei longe. Hoje penso que, eu sem dúvidas deveria ter vindo antes ver minha família. Mas, no último ano trabalhei praticamente sem folga, visando aproveitar as horas extras e juntar dinheiro logo. Agora vejo que errei, eu depositei todas as minhas esperanças no lugar errado. Eu devia estar com a minha família, não correndo atrás de coisas materiais, mesmo que em prol de uma boa causa. Perdi momentos importantes e preciosos ao lado deles a troco de que? De uma quantia irrisória no banco, que se quer pagará minhas dívidas.

Eu era uma péssima filha e irmã, não importava que Naruto dissesse o contrário. Senti meus olhos encherem de água, ao passo que chegávamos ao hospital, e as limpei rapidamente, eu não podia fraquejar agora. Em silêncio, saímos do carro e seguimos pelo estacionamento do hospital, enquanto minhas pernas bambeavam. Naruto veio até mim e entrelaçou os dedos aos meus, me proporcionando uma sensação de minimo conforto e tranquilidade. Tê-lo por perto nesse momento foi um balsamo para mim.

— Vai ficar tudo bem — apertou minha mão.

Apenas assenti e, ao chegarmos à recepção do hospital, fomos informadas de que meu pai tinha previsão de sair da UTI ainda naquela manhã. De modo que, se tudo corresse bem, finalmente poderia receber visitas, pois, até então, Hanabi não pôde vê-lo. O que era ainda mais angustiante. Apesar de papai estar estável, segundo o que foi explicado, a situação dele ainda era crítica e necessitada de cuidados. Mas, respirei aliviada ao ouvir que poderíamos conversar com ele em breve.

— Você está bem? — Naruto quis saber, assim que minha irmã se afastou para conversar com uma enfermeira baixinha.

— Na medida do possível. — informei, respirando fundo e alisando meus braços, numa tentativa de me consolar e me aquecer de alguma forma.

O frio que eu sentia era interno, não advindo do clima.

— Vem cá. — ele puxou-me abruptamente e colidi com seu peito duro, na sequência Naruto rodeou-me, fazendo quase como um casulo em volta de mim.

Suspirei e passei os braços por sua cintura, inalando seu perfume amadeirado.

— Obrigada, Naruto. — agradeci, fazendo o possível para não chorar. — Não sei o que faria se não viesse comigo.

Funguei de leve e me odiei por ser tão fraca, eu deveria ser como minha irmã, forte. Porém, parecia uma garotinha amedrontada.

— Vai dar tudo certo, Hina. — Naruto garantiu, afagando meus cabelos e minhas costas de forma bem sútil. — E eu não fiz nada demais, não te deixaria sozinha nesse momento.

Anuí e senti um beijo casto em minha testa, fechei os olhos, enquanto Naruto me apertava ainda mais contra si. Como se para me proteger.

— Só quero que meu pai fique bem, agora encontrar um emprego parece ser o menor dos meus problemas. — assumi, sentindo-me impotente e vulnerável.

— Você é a mulher mais forte e determinada que eu já conheci na vida, Hina. — Naruto tocou delicadamente meu queixo, obrigando-me a olhá-lo nos olhos.

Eu gostei do que vi naquelas duas orbes azuis e brilhantes. Era como admiração e algo mais que eu não conseguia identificar ainda, seria... Paixão?

— Você me vê de forma distorcida, não sou assim. — fiz uma careta, mas estava nas nuvens por receber tal elogio de um homem tão adorável.

— Se não enxerga essas mesmas qualidades, então precisa se ver por um angulo mais favorável. — protestou e eu assenti, puxando-o ainda mais para mim.

Era muito gostoso tê-lo tão próximo do meu corpo, mesmo que naquela situação horrível na qual me encontrava. Não obstante, ao ouvir um suspiro baixo vindo de Naruto, decidi que precisava me afastar. Talvez ele não quisesse aquela aproximação, ou que eu quase me fundisse ao seu corpo, como eu estava fazendo naquele instante. Era aquele ditado: Você dá a mão e já querem o pé.

— Me desculpe. — pedi, me desvencilhando de seu abraço. — Eu... eu não sei o que me dá sempre que estou perto de você. — assumi, sentindo meu rosto esquentar.

— Ei, não pense que eu me incomodo. — devolveu, pegando minha mão. — É só que... Não é o melhor momento pra falar sobre nós. — Voltou atrás e eu me agoniei.

Realmente não era o melhor momento, mas meu coração precisava daquele acalento, de saber que Naruto também me queria. No entanto, talvez fosse melhor deixar pra lá.

— Tá tudo bem. — garanti, girando o corpo para ficar de costas para ele. — Não vou mais falar sobre isso.

— Hina, a cada minuto eu gosto mais de você e já não sei como ficar perto de você sem deixar isso evidente. — explicou, tocando sutilmente meu braço.

Me derreti.

Virei novamente, ficando de frente para Naruto e fiz menção de responder, quando a enfermeira e minha irmã retornaram, informando que meu pai havia sido removido da UTI. Portanto, poderíamos falar com ele, desde que o mantivéssemos calmo, sem sofrer fortes emoções. Anuí e senti outra vez a mão quentinha de Naruto na minha, antes de eu seguir com minha irmã para o quarto em que meu pai estava. Não seria a melhor hora para apresentações e somente familiares poderiam visitá-lo, assim sendo, com o coração um pouco mais confortado, finalmente, depois de tanto tempo, eu veria meu pai.



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