1. Spirit Fanfics >
  2. Quando o Sol se põe >
  3. Capítulo 12

História Quando o Sol se põe - Capítulo 13


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, meus lindos
Agradeço novamente por cada comentário. Não queria pedir, mas peço que os leitores fantasmas se manifestem. Se quiserem, é claro
Bom, mais uma participação especial na história sksks
Enfim, boa leitura 💕

Capítulo 13 - Capítulo 12


Fanfic / Fanfiction Quando o Sol se põe - Capítulo 13 - Capítulo 12

Levando em consideração o fato de conseguido ir e voltar de Hell's Kitchen sem que Steve ou James a vissem e ainda trazer consigo o que a fará entrar em Madripoor, Natasha foi bem-sucedida na primeira parte de sua missão. No entanto, a ilha fica no sudeste da Ásia e, obviamente, não conseguiria ir e voltar tão rápido como fez durante a madrugada. A espiã russa permanece com a convicção de que não deve envolver seu filho e o pai da criança em algo que envolve exclusivamente sua antiga vida. Portanto, agora ela precisa de uma solução.

Ela pretendia dormir um pouco mais antes de continuar trabalhando nisso, mas batidas na porta a impedem. Alguns toques insistentes são necessários até que ela se remexa na cama irritada, obrigada a se levantar para destrancar a porta.

— Bom dia, mãe.

Novamente não consegue conter James antes que ele a abrace. Definitivamente ainda não sabe lidar com o fato de ter uma família.

— Bom dia, Nat. — Steve sorri.

Ele tenta se aproximar do rosto dela para beijá-la, mas se interrompe, terminando com um beijo na bochecha. Ela não é a única que não está acostumada com a situação estranha entre os três, afinal.

— O que houve? É tão cedo... — ela olha para o relógio na parede e cruza os braços quando James a solta. — Muito cedo mesmo.

— Você tá bem? Parece um pouco doente. Se quiser eu posso chamar o...

Steve não se contém e segura os braços dela, analisando seu rosto. Não está doente, é apenas sono. Mas, enquanto observa ele, apesar de estar fazendo uma ação tão simples, percebe o quão preocupado ele está, o quão verdadeiro seus sentimentos por ela são.

— Tá tudo bem, Steve. — ela altera a voz, tornando-a mais terna. — Eu só estou um pouco cansada.

— Você quer ajudar a gente com a decoração? — questiona James. Ele está sempre tão empolgado que ela já consegue, aos poucos, acompanhar o ritmo.

Decoração?

— O aniversário dele. Vamos fazer uma festa sábado e tá tudo tão corrido que sobrou pra hoje. Pensei em não fazer por causa de como nossas vidas estão tumultuadas, mas ele quer muito e, bem, todo mundo acabou sabendo da sua volta mesmo... — explica Steve, coçando a cabeça.

Uma mãe deveria saber a data do aniversário do próprio filho.

Quando eu descobrir quem causou isso...

Ela interrompe os próprios pensamentos e se obriga a sorrir.

— É claro que eu ajudo. — sua mão cobre a boca ao soltar um bocejo. — Vou só me arrumar um pouco, espantar o sono e já desço, okay?

Eles assentem e saem juntos pelo corredor.

Poucos minutos depois ela está vestida, com o cabelo arrumado e um pouco de maquiagem — apenas algo básico para receber quem vier visitá-la, caso alguém venha. Por um lado, se sente feliz por estar sendo tão bem recebida, vendo como todos sentiram sua falta, mas por outro é levemente sufocante lidar com isso. Se pelo menos ainda fosse a Natasha que eles conheceram...

— Você tá mesmo bem? — Steve senta ao lado de Natasha no sofá ao perceber o quão pensativa está.

— Steve, por favor... — ela esboça um sorriso. — Eu estou ótima para alguém que caiu daquela altura e acaba de sair do hospital. Só estou assimilando tudo isso... — seus olhos passam por cima de xícara com café e encontram James. Ele está cortando enfeites em formato de morcego. — Qual é o tema da festa?

— Ele queria algo sombrio, algo envolvendo monstros que ele viu em um videogame. Não quero traumatizar ele ou os amigos dele, então, isso foi o mais perto de um equilíbrio entre muito horrível e fofo. — explica Steve, dobrando uma cartela com enfeites em formato de uma estranha espécie de inseto ou monstro.

— E o que é isso? — ela franze o cenho antes de tomar um gole da bebida.

— Eu explico! — se oferece James com a mão levantada. — Quiquimora é uma das espécies dos monstros presentes no meu jogo favorito de videogame. Elas são como aranhas misturadas com largatos. Bem, eu acho que são largatos. Eles vivem em pântanos, florestas e tal. Eu queria encontrar uma.

— Quiquimoras não existem. — ela continua observando ele por cima da xícara levantada diante dos olhos, sorvendo o resto do café como se precisasse disso para viver — para viver não precisa, mas para se manter acordada, sim. — Mas parece ser bem interessante.

Abruptamente, chamando a atenção de Natasha e Steve, exceto de James, que volta a cortar mais papéis e organizar fitas para a decoração, a campainha toca.

— Deixa que eu abro. — se oferece Steve, levantando com rapidez.

Natasha larga a xícara sobre uma mesinha de madeira onde há um abajur e o segue. A alegria que invade seu corpo ao ver quem são os visitantes é espontânea, tão real e tão boa, porque enfim sente algo totalmente familiar, sem memórias quebradas no meio. Lembra-se perfeitamente de Nick, Bucky, Sam, Maria e Thor. Não reconhece uma mulher pessoa que os acompanha, muito menos a criança que vem com ela, mas logo saberá quem são. Ela abraça primeiramente Nick.

— Eu não acredito que você tá mesmo aqui. — a voz de Nick é abafada pelo abraço dela, mas audível. — Tive medo de que eu fosse uma das coisas das quais não se lembra.

— Como eu poderia esquecer você, Fury? — ela abre um enorme sorriso, se direcionando aos outros em seguida. O abraço em Bucky, Maria e Sam é conjunto. — E vocês! Por que não foram me ver no QG?

— Estivemos lá, mas Stephen recomendou que não fosse todo mundo de uma vez, poderia ser ruim no processo de recuperação. — explica Bucky.

— Você é a última pessoa que eu esperava ver hoje.

Steve parece totalmente surpreso pela visita de Thor, ainda mais por quem vem com ele. O grande homem, agora de volta ao seu físico bem definido, assim como cabelo e barba, iguais a como eram antes da batalha final contra Thanos, trouxe consigo uma bela mulher e uma adorável criança.

— Meu amigo! — Thor levanta Steve com um abraço apertado, terminando o cumprimento com tapinhas nas costas. — Como é bom rever você, rever todos vocês. Principalmente você, Natasha.

O abraço que ele dá nela é muito mais carinhoso do que em Steve, mas ainda assim com o mesmo nível de empolgação.

— O que um deus está fazendo aqui? — questiona ela, cruzando os braços, sorrindo.

— E quem são? — Steve alterna o olhar entre a mulher e criança.

James permanece calado, agora próximo a eles, apenas observando, muito focado na garota, aparentemente mais nova que ele.

— Você não são os únicos a terem uma família. — Sam sorri.

— Muita coisa tá acontecendo, não é mesmo? Que tal um café da manhã? — Steve aponta para a cozinha.

— Com tudo que tá acontecendo, eu aceito vodka numa boa. — Bucky apoia os braços na cintura.

O grupo de amigos e familiares ri. Em meios ao caos, esse momento de alegria veio na hora certa.

•••

— ... Do nosso amor surgiu Torunn, nossa pequena guerreira. — Thor acaricia a mão de Lady Sif, que sorri. — Não poderia estar mais feliz, Capitão. — seus olhos focam na pequena garota, que está na sala brincando com James.

Durante os minutos iniciais de um conversa que se reveza entre risadas, comida e muitas perguntas, Steve pôde perceber o quão maduro Thor está. É perceptível não somente pelo físico e aparência, mas modo de agir e falar. Isso o deixa feliz, orgulhoso, ainda mais ao ver que seu filho está se dando muito bem com a pequena Torunn.

— Ela é muito linda, parece ter sido esculpida. — comenta Natasha, apoiada sobre o balcão da cozinha.

Torunn é realmente muito bonita. Com apenas 6 anos, tem olhos com um tom de azul diferente, mágico, o cabelo é enorme e dourado como se fosse banhado por ouro. James parece encantado por ela.

— Não se deixem enganar pelo que veem. — avisa Sif. — Torunn é a melhor guerreira entre as outras asgardianas de sua idade. Essas roupas humanas escondem a futura rainha de Asgard.

— Eu já sei quem vai ser o rei. — murmura Maria, olhando para James.

— Sei que foi apenas uma brincadeira, mas se Torunn estiver destinada a ficar com James, ela ficará. Um verdadeiro rei sabe quem é sua rainha. — Thor sorri ternamente para Sif.

Steve observa Natasha, que está no outro lado da cozinha, sentada na banqueta ao lado da de Bucky. A conversa flui novamente, mas quando os olhares se encontram, ambos só conseguem focar um no outro em meio a movimentação. Ele sempre teve certeza de que Natasha seria sua rainha e agora deseja que ela se lembre de que ambos tinham um reinado antes de tudo desmoronar.


Notas Finais


Gente, eu shippo o Thor com a Jane, mas não quis mudar a origem da Torunn.
Bom, é isto, até o próximo


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...