1. Spirit Fanfics >
  2. Quando O Destino Nos Encontra >
  3. Capítulo 4

História Quando O Destino Nos Encontra - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Oie pessoinhas! Desculpa a demora... chego a estar com vergonha...

Com a bagunça que minhas novas responsabilidades se tornaram, não vou conseguir manter as atualizações de quinta ou sexta de forma nenhuma, então vou passar a atualizar de sábado ou domingo.

Mas pelo menos vou manter o ritmo e continuar com um capítulo por semana.

Espero que gostem desse novo capítulo, beijos!

Capítulo 5 - Capítulo 4


 Depois de voltarem do encontro com Harry, Hermione precisava admitir que, revendo os acontecimentos ao redor do menino e de Dumbledore, algo parecia fora do lugar. Sem conseguir chegar a uma conclusão plausível, conversou com Rony e os dois acharam melhor manter tanto a suspeita do amigo, quanto sua partida, em segredo. 

 

 Os três mantinham contato diário e era emocionante para Hermine ouvir o moreno falar da avó e dos amigos de forma tão feliz e livre. Harry contava como Steve sempre o acalmava como nenhum adulto jamais conseguiu fazer e de como Tony parecia querer compensar todos os anos que passou com os Dursleys lhe dando tudo que, na cabeça do bilionário, o adolescente poderia querer. Ela sabia que ele deveria estar se sentindo mal, afinal Harry nunca foi apegado a bens materiais, mas pelas mensagens do Potter, essa atitude não era algo supérfluo e sim atos de cuidados mesmo.

 

 Mais ou menos um mês depois do sorvete com os amigos, Hermione tem sua leitura interrompida por uma carta de Rony. Em poucas palavras ele diz que tinham um problema, e que precisava falar com ela pessoalmente. Às pressas, ela largou o livro, avisou aos pais que estava saindo e dirigiu-se para a Toca pela lareira. 

 

 Quando chegou na casa dos Weasleys, viu a família toda reunida na cozinha, os membros da ordem da Fênix, Professor Lupin, Severo Snape e Kingsley Shacklebolt, e os amigos Luna Lovegood e Neville Longbottom. 

 

- Hermione, querida, pelo amor de Merlin, você sabe alguma notícia de Harry? - Molly se aproximou desesperada.

 

- Eu não sei de nada. A última vez que falei com Harry foi na estação no final do ano letivo.

 

- Mamãe, se acalme, se falar com a Hermione desse jeito só vai deixá-la mais nervosa. - Gina afasta a mãe de Hermione.

 

- Hermione, combinamos com Harry que se ele não entrasse em contato com a gente pelo menos uma vez a cada três dias nós iríamos até a casa dos tios dele. Ele não mandou mensagem nem entrou em contato, e quando tentamos falar com ele, Dumbledore disse que sabia que o garoto estava bem. Só que já faz quase um mês que nenhum de nós tem sinal dele. Fomos à casa deles onde nos informaram que Harry foi levado à força por dois homens americanos um dia depois de chegar. - O senhor Weasley explica com calma.

 

 Hermine se mantém firme e nega novamente.

 

- Contatei o Ministério para ver se havia algum tipo de registro do Potter, e descobri algo um tanto estranho. Houve aproximadamente três ou quatro acidentes com mágica envolvendo o rastreador do Harry, mas não investigaram a situação porque o Dumbledore garantiu que fazer isso seria provocar o grande público contra o Ministério já que seria o mesmo que acusar o Harry de novo. - Kingsley contou, andando de um lado para o outro. 

 

- Depois do desastre com o Fudge, ir contra Dumbledore seria o mesmo que amarrar a corda no pescoço. - Rony pensa em voz alta.

 

- Acho melhor avisarmos Dumbledore e começar equipes de resgate. - Lupin fala derrotado. - Você vem comigo, Severo? 

 

- Acho melhor que Shacklebolt fique aqui. Se foi de fato um sequestro, ficarmos reunidos é a melhor opção. - Snape declara.

 

- A Confederação Internacional dos Bruxos também deve ser avisada, eles poderão acelerar as buscas e facilitar a identificação de Comensais. Vou até o Ministério avisar pessoas de confiança que poderão nos ajudar a localizar Potter e volto para a Toca. Com o rastreador tendo disparado significa que será mais fácil de encontrá-lo.  - O agente do ministério aconselha e recebe um aceno de Lupin que desaparata com Severo Snape.

 

 A casa cai novamente no silêncio e os mais jovens, quase que por instinto, se reúnem no quarto do Rony, onde a morena e o dono do quarto passam a conversar por olhares para tomarem a decisão que poderia definir a amizade deles com Harry: contar onde ele estava.

 

- Ok, podem desembuchar, onde Harry está? - Gina fala assim que lança um feitiço abafador no quarto.

 

- Ele está seguro e saiu da casa dos trouxas por vontade própria, é tudo o que diremos. - Rony cruza os braços.

 

- Rony, estão prestes a emitir uma nota para o Primeiro Ministro Trouxa, Lupin está ainda mais acabado que o normal, o Charlie voltou da reserva dos dragões e está tão desesperado que chega a ser vergonhoso! Até o Percy entrou em contato para perguntar do Harry! - Fred explode. - Se você sabe de algo, é melhor falar logo!

 

- Não é um segredo nosso para contar, Fred. - Hermione interfere tentando acalmar os ânimos.

 

- Até quando vocês três vão continuar insistindo que tem que levar o mundo nas costas?! Pelo que me lembro, até as férias do ano passado nós reclamávamos que os adultos não nos incluíam nas decisões, mesmo quando essas decisões eram sobre nós mesmos e por isso criamos a Armada de Dumbledore. Aprendemos a nos proteger, provamos que estamos juntos nessa! - George fala com um tom entre decepcionado e bravo. 

 

- Harry descobriu que na verdade tem uma avó por parte de mãe que ainda está viva e que muito provavelmente Dumbledore sabia sobre todos os abusos que ele sofreu. - Rony conta olhando para os irmãos.

 

- Acho melhor começar do início.

 

 Gina estava tão abalada com os acontecimentos com sua antiga paixão, que não notou quando o feitiço para manter a conversa em particular se quebrou devido a falta de concentração. O segundo Weasley mais velho estava do lado de fora para ter certeza que os irmãos e amigos estavam bem. Estava prestes a abrir a porta do quarto quando escuta a irmã perguntar:

 

- Isso não faz sentido! Se o Harry tem outros parentes e não é uma armadilha de Você Sabe Quem, por que não contar pra gente que ele está bem? 

 

- Como já dissemos, contar para nós poderia implicar em Dumbledore ficar sabendo de alguma forma e, se ele estiver certo e o diretor só estiver fazendo ele ficar preso na casa dos Dursleys sem se importar com as surras que leva, em quem você acha que os adultos vão confiar, em adolescentes ou no maior bruxo desde Merlin? - Rony rebate.

 

- Então quer dizer que vocês realmente sabem onde o Harry está! - Charlie fala um tanto transtornado e entra no quarto. - Não saio daqui enquanto não explicarem essa história direitinho!

 

 Sem muita possibilidade de fugir da intimação dada pelo ruivo mais velho com uma desculpa aceitável, Hermione e Rony pedem que o recém chegado entre e feche a porta para poderem contar o que sabiam. Explicar a situação para os seis bruxos ali presentes foi demorado, mas todos ficaram quietos e apenas ouviram.

 

- Isso faz sentido, não? Dumbledore disse que a proteção de sangue gerada pelo sacrifício da mãe do Harry impediria que ele fosse atacado enquanto estivesse na casa dos tios, uma vez que o sangue que corria nas veias da tia também corria em Harry, hipoteticamente. Mas ele nunca esteve a salvo de um ataque, não é? - Luna comenta sonhadora como sempre.

 

- Mas não temos como ter certeza se ele estava seguro ou não. No fim das contas, nenhum comensal jamais tentou atacar Harry lá. - Charlie argumenta.

 

- Harry poderia classificar aquela casa como muitas coisas, mas segura não era uma delas. - O ruivo mais novo dos meninos fala entre dentes.

 

- Como assim? - Os adolescentes trocam olhares. - Ah, não! Não se atrevam a tentar esconder as coisas de novo! 

 

- É algo pessoal demais, Charlie. - Neville reluta.

 

- Vamos fazer um acordo. Você me contam o que de tão grave que aconteceu na casa dos tios do Harry para fazer vocês acreditarem na teoria de que Dumbledore poderia querer o mal dele ou eu serei obrigado a mandar uma coruja para o Lupin e os outros membros da Ordem contanto onde Harry está. - Ele não queria jogar sujo com os irmãos e nem com os outros três jovens bruxos, mas encontrar o moreno era sua prioridade no momento. 

 

- Nenhum Comensal de fato se aproximou da casa em que Harry morava, mas ele nunca esteve seguro lá, Charlie. - É Rony quem começa a contar ao irmão. Sua boca estava seca e com o gosto amargo da traição que sentia que estava cometendo contra o melhor amigo. - Harry era obrigado a fazer serviços domésticos até a exaustão além de apanhar até perder a consciência diversas vezes. Ele contou isso a Dumbledore em mais de uma ocasião e pediu que pudesse morar em Hogwarts durante os verões, mas o diretor insistia que enquanto ele estivesse na casa da irmã de Lily Potter ele estaria protegido.

 

- Ele tem marcas horríveis no corpo que esconde com opções já que não pode fazer feitiços fora da escola. Todo início de ano ele volta para a escola muito magro. Ele ainda contou a Rony e Hermione que uma vizinha prestou queixa contra os Dursley's por abuso infantil, mas a denúncia foi arquivada e nunca investigaram eles. - George completa o argumento do irmão. - Dumbledore poderia facilmente ter manipulado para que a denúncia desaparecesse e fazer com que o mundo bruxo duvidasse da palavra de Harry todas as vezes que ele pedia ajuda.

 

- E como vocês são menos influenciáveis que adultos? - Charlie ainda relutava.

 

- De algum modo todos os adultos ao redor de Harry tiveram suas vidas alteradas por Dumbledore. Quero dizer, minha avó conta que foi ele quem ajudou o professor Lupin a se integrar na sociedade, mesmo sendo lobisomem, e diz que ele deveria agradecer ao velho pelos progressos que o diretor conseguiu para sua espécie.

 

- E ele tem Snape na palma da mão por alguma razão. - Fred lembra aos demais.

 

- E também foi ele quem ajudou a libertar Sirius, depois de ter colocado o padrinho de Harry na cadeia quase que pessoalmente. - Luna observava ao redor do quarto.

 

- Tudo bem, tudo isso faz sentido, mas é muito assustador pensar que alguém tão poderoso quanto o velho poderia estar deixando o Harry sofrer tanto. Em questão de horas, a segunda guerra bruxa será declarada se ele não aparecer. Como vocês pretendem permitir que ele siga vivendo com a nova família sem que a gente se exploda por aqui?

 

- Isso é fácil, não é? Só precisamos contar a verdade para os adultos e se eles não acreditarem é só expor nossos argumentos. - Pela primeira vez na conversa, Luna parecia estar presente. 

 

- Luna, estamos discutindo justamente por achar que nenhum dos professores ou pais confiariam na gente! Contar pra eles é o mesmo que entregar Harry de bandeja. - Hermione se exalta.

 

- Não exatamente. - O tom sereno da loira continua. - A conversa era que, se contarmos aos adultos, podemos colocar Harry em perigo por contarem tudo ao Professor Dumbledore. Mas veja, contamos ao Charlie, ao Fred e ao George e nenhum deles saiu correndo para contar ao Diretor. 

 

- Fred e George não são adultos! - Rony grita bravo.

 

- Mas são maiores de idade. - Charlie comenta como quem não quer nada.

 

- Luna tem razão. Quando foi que confiamos de fato em qualquer adulto que fosse para dar a chance de saber se seríamos creditados ou não? - Longbottom cria confiança em sua vóz. - No primeiro ano vocês decidiram enfrentar todas aquelas maluquices sozinhos e quase morreram para proteger a Pedra Filosofal sendo que, se tivessem insistido em contar para qualquer outro professor, veriam que ela estava segura.

 

- No segundo ano vocês fugiram de casa para resgatar o Harry, se meteram em encrenca, sendo que o papai e a mamãe apenas queriam fazer as coisas do jeito certo e ir buscá-lo naquela mesma semana! - Gina relembra.

 

- No quarto ano o Harry achou que seria uma ótima ideia esconder que vinha tendo sonhos compartilhados com o Lord das Trevas e guardar essa informação até o ano seguinte. - Carlinhos também relembra. - Sem contar que quando o Harry finalmente parou de ser cabeça dura e aceitou dividir o que havia sonhado, ninguém duvidou dele e ainda salvou a vida do papai. 

 

- E ainda no ano passado foi justamente esse desespero por fazer tudo sozinho que levou o Harry ao Ministério da Magia. Lembram-se que ele ainda queria ir sem a gente, mesmo nós sendo a Armada de Dumbledore? - Luna fecha os argumentos com o ar aéreo de antes.

 

- Tudo bem! Vocês estão certos. Acho melhor contarmos ao senhor e a senhora Weasley e deixar que eles tomem à frente da situação. - Hermione declara.

 

- Mas não seria melhor avisar ao Harry sobre o que está acontecendo por aqui? De certa forma estamos traindo a confiança dele Mione, e ano passado ele ficou bem decepcionado com a gente por deixá-lo no escuro.

 

- Não temos como falar com ele sem que o Ministério intercepte qualquer tipo de mensagem. Corujas seriam o meio mais seguro, mas nenhuma aguentaria a viagem até outro continente. Se ele está na casa de trouxas, não terá acesso à rede de Flu e qualquer meio de comunicação internacional pode ser checada pela Confederação Internacional de Magia, ainda mais com o alerta de que foram americanos que tiraram Harry de casa. - Charlie era, dos presentes, quem tinha mais experiência com Relações Internacionais.

 

- Vocês têm razão. - Luna concorda e, sem que ninguém esperasse, fala em voz alta: - Senhor Dobby, o senhor poderia vir aqui por favor? - Em segundos o elfo doméstico aparece com o pop característico.

 

- Me chamou, senhorita Lovegood? Em que Dobby pode ajudá-la? - O elfo parecia empolgado até demais. - Olá senhores Weasel e senhorita Granger. - E faz uma reverência a eles.

 

- Como você consegue convocar o Dobby? - Fred pergunta espantado.

 

- Dobby é um elfo livre e contratado pela Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, não a propriedade de algum bruxo, senhor. Dessa forma, Dobby tem autonomia para responder a quem quiser, senhor. A senhorita Lovegood é gentil e educada com Dobby, e criou uma amizade com Dobby, senhor. Dessa forma, Dobby se apresenta para a senhorita Lovegood como se apresenta para Harry Potter, como um amigo. - O elfo cora e fica extremamente feliz a ponto das orelhas balançarem.

 

- Seja bem vindo, Dobby. Quer se sentar? - Charlie convida encantado com a criatura.

 

- Os Weasel são realmente muito gentis. - Dobby se senta.

 

- Dobby, precisamos da sua ajuda. Harry está em outro país com pessoas que estão cuidando dele, e ele está feliz lá, mas tem pessoas que querem tirar ele de lá. Será que você poderia levar um recado para ele? - Rony pergunta gentil, de forma atípica ao seu jeito desengonçado.

 

- É claro que Dobby pode. Qual o recado e onde o mestre Harry Potter está? 

 

*

 

 Depois que Dobby desaparata do quarto de Ron, Charlie incentiva que as crianças desçam e conversem com os pais de mente aberta. Ele promete ser uma espécie de intercessor que faria a mãe ouvir o lado deles, mas que eles tinham que prometer contar toda a verdade. Meio relutantes, todos fazem o que o irmão mais velho pede, desde que mantivessem entre eles as inseguranças com Dumbledore.

 

 Ao chegar na cozinha é quando eles têm uma verdadeira noção do quanto Molly Weasley estava abalada. Seus olhos cheios de lágrimas, as mãos trêmulas e um Arthur Weasley que passava a mão em suas costas para acalmá-la dava a dimensão do quanto ela sofria.

 

- Mamãe, precisamos conversar. - Fred se aproxima da mãe e a abraça, assim como George.

 

- Crianças, estão com fome? Querem comer alguma coisa? - Ela imediatamente se levanta e passa a fingir que até segundos atrás não estava chorando.

 

- Nós acabamos de almoçar, senhora Weasley. - Hermione lembra gentilmente. - Queremos te contar o que sabemos sobre Harry.

 

 Como um tiro de canhão, a matriarca levanta a cabeça e passa a ouvir a história que lhe é contada. Durante todo o processo, segurou as mãos do marido que ouvia com tanta atenção quanto a esposa.


 

*

 

- Ah, você é Loki, o deus da trapaça! E você é Thor, o deus do trovão! A grandeza alcançada por vocês como as divindades que são chega até aos ouvidos de seres mágicos como Dobby! 

 

- Se importa de explicar por que tem uma cruza de morcego com pinscher em cima da minha mesa? - Tony se vira para Harry com ar divertido.

 

- Desculpe por isso, senhor Stark. - Harry, apesar do nervosismo, identifica o tom brincalhão do dono da casa. - Dobby, se importa de descer da mesa? 

 

- Oh, me desculpe, Harry Potter, senhor. - O elfo desce de onde estava. - É que tive que aparatar da Inglaterra até aqui e não calculei muito bem onde iria aparecer. Mais uma vez me desculpe, Harry Potter, senhor.

 

- Esse é Dobby, meu amigo. Nos conhecemos quando ele salvou minha vida pela primeira vez no meu segundo ano de Hogwarts. Ele é um elfo doméstico e, assim como eu, possui mágica. - Dobby estava em êxtase por ser apresentado daquela forma para os amigos de seu mestre Harry Potter.

 

- Olá Dobby, tudo bem? Eu sou Steve Rogers. Você gostaria de se sentar? Da Inglaterra até aqui parece uma longa viagem. - Imediatamente os olhos do elfo se enchem de lágrimas e ele podia jurar que a criatura iria explodir ali mesmo.

 

- Tá vendo, Capitão, você quebrou o elfo! - Clint grita divertido.

 

- Parem, por favor. - Harry pede desesperado. - Dobby, por favor, não chora. O senhor Rogers é alguém muito educado e gentil, se você chorar vai fazer ele se sentir mal por ter magoado você. Que tal se você explicar para eles porque teve essa reação quando foi convidado a se sentar? - Mais uma vez ele tenta se levantar mas é impedido pela tontura que, mesmo mais leve, ainda estava presente.

 

- Dobby não quer fazer a pessoa que é gentil com Harry Potter e com Dobby se sentir mal, senhor. É que até conhecer o amigo Harry Potter, poucos ou até nenhum bruxo foi gentil com Dobby. - O elfo explica. - Se você continuar a tirar sarro do amigo de Harry Potter algo ruim pode acontecer com você. - Fala de forma mortal para Clint.

 

- Eu amei esse carinha! Podemos deixar que ele faça parte dos Vingadores? - Tony estava muito empolgado. De alguma forma, saber que aquele ser de cerca de meio metro estava enfrentando alguém para defender Harry fez com que ele se apegasse à criatura.

 

- Harry Potter está tendo um pico de magia, por isso está passando mal. - Dobby se aproxima do bruxo e coloca as mãos no rosto do menino.

 

- Não pode ser Dobby, eu costumo ter essa sensação quando Voldemort tenta entrar na minha mente.

 

- Não, Harry Potter, você está enganado. Quando bruxos que são parentes se aproximam, e um deles está em perigo, seus núcleos mágicos tendem a conflitar pois suas magias querem defender e avisar que seu familiar mágico está perto.  Dobby nunca viu acontecer pessoalmente, mas muitos elfos relatam que é comum, especialmente entre os Sagrados Vinte e Oito. 

 

- Sagrados Vinte e Oito? - Harry pergunta confuso. 

 

- São as Vinte e Oito famílias que são consideradas sangue-puros, bruxos originais. 

 

- E como você sabe disso, seu manipulador barato? - Natasha desconfia do conhecimento.

 

- Porque os primeiros bruxos vieram dos filhos dos deuses como eu, com humanos comuns. Dos Vinte e Oito, pelo menos sete são descendentes diretos meus. 

 

- E uns nove, meus. - Thor fala empolgado, embora ninguém tenha perguntado.  

 

- Dobby, isso ainda não faz sentido. Eu não tenho nenhum parente mágico vivo.

 

- Como não, Harry Potter? A Hermione de Harry Potter mandou Dobby aqui e disse que Harry Potter havia encontrado a avó perdida. Ele é sua avó. - Apontou para Loki.

 

- Pera, pera, pera! O Loki é a Peggy Carter? Você estava se passando por ela, sua cobra venenosa?! - Natasha já ia pular no pescoço do moreno quando Thor a segura.

 

- Calma aí ruivinha! Não é bem assim.

 

- Thor, cala a boca! - Loki fala bravo.

 

- No período em que estive em contato com a tia Peggy, o Homem Rena estava preso em Asgard. Thor garantiu isso. - Tony pontua alarmado.

 

- Acho que Dobby se enganou, então? - Sam conclui o óbvio.

 

- Ele não se enganou, pelo menos não completamente.

 

- Thor, seu boçal, eu te proíbo de falar algo para eles. - Loki rosna.

 

- Ah, irmão, é encantador a forma como você acha que ainda me põe medo. - Thor desdenha. - É comum que Loki e eu passeamos pela Terra de vez em quando, e às vezes até nos envolvemos com humanos. No caso de Loki, ele é bem versátil e pode assumir a forma que quiser, inclusive a de uma mulher. Então é bem normal que ele tenha herdeiros, e mais normal ainda que eles tenham magia. Ou seja, dentre os Sete filhos de Loki que fazem parte dos Sagrados Vinte e Oito, alguns nasceram dele.

 

- Então é por isso que Dobby sente um útero nele? - A criatura pergunta de forma inocente e não entende porque todos desatam a rir.

 

- Eu não sou a avó dele! Ele é meu herdeiro, mas não meu neto, seus energúmenos. - Loki estava mais vermelho que pimentão.

 

- Eu ainda não entendi. Sou seu parente ou não? - Todos param de rir aos poucos ao perceber que era um assunto importante para Harry.

 

- Como o desajustado do meu irmão disse, eu tive romances na Terra, e tive descendentes. Mas descendentes são diferentes de herdeiros. Descendentes seguem apenas uma linha sanguínea, herdeiros carregam habilidades. Em uma das minhas visitas, na forma de uma mulher, me envolvi com um homem, um bruxo e, com ele, tive três filhos. Você é descendente do meu filho mais novo, Ignoto Peverell.

 

- Por isso você sabia quem eu era assim que me viu! - Harry declara.

 

- Não era bem assim que eu pretendia te contar, especialmente porque já fiz diversas coisas que, até eu reconheço, merecem nada mais que o desprezo das pessoas que agora você chama de família. Mas recentemente perdi meu pai e, ao te encontrar, acreditei que poderia ser uma forma de recuperar laços familiares. Só queria que você tivesse me conhecido melhor antes.

 

 Todos na sala, inclusive Dobby, se sente mal por ter pré julgado o deus naquele momento. 

 

- Só espero que você saiba que não tem a menor chance de tirar o pirralho daqui de casa, Ajudante de Papai Noel.

 

- E para onde exatamente eu levaria o garoto, Stark? Para o meu planeta que foi destruído? 

 

  Novamente o arrependimento pelas palavras proferidas acertaram o herói tecnológico em cheio.

 

- Você disse que tinha uma mensagem da Hermione do Harry. Qual era a mensagem, Dobby? - Natasha pergunta para mudar de assunto.

 

- Ah, desculpe o Dobby, senhorita, Dobby esqueceu do recado perante as revelações. - Ele se vira para Harry. - A Ordem da Fênix já sabe que o senhor Harry Potter desapareceu da Rua dos Alfeneiros, mas os monstros que moravam com Harry Potter disse que ele foi sequestrado por americanos. Agora a Ordem da Fênix junto com o Comitê Internacional da Magia e o Ministério da Magia Inglês estão procurando por Harry Potter e seus sequestradores, pois acreditam que foi levado por Comensais da Morte. 

 

- Ah, não! - O pânico volta a tomar conta do menino.

 

- Esses nomes parecem se referir a Órgãos governamentais. O que esses caras podem querer com um adolescente? - O sentido de perigo toma conta de Steve. 

 

- O Comitê Internacional da Magia e o Ministério da Magia são orgãos governamentais bruxos, mas a Ordem da Fênix não. - Harry sente o estômago embrulhar de medo. - O Ministério deve ter me localizado através das vezes que perdi o controle com a magia. Ano passado fui a julgamento por me defender de Dementadores na frente do meu primo e ter usado magia pra isso. 

 

- Seu governo te condena por usar suas habilidades? - Bucky parecia chocado. 

 

- Sim. 

 

- A ponto de exigir um julgamento? 

 

- Bom, sim. 

 

- Nossos herdeiros ficaram loucos, só pode. - Thor comenta para Loki. 

 

- Vamos deixar uma coisa bem clara aqui: em hipótese alguma permita que alguém te faça se sentir envergonhado por quem você é. Sua magia é parte de você e você deve usá-la com sabedoria e respeito, sim, mas nunca esconder quem é. - Loki fala para Harry. 

 

- Eu não tenho vergonha de ser um bruxo, senhor Loki. Mas o governo limita meu uso pois tem medo que pessoas sem magia possam usá-la para objetivos macabros. - Harry tenta explicar. 

 

- Mas não foi exatamente isso que Aquele que não deve ser nomeado fez, mesmo sendo usuário de magia? - Dobby comenta inocente. 

 

- Mais uma vez você está certo, Dobby. - O moreno baixinho lhe sorri. 

 

- Bom, ser expulso da escola não me parece tão ruim assim. - Sam comenta tentando animá-lo.

 

- Bruxos que usam magia na frente de não usuários de mágica não são só expulsos da escola, senhor. Eles também podem ir parar em uma prisão chamada Azkaban, onde os guardas são Dementadores. - A vozinha esganiçada de Dobby demonstra seu medo. 

 

- O que são dementadores, afinal? O nome não me é estranho - Bucky questiona. 

 

- São seres encapuzados que sugam toda a felicidade e se alimentam dos sentimentos mais felizes e puros das pessoas, deixando que a vítima se torne nada menos que uma casca vazia sem perspectivas. - Os olhos do bruxinho estavam distantes. 

 

- Bucky, você está bem? - Sam coloca a mão no ombro de metal do amigo.

 

- Sim, eu só… lembrei de algo. 

 

- Eles usaram em você, não foi? - Steve também tinha os olhos perdidos. Um aceno do Soldado Invernal bastou para entenderem a positiva. 

 

- Bom, eu gostaria de ver alguém tentar levar o nosso bebê Stark-Rogers daqui. - Natasha quebra o silêncio. 

 

- Eu não sou um bebê!

 

- Definitivamente você é. - Thor dava uma gargalhada gostosa e, para demonstrar seu riso solto, encosta no ombro do menino. 

 

 Harry sente uma corrente elétrica percorrer seu corpo todo e uma ardência leve em sua cicatriz. A sensação desce então para seus olhos e ele tem certeza que algo aconteceu pois todos os presentes fazem cara de surpresos. 

 

 Ao tocar o menino, Thor sente uma onda de choque passar por seus dedos e ir até seu coração. Ele se sentiu aquecido e em casa por alguns segundos antes de abrir os olhos e ver o rosto dos amigos e do irmão. 

 

- O que aconteceu? - Pergunta confuso. 

 

- Não acredito… - Loki parecia bravo e Harry se encolhe. - Por que eu tenho que dividir tudo com você?! 

 

- Irmão, eu…

 

- Ele é o herdeiro de Godric e Salazar, seu infeliz! - Aponta para Harry. 

 

- Não! Sem chance! - Thor estava pálido.

 

- Não é como se você mantivesse seu pau nas suas calças, não? 

 

- Chega! Sem palavras de baixo calão perto do Harry. E podem começar a se explicar, que palhaçada toda é essa? - Steve se intromete.

 

 De forma um tanto sucinta, Thor, Loki, Harry e Dobby explicam sobre os quatro fundadores de Hogwarts, seguindo pela história de como o deus do Trovão era, na verdade, Godric Gryffindor e Salazar Slytherin era Loki.

 

- Então além da avó, o mestre Harry Potter tem dois ancestrais aqui com ele?

 

- Eu pensei que fosse seu parente pelos Peverell, senhor Loki. - Não sabia o que dizer, o que fazer, como agir, então apenas fez o primeiro comentário que surgiu em sua cabeça. 

 

- Bom, você tem meu sangue por duas vertentes, garoto. Meu relacionamento com o Peverell apenas fortaleceu nossa conexão, mas não apagou a sua herança como Slytherin. 

 

- Isso é tão confuso. - Sam fala. 

 

- Não é não. - Bucky contesta. - Loki veio pra terra duas vezes, gerou dois bebês diferentes, em tempos diferentes, com pais diferentes, e Harry é a junção dessas duas linhagens. 

 

- Assim ficou bem mais fácil de entender. 

 

- Mas o chiuaua morceguinho está certo. Harry agora tem dois pais, uma avó e dois deuses como família. - Natasha muda de assunto. - E isso só reforça a minha teoria de que vai ser impossível tirar você da gente, guri. 

 

- Eles podem ser bruxos, mas nunca lidaram com deuses. - Thor sorri maldoso. 

 


Notas Finais


Bom, é isso! A partir daqui os dois universos vão passar a se misturar mais.
Espero de verdade que continuem gostando.
Beijos e até semana que vem!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...