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História Quando O Destino Nos Encontra - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Oie pessoinhas! Como disse nas notas do primeiro capítulo, essa é minha primeira história e não estou sabendo editar o texto certinho, então tem alguns erros de formatação. Hoje, enquanto publicava o capítulo, percebi que não coloquei travessão nas falas nos capítulos anteriores. Vou tentar arrumar isso, embora ainda não saiba como fazer isso.

Boa leitura, e desculpem os erros, please!

Capítulo 3 - Capítulo 2



Harry achou que o Sr. Stark e o Sr. Rogers o levariam para o hotel em que estariam hospedados, mas ficou surpreso ao chegar em uma mansão simplesmente enorme. Ele sabia que o Sr. Stark era rico, mas não tanto assim!
 Os dois heróis o ajudaram a levar as coisas pra dentro de casa e lhe mostraram seu quarto provisório, o que fez o queixo de Harry bater no peito. A cama de casal no meio do quarto era ladeada por duas mesinhas de cabeceira, uma de cada lado, uma TV enorme, um guarda roupas tão grande que o menino duvidava que um dia teria roupas suficientes para preenchê-lo por completo e uma porta que imaginou levar ao banheiro.
- Eu sei que é simples, mas não pretendo ficar por aqui por mais de dois dias, o que deve ser tempo suficiente para arrumarmos seus documentos. Eu e Steve vamos te deixar à vontade um pouco, mas daqui a pouco vamos almoçar, ok? - Harry se perguntava se isso era o “simples” ele não sabia se queria imaginar o sofisticado.
 Assim que se viu sozinho, Harry começou a desmoronar novamente, mas de uma forma diferente da anterior. Sentou-se na cama e colocou a cabeça  para pensar. Algo não estava certo. Seu tio afirmou com todas as letras que Dumbledore havia pago para que eles o aceitassem em casa, o que fazia sentido se considerar algumas inconsistências nos anos anteriores. O grisalho havia de fato o ignorado não só no ano passado, embora tenha sido o ponto mais evidente da negligência na opinião do garoto, mas desde o quarto ano quando seu nome apareceu no Cálice de Fogo, ele vem notando o afastamento de Dumbledore. 
Mas se ele estivesse de fato pagando para que os Dursleys o aceitassem, por quê continuar pagando se por tantas vezes ele implorou para sair de lá? E, sendo assim, será que o tio ludibriava o idoso para que ele achasse que Harry estava sendo bem tratado quando na verdade era tratado da mesma forma que Dobby enquanto estava na mansão Malfoy? 
 E que história era essa sobre sua mãe ser adotada?! Já não bastava ele não ter uma identidade própria no mundo bruxo, fora do seu círculo de amigos, claro, além do legado dos pais e de ser O Menino Que Sobreviveu. Se ele não soubesse mais nem quem eram seus próprios pais uma vez que descobriu que seu pai praticava tanto bullying com Snape (como visto na memória do mestre de poções) quanto Draco Malfoy fazia com ele, e sua mãe não era quem ela mesma achava que era antes de morrer, como Harry poderia encontrar sua própria identidade? 
Ele ficou tão extasiado com a possibilidade de sair da casa dos tios que nem ao menos pensou no que todas essas novas informações poderiam vir a mudar na sua vida. Ele iria para os Estados Unidos? Poderia confiar naqueles homens? E se fossem comensais da morte? E se sua avó o recusasse por ser um bruxo? Eram tantas possibilidades! 
 Uma nova onda de pânico o assolava e ele sentia o choro chegando quando ouviu a porta abrir e o homem loiro entrar e o sorriso que havia em seu rosto ser substituído por uma expressão preocupada assim que viu o garoto. O militar se aproximou e sentou-se ao lado dele.

- Você deve estar com a cabeça à mil por era, não? Descobrir que sua família não é sua família de fato. Eu estava achando que você aceitou tudo muito bem para um garoto de quinze anos que acabou de descobrir tudo isso, mas acho que você está tendo uma reação tardia, não?
- Eu acho que só me empolguei com a possibilidade de sair daquele lugar. 
-Imagino que não tenha boas lembranças de lá, então? - Stevie comenta de forma calma. - Antes de irmos até sua casa, Tony e eu pesquisamos algumas coisas sobre você. Entre as coisas que encontramos havia evidências de abuso infantil. Você não tem um registro médico desde os dois anos de idade, não tem registro escolar depois dos dez e há denúncias de mals tratos. Isso tem relação com a sua angústia para sair de lá? - Um leve aceno de cabeça baixa é o suficiente para que a resposta seja compreendida. 
 Rogers mal consegue segurar a sensação de que iria deixar as lágrimas caírem com a imagem do que poderia ter acontecido com aquele menino. De repente, algo o atinge e ele não consegue pensar antes de perguntar:
- Eles te maltratam por ser bruxo?
- O que?! Eu não sou um bruxo! Magia não existe! - Harry nega veementemente. Revelar o mundo da magia para trouxas era literalmente um crime. Ter se descontrolado e explodido a TV já havia sido ruim o bastante, se o Ministério descobrisse sobre os acontecimentos de mais cedo ele seria expulso de Hogwarts!
- Harry, eu sei sobre o mundo bruxo. Acho que você estava arrumando suas coisas enquanto eu conversava com a sua tia, mas eu lutei na Segunda Guerra Mundial, e lá havia um departamento voltado para a inteligência bruxa em casos de interferência mágica. - O soldado explica com paciência.
- Eu sabia que o senhor havia lutado na Guerra. Estudei sobre você na escola trouxa, mas não fazia ideia que existia uma inteligência bruxa… nunca estudei sobre isso nem em Hogwarts. 
- A separação entre o mundo bruxo e o mundo non-magi sempre foi muito consistente. Me lembro que pouquíssimos bruxos tinham acesso a esse pelotão, no máximo três. A nossa aproximação inclusive foi vagarosa pois eles tinham medo que não os respeitassem, o que não me surpreendeu considerando o modo que alguns membros do meu lado os trataram. 
- Você disse que eu aceitei sair da minha casa muito bem, mas também me aceitou bem. Será que o Sr. Stark também me aceitaria se descobrisse? E mais importante, será que minha avó me aceitará, Sr. Rogers? - Harry divaga ainda assombrado pela aceitação do soldado.
- Você já viu o grupo com quem eu trabalho? Tem um semi-deus nórdico, um cara que se transforma em um monstro gigante, um cara que ficou congelado por setenta anos, uma inteligência artificial que se fundiu com um Joia do Infinito e se tornou um homem formidável, além de uma bruxa adolescente. Isso sem falar que o que nos uniu como Vingadores foi um deus com complexo de Rena do Papai Noel que faz mágica. Acho que aceitar que você é bruxo é o de menos, garoto. - Tony fala do batente da porta, com os braços cruzados e um olhar de compaixão. Ele havia ouvido a conversa e não gostou de saber sobre a situação do garoto. Fez uma nota mental de pedir a Doutora Cho um check up completo assim que chegassem.
 A mente do menino entrou em estado de alerta. De toda a fala do gênio, o que mais prendeu sua atenção foi:
- Tem uma bruxa lá? Adolescente? 
 Tony e o loiro riram enquanto levavam o menino para a sala de jantar para almoçarem juntos e continuaram o assunto à mesa.
- Tem sim, o nome dela é Wanda e ela é um pouco mais velha que você. - Harry estava chocado, porém animado para conhecê-la, afinal a última vez que interagiu com bruxos estrangeiros foi no Torneio Tribruxo e, apesar do final horrível, a experiência de contato com outras culturas foi gratificante.
- Vocês poderiam me contar mais sobre a minha avó? - O pedido tímido e cabisbaixo fez o coração dos dois homens se apegarem um pouco mais ao menino.
- Acredito que ela gostaria de te contar pessoalmente os detalhes, mas podemos adiantar algumas coisas. - Steve fala sorrindo, e então começa um longo discurso sobre Peggy Carter na época da Guerra enquanto Tony contava sobre a madrinha, fazendo com que o garoto praticamente bebesse cada palavra dita pelos mais velhos durante a refeição que dividiam e que se estendeu do almoço até o chá depois do jantar.
*

A conversa fluía tão bem entre eles com o garoto sendo tão curioso, tímido e empolgado, tudo ao mesmo tempo, que era impossível para o Stark não compará-lo com outro adolescente: Peter Parker. Ficou imaginando se seria preciso reforçar a segurança da mansão caso esses dois se encontrassem.
- Você parece tenso, Harry. Acho que já deixei claro que não precisa ter vergonha de perguntar as coisas. 
- Desculpe Sr Rogers. É que… Se eu vou… Bom, o senhor Stark disse que vamos para os Estados Unidos amanhã e não pude deixar de pensar em como ficará minha vida por aqui. Não me entenda mal, eu estou muito animado para conhecer minha avó! - Ele se apressa. - Mas eu tenho uma vida aqui. Tenho minha escola, meus amigos, pessoas que são importantes para mim. Não me importo de deixar meus tios, mas não quero que meus amigos achem que simplesmente virei as costas pra eles.
E por quê você acha que te manteríamos separados de seus amigos? Bom, claro a escola é um ponto a ser revisto já que estará em outro continente, e que seria meio complicado pegar o jatinho todo dia de manhã e à tarde e cruzar o oceano só para estudar, mas não vejo motivos para que se separe de seus amigos, não. - O bilionário fala suave. - Quanto a viajar amanhã… Bom, talvez, e veja que foi apenas um talvez, eu tenha exagerado na velocidade em que consigo seus documentos. Quero fazer tudo de forma rápida sim, mas legal. Se estiver tudo bem pra você amanhã vamos ao centro para que faça o exame de DNA, tire seu passaporte e faça as devidas mudanças em seus documentos. Uma vez feito isso será impossível que aquele… monstro chegue perto de você de novo. Bom, isso tudo deve demorar uns dois dias. 
- Então eu posso escrever para os meus amigos e avisá-los da mudança? 
- É claro que sim!
- Eu vou escrever agora mesmo! Com licença. - E saiu literalmente correndo da sala para o quarto.
 Tony e Steve se encaram e trocam um sorriso. 
- Ele é um potinho de energia e curiosidade. - O loiro comenta.
- Percebeu como ele confiou na gente? Tem algo a mais nessa criança, Picolé.
- Ele foi abusado por anos, acho que isso é uma reação normal.
- Não é isso. Ele se encolhe toda vez que fazemos qualquer pergunta sobre a Bruxidade dele. - Tony insiste.
- Os bruxos são treinados para esconderem seus poderes. Acredito que ele só esteja tendo uma reação normal à nossa descoberta. - Steve tenta acalmá-lo.
- De qualquer forma, não imaginava que os tios permitiriam que ele tivesse um celular, não considerando o jeito que o tratavam. Imagino que deve ser daqueles mais antigos que você, Capicolé. 
- Bruxos não tem celular. Eles se comunicam por cartas. Você realmente acha que pessoas que vestem o garoto daquela forma, dariam um celular para ele? - O loiro fala com uma espécie de propriedade. 
- Ok, essa possibilidade de cartas até faz mais sentido. Mas como eles enviam, pela Floco de Neve?
- Bola de Neve?
- Sim, a coruja.
- Tenho quase certeza que o nome dela é Edwiges. 
- Tanto faz. De qualquer modo, amanhã quando formos ao centro precisamos comprar um guarda-roupa novo pro guri. Deixar alguém se vestir assim é um crime. E vou dar um Starkphone pra ele também. Tenho quase certeza que obrigar animais a viajarem cruzando o oceano só para entregar uma carta é crime também.
 O capitão apenas sorri e vê ali mais uma prova do quão carinhoso Tony poderia ser. Ele até poderia fingir que comprar as roupas ou o celular para o garoto fosse só uma forma de julgar o estilo, mas os dois sabiam que isso era por se preocupar sim com o mais novo.
*
Após pedir licença aos mais velhos, Harry sobe praticamente correndo para o quarto que seria dele temporariamente e se põe a escrever para Hermione.

Olá Mione,
É o terceiro dia de férias e eu já tenho tanta coisa pra contar!
Vou começar com o mais fácil.
Sabe os Vingadores, aqueles heróis americanos? Dois deles apareceram na casa do meu tio hoje de manhã dizendo que minha mãe e tia Petúnia não são irmãs de sangue, e sim que minha mãe é adotada. A minha avó biológica está viva, e é amiga deles, por isso eles vieram até aqui me buscar, mas ela está nos Estados Unidos e vamos voar pra lá em dois dias. 
 O mais estranho é que tio Vernon disse que Dumbledore pagava para que eu ficasse com ele, mesmo eu implorando para sair de lá. Cheguei a considerar a possibilidade de ele estar mentindo para mim, mas comecei a perceber coisas que não fazem sentido quando se trata do jeito do diretor comigo.
Bom, não acho que conseguiria explicar meu ponto de vista através da carta, mas amanhã irei ao centro de Londres providenciar algumas coisas necessárias para a viagem e não acho que Tony e Steve se importariam se nos encontrássemos. O que acha de tomar um sorvete depois do almoço?
Ass:
Harry 

Com a conclusão da carta, entregou a mesma a Edwiges, fez um leve carinho e a viu sair voando pela janela antes de se deitar na cama e simplesmente apagar.
*
 Na manhã seguinte, Tony e Steve acordaram cedo e, enquanto o de aparência mais velha encomendava o café da manhã, o outro se encaminhou para o quarto de Harry para acordá-lo e achou a imagem um tanto adorável. O adolescênte dormia com as roupas do dia anterior, encolhido em uma bolinha em cima das cobertas. Claramente ele havia caído no sono, provavelmente logo depois de subir para escrever para os amigos, se considerar os dedos sujos de tinta.
  Em um breve exame no quarto, viu a coruja branca na janela. Se aproximou dela sem saber muito bem como não assustá-la, mas ela apenas ficou paradinha e chegou mais perto da mão estendida do soldado recebendo carinho na cabeça. A carícia durou alguns segundos até que ela se afasta e com um vôo rápido pousa ao lado da cabeça do garoto e lhe dá bicadinhas carinhosas até ele acordar.
- Acho que além de levar mensagens, as corujas também são ótimos despertadores.
 Harry acordou aos poucos e com angústia até perceber que não estava em seu quarto em Hogwarts nem na Rua dos Alfeneiros, e ainda com um homem estranho ao lado da cama. Quando se localizou e percebeu ser apenas Steve e Edwiges, se acalmou imediatamente.
- Acredite, ela não é sempre carinhosa assim. Não queira ver ela com fome. - Ele coça os olhos e se senta na cama. - Eu dormi demais? Olha, Hermione respondeu! - Harry pega o papel e o loiro se surpreende ao perceber que era mais ou menos do tamanho de uma folha A4 e não um simples post it como pareceu inicialmente. - Ah, senhor Rogers,  eu  convidei uma amiga para tomar um sorvete mais tarde, depois de resolvermos o que precisa ser resolvido no centro, você e o senhor Stark se importam se eu voltar um pouco mais tarde? Prometo que volto cedo.
- Vamos avisar Tony sobre isso, mas acredito que ele não irá se opor. - Steve se senta na cama. - Mas tem algo que eu preciso falar com você, e que Tony nem sonhe que eu vou te dizer isso. 
 Harry fica imediatamente tenso. 
- Tony não admite, mas ele se preocupa com as pessoas. No momento, você é uma das pessoas mais importantes pra ele e o modo dele demonstrar pode te assustar. Ele se torna super protetor e vai querer compensar as coisas que seu tio não te deu, mas a forma que ele sabe fazer isso é comprando tudo que ele achar que você quer. Tem um Starkphone esperando por você lá embaixo e ele quer te levar para comprar roupas. Por favor, aceite. Tony tem as melhores intenções, só não sabe demonstrar. Eu prometo tentar segurar o excesso dele.
 Harry não sabia o que responder, então apenas acenou e viu o homem sair do quarto para que ele fizesse sua rotina matinal e então encontrasse o dono da casa e o Capitão à mesa do café da manhã.
 Uma vez sozinho, decidiu ler a resposta de Hermione.
Caro Harry,
Como assim você não é parente de sangue dos seus tios?! Não sei se te dou pêsames ou parabéns.
Podemos nos encontrar sim. Te espero na sorveteria do centro, próxima à prefeitura, às quatro da tarde. 
Espero que esteja bem,
Hermione.


*

 Tony havia preparado a mesa com diversas opções de frutas, tipos de pães, grãos e bebidas quentes e frias, que saboreiam juntos enquanto conversavam.
- Com licença senhor Stark. Como você disse que poderia entrar em contato com os meus amigos, marquei de tomar um sorvete com a minha melhor amiga no centro hoje à tarde. O senhor Rogers disse que eu poderia ir se o senhor permitisse. - Pede com a voz bem baixa.
- Hum, se for depois de resolvermos nossas pendências, não vejo porquê não. Vou contratar um motorista para levá-lo, entretanto. 
- Não precisa se preocupar. Posso ir de ônibus. 
- De ônibus? Nem pensar - Lembrando-se da conversa de mais cedo, achou melhor não discutir.
 Logo depois do café muito agradável, os três saíram da mansão e começaram seus deveres. Como planejado no dia anterior, passaram em uma clínica onde confirmaram a linhagem sanguínea do garoto e logo depois foram para uma primeira loja onde Tony comprou um conjunto de roupas completo para Harry com a desculpa que deixar o moreno tirar as fotos para os documentos com as vestes que trouxe da casa dos antigos tios seria praticamente um atentado aos olhos de qualquer um que olhasse para os ditos documentos. 
Depois das compras feitas, o playboy achou que era aceitável o suficiente para providenciar o passaporte e, para a surpresa do loiro e do moreno mais novo, avisaram que estaria tudo pronto na manhã seguinte, graças à ajudinha do playboy, claro.

*

 Algumas horas depois, Harry se dirigia para o local combinado com Hermione, mas o nervosismo que sentia era porque não conseguia despistar os heróis. Anthony se recusou a deixar o menino completamente sozinho na sorveteria. A única coisa que conseguiu, foi convencer os homens a permitirem que eles deixassem os dois adolescentes conversarem sozinhos. Isso o deixava muito desconfortável uma vez que, em sua experiência com adultos, ele só havia tido essa falta de autonomia com os tios, e isso nunca significou algo bom. Entretanto, ao se lembrar novamente das palavras do soldado, achou melhor aceitar.
 Ao se aproximar, viu Hermione sentada em uma mesa e quase correu para abraçar a amiga, mas se controlou. A morena lia um livro concentrada, o que não foi surpresa, a surpresa de fato foi reconhecer a cabeleira ruiva com ela que lia o mesmo livro por cima do ombro da amiga. Nenhum dos dois percebeu a aproximação até que ouviram uma voz desconhecida perto dela.
- Um livro sobre Vingadores? Alguém andou falando sobre a gente para essa senhorita, Capicolé. 
- Oh! São vocês mesmo! - Hermine se levanta e imediatamente olha para Harry. 
 - Devo fazer uma reverência? - Rony cochicha como se aquilo fosse o bastante para os dois trouxas não o ouvirem.
- Só um aperto de mãos deve bastar. Sou Steve Rogers e esse é o Anthony Stark. Vamos nos sentar mais longe e deixar vocês conversarem com privacidade, ok? 
 Steve se afasta com o outro e Harry agradece por isso. Sentaram-se juntos e, após o pedido, fez a pergunta que se formou ao localizar a dupla bruxa.
- Quando você contou ao Rony sobre hoje? Imaginei que teria que me despedir dele por você.
- Não foi difícil imaginar que não teria tempo de mandar uma coruja até Ottery St. Catchpole e esperar pela resposta antes de embarcar para os Estados Unidos, então liguei para a Toca por Pó de Flu e contei ao Rony.
- Obrigado, Mione! - Harry não precisou exteriorizar em palavras o quanto aquele gesto da amiga significou para ele, já que a expressão de felicidade e gratificação em seu rosto deixavam essa parte óbvia.
 Com a chegada dos pedidos, o de olhos de esmeralda começa sua narrativa sobre o que havia acontecido na casa dos tios no dia anterior enquanto Rony e Hermione apenas ouviam.
- Preciso admitir que essa revelação foi tão surpreendente pra você quanto para nós. Mas sabe, pesquisei algumas coisas sobre os Vingadores. Claro que eu sabia quem eles eram, afinal as batalhas de Sokóvia, Nova York e Sibéria foram potencialmente noticiadas, mas eu conhecia apenas a figura deles como heróis, não como indivíduos. - A garota fala ao passo que Harry acena e Rony se mostra confuso apenas. -  Você sabia que Tony Stark é um bilionário filantropo? Ele costumava fabricar armas de destruição em massa, mas após passar por um sequestro e quase morrer reinventou suas empresas para fornecer energia limpa e incentivar pesquisas nas áreas de engenharia mecânica e energia limpa. A vida pessoal dele é bem pública na verdade. 
- Espera, então ele é tipo gênio? Mais ou menos como você, Mione? - A jovem cora.
- Não, Rony, eu sou só uma adolescente curiosa, ele é de fato um gênio. 
- E o loiro, ele é o Capitão América, certo? - Rony pergunta mostrando que estava de fato prestando atenção na conversa quando, mais cedo, Hermione fez uma breve introdução sobre as pessoas que estavam cuidando de Harry.
- Sim, é ele. Na verdade, não consegui encontrar quase nada sobre ele. Só que foi descongelado a aproximadamente três anos e que atualmente mora em uma espécie de quartel general dos Vingadores.
- Steve é mais reservado que Tony, é um fato. - O moreno comenta.
- Harry, que história é essa de que Dumbledore estaria pagando para você ficar na casa dos seus tios? Hermione acha que você está sendo exagerado, mas percebi que nem tocou no assunto ao mencionar sua saída de casa.
- Eu não sei como explicar exatamente. Quando o senhor Stark disse que me tiraria de lá, meu tio, quer dizer o Dursley, disse que só permitiria que eu saísse caso ele pagasse tudo o que eu gastei durante aqueles anos e o equivalente a mensalidade que Dumbledore pagava pra ele pra me aguentar em sua casa. Então fiquei pensando que, se o diretor pegava para eu ficar lá, porque eu não poderia sair de lá? Eu implorei pra ele me tirar da casa dos meus tios várias vezes.
- Harry, mesmo que isso fosse verdade e seu tio recebesse esse dinheiro, o que impede que ele mentisse para Dumbledore sobre sua situação lá? Vernon Dursley poderia muito bem estar fazendo relatos para ele como se você estivesse bem. - Hermine aponta.
- E como exatamente um simples trouxa poderia enganar Albus Dumbledore, Hermione?! Além de legilimência que poderia ser usada no homem, ainda havia todas as marcas na pele de Harry nos primeiros anos. Até a gente sabia que aquela magreza do Harry no primeiro ano não era um bom sinal, então como ele, um homem adulto poderia ignorar isso junto com os outros sinais? Sem contar que, devo lembrar, até a mamãe e o papai queriam invadir a casa dos Dursleys no segundo ano para tirar o Harry de lá.
 Aquilo fez o menino ficar ainda mais pensativo. Cada vez mais havia evidência de que o velho de fato negligenciava seu bem estar na casa dos tios.
- Você só desconsiderou uma coisa: Dumbledore, assim como todos nós, acreditava que os Dursley’s eram parentes de sangue de Harry e, sendo assim, ele estaria seguro pela proteção de sangue uma vez que o sacrifício de Lílian Potter foi o que salvou Harry e estar com os tios prolongava essa proteção. - E com esse argumento Hermione conseguiu deixar Harry ainda mais confuso e dividido. 
 Dando o assunto por encerrado, temas mais leves foram discutidos por horas até que o celular de Hermione toca quando começa a escurecer e ela informa que precisava ir para casa. Só depois de ter certeza que os amigos do menino estavam se despedindo é que Steve permite que Tony se meta na conversa e os dois se aproximam da mesa das crianças.
- Antes de irem embora, tem algo que gostaria de falar.
 Tony já chega puxando a cadeira e se sentando junto com eles. 
- Nós embarcamos amanhã, mas isso não significa que precisaram cortar seus laços. As amizades são importantes e quero que o pirralho aqui mantenha contato com vocês. Sendo assim, tomei a liberdade de providenciar um presentinho para cada um. Enquanto vocês conversavam eu entrei em contato com uma das filiais das Indústrias Stark aqui de Londres e mandei que entregassem esses Starkphones para vocês, sendo assim podem mandar mensagens e fazer ligações. O vovô ali - aponta para Steve - disse que vocês se comunicam por coruja mas, sinceramente, é bárbaro fazer as corujas atravessarem o oceano, além de muito demorado. - E simplesmente entrega um Starkphone para cada um. 
- Isso foi o “filantropismo” do qual falávamos mais cedo? - Rony pergunta abismado.
- Só aceitem, por favor - O loiro pede com a mão no rosto quase que com vergonha.
 Depois de decidido que o presente seria aceito, uma nova “discussão” começou. O Stark se recusava a permitir que as crianças fossem embora sozinhas e insistiu que mandaria um motorista os levar em casa. Ele só cedeu quando Rony explicou que morava em Ottery St. Catchpole, o que queria dizer que era consideravelmente longe do centro de Londres e que da casa de Hermione iria para a Toca por Pó de Flu, o que apenas rendeu mais diversos minutos de conversa para explicar para o gênio que viria a ser esse meio de transporte e comunicação, assim como uma Chave de Portal.
 Quase uma hora depois de terem dito que precisavam ir embora, é que a dupla de bruxinhos conseguiu entrar em um táxi providenciado pelo Homem de Ferro que os deixariam na casa de Hermione. Ainda jantaram por lá antes de voltarem para a mansão e se prepararem para a viagem do dia seguinte que aconteceria cedo.


Notas Finais


Bom, por hoje é só. Semana que vem tem mais!


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