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História Quando O Destino Nos Encontra - Capítulo 4


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Notas do Autor


Oie! Estou de volta! Essa semana a atualização foi na sexta porque eu estou mais corrida que sei lá o que. Comecei a trabalhar, minhas aulas voltaram e as obrigações da vida bateram na porta. Já tenho pelo menos 80% da história finalizada, o que facilita muito para manter o ritmo das postagens, mas as vezes não dá tempo de postar na quinta exatamente, mas de sexta não passa! Espero que gostem do capítulo.

Capítulo 4 - Capítulo 3


  O queixo de Harry poderia bater no chão no momento em que desceu do avião. Ele achou que pousariam em algum tipo de aeroporto particular sim, afinal já havia percebido que se tinha uma coisa que o Stark era, essa coisa era rico, mas não esperava que esse aeroporto particular ficasse dentro da propriedade que ele descobriu que se tratava do Complexo dos Vingadores. 

 

  Os dois adultos pareciam muito animados para levar o garoto para conhecer a avó, e apenas algumas horas depois do desembarque, os três se encontravam no asilo para visitar a idosa, entretanto, essas poucas horas foram o necessário para Harry pagar o que, na opinião única dele, o maior mico de sua vida até o momento.

 

- Quantas pessoas moram aqui com vocês? Hermione comentou que no livro que ela leu sobre vocês a equipe é formada por cinco integrantes, mas esse mini castelo não pode ser só para cinco pessoas. É muito grande! - O bruxo pergunta bem impressionado.

 

- Atualmente moram aqui Steve, James Barnes e Sam Wilson no segundo andar. Wanda e Natasha dividem o terceiro andar. Visão fica no quarto andar. Eu, é claro, fico na cobertura. No andar anterior ao meu ficam os quartos do Doutor Bruce Banner, além do Clint, que é quem de nós fica aqui o menor tempo. 

 

- Tem pelo menos outros dois ou três quartos vazios em cada andar e você pode escolher o que quiser. - O Capitão coloca a mão no ombro do menino.

 

- Será que eu poderia ficar no seu andar então, senhor Rogers? - Novamente a voz baixa e tímida se manifesta.

 

- O  que me diz, Sexta, qual o quarto do segundo andar que está livre?

 

- Há dois quartos livres no segundo andar, chefe. O quarto ao canto do corredor e o quarto em frente ao do Capitão e ao lado do de Sam. - E então aconteceu.

 

 Harry pulou de susto e, após tanto abuso, luta, perseguição e a quantidade de perigo em sua vida, ninguém poderia culpar o moreno por pular com a varinha em riste e pronto para atacar aquela voz misteriosa vindo sabe-se lá de onde. Os olhos arregalados e claramente apavorados.

 

- Quem disse isso?!

 

- Muito prazer senhor. Eu sou Sexta-Feira e sou a inteligência artificial do Chefe. Acho que ele esqueceu de mencionar que eu também sou uma moradora dessa casa. E também deve ter esquecido de dizer que se precisar de qualquer coisa, pode me chamar.

 

- Me lembre de novo, por favor, onde eu estava com a cabeça quando decidi que você saberia usar sarcasmo?

 

- Vou te mostrar seu quarto, Harry. - E então o Rogers leva o Potter até o quarto que ele ficaria instalado e o ajuda a depositar seus pertences. O quarto era enorme e com certeza Harry não teria nenhum tipo de parâmetro para comparação. Era extremamente bem decorado, com móveis brancos, creme e cinza. - A primeira porta é seu banheiro e a segunda seu closet. Gostaríamos de ir agora cedo visitar Peggy pois ela está bem ansiosa para conhecê-lo, mas na volta eu posso te ajudar a desfazer sua mala. 

 

 Um breve aceno confirma que o adolescente concordava com a ideia. Internamente, Harry pensava em como os outros dois deviam achá-lo dramático por sua reação em um simples susto.

 

*

 

 As mão de Harry suavam, seus dentes batiam e era impossível fazer seus joelhos pararem de tremer. 

 

- Ansioso? - Steve pergunta com um sorriso calmo.

 

- Sim. E se ela não gostar de mim? Eu sou uma aberração, senhor Rogers! - Pequenas lágrimas se formavam em seus olhos.

 

- Garoto, você jura que vai me obrigar a deixar o Capicolé te dar um papo motivacional?

 

- Não tá ajudando, Tony! - Apesar disso, Harry ri. - Ela está tão ansiosa para te conhecer quanto você. Confie em nós. 

 

 Quase que por instinto, o moreno mais novo relaxa e acena um positivo com a cabeça. O loiro abre a porta e deixa que Harry entre no quarto. A surpresa do bruxinho, no entanto, o faz se engasgar com o ar e começar a chorar.

 

- É você! Você! Mas como…?

 

- Do que você está falando, Harry? Você está bem? - Tanto o bilionário quanto o capitão estavam preocupados com a reação do mais novo.

 

- Eu… Eu desejei te conhecer… e você apareceu pra mim no espelho… Ele! - Ele aponta para um porta retrato que mostrava Peggy e um homem em uma foto em preto e branco, ambos bem jovens. - Ele é meu avô! Ele também apareceu pra mim.

 

- Garoto você não está fazendo sentido nenhum! 

 

- Você tem os olhos dela… - É a observação que a senhora consegue fazer enquanto também chorava. - Posso te abraçar? - Ela se levanta da cama com a ajuda de Steve e se aproxima do garoto.

 

 O abraço dos dois, já sem apoio de nenhum dos dois adultos, é algo que ambos precisavam. Harry enfiou o nariz no pescoço da mulher que agora tinha certeza que era sua avó materna e sente o cheiro que exala da idosa. De alguma forma aquilo o acalma tanto que ele poderia desmaiar ali mesmo.

 

 Já para a ex-agente, ter seu neto nos braços era algo tão intenso que precisava lutar contra a sensação de vertigem que lhe acometeu. Ter perdido sua filha foi um golpe, mas ter a chance de no mínimo conhecer o garoto era muito mais do que ela poderia pedir.

 

- Deixa eu olhar bem para você. - Ela pede e afasta o bruxinho para fazer uma análise nele. Passou as mãos por seus cabelos, seu rosto todo, seus ombros e braços até chegar em suas mãos e levá-las aos lábios onde depositou um beijo carinhoso. - Tony e Steve me trouxeram fotos suas quando me contaram sobre você. Também trouxeram fotos de Lílian e James. Você é muito parecido com o seu pai mas…

 

- Tenho os olhos da minha mãe. - Harry completa. - Todo mundo fala isso.

 

- E as mãos também. Dedos longos e delicados assim como os meus e de Lily. Mas seus joelhos são do lado do seu avô, isso é certeza. Tão ossudos que chegam a me espetar na hora do abraço.

 

- Eu sei! - O garoto solta empolgado sem se dar conta do que havia dito.

 

- Como assim, você sabe? - O Homem de Ferro pergunta enquanto apenas observava a cena do canto do quarto.

 

- Vamos nos sentar e você explica direitinho, querido. - Peggy sugere e caminha junto com o neto para a cama onde se senta com as mãos dele ainda em seu colo.

 

- Suponho que você já saiba que sou um bruxo, certo? - Começa muito tímido e com a voz baixinha. Um aceno positivo junto com um sorriso da avó é o gás necessário para continuar, agora mais firme. - Em meu primeiro ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts me deparei com um artefato mágico chamado Espelho de Ojesed. Esse espelho não reflete sua aparência ou coisa assim, mas sim seu maior desejo. Quando eu olhava para o Espelho então, via minha família. Meus pais, meus avós paternos e, claro, via a senhora também. Sempre sorrindo e feliz. Eu só não sabia que o fato de eu ver três casais de velhinhos significaria que minha mãe era adotada. - Respira e continua. - Eu sei que ele é meu avô - Aponta para o retrato. - porque já o havia visto no Espelho também.

 

 O discurso do adolescente fez os três adultos chorarem, o que apenas deixou Harry realmente desconfortável em um primeiro momento, entretanto, depois de horas conversando conhecendo mais sobre a mulher a sua frente, percebeu que poderia pela primeira vez ter a chance de ter nem que fosse um pedacinho da família que sempre sonhou.

 

 Tony e Steve até sabiam do desejo do garoto que queria uma família amorosa, se ele não se sentisse dessa forma jamais sairia da casa do tio daquela forma. Contudo, o fato de seu maior desejo aos onze anos ser algo tão simples quanto conhecer pessoas que lhe proporcionasse o mínimo de atenção e carinho foi algo realmente devastador para eles. 

 

 O restante da conversa foi uma montanha-russa emocional para os quatro presentes. Quando a hora de ir embora chega, Harry se sente aquecido e reconfortado por dentro e, embora ele quisesse passar o máximo de tempo possível com a avó, entendeu que se tratava de uma idosa e que não seria bom deixá-la cansada, então aceitou ir com os adultos.  

 

*

 

 Mais ou menos um mês depois da chegada do garoto em Nova York, ele se considerava de fato feliz. Uma rotina havia se estabelecido junto com os dois Vingadores já conhecidos por ele, e Bucky, o moço que dividia o andar com ele e o  Capitão. Todos os outros moradores do Complexo estavam em missões e por isso havia conhecido apenas o “desmemoriado”, como Tony o chamava.

 

 Ele tomava café com os super soldados todos os dias e logo depois iam para o asilo visitar sua avó. Peggy Carter era alguém de extremo carinho e Harry já sentia que os laços com ela estavam cada vez mais estreitos. Depois de sair do quarto da senhora, ele voltava para o lugar que, mesmo estando lá por algumas poucas semanas, já considerava sua casa para almoçar com os homens e dessa vez o Stark se juntava a eles. Depois do almoço, Harry voltava para junto da avó e continuava por lá até o anoitecer. Depois do jantar eles se juntavam na sala e assistiam algum filme.

 

 Durante esse tempo em que ele estava nos Estados Unidos, havia uma coisa que realmente não gostava: dormir. Não importava o que fizesse durante o dia, era frequente ser acordado no meio da madrugada por um pesadelo. Ele quase morreu de vergonha quando viu os outros três moradores do Complexo em seu quarto e só conseguiu se encolher até sentir seu corpo ser abraçado por Steve. Na terceira vez em que acordou com os três homens o mantendo calmo e uma xícara de chá de camomila para ele nas mãos de James, decidiu perguntar, muito envergonhado, se acordava os adultos com seus gritos. Para sua surpresa, Sexta-Feira avisava eles sempre que o pesadelo se tornava tão forte que causava perturbação no sono de Harry.

 

 Apenas depois dessa revelação é que Harry passou a confiar em dormir sabendo que, pela primeira vez na vida, ao acordar do pesadelo, não teria que lidar com as sensações aterrorizantes que lhe acometiam ao despertar sozinho, pois tinha pessoas cuidando dele. Depois de uns dias de cuidado dos super soldados e do engenheiro, Harry percebeu que já não tinha mais tantos sonhos ruins.

 

 Mesmo com certa correria durante seus dias, não deixava de mandar mensagens para Ron e Hermione e até mesmo pensava em pedir permissão para o senhor Stark para trazer os amigos para passarem um fim de semana com ele. Durante todos os anos de amizade, sempre passava as férias com a família de Ron, e sempre adorou, mas seria legal ser o anfitrião por uma vez.

 

 Outra situação que o marcou, foi a comemoração dupla do dia quatro de julho. Ele sabia que era comemorado o dia da independência americana, mas não sabia que era também o aniversário de Steve. Harry passou o dia com a avó e ouviu ela contando histórias de Tony e do loiro.

 

 Depois que saiu de lá, teve o que considerou uma das melhores noites da sua vida. Foi em uma feira em Coney Island, com Steve, Tony e Bucky, onde foi em atrações como roda-gigante e montanha russa pela primeira vez na vida. Comeu comida de feira e brincou nas barracas onde Steve e Bucky ganharam diversos prêmios. Para finalizar seu dia, subiram um pequeno morro onde fizeram um piquenique noturno e assistiram os fogos de artifício juntos.

 

 Mas ninguém parecia estar mais feliz do que Edwiges. Tony providenciou absolutamente tudo que podia para o conforto da coruja. Instalou pequenos acessos para que ela pudesse entrar e sair do complexo quando quisesse, como portas de para um cachorro, mas nas janelas. Além de transformar parte do telhado em uma espécie de quarto só para a coruja, onde era frequente encontrar o pequeno moreno. Harry não conseguia se lembrar de ver a amiga tão tranquila na vida.

 

 Em uma noite, enquanto assistiam Star Wars, Harry deu pulo quando viu duas ruivas entrando na sala sorrindo e conversando alto. Logo atrás vinha um negro de aparência forte e um loiro com um arco e flechas nas costas. Para acalmar o menino, Tony coloca a mão em seu ombro como Steve havia feito quando ele conheceu Sexta-Feira. Mas nada poderia prepará-lo para a visão de um homem vermelho! 

 

- A gente adotou outro Peter Parker? - Clint pergunta brusco.

 

- Não… Acho que Tony e Steve finalmente se casaram e resolveram completar a família. Tony a mamãe, Steve o papai, Bucky o cachorrinho e o garoto é o filho. - Sam teoriza o que causa uma crise de riso em Clint, Natasha e Tony.

 

- Você é bruxo também. - Visão se aproxima e encara o menino de pertinho fazendo com que ele se inclinasse para trás no sofá de modo a fugir do sintozóide.

 

- Visão, você está assustando o garoto. Se afasta um pouco. - A ruiva mais nova afasta o portador da jóia e estende a mão. - Eu sou a Wanda. O Vis ta certo, você é mesmo um bruxo? 

 

- Adotaram um bebê com poderes? - Sam insiste.

 

- Eu não sou um bebê! 

 

- Mas foi adotado? - Clint mexe as mão. - Ou abrimos audições para novos integrantes e ninguém me avisou? 

 

- E por que alguém avisaria algo para você? - Natasha provoca. - Não liga pra esses idiotas, eles não sabem se comportar como adultos. Eu sou a Natasha. Prometo que sou a tia legal. Se seus pais Tony e Steve te negarem sobremesa, eu dou pra você.

 

- Se vocês não deixarem o Harry em paz agora eu juro que deixo todos vocês de castigo. - Tony decreta. - A história dele é longa e se vocês não calarem a boca e ouvirem o que eu e o Capicolé temos a contar, vocês vão é ficar sem informações mesmo!

 

 Imediatamente a sala cai em silêncio e todos prestam atenção enquanto Tony e Steve se revezam para contar a história de Harry, com a ajuda do próprio garoto em alguns pontos, claro.

 

- Como você sabia que eu sou um bruxo só de me olhar? - Ao final da narrativa é aberto espaço para perguntas.

 

- A minha jóia se agitou quando te viu. De alguma forma ela me avisou que você tem uma magia parecida com a da Wanda, mas mais forte.

 

- Como a magia dele pode ser mais forte que a da Sabrina, a Bruxa Adolescente? - Sam questiona com a mão no queixo.

 

- Provavelmente porque a magia da Wanda veio de experiências clínicas enquanto a de Harry veio do nascimento, é hereditário. Bruce poderia dizer com mais precisão que eu, claro, mas acredito que o mais correto seria afirmar que a magia de Harry é mais estável que a de Wanda, não mais forte. - O gênio explica de forma simplificada. 

 

 Horas se passaram com o grupo conversando e tirando dúvidas, Steve declara que era hora do menino ir dormir uma vez que ele já estava lutando para manter os olhos abertos e leva o moreno para o quarto para poder descansar. 

 

 Antes de se entregar ao mundo dos sonhos, no entanto, uma sensação estranha toma conta de seu corpo e ele demora alguns segundos para que entenda que estava ouvindo os pensamentos de outra pessoa. 

 

  Eu não vou deixar que façam mal ao garoto! A tia Peggy pediu que eu cuidasse dele e é isso que farei. Falhei com Ultron, falhei com Steve nos acordos, mas não falharei com Ho Yinsen e minha madrinha! Ele me entregou sua vida para que eu vivesse e vou devolver a vida dos garotos…! 

 

Harry não conseguiu entender o que aconteceu para ler a mente de outra pessoa, na verdade,  nem mesmo tinha certeza se de fato ele havia lido a mente de alguém ou só imaginado a situação, afinal, ele sempre foi péssimo em legilimência e oclumência, então não seria possível que ele tivesse realizado tal feito, certo?

 

*

 Menos de meia hora depois de Steve ter levado Harry para o quarto, alguns dos moradores do local são acordados por Sexta-Feira que avisaram que, para o choque de todos, Thor, Bruce Banner e Loki estavam os esperando na sala comunal do Complexo. Ao ouvir o nome do antigo arqui-inimigo, os quatro Vingadores originais que residiam lá, correm para a sala pedida. Para a surpresa de todos, os três recém-chegados estavam esperando por eles de forma comportada, sim, mas claramente abalada. 

 

- Point-Break! Chuchu gigante! Fico realmente feliz por ver vocês, mas o que o ajudante de Papai Noel faz aqui também? 

 

- Agradeço a recepção, Homem de Ferro, mas temos más notícias para vocês. 

 

- Estamos em perigo, Tony, um perigo maior do que imaginávamos. - Bruce se aproxima do amigo e, com a ajuda dos colegas de viagem, começa a explicar a situação.

 

  Depois de fugir da Terra ao fim da Batalha de Sokóvia ainda na forma de Hulk, foi parar na proteção do Grão Mestre onde foi obrigado a participar do Torneio dos Campeões e, no meio de uma das batalhas que participou, encontrou Thor e Loki que havia ido parar lá da mesma forma que o Doutor. Depois de fugir do planeta com a ajuda da amiga Valquíria, retornaram para Asgard onde assistiram o planeta ser destruído por Hela e por Surtur apenas para serem atacados por Thanos enquanto faziam o caminho de volta para a Terra.

 

 Durante o ataque, Thanos confessa seus planos de expurgar metade da população e que faria isso utilizando-se das Jóias do Infinito. O vilão conseguiu a Pedra do Poder em Xandar e, como se viram sem opções após a invasão na nave, Loki é obrigado a entregar o Tesseract, também conhecido como a Jóia do Espaço. Durante a situação desesperadora onde metade da tripulação acabou sendo assassinada, o Titã Louco admite que controlou e manipulou a mente do príncipe adotado, fazendo com que ele invadisse a Terra com os Chitauri para conseguir as Jóias que estavam por aqui. 

 

 Em um ato de desespero, um pedido de socorro é enviado e os Guardiões da Galáxia atendem ao chamado e os ajudam a chegar na Terra em segurança. Durante a viagem, conhecem Gamora e Nebula, filhas desertoras de Thanos que confirmam os planos do Titã Roxo e oferecem sua ajuda para parar o pai. 

 

 Sem muita paciência para pensar sobre a situação naquele momento, Tony despacha todos para seus quartos e declara que conversariam sobre o assunto no dia seguinte depois de chamar uma reunião com todos os Vingadores.

 

 Antes de ir para o quarto, no entanto, o Homem de Ferro nota o certo desconforto que Steve demonstrava e discretamente o chama para acompanhá-lo. Quando chegaram no andar privativo do principal patrono dos Vingadores, ele serviu um copo de suco para o companheiro de equipe e outro para si mesmo.

 

- Suco? Sério?

 

- Poxa Capicolé, achei que depois da Pepper você seria  quem mais me apoiaria em largar o álcool. - Fala com deboche.

 

- Acredite, estou muito feliz com isso. Só não esperava essa mudança tão drástica.

 

- Eu não gosto de pensar muito nisso, mas nós dois sabemos que a tia Peggy não vai durar muito. Quero que o pirralho saiba que ele vai poder contar comigo. Não só ele na verdade, a bruxinha e o garoto aranha também podem precisar de mim. - Tony dá de ombros como se isso não fosse nada demais, mas os dois sabiam sim que era algo importante. 

 

- Devo presumir que me chamou aqui então por que sua preocupação com Harry e Wanda perto de Loki são as mesmas que as minhas? 

 

- Adoro quando você consegue seguir minha linha de raciocínio, Capitão. - Tony se senta no sofá de frente ao amigo. - Acredito cegamente no nosso amado Chuchu bombado, mas o que nos garante que Loki não está sob influência do tal do Thanos? E se, mesmo sem nenhuma influência, o poder do nosso garoto estimular algum tipo de ganância dentro daquele mentiroso ardiloso? 

 

- Nosso garoto?! 

 

- Ah, qual é Steve, é forma de falar. Eu sei que ele é o garoto da Peggy. - Disfarça.

 

- Eu também o considero “nosso garoto”. Meu, seu e de Peggy. - Segue com a conversa. - Precisamos evitar que eles se encontrem. Wanda ao menos já esteve em contato com situação parecida, mas duvido que Harry saberia lidar com um deus psicopata manipulador, não aos quinze anos. 

 

- Vou alugar um apartamento para ele ficar enquanto tivermos que aturar aquela cobra aqui em casa.

 

- Acho que essa é uma péssima ideia. Harry tem problemas com abandono e se fizer isso pode destruir a confiança que ele está criando com a gente. - O soldado aponta. - Pedir que Loki saia pode criar atritos com Thor e atrapalhar uma possível aliança contra Thanos. 

 

- Então o que sugere? Que eu tranque um adolescente de quinze anos no quarto?

 

- Peter Parker tem mais ou menos a mesma idade de Harry Potter, certo? Se você pedisse que ele passeasse com Harry por Nova York e apresentasse a cidade, você manteria os dois entretidos e longe de problemas.

 

- Capitã, que fique claro que nesse momento você mostrou que é tão inteligente quanto eu! Eu poderia te beijar agora mesmo! - E sem nenhuma palavra extra ele simplesmente beija a bochecha do Capitão que fica sem reação, exceto colocar a mão no local beijado. Tony finge que não notou a reação do amigo.

 

*


 

 Steve se encontrava no terceiro andar do Complexo com os últimos membros da equipe que haviam chegado na noite anterior. A ideia era que o Capitão conversaria com Banner e Thor sobre Harry e pediria a ajuda deles para evitar que Loki se aproximasse do menino, mas vê seus planos serem frustrados quando vê o Língua de Prata correr para fora do andar e ir direto para cozinha onde viu Harry sendo amparado por Tony com uma aparência não muito saudável.

 

*

 

 Na manhã seguinte, Harry desce para a cozinha para tomar café da manhã e se surpreende com o quanto a mesa estava lotada. Literalmente todos que estavam na casa no dia anterior se encontravam em uma bagunça tremenda na cozinha. Tony fazia o café, Natasha colocava frutas na mesa, Sam e Buck discutiam sobre algo que Harry não entendia, Wanda fazia parte dos alimentos flutuarem para perto da mesa onde Visão os colocava em seus devidos lugares.

 

- Bom dia Harry! Dormiu bem? - Natasha pergunta sorrindo abertamente para o garoto.

 

 Quando Harry abre a boca para responder, entretanto, a mesma sensação do dia anterior o dominou mais uma vez e ele se viu tendo a sensação de que ouvia os pensamentos de outra pessoa.

 

 Não posso deixar que ele chegue perto de Harry ou Wanda! Não posso! Devo isso a Peggy e a eles. Se Loki descobrir sobre a magia de qualquer um deles, não sei do que ele será capaz!  

 

 Com uma tontura forte, Harry leva a mão direita à cabeça e quase cai, sendo prontamente amparado pelo Homem de Ferro que larga o processo de fazer seu café e corre para o garoto.

 

- Guri, você está bem? 

 

 Mais uma vez o bruxo não consegue responder pois um ser de aparência desesperadamente parecida com a sua própria, invade a cozinha, empurra o Stark com certa brutalidade e agarra os ombros do Potter. Sua expressão de surpresa e indignação assustaram o mais novo. Em segundos, todos os presentes no recinto tinham alguma arma apontada para o invasor.

 

- Irmão, é melhor você soltar a criança. Não acho que seja sábio ameaçar a prole do Capitão e do nosso amigo Homem de Ferro. - Se Harry estava perdido antes, agora ele estava o equivalente à perdidasso. Um loiro gigante e que não tinha um olho afasta o estranho do menino gentilmente. A gentileza, contudo, não foi retribuída.

 

- Prole desses reles mortais?! Prole deles?! Como ousa?

 

- Esses reles mortais já chutaram sua bunda muito bem chutada. E caso tenha esquecido, estamos aqui para pedir a ajuda deles, não para comprar mais uma briga! - O loiro gritou parecendo perder a paciência.

 

- Reles mortais ou não, se não se afastar dele agora você vai experimentar o gosto do meu punho descendo pela sua garganta! - Dessa vez quem afasta o menino da confusão é Natasha que depois coloca os braços ao redor dele de forma protetora.

 

- Parem de jogar ele de um lado para outro! Ele está com cara de quem vai passar mal! - Steve grita, o que faz todos o encararem, já que quase nunca levantava a voz. - Nat, você pode levar o Harry para o quarto dele?

 

- O garoto não sai das minhas vistas! - Loki fala rápido, mas não tenta se aproximar novamente.

 

- Você quer subir, garoto? - Steve pergunta diretamente.

 

- Por favor, senhor. 

 

- Eu sei quem é você! Sei que é bruxo!  - Os olhos de Harry se enchem de lágrimas imediatamente. Seja esse homem lá quem fosse, ele havia acabado de falar com ele em ofidioglossia. 

 

- Como você sabe? 

 

- Você é meu herdeiro… Minha magia corre em você…

 

 Todos viram que Harry tinha os olhos cheios de lágrimas e muito arregalados de modo que o pavor era claro, mas não era preciso falar a língua estranha em que os dois se comunicavam para notar que os dois estavam perdidos. 

 

- Hum, garoto, se importa de nos atualizar sobre essa conversa estranha que você está tendo com o Homem Rena?

 

- Ele disse que eu sou o herdeiro dele.

 

- Que história é essa, irmão? - Thor pergunta enquanto tremia. - Só porque ele tem magia não significa que automaticamente ele será seu descendente. 

 

  - Todos na sala encaram o nórdico loiro.

 

- Como você sabe que ele tem magia? 

 

- Hu? Ah, porque ele emana a mesma energia do meu irmão. - Responde como se fosse óbvio. 

 

- E o que exatamente isso quer dizer? - Tony estava muito perturbado.

 

- Quer dizer que, em algum nível, eu e essa criança somos parentes. 

 

- Impossível! 

 

- Não parece tão impossível assim! Eles são copia e cola um do outro. - Bruce afirma olhando de um para o outro.

 

- Se só contasse a aparência então Pepper, Wanda e Nat são parentes também! - Tony estava perdendo a paciência.

 

- Tony, as três só tem a cor do cabelo igual. Esses dois são extremamente parecidos. - Banner tenta trazer o amigo à razão.

 

- Senhor Rogers, senhor Stark… não me sinto bem. - E então o moreninho praticamente desmonta nos braços de Natasha, mas é impedido de ir de encontro ao chão pois Bucky, que era o mais próximo dos dois, se adianta e segura o menino semi-consciente no colo e o deposita gentilmente no sofá da sala de estar. 

 

 Steve e Tony se sentam um de cada lado do garoto enquanto Visão se apressa para pegar o kit médico do doutor Bruce para que ele possa examiná-lo brevemente. 

 

- A pressão arterial dele caiu de forma brusca. - Bruce fala olhando para Tony e Steve e depois se vira para Harry. -  Você disse que não se sentia bem, o que está sentindo?

 

- Hu, eu… não sei se você entenderia.

 

- Mesmo que sejam “coisas de bruxo”, prometo tentar entender e te ajudar. - Olhou para os dois homens em que confiava e, com um aceno deles, decide se abrir.

 

- Eu senti uma tontura forte, dor na cicatriz. Mas não é nada de mais, sério. 

 

- Harry , você praticamente desmaiou nos meus braços. Como isso pode não ser nada de mais?

 

- É que acontece o tempo todo. 

 

- Como assim, o tempo todo? - Agora é Steve que pergunta indignado.

 

- Ah, não é exatamente o tempo todo. Só quando o Lord das Trevas quer entrar na minha cabeça. - Ao se dar conta do que havia dito e como havia dito, Harry leva as mãos a boca e arregala os próprios olhos. 


 

- Que?! - Não houve um único Vingador que não desatou a fazer milhares de perguntas.

 

- Como assim tem um Lorde das Trevas?

 

- Querem controlar sua mente? Como fizeram com Clint e Loki?

 

- Então será que esse tal Lorde do Mal está envolvido com Thanos?

 

- Calem a boca! Todos vocês! - Loki grita. - Se vocês não deixarem o garoto respirar, ele não vai conseguir responder nenhuma de suas perguntas, por mais que elas sejam idiotas.

 

 - Harry, precisamos de respostas agora. Você se sente forte o bastante para responder às nossas perguntas agora? - Mais uma vez o Capitão faz Harry se sentir seguro e Steve faz então a primeira pergunta. - Desde a hora que te conhecemos, ainda na casa dos seus tios, Tony e eu notamos que você esconde algo. E não estamos falando do fato de você ser um bruxo, até porque convivemos com criaturas bem estranhas por aqui. O que é que você teme que a gente descubra?

 

 Harry estava apavorado com todos aqueles estranhos o encarando, mas mesmo que estivesse caindo em uma armadilha dos Comensais da morte, iria acreditar naquelas pessoas.

 

- Preciso de duas poções que estão no meu malão, no meu quarto.  Uma é uma poção fortificante para eu poder me sentir melhor. É mais ou menos o mesmo que um remédio normal, mas age mais rápido. - Harry tenta se levantar, mas a tontura volta e ele cai sentado novamente. 

 

 Visão se oferece para buscá-las no quarto e se retira. Em menos de um minuto o sintozóide volta com o pedido do garoto que toma o conteúdo dos dois frascos e então, ao sentir-se melhor, volta a explicar.

 

- Tinha medo de vocês descobrirem como meus tios realmente me tratavam. Eu era obrigado a fazer tarefas domésticas e, caso não fizesse direito ou pelo menos não ao equivalente ao que eles consideravam “direito” eu apanhava. Se meu primo quebrasse algo, eu apanhava. Se um deles tinha um dia ruim, eu apanhava. Até que minha mágica começou a se manifestar e as surras passaram a vir com a desculpa de que era pra tirar a esquisitice de mim. - Nesse ponto a poção começa a fazer efeito e a pele leitosa de Harry passa a se transformar e diversas marcas começam a aparecer. - Quando descobri que era um bruxo e que tinha acesso a coisas como poções e feitiços, descobri que poderia usar esses artifícios para esconder minhas marcas. Literalmente posso contar nos dedos quantas pessoas sabem sobre essas marcas no meu corpo.

 

Harry se abraça como que para sua própria proteção.

 

- Quando me vi longe dos meus tios em Hogwarts, achei que teria uma vida normal, pelo menos durante o ano letivo, mas todos só queriam minha atenção porque eu era famoso. Me viam como “O Menino Que Sobreviveu”, não como uma criança. E todas as vezes em que fugi do padrão onde demonstrava fraquezas ou condições humanas, a comunidade bruxa me virou as costas. Então, quando conheci vocês fiquei com medo de que me mandariam de volta pra casa dos Dursley’s e me afastariam da minha avó se eu demonstrasse nada exceto o Harry normal.

 

- Fizeram você odiar sua magia, considerar algo relacionado à fraqueza, te aprisionaram dentro de si mesmo… - Loki fala e, para o horror de todos, estava choroso, claramente abalado.

 

- Ah, irmão, eu sei que a história dele é parecida com a sua, mas se você chorar agora vai perder toda a sua posição de vilão poderoso. 

 

 Um olhar atravessado e Thor levanta os braços em rendição. 

 

- Eu matei os pais de Tony Stark e ele me aceitou em sua casa, me livrou de uma prisão e me devolveu a chance de recomeçar. Eu tentei matar o Punk do Steve pelo menos três vezes e mesmo assim ele me socorreu todas as vezes que precisei. Se tem uma coisa que esses caras não fazem, é abandonar as pessoas. - Bucky fala. Ele estava tão chocado quanto os outros, mas achou necessário reafirmar que a insegurança do garoto poderia ser sanada.

 

- E qual é exatamente essa do Lorde do Mal entrar na sua cabeça? - Clint pergunta.

 

- E como assim você é famoso e não pode demonstrar fraqueza ou que é humano?

 

- Hermione saberia explicar isso bem melhor do que eu mas vou ten… - Harry é completamente interrompido por um pop característico e vê um grande amigo em pé na mesa. - Dobby?!

 

- Dobby veio ajudar a fazer o senhor Harry Potter feliz!


Notas Finais


Espero que tenham gostado, pessoinhas! Até semana que vem!

PS: meu aniversário foi essa semana, na terça feira, e foi péssimo, se puderem me dar de presente um incentivo com a história, será muito bom!


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