História Quando os Opostos se Atraem - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance
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Palavras 2.321
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Primeiro capítulo para vocês ❤️❤️

Capítulo 2 - Primeiro dia de aula


Fanfic / Fanfiction Quando os Opostos se Atraem - Capítulo 2 - Primeiro dia de aula

Seis meses antes...

Crystal narrando:


A exatamente dois anos atrás, meus pais sofreram um acidente horrível, ninguém sabe sua origem, se foi sabotagem ou um simples acidente mesmo, tudo que sabemos era que os dois bateram com o carro e capotaram diversas vezes. Eu tinha exatamente 15 anos, meu irmão tinha 13 e aquilo destruiu a nós dois, tanto eu como ele eramos ligados aos nossos pais. Foi um abalo emocional para nós, para piorar a situação, passamos a viver com a megera da minha tia, irmã distante da minha mãe, as duas nunca se deram bem e também nunca entendi porque não ficamos com nossa avó em vez dela. Tudo aconteceu de um modo tão estranho naquela época que bem liguei, estava praticamente vivendo no automático.

E agora, com 17 anos, quase 18, estou aqui no banco da praça escrevendo no meu velho diário, eu e meu irmão somos ainda, digamos, paparicados pela as pessoas da cidade, vivemos numa cidade pequena na Carolina do Sul, chamada Charleston, as pessoas daqui ainda tem pena de dois adolescentes órfãos vivendo com a tia Vadia, tirando esse detalhe, aqui é bem agradável de se viver, mais ainda anseio por sair daqui e viver minha vida, nem preciso pegar minha maldita herança, na primeira oportunidade pego meu irmão e saímos daqui.

A é, esqueci de mencionar, eu e meu irmãos somos herdeiros de uma das maiores fortunas da cidade, meu pai era dono de vários locais, esses agora que ficam sobre o domínio de minha tia, no testamento consta que ficarei com a minha parte quando completar 20 anos e para meu irmão é a mesma coisa, bom isso se eu tiver alguma fortuna até lá, porque do jeito que minha tia gasta dinheiro, duvido muito sobrar algo até lá.

Sou tirada dos meus pensamentos quando minha melhor amiga, Moana, me chama.

- Ei Crystal, vamos ! Vamos chegar atrasadas desse jeito – Disse do lado do seu carro.

- Estou indo ! – Grito de volta me levantando e pegando minhas coisas.

Vou correndo até seu carro e entro na parte do carona. Se minha tia não fosse tão insuportável, teria me dado um carro, mais isso é uma das coisas que você recebe por morar com a Senhora Paola, ou melhor, senhorita.

- Como sempre perdida em seus pensamentos. – Riu Moana.

- Sabe como gosto de viajar no mundo da Lua. – Rio.

- Agora babado de começo do ultimo ano na escola, entrou um menino novo, não sei o nome ainda, mais parece que é recém chegado na cidade.

- Bom, algum pecado deve estar pagando para parar nesse fim de mundo. – Digo pensativa.

- Ei não fale assim, não é porque vive com Paola vadia que tem que ficar mal desse jeito.

- Não é so por isso que falo sobre a cidade. – Sorrio fraco – Estou cansada das pessoas tratando eu e meu irmão com pena. Já faz dois anos e parece que as pessoas insistem que eu me lembra do trágico e misterioso acidente do casal Trajano.

- Eu sei que é um saco, mais pense pelo lado bom, vamos para faculdade. – Gritou ela de felicidade.

Não me contive e ri junto com ela, sem duvidas Moana era uma das melhores pessoas que viviam naquela cidade. Logo chegamos na escola e sinceramente não estava afim de lidar com um bando de adolescentes fúteis. Assim que descemos do carro entramos, fomos até nossos armários, e ficamos conversando. Quando do outro lado vejo meu ex namorado, Scott, capitão do time de futebol da escola. Ele me olha e sai em silencio.

- Sabe que ele ainda é caidinho por você, só espera uma chance para ficar com você de novo – Sorriu Moana pegando seu livro.

- Pena que agiu como um idiota, não entendeu meus sentimentos e toda a minha vida confusa. – Disse fechando meu armário – e vale ressaltar que peguei ele beijando minha tia esqueceu ?

- Como esquecer ? Foi dai que apelidamos de Paola Vadia – Riu.

E vejo uma garota loira se aproximando, Bianca, a filha mimada do xerife tinha que vim falar mesmo comigo ?

- Olá meninas – disse nos cumprimentando nós duas com um beijo no rosto – Crystal, fico feliz de ver como estar melhor a cada dia. – Disse com a mão no peito.

- Estou evoluindo. – Digo com um sorriso forçado.

- Vim chamar vocês duas para a festa que vai ter na praia, eu mesma estou organizando, vai ser nessa sexta. – Sorriu.

- Bom, eu não sei se poderei...

- Vamos sim Bianca, fica tranquila. – Disse Moana me interrompendo.

- Fico feliz, Crystal e sempre tão santinha, não achei que quisesse ir, afinal já basta o irmão problema. – Disse ela fazendo cara de chateação.

- Se me dão licença, vou no banheiro antes da aula começar. – Digo arrumando minha bolsa no ombro e saindo dali.

Bianca se mostrava cada dia mais insuportável, pior que eu sei que as vezes não fazia esses comentários por maldade. Quando estou chegando no banheiro, vejo Samuel, resolvo ir atrás dele no banheiro masculino mesmo, sabia quando ele estava chapado.

Assim que entro, espero ele sair da cabine e nem ligo prós garotos me olhando com curiosidade, assim que ele sai vejo que tenta disfarçar seu estado.

- Crystal o que você está fazendo aqui ? É banheiro masculino se você não sabe. – Disse ele indo lavar as mãos.

- Vem aqui, me deixa ver seus olhos – Falo pegando no rosto dele e vejo que seus olhos estão pura vermelhidão – Samuel como pode, em plena oito horas da manhã já estar totalmente chapado ?

- Me deixa ! – Disse ele tirando minhas mãos do seus rosto – Isso não é da sua conta, vai cuidar da sua vida e me deixa em paz.

- Não posso fazer isso, Samuel não é assim que você pode lidar com as coisas, se drogando desse jeito só te faz mal. – Digo o olhando – Por favor para com isso agora.

- Você não é nossa mãe para mandar em mim ! – Grita – Cuida da tua vida que eu cuido da minha, cada por si só se lembra ? – Disse repetindo o nossa tia disse quando começamos a morar com ela, ele se vira me dando as costas indo até a porta para sair.

- Só não quero te perder também Samuel. – Digo o fazendo parar – Você é a única coisa que me restou, não ferre com isso.

Ele ignora e sai do banheiro me deixando sozinha, quando foi que meu irmãozinho se tornou isso ? Pai, mãe, me ajudem.

Choro um pouco em silencio, como se não bastasse a morte deles, parece que aos poucos estou perdendo meu irmão em vida. Logo escuto o sinal tocar, saio do banheiro e quando me viro depois de fechar a porta me esbarro em alguém, quase ia caindo quando essa pessoa me segura.

Olho para o garoto e fico paralisada por um momento, como se sentisse uma corrente elétrica passando pelo o meu corpo, vejo que ele também fica por alguns momentos sem dizer nada. Até que ele me ajeita em pé e sorri, um sorriso lindo por sinal.

- Me desculpe, mais esse não é o banheiro masculino ?

- A sim, é sim – Sorrio sem graça – Vim dar uma bronca no meu irmão, sabe como é, irmãos mais novos dão muito trabalho.

- Entendo, vivo brigando com o meu também . – Sorrio.

- Aproposito, sou Crystal Trajano. – Digo lhe estendendo a mão.

- Sou Alec McCartney. – Sorri, apertando minha mão.

- Deixa eu adivinhar, aluno novo ? – Pergunto.

- Sim, eu mesmo. – Sorri.

- Bom Alec foi um prazer te conhecer, vou indo o sinal já tocou se fosse você, fazeria o mesmo. – Digo andando.

Enquanto até a sala olho para trás e vejo o par de olhos da cor de mel me olhando com certa curiosidade. Ignoro e logo chego na sala, um tempinho depois, Alec entra em seguida, dando a desculpa de que havia se perdido, rio com a cara de pau dele.

Moana logo entende tudo, e me diz do outro da sala, de um jeito que só eu entendesse, que depois queria conversar. A aula de literatura passa normalmente, vez ou outra me peguei olhando o aluno novo, e as vezes, percebia que ele fazia o mesmo. Alec tem um certo mistério em torno de si, além da pinta garoto encrenca, percebo pela suas tatuagens, ele parece que tem uma coisa meio sombria, não sei dizer. Mais nada disso oculta a beleza que ele tem.

Logo percebo que estou babando por ele de novo, por Deus Crystal o cara mal chegou e estar pior que a Bianca quando tem homem no meio. É só um cara novo, não tem nada demais.

Logo bate o sinal novamente, eu e Moana vamos até o armário, pegamos o livro de matemática e Moana logo pergunta o que lhe afligia.

- Me diga, de onde conhece o garoto novo ?

- Esbarrei com ele quando saia do banheiro. – Digo entediada.

- Interessante isso. – Disse maliciosa.

- Não crie paranoias. – Digo rindo.

Logo Bianca chega nos dando um tremendo de um susto, porque mesmo ainda falava com ela ?

- Bom tenho todas as informações necessárias sobre o garoto novo. – Diz com o sorriso parecido com o Gato da Alice no País das Maravilhas – O nome dele é Alec McCartney, tem 18 anos, veio da Califórnia, San Diego para ser mais especifica, pais divorciados, veio morar com a mãe e o irmão de oito anos.

- Como você consegue tantas informações do garoto em tão pouco tempo assim ? – Perguntou Moana.

- Vantagens de ser filha do xerife. – Sorriu satisfeita com sua pequena investigação – Também porque ele é um gatinho, tenho que me aproximar antes de algumas dessas meninas se joguem para cima dele. Nunca aparece alguém de fora, estou cansada dos mesmos caipiras de sempre.

- Bom, boa sorte então eu acho. – Rio – Vamos Moana, o professor Robert é um saco quando a gente se atrasa.

Deixamos Bianca para trás e fomos em direção a sala, o dia passou voando se assim posso dizer, o assunto era o garoto novo, ninguém estava acostumado com um cara como ele, um estilo bem da cidade grande mesmo, mais toda essa atenção pareceu não abalar Alec, percebi que ele ignora todo o tipo de atenção que dão a ele da melhor forma possível. Diferente de mim, que não consigo ignorar de jeito nenhum a atenção que as pessoas dão para mim.

Quando deu a hora da saída, fui com Moana até o carro dela, avisei que iria andando hoje, ela sem insistir, aceitou isso e logo saiu com o carro. Tentei procurar Samuel mais não o encontrei, deve estar com os maus amigos dele. Que eu tenha força para controlar meu irmão.

Como não queria voltar para casa tão cedo, resolvi dar uma volta pela cidade. Não estava afim de ver a cara de Paola Vadia. Passei na lanchonete do O'Pops, peguei um sanduiche e fui até a praça, comi observando as pessoas, vez ou outra elas acenavam para mim, quando terminei de comer, coloquei meus fones de ouvido e comecei a escutar musica enquanto escrevia num diário.

Quando percebo que alguém parou na minha frente, tiro os fones e olho para cima, vendo então o assunto do momento, Alec McCartney.

- Achei que ninguém mais tinha um diário hoje em dia. – Disse rindo.

- Bom, nessa cidade, ter um diário é um bom passa – tempo, e um jeito de desabafar também. – Sorrio sem graça.

- Me desculpe te atrapalhar – Sentou do meu lado – Mais mesmo a cidade sendo pequena, não consigo achar o bendito mercado. Pode me ajudar ?

- Bom, na rua Montery 345 tem um mercado. – Sorrio.

- Que alivio, achei que teria que voltar para casa sem as batatinhas do Gabriel.

- Gabriel ? – Perguntei curiosa.

- É, meu irmão mais novo, eu me mudei com ele e com a minha mãe para cá. – Sorriu.

- A sim, que bom eu acho. – Digo disfarçando que já sabia daquela informação.

Alec sorri de volta e vejo ele tirando um maço de cigarros do bolso, fico surpresa, ele pega um e acende.

- Você fuma ? – Pergunto curiosa.

- Sim, é um jeito de controlar o estresse, mais só fumo dois por dia, três no máximo. – Sorri – Mais se estiver incomodada eu posso apagar.

- Não imagina, é um lugar publico e aberto, e além disso já me acostumei com o cheiro. – Disse sendo gentil, os cigarros da minha tia fedia mais que aquele que ele estava.

Ficamos um momento em silencio, mais um silencio agradável, começo a perceber que esta ficando tarde e, mesmo a contragosto, começo a arrumar as coisas para voltar ao meu inferno diário.

- Vou indo Alec, não demore muito, o mercado não costuma fechar tarde. – Digo me levantando.

- Vou sim, bom, foi um prazer te ver de novo, tomara que a gente se encontre mais vezes. Gosto da sua companhia eu acho. – Sorrio se levantando, e começou a andar na direção que eu iria.

- Alec ! – O chamo, ele se vira em seguida – Como você é novo na cidade, acho legal te apresentar os programas que temos por aqui. Sexta a noite a filha do xerife vai dar uma festa na praia, quer ir ?

- Claro. – Sorrio travesso.

- Até mais então. – Digo me virando e começando a andar.

Não acredito que fiz isso, tomara que ele não acha que seja um encontro, só quero ser legal com ele, ser novo num lugar estranho deve ser muito chato, só quero melhorar sua convivência aqui na cidade.

No momento, nem penso em namorar, tenho coisas demais na cabeça para tal coisa.

Logo chego na frente de "casa", vamos lá Crystal, aguentar sua tia megera durante mais uma noite. Pense pelo lado bom, logo ela sai com algum namorado novamente, dentro de algumas horas.



Notas Finais


Espero que tenham gostado, comentem e me digam se devo continuar ou não beijinhos ❤️❤️


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