História Quando o passado retorna - Capítulo 3


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Categorias Reign, The Vampire Diaries
Personagens Elena Gilbert, Francis II of France, Katherine Pierce, Mary, Queen of Scots
Tags Francis, Mary, Reign
Visualizações 72
Palavras 1.253
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Conversas estranhas


Fanfic / Fanfiction Quando o passado retorna - Capítulo 3 - Conversas estranhas

Foi então que aquela mulher com lindos cachos castanhos se sentou na cadeira a minha frente e ficou me olhando tão admirada que chegou a me dar medo.

- Quem é você? – pergunto

- Me chamo Katherine. Katherine Pierce. – ela responde

- O que quer comigo?

- Eu achei que nunca fosse te encontrar. – ela fala

- Porque você me procurava? Eu nem sei quem é você. – respondo e volto a tomar meu café

- Gostaria de alguma coisa? – a garçonete se aproxima da mesa e pergunta olhando para a tal Katherine

- Um café, por favor – ela responde e volta o olhar para mim – Eu fui enviada pela sua mãe.

- A minha mãe morreu. – falo já achando que aquela mulher era louca

- Eu sei. Ela não estava num lugar muito bom. – Katherine responde

- Como assim?

- Você acredita em monstros, rituais ou coisa do tipo? – ela me pergunta

Agora eu tenho certeza que ela é louca.

- Pelo jeito não, não é? – ela volta a falar

- Acho isso loucura. – respondo

- Eu acredito porque a minha vida toda foi cercada por isso. Eu vou te contar algo que talvez não acredite no começo, mas você tem que acreditar pelo seu bem e o do Francis. – ela me diz

E quando ela falou do Francis ela conseguiu a minha atenção, porque ela é uma desconhecida que sabia quem eu era e também sabia do Francis.

- Há muito tempo atrás eu me tornei uma pessoa com habilidades especiais – ela fala, mas não me explica o que era e aquilo me deixou aflita – Eu praticamente era imortal.

- Imortal? – eu falo e dou risada dela

- Todos somos imortais de algum jeito, Mary. – ela olha para mim e parece ofendida – Você tem um rosto de gerações passadas.

Eu então percebo que ela sabe o que eu to passando. Fico em silencio.

- Eu fiz coisas horríveis, até que uma maldita garota me deu a cura para aquilo que eu tanto valorizava – ela diz e parece falar em códigos, pois eu entendia o contexto, mas não o real significado daquilo – E eu morri.

- Você ta me falando que você é um espírito que veio me ajudar? – falo desdenhando – Porque todos aqui viram você, você sabe né?

- Você é mais incrédula que a sua mãe – ela me diz e parece realmente conhecer ela

- Você a conheceu? – pergunto e a minha feição muda

- Sim, no mais terrível inferno que você pode imaginar. - ela faz uma breve pausa - Sabe que dia é hoje?

Eu apenas balanço a cabeça negativamente.

- Um vez ao ano, o véu entre a terra e os outros lugares se abre e podemos sair de lá. Bom, alguns de nós podem.

- Como assim? – pergunto curiosa

- Só passa por ele quem não têm descentes aqui na terra. E isso quer dizer que sua mãe não passará e é por isso que eu estou aqui. – ela responde confiante

- É muita coisa que eu não entendo. – falo

- Eu vou simplificar, a sua mãe me enviou para tentar te ajudar. – ela responde

- Como? Porque ela não pode sair? – questiono

- Como você ainda ta viva, se ela vir ela pode mudar o destino, a historia de vocês e assim acabar com ciclo.

- Vocês? – pergunto assustada

- Sim, já existiram muitas Mary Stuart depois da rainha. Você não é a única – ela diz e o meu mundo desmorona – Você não conheceu sua mãe não é?

- Não. – falo um pouco encolhida segurando meus próprios braços

- Ela é a sua cara. – Katherine confirma

- Eu não entendo, eu não consigo entender. – digo

- Posso te contar uma coisa? – ela me pergunta

- Claro.  

- No meu antigo mundo, existiam pessoas como eu. No sentido literal da palavra. – ela pausa – Eu daria tudo para que você visse uma garota que mora em Mystic Falls, na Virginia.

- O que tem ela?

- Elena Gilbert, é a minha duplicata.

- Como assim? Uma pessoa igual você sem que seja sua irmã? – pergunto

- Isso, ta vendo? Você não é tão incrédula assim. – ela sorri – Ela é igual a mim. Duplicatas são pessoas que são iguais e passam pelas mesmas coisas que as outras passaram.

Eu continuo em silencio.

- Eu me apaixonei por um homem chamado Stefan, que me mostrou o que era o verdadeiro amor. Mas então nós tivemos contratempos e nos distanciamos. Até que eu o reencontrei e ele estava amando uma copia de mim. – ela fala

- Ele estava com a Elena? – pergunto

Ela acena um sim com a cabeça.

- Acho que essa é a diferença entre a minha historia e sua. Você não tem uma duplicata, acredito que algo que tenha acontecido no seu passado está caminhando para as novas gerações e acredito que para parar você tem que resolver.

- Não existe mais alguma de mim? – pergunto

- Não, e é por isso que a minha história não é a sua. Foi só um exemplo. Mas de tudo o que eu aprendi na minha vida, eu sei que a mais cruel é o destino.

- Destino? – indago

- Você não precisa se preocupar com a sua historia, porque o destino fará com que tudo se cumpra direito e igualmente a historia anterior. Sua mãe me disse que não conheceu a sua avó, mas recebeu uma foto antes de morrer e ela era igual a sua mãe. – ela diz

- Porque não para? – pergunto e uma lágrima cai do meu olho

- Porque o destino faz a historia e é como uma maldição. A historia tem que mudar, Mary. – ela diz me encarando

- Como eu vou mudar algo que tem acontecido há mais de 400 anos? – pergunto um pouco alterada

- A sua mãe não descobriu. Então você tem que descobrir. Qual é a coisa que sempre acontece?

- Eu sei lá – respondo

- Mary, qual é a semelhança entre todas elas? – Katherine me pressiona

- Eu li sobre a rainha e se formos se basear nela... – eu começo e ela me interrompe

- O que acontece?

- Então, todas se casam com o amor da sua vida. Que é aquele garotinho loiro que esta com elas desde a infância. Até que para protegê-la aquele garotinho que agora é rei morre no lugar dela. A rainha viveu com o Rei Francis apenas um ano. Pelos diários da minha bisavó ela viveu apenas dois com seu marido, a minha avó viveu três anos e a minha mãe viveu quatro anos com o meu pai.

- É um ciclo que se aumenta a cada geração – Katherine percebe

- Então quer dizer que eu tenho cinco anos com o Francis, vou engravidar de outro cara e morrer depois? – falo pensando na historia

- Se você não mudar a historia? Sim! – Katherine afirma – Qual é a coisa que mudaria tudo?

Eu fico parada pensando numa alternativa até que eu paro e arregalo os olhos para ela porque a idéia que brotou na minha mente podia funcionar.

- Um filho com Francis? Elas nunca têm um filho com Francis. – respondo

- Meu trabalho aqui está feito – ela fala e se levanta deixando o dinheiro do café

- Aonde você vai? – eu me levanto e deixo o dinheiro já saindo da cafeteria  

Quando eu saio vejo ela no fim da rua, corro o mais rápido que posso até que vejo a coisa mais estranha da minha vida.

Ela foi desaparecendo aos poucos até sumir completamente.



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