História Quando o Amor acontece... - Capítulo 9


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Categorias Harry Potter
Personagens Fenrir Greyback, Hermione Granger, Lílian Evans, Personagens Originais, Remo Lupin, Severo Snape, Sirius Black, Tiago Potter
Tags Snamione, Snanger, Snapemione, Ss/hg
Visualizações 156
Palavras 2.733
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoas lindas!
Mais um capítulo saindo,
É o próximo está no forno e se tudo sair como o planejado ele será postado nesse fds!

Espero que gostem e que ele alivie um pouco da ansiedade de vocês e que possibilite uma respirada.
Beijos e até breve

Capítulo 9 - Sorte ou Azar?



- Srta Granger! Srta Granger! – a voz parecia distante para Hermione, mas foi aumentando a medida que sentia seu corpo ser sacudido – srta Granger!

Hermione conseguiu despertar da névoa que a prendia, sentiu que não conseguia respirar e um segundo depois se viu tossindo água e sentindo uma dor extenuante no peito.

- Graças a Deus! – Severus não era nada religioso, não acreditava em um ser superior que pudesse ajudar nas horas de dificuldade, afinal ele nunca tivera essa ajuda quando mais necessitava. Mas ali, depois do que passara com a srta Granger voltando a respirar e viva, ele precisava agradecer a algo.

Severus a ajudou a se sentar e Hermione viu que o sol começava a nascer no horizonte. A cabeça doeu e levou a mão ao local.

- O que aconteceu? – perguntou, a voz saindo estranha enquanto a mão sentia o galo que se formaram perto da nuca. – Só me lembro de cair na água e algo me acertar na cabeça.

- Eu comecei a perder o equilíbrio, tentei me segurar em outro galho, que acabou quebrando, quando cai acabei arrastando a srta junto. Caímos no rio. Estava escuro demais, eu só a encontrei porque a lanterna junto a srta ainda estava ligada e era o único ponto de luz. Estava desacordada quando a peguei, e quando a lanterna se apagou eu não pude ver mais nada. Acabamos sendo levados pela correnteza por algum tempo, e quando eu consegui distinguir a margem, nos puxei até ela.

Hermione assentiu.

- Obrigada! – agradeceu e se levantou. Olhou em volta, nada daquilo lhe era familiar. – Por quanto tempo acha que ficamos na água?

- Acho que mais de duas horas, não sei, a escuridão parecia interminável.

Hermione estava molhada e com muito frio e o Sr Snape não aparentava estar muito diferente. Ela não conseguia se decidir se eles estavam em uma onda de boa sorte por terem escapado do leopardo e não terem sido atacados enquanto desciam o rio por nenhum crocodilo ou hipopótamo, ou se era de má sorte visto que eles estavam passando por tudo aquilo.

- Precisamos ir. Onde está o rifle?

Severus balançou a cabeça e mesmo que em vão, Hermione lançou um olhar para o rio. Estavam, provavelmente, há muitas milhas de qualquer estrada, sem comida e sem qualquer arma para se proteger. Ela parecia ter decidido finalmente que era, realmente, uma onda de má sorte.

- Tudo bem, nós vamos conseguir. – disse demonstrando confiança. Olhou para a direção que o sol nascia. Pegou um graveto e começou a riscar o chão. – Aqui, veja – disse apontando o graveto para um ponto. – Nos estamos aqui. O rio segue em direção ao oeste, o que quer dizer que viemos do leste e é pra lá que devemos ir.

- Não precisamos de direção. Basta seguir o rio e chegaremos onde estávamos. – falou com toda a autoridade do assunto.

- Não vamos seguir o rio. Não podemos nem ficar muito tempo por aqui. Foi um erro termos acampado perto dele na noite passada. Um que eu não vou cometer mais. Lembra-se da lagoa? - perguntou levemente irritada. - Em breve, isso aqui vai estar como ela, ou pior. A seca está chegando e os animais vão vir procurar a única fonte de água da região.

Severus se lembrava da lagoa, apesar de parecer que havia sido em outra vida. Mas não conseguia entender porque simplesmente não subiam o rio. A árvore com as mochilas não estaria há mais de três horas de caminhada. Seriam rápidos e nada aconteceria.

- E quem vai garantir que não está errada agora? E se seguimos para leste e nos perdemos, ou quem garante que não seremos atacados?

- Eu não vou discutir minhas decisões Sr Snape. Moro aqui há mais de oito anos. Aprendi as técnicas de sobrevivência com os melhores, e não vou aceitar ser questionada por um inglês arrogante que se acha melhor que os outros.

- Se tivesse me ouvido, a essa hora teríamos sido resgatados. Bastava ter ficado na droga do carro! Você estava errada e agora está errada de novo!

- Escute aqui Sr Snape, se existe um culpado por estarmos nessa maldita situação, a culpa é sua e do Sr Potter ouviu bem? Em seis anos trabalhando como guia, NUNCA ninguém desceu da porra do carro sem que eu permitisse. Eu fui bem clara no início quando disse para seguirem as regras e orientações. Mas o senhor não conseguiu certo? Dar ouvidos a uma mulher é demais para o senhor. – ela praticamente espumava de raiva ao dizer aquilo - Precisava me desafiar não era? E por culpa de vocês dois, o sr Potter quase morreu e nós estamos nessa situação! – ela voltou a dizer para enfatizar. O frio desaparecera a medida que seu sangue esquentava. Sabia que tinha que manter a calma, mas não conseguiu. Sabia que devia ter conversado de outra forma, mais amena com ele, mas não conseguiu. Estava irritada demais, com medo, e sabia que em parte tinha culpa também. Mas em meio ao desespero não conseguiu ser racional como deveria.

Snape ainda a encarava. Parecia em parte furioso e em parte desconcertado. Não sabia dizer como aquilo era possível, mas era assim que ele estava. Hermione se forçou a respirar fundo.

- Me desculpe. Procurar um culpado nessa situação não vai nos tirar dela. Mas como disse, será melhor se sairmos daqui. Além dos animais, esse lugar é fechado pelas árvores e cipós. Precisamos ir para um local aberto, será mais fácil de sermos vistos pelo helicóptero.

- Helicóptero? – Snape questionou sem entender.

Hermione olhou para o relógio que ainda funcionava.

- A essa hora eles já encontraram o carro e seguiram para a área de acampamento. Quando não nos encontrarem, Kefentse nos dará como desaparecidos e acionará a equipe de busca e resgate do hotel. Em algumas horas eles estarão sobrevoando toda a área. Se estivermos expostos não vão demorar em nos encontrarem.

- O hotel tem um helicóptero? – perguntou descrente.

- Eu providenciei para que tivesse. Tivemos um problema semelhante há dois anos. Podemos ir ou vai continuar a me questionar?

Ele não disse mais nada, apenas começou a caminhar na direção que ela apontara antes.

Os dois seguiram em total silêncio por quase duas horas. O sol castigava e o calor extremo já secara suas roupas há um bom tempo. Hermione se virou para ver como Severus estava. O suor e a poeira marcavam o rosto dele, que não apresentava mais a palidez de quando Hermione o vira pela primeira vez.

Avistou uma árvore não muito distante. Poderiam parar e descansar um pouco, tinha certeza de que Snape precisava descansar, passara duas horas mantendo os dois vivos no rio e tinham acabado de fazer uma caminhada exaustiva. E se havia algo que Hermione conseguia reconhecer era o limite de um homem, e aquele estava beirando o seu.

- Vamos fazer uma parada ali. – ela disse apontando para a árvore – Descansar um pouco.

Ele não respondeu, apenas assentiu.

Quando chegaram ao local, Hermione ficou grata pela sombra e até parecia que uma brisa decidira aparecer. Se sentou com as costas encostadas no tronco. Logo, Severus se juntou a ela.

- Não devemos estar muito longe do acampamento. Só mais algumas horas. – ela disse apenas para preencher o silêncio. – Como está sua perna? – perguntou depois de mais alguns minutos, desejando que tivesse se lembrado daquilo antes.

- Está melhor, retirei o curativo quando saímos da água. Mas o que quis dizer quando falou sobre um problema semelhante? – Severus perguntou já não segurando a curiosidade. Afinal, precisava saber se alguém já passara por algo parecido e se tiveram êxito.

Ela respirou fundo e ele percebeu que aquele assunto não a agradava muito.

- Há dois anos um turista atrasou o grupo em uma das paradas. Quando anoiteceu e eles não apareceram, um dos guias que trabalhava comigo pegou outro carro e foi atrás. – ela tinha pesar nas palavras, e Severus se arrependeu de ter feito a pergunta - Ele topou com um grupo de contrabandistas e foi morto sem qualquer chance de se defender e só o encontramos dois dias depois. Usei tudo o que podia para encontrar os responsáveis, mas foi tudo em vão. Depois disso, proibi qualquer saída à noite e os guias são instruídos para voltar antes do sol se pôr. Comprei o helicóptero e o mantenho para emergências.

- Mas por que não vieram nos resgatar de helicóptero ontem à noite? – perguntou o óbvio.

- O piloto mora na cidade vizinha e praticamente ninguém aqui pega estrada à noite Sr Snape. Os contrabandistas que mataram Abraham não são os únicos. Ninguém se arrisca topar com eles durante a noite.

- O que se eles contrabandeiam por aqui?

- Basicamente diamantes. Mas não se prendem a isso. Algumas vilas menores são atacadas e eles levam jovens e adultos para trabalhar em minas ilegais.

- Esse Abraham... Vocês eram próximos? – perguntou se lembrando de quando ela dissera que já tivera um noivo.

- Sim. – ele viu os olhos dela brilharem – Ele era o pai de Kefentse e praticamente um pai pra mim. Quando cheguei aqui tinha muita raiva, e ele me ajudou a transformar essa raiva em algo bom. Me ensinou tudo o que eu sei, era um bom homem. – notou que ela secou uma lágrima e ficou desconfortável. Não queria que ela tivesse ficado daquela forma.

- Deveríamos continuar, mas sem qualquer proteção sobre a cabeça sob um calor desses é fácil ter uma insolação. Além do mais, o senhor deve estar exausto. Durma um pouco, depois continuamos.

Severus assentiu. Não queria fechar os olhos, mas estava no seu limite, e só conseguiu ver a srta Granger encarando o horizonte e desejou ouvir o som de um helicóptero em breve.

*********

- Os encontraram? – Lupin perguntou se sentado sobre a cama assim que James e Sirius entraram em seu quarto.

Quando chegaram ao hospital no dia anterior já era quase noite e descobriram que Remus havia torcido o tornozelo e precisaria de alguns dias de repouso. Aguardaram ansiosos a chegada de Severus com a guia. Mas o tempo foi passando e eles não deram qualquer sinal.

O guia os levou de volta para o hotel, ele não demonstrava qualquer sentimento, seu rosto era praticamente uma rocha, mas James percebera que ele estava apreensivo e também preocupado. Ele explicou a James que só poderiam sair para ir atrás dos dois quando o sol surgisse e que ele os encontraria.

- Ainda não. O guia que nos trouxe foi até o local do acampamento, mas não encontrou nem sinal deles por lá. Me disse que já acionou a equipe de busca e vai voltar pessoalmente para procurar por eles. – James disse cansado, não dormira nada durante a noite preocupado com Severus.

- Isso é culpa minha, se não tivéssemos que voltar... – Lupin começou, mas foi interrompido pelo amigo.

- Não, a culpa foi minha. Nunca deveria ter descido do carro e...

- Parem já vocês dois. Não é hora de encontrar culpados. – Sirius brigou com os dois - Precisamos procurar a embaixada ou algo do tipo. Dobrar os esforços para encontrá-los. E você James, - falou apontando para o amigo - tem que ligar e avisar a Lilian o quanto antes e pedir que ela avise a Amber.

- Não sei se é uma boa ideia! – James retrucou. – Lilian vai...

- Vai arrancar o seu couro. Vai mesmo. Mas vai fazer isso de uma forma muito mais dolorosa se descobrir de outra forma. Já faz 24 horas que eles sumiram, faça isso logo, ela tem o direito de saber.

James apenas assentiu, mal reconhecendo o amigo que estava tão sério e parecendo muito mais maduro do que já se mostrara um dia.

********

Quando Severus acordou já passava do meio dia, sentia um calor insuportável e a luz do sol começava a atingi-lo. Viu Hermione de pé, novamente encarando o horizonte. Seu corpo estava dolorido, mas se forçou a levantar e esticar os músculos.

- Que bom ver que não me abandonou aqui. – ele disse piscando algumas vezes para se acostumar à claridade.

- Eu nunca faria isso Sr Snape. – ela disse rapidamente.

- Não sei não. Parecia bem inclinada a isso pela manhã.

- A parte da manhã não foi um bom momento para nenhum de nós dois. – ela devolveu, e seu rosto trazia um leve sorriso. – Pronto para continuar?

- Claro.- respondeu prontamente, mesmo que não estivesse. Já não era um jovem, estava com 42 anos e por mais que sempre se mantivesse em forma, a péssima noite, somada ao rio e a caminhada tinham o deixado quase sem forças. Mas, jamais admitiria aquilo.

Hermione sorriu. Imaginava que ele não estivesse pronto, assim como ela, mas era orgulhoso demais para admitir.

Voltaram a caminhar em silêncio, seguindo sempre para leste.

“Só mais um passo. Coloque um pé na frente do outro, depois repita e continue repetindo” repetia Hermione mentalmente olhando para o chão. O sol tinha acabado com boa parte das suas forças. Ele já se punha as suas costas quando olhou para frente e parou de uma vez, quase fazendo Severus se chocar com ela.

- Oh não! – ela lamentou. A voz saindo arranhada. A garganta seca.

- O que foi? - perguntou Severus também olhando na mesma direção e sentindo a mesma decepção que ela.

A frente deles uma interminável paisagem de savana com o capim alarmantemente alto.

- Não podemos ir por aí.

- Concordo plenamente. – até Severus sabia que seguir por ali sem qualquer visibilidade era suicídio. – O que fazemos?

- Vamos voltar!

- Voltar? Mas...

- Consegue ver alguma árvore por aqui onde podemos passar a noite?

Ele olhou em volta, não havia nada. Só o mato alto.

- Ficar no chão é tão arriscado quanto entrar aí. Infelizmente, vamos voltar, a última árvore que passamos não está tão longe daqui, conseguimos chegar até ela antes de anoitecer, e pensaremos o que fazer depois.

O caminho de volta fora ainda mais cansativo. A luz do sol começava a desaparecer no horizonte quando eles encontraram uma árvore que suportasse os dois. 

- Eu daria qualquer coisa para acender uma fogueira agora. Como o Sr deve ter percebido ontem as noites por aqui são bem frias. – ela comentou já se preparando para subir.

Severus mexeu em um dos bolsos da calça e retirou uma espécie de saquinho com dois objetos dentro.

Hermione ficou o encarando enquanto ele abria o saquinho e retirava um isqueiro bem ornamentado de lá.

- Aqui, acho que ainda funciona. – disse entregando a ela. E pegou o outro objeto que ela identificou como um charuto, que ele levou ao nariz – Ainda está bom.

Ela arqueou uma sobrancelha questionadora.

- Não sabia que fumava.

- Ninguém sabe. É um péssimo hábito, mas não consigo resistir a um bom charuto, principalmente antes de dormir. Lilian me mataria se suspeitasse. Guardei um antes de sairmos ontem. É um saco hermético. Nada entra, nada sai. – completou mostrando o saquinho e o guardando de volta no bolso.

- O senhor é uma caixinha de surpresas Sr Snape. – ela disse sorrindo e pegando alguns escassos gravetos e folhas secas pelo chão.

- Por fumar?

- Por esconder da sua irmã caçula.

Severus deu de ombros e se juntou a ela na tarefa de montar a fogueira. Não se considerava uma caixinha de surpresas, mas ficou de certa forma feliz por ver que ela o via além do que a pessoa que ele se mostrava.

Com muito cuidado Hermione acendeu a fogueira e se recostou na árvore.

- O fogo deve manter boa parte dos animais afastados, mas por via das dúvidas será melhor que nós fiquemos no alto e de vigia. O primeiro turno é meu, aproveite para descansar. Amanhã o dia será longo.

- Tem certeza de que quer o primeiro turno?

- Tenho sim. Não estou cansada e tenho algumas coisas para pensar.

Ele percebeu que discutir era inútil e por isso apenas assentiu.

Dividiram uma pequena barra de chocolate, que Hermione por acaso encontrou perdida em um bolso do seu colete. Não fora nem de longe suficiente para os dois, mas era o que tinham.

Severus jamais havia dormido em cima de uma árvore até a noite anterior. Na verdade, quando era criança praticamente não subia em árvores. A ideia o assustava, mas não admitiria aquilo sob nenhuma circunstância.


Notas Finais


E então?
O que acharam? Prontos para o próximo?


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