História Quando tudo pareceu dor... - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Orgulho e Paixão
Personagens Aurélio Cavalcante, Camilo Sampaio Bittencourt, Darcy Williamson, Elisabeta Benedito, Ema Cavalcante, Jane Benedito, Julieta Sampaio Bittencourt "Rainha do Café"
Tags Aurélio Cavalcante, Aurieta, Julieta Bittencourt, Orgulho, Paixão
Visualizações 1.335
Palavras 3.779
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Disclaimer: Orgulho e Paixão não me pertencem e sim a GLOBO. Aurieta também não me pertencem e sim a Marcos Bernstein.

Eu sei que amanhã a cena que a gente mais espera vai ao ar, o momento em que Julieta finalmente se entregará a Aurélio, mas eu não pude deixar de escrever minha contribuição aqui.
Duda, obrigadíssima pela ideia maravilhosa #TamoJunto

Capítulo 1 - Capítulo 1


Quando tudo pareceu dor...

Autora: Juliana Alves

Categoria: Aurieta, Romance, sex, Orgulho e Paixão, Drama

Advertências: Descrição ao sexo

Classificação: NC-17

Capítulos: 12

Completa: [x] Yes [ ] No

Resumo: Julieta finalmente desiste de resistir a seus desejos por Aurélio e se entrega de corpo e alma. Mas mesmo em meio a alegria a dor da acusação por seu filho a deixa em dor. Será que o amor de Aurélio ainda será o suficiente?

Disclaimer: Orgulho e Paixão não me pertencem e sim a GLOBO. Aurieta também não me pertencem e sim a Marcos Bernstein.

Nota: Dudaaaaaaa... Obrigadíssima pela ideia, mana. Olha onde nossas conversas nos leva ❤️

...

Capítulo 1

O dia amanheceu ensolarado trazendo a mulher na cama a felicidade que há muitos anos não teve. Julieta sorriu e se aconchegou ainda mais no corpo quente ao seu lado, Aurélio ainda dormia e ela pode observá-lo sem limites. Ela nunca havia visto alguém tão bonito e encantador como ele, os lábios avermelhados e sempre dispostos a um sorriso, a barba que começou a embranquecer, mas que deixou marcas em seu corpo pela paixão desenfreada. E os olhos... ah os olhos, um azul tão profundo e límpidos que às vezes ela tinha a sensação de se perder, foram nesses olhos que ela encontrou a esperança e pela primeira vez descobriu o amor.

Porém, mesmo querendo passar o dia na cama aproveitando cada canto do corpo um do outro ela sabia que precisava levantar e se preparar para as pendências do trabalho e hoje ela pretendia ter uma conversa séria com Camilo, ela precisava contar seu último segredo a ele. E sabia que não seria fácil.

Com cautela ela se desvencilhou de Aurélio e se levantou da cama em direção ao banheiro. Ao fechar a porta e se olhar no espelho ela sorriu, Julieta sabia que era uma bela mulher, mas os anos de maus tratos e regados de hematomas a deixaram receosa em se olhar no espelho. Contudo, esses últimos meses Aurélio a fez se sentir tão amada e bonita que ela se encarava com orgulho, e agora se avaliando ela não pode deixar de lembrar da noite passada, pois mesmo que a lua tenha se posto, as marcas de amor brilhavam em sua pele leitosa e isso trouxe um sentimento de plenitude para ela, a certeza que nunca deixaria de ser amada. E Julieta ainda sentia os lábios dele em seu corpo como se ele estivesse fazendo tudo de novo.

(Flashback on)

A noite na casa Bittencourt estava tranquila, Aurélio e Julieta compartilharam seu jantar com o Barão, Darcy, Charlote, Ema e Elisabeta. Mais cedo, a jovem jornalista havia conversado com Julieta e a aconselhou a contar tudo a Camilo, e por mais medo que sentisse sabia que a moça tinha razão. A Rainha do Café prometeu que faria isso em breve.

Agora, quando todos estavam recolhidos e prontos para a cama, Julieta resolveu ir até o quarto de Aurélio. Mesmo que eles não fizessem nada demais a não ser dormir, a viúva gostava de dormir nos braços de seu amado e com a voz profunda recitando trechos dos livros que lia a levava a terra dos sonhos.

Essa noite seria igual a todas as outras se não fosse por um detalhe, assim que Aurélio a beijou todos os medos desapareceram e ela o encarou com olhos intensos.

“Julieta, o que houve? Eu estou lhe machucando?” A preocupação não voz dele a comoveu como sempre.

“Não, muito pelo contrário”. Ela sorriu e um rubor começou a aquecer seu rosto. “Eu.. eu estou pronta, Aurélio”.

Por um momento ele pareceu confuso, até que realmente a encarou e um grande sorriso apareceu em seu rosto. Mas ao mesmo tempo ele parecia apreensivo.

“Você tem certeza? Eu não quero força-la a nada, meu amor”.

A sinceridade em sua voz fez com que Julieta tivesse ainda mais certeza do que queria, ela já tinha entregado seu amor a ele, sua alma e agora era hora de entregar seu corpo. Ela sabia que ele nunca a machucaria e confiava em Aurélio com sua vida.

“Tenho certeza sim. É tudo que eu quero”. Ela sorriu o beijou apaixonadamente. Aurélio não pode deixar de sorrir durante o beijo, ele sabia que ela tinha uma paixão escondida, mas ele não tinha provado de sua intensidade como agora.

Sem demoras ele começou a beija-la ternamente, primeiro os lábios, depois seu rosto e em seguida seus pescoço. Aurélio podia ver os arrepios que abalavam o corpo dela e sentiu o próprio corpo responder com igual intensidade.

Julieta por sua vez estava experimentando sensações novas, seu corpo pulsava e ela sentia cada nervo do corpo esquentar e se agitar ao sentir os lábios de Aurélio. Dessa vez os medos não estavam presentes e ela tentava aproveitar isso por completo.

Aurélio a encarou por um momento e sorriu apaixonadamente, seus olhos brilhavam mais que o normal e ele parecia tão feliz que Julieta queria saber porque passou tanto tempo negando se entregar a ele.

Com uma delicadeza que ninguém nunca teve com ela, Aurélio puxou as alças de sua camisola e deslizou a seda por seu corpo. Ela sentiu sua respiração se acelerar e fechou os olhos quando ele tocou seu rosto, ele tinha as mãos macias e ao mesmo tempo tão calejadas e masculinas. Mesmo que seus olhos estivessem fechados ela podia sentir o olhar dele queimado sua pele.

Aurélio apreciou a mulher em sua frente com os olhos de luxúria e amor, a pele tão leitosa e suave clamando por seu toque. Os seios ainda tão firmes e empinados, assim como seu nariz atrevido e sua atitude que durante muito tempo foi arrogante, mas agora ele a conhecia. Ele conhecia a mulher por trás da armadura e agora de todos os modos.

“Olhe para mim, meu amor” A voz dele estava rouca de desejo, mas ele queria que ela o visse. Que soubesse que era ele quem a amava. “Eu quero que você saiba que não vou machucá-la”

“Eu sei”. Ela respondeu imediatamente e com convicção o encarando intensamente. “Eu confio em você”

“Eu te amo” Aurélio falou sério e a beijou. “Não esqueça disso”.

Julieta afirmou e ele a puxou para si, a beijou de novo. Suas mãos corriam lentamente pelas costas de Julieta arrancando suspiros e arrepios. As mãos dele retornaram para seus cabelos e com habilidade puxou o coque frouxo fazendo as mechas castanhas caíram por seu rosto e corpo.

A imagem dela seminua em sua frente o fez se endurecer em suas calças e ele tentou controlar o coração que batia forte. Devagar ele desceu as mãos pela lateral do corpo dela fazendo ela se contorcer e suspirar, Aurélio queria toma-la como sua, mas sabia que teria que ir devagar e por isso parou suas ministrações e entrelaçou seus dedos com um sorriso.

“Quero que toque em mim também” Enquanto falava ele trouxe a mão dela até a camisa do pijama e esperou imóvel.

Com mãos trêmulas, Julieta o tocou ainda insegura, ela nunca teve qualquer experiência com isso, Osório sempre a dominou, a agrediu. Ela não sabia o que fazer e estava com medo de que isso não fosse o suficiente com Aurélio. E talvez percebendo suas dúvidas as mãos dele cobriram a dela e começou a guia-la.

Julieta o encarou rapidamente e viu os olhos azuis brilharem com alegria e adoração, isso a deixou ainda mais fraca dos joelhos. Tocando o final da camisa ela puxou e arrancou dele jogando o material pelo quarto, o peito dele era firme e um pouco cabeludo, mas tudo na medida certa e isso fez seu corpo se aquecer ainda mais. Ela esticou a mão, mas não o tocou, o medo ainda presente em suas ações.

“Tudo bem, meu amor”. Aurélio pegou em sua mão e colocou diretamente em cima de seu coração. “Você pode me tocar”.

“Eu não quero machucar você”. Ela sussurrou. “Eu nem ao menos sei o que fazer”.

“Não se preocupe com isso, aprenderemos juntos”.

“Mas você já foi casado, Aurélio. Você sabe como tocar numa mulher”. A última parte foi feita num sussurro embaraçado e ela se enrubesceu. “Eu nunca.. eu não sei como fazer”.

“Eu a guiarei”. Ele sorriu e acariciou seu rosto. “E não é porque eu fui casado que sei como seu corpo responderá a mim. Eu tenho que aprender a ama-la, assim como você a mim. Aprenderemos juntos”.

Assim que as palavras saíram de sua boca, Aurélio a puxou pela nuca e a beijou, os lábios doces dela se abriram e ele não teve demora em buscar a língua dela com a sua, entrelaçando e provando o gosto um do outro. Julieta se sentia febril e não se conteve antes de colar seus peitos e gemer baixinho quando seus mamilos tocaram a penugem do peito dele.

A surpresa no olhar da rainha do café era impagável e Aurélio sabia que teria que ter cuidado, ela era como uma virgem em sua primeira noite. E a realização disso o deixou desnorteado, pois isso era o que ela era exatamente. Julieta teve sua virgindade roubada, assim como o amor e isso o fez querê-la mais, saber que ele seria a primeira pessoa a fazer amor com ela o deixou emocionado. Ele a ensinaria a amar, a se perder nos braços de outra pessoa e isso fez seu coração inchar de amor.

Finalmente quando o ar se fez necessário e eles se soltaram, Aurélio a empurrou para se deitar na cama. Ela ainda vestia uma calcinha preta, mas o resto de sua pele estava exposta e ele se aproveitaria disso. Começou a beijar seu pescoço, em seguida desceu lentamente para seus seios e abocanhou um em sua boca.

“Oh..”. Julieta gemeu de surpresa e fechou os olhos quando sentiu seu corpo se aquecer, mas mais surpresa ela ficou em sentir que estava molhada.

Percebendo a entrega dela, Aurélio levou a mão ao outro peito e apertou fazendo-a se arquear em resposta. Ela parecia tão linda agora que ele ficou ainda mais excitado. Finalmente a soltando ele voltou a colar seus lábios, colando os corpos e se empurrando contra ela fazendo os dois gemerem.

Julieta agora mais confiante, tocava em seus cabelos, acariciava suas costas e o puxava para si querendo sentir o calor dele, sentir o cheiro dele. Ela o beijava com tudo que tinha, com toda a vontade que sentia por ele.

Afastando-se dela por um segundo para respirar, Aurélio a encarou sorridente.

“Você é tão linda, Julieta. Tão perfeita”.

“Estou longe de ser perfeita, Aurélio”. Ela desviou o olhar envergonhada. Ele era a única pessoa que conseguia desestabiliza-la e ela amava cada segundo disso.

“Mas você é perfeita para mim”. Ele disse com convicção e segurou um seio na mão, cobrindo-o totalmente. “Viu? Você foi feita perfeitamente para mim, meu amor. Deus a desenhou para caber na palma da minha mão”. Ele parecia tão certo do que dizia que Julieta apenas sorriu e acariciou seu rosto o fazendo fechar os olhos e deitar a cabeça suavemente em sua mão.

“Você também é perfeito para mim, Aurélio. O seu coração se moldou ao meu, era como se essa fosse a última peça para que eu fosse feliz”. Ela disse com a voz embargada.

“Eu estou conseguindo arrancar declarações de você agora?” Ele debochou dela, mas o brilho em seus olhos dizia que ele amou cada palavra.

“Eu disse que faria se isso lhe fizesse feliz”. Ela o cutucou brincando e ficou surpresa em ver que o ato de fazer amor era muito mais que entregar o corpo, era uma entrega de almas. “Agora você não acha que estamos conversando demais? Eu quero fazer amor com você”.

“Seu desejo é uma ordem, minha rainha”. Ele a beijou novamente e colou seus corpos a fazendo suspirar.

Mas antes que as coisas se acelerassem ele se lembrou da rosa que estava em sua cabeceira. E esticou o braço para pegá-la. Se afastando dela e sentado aos seus pés ele a encarou com amor.

“O que você está pesando, Aurélio?” Ela questionou enquanto ele brincava com a rosa.

“O quanto essa rosa me lembra você”. Ele sorriu. “Muitas pessoas têm medo de se aproximar e se machucar com os espinhos, medo de não conseguir arranca-los, então apreciavam a beleza dela de longe”.

“Mas você não fez isso”. Ela sussurrou e se encantou pelo discurso dele, pois ela começou a se ver pelo olhar dele. Após tudo o que sofreu ela sempre cultivou os espinhos, seja nas rosas ou em si mesma.

“Não, como botânico eu sei como devo apreciá-las com o meu toque”. Aurélio disse isso e passou a rosa suavemente pelo seu rosto. “Com minhas palavras”. Ele desceu a rosa por entre seus seios, rodeando um e outro com as pétalas e sussurrando o quanto ela era linda. “Com meu amor”.

Quando a rosa chegou na junção entre suas pernas ela gemeu baixinho, ela parecia uma deusa deitada nos lençóis, com a respiração ofegante e ansiando por seu toque. Aurélio estava tão sedento quanto ela e percebeu que estava mais do que na hora de se unirem, de transformarem-se em um.

Colocando a rosa de lado, o botânico tratou de beijá-la suavemente, nos pés, pernas, coxas e subiu por seu corpo com reverencia. Ele a beijou entre as pernas e ela segurou nos lençóis com olhos arregalados e assustados. Ela não sabia se isso era permitido, ela tinha medo que esse era o tipo de pecado que a levaria de vez para o inferno, mas ela estava condena se negasse que isso a deixou ainda mais molhada para seu amor.

“Você está pronta?” Ele quis saber e ela ruborizou-se antes de balançar a cabeça em afirmação.

Com mãos trêmulas e respirando pesadamente, Aurélio removeu a última peça de roupa que cobria o corpo de Julieta. Ela desviou o olhar e fechou as pernas envergonhada, ela tinha certeza que suas bochechas tinha um tom avermelhado e ela tentou não pensar muito nisso.

“Ei” Ele a chamou com um sorriso. “Você não precisa se envergonhar, minha rainha”. Aurélio tentou fazer com que ela o encarasse. “Não se esconda de mim, você é tão linda”.

As palavras dele e o amor que transbordava em sua voz fez Julieta o encarar com carinho, ele a olhava tão intensamente que ela não resistiu por mais tempo e o puxou para um beijo apaixonado. Seus corpos se entrelaçaram e Julieta conseguiu tirar o restante das roupas dele, ficando ambos arquejantes quando perceberam que estavam nus.

Os toques de Aurélio a deixaram ainda mais desejosa dessas novas sensações, a respiração dele em seu pescoço, a boca dele em seus seios, os toques dele por seu corpo a despertava de um modo que nunca aconteceu antes. Suas veias pareciam que carregavam fogo líquido ao invés de sangue, ela sentia seu baixo ventre se apertar em um nó e ela não conseguia entender o que seu corpo ansiava tanto. E por mais que tentasse conter os gemidos eles se tornavam mais alto a cada beijo de Aurélio.

Mas o que fez seu coração quase explodir no peito foi quando ele a tocou, seus dedos gentis a acariciavam como se tivesse feito isso a vida toda e ela sentiu os olhos marejarem com lágrimas contidas.

“Você está tão molhada para mim, meu amor”. Ele sussurrou em seu ouvido enquanto beijava seu pescoço. “Eu estou tão feliz por você se entregar com tanta paixão. Eu nunca pensei que teria esse tipo de felicidade outra vez, nunca pensei que teria um amor como você. Eu te amo, Julieta. Com todo meu coração”.

Os olhos dele a encarava agora, o azul quase escondido por causa da pupila dilatada, mas transmitindo tudo o que sua boca falava. Ele parecia tão emocionado quanto ela e isso a deixou ainda mais ansiosa por sua união.

“Eu quero senti-lo”. Ela sussurrou embaraçada. “Eu quero que você me faça sua, Aurélio. Eu quero ser sua rainha, sua amante, sua mulher”.

"Você já é minha assim como sou seu”. Ele a beijou e a penetrou com um golpe firme.

Julieta se arqueou e fechou os olhos firmemente, ela havia esquecido como era, a dor estava ali, talvez por Aurélio ser um pouco maior que seu falecido marido. Mas não foi isso que a incomodou e sim as lembranças que a assolaram, por um momento era como se ela estivesse em seu antigo quarto com o maldito marido a tocando rudemente e a machucando. Ela esperou os tapas e os golpes rápidos e dolorosos.

Contudo, ela ouviu o sussurro de Aurélio, a voz dele a guiando para fora desses pensamentos ruins e destrutivos. Ele ainda não havia se mexido e ela podia senti-lo ainda dentro dela, firme e pulsante, mas a esperando.

“Julieta, meu amor, abra seus olhos”. Ele pedia preocupado. “Olhe para mim, sou eu, minha querida. Sou eu, eu não vou machucá-la”.

As lágrimas molhavam seu rosto e ela nem mesmo percebeu até que ele enxugou uma lágrima que escorria teimosamente. Aurélio se afastou dela um pouco mantendo o peso do corpo nos cotovelos, o medo dela era tangível e ele sentiu ainda mais raiva do homem que a machucou tão profundamente.

“Eu estou bem”. Ela sussurrou, mas o olhar dele era incrédulo.

“Se você quiser parar é só dizer, Julieta”. Ele afirmou e estava a ponto de se separar dela quando pânico tomou conta dela e ela o agarrou com braços e pernas. O movimento fez ele se afundar ainda mais dentro do calor dela e fez ambos gemerem.

“Não, eu quero, meu amor”. Ela disse e Aurélio sorriu ao ouvir isso, essa era primeira vez que ela o chamava assim. “Eu preciso de você. Eu preciso que você apague cada marca que foi deixada em mim, quero que seu toque fique marcada em mim de modo que ninguém consiga substitui-los. Eu quero fechar os olhos e lembrar que foram seus lábios que passaram por meu corpo. Eu preciso saber que sou só sua”.

“Você será para sempre minha, Julieta”. Ele disse com convicção. “Eu prometo que será apenas meus toques que sentirá de agora em diante. Ninguém nunca a machucará, eu prometo, nem que para isso eu dê minha vida”.

Sem demoras ele começou a estoca-la devagar beijando seus lábios, seu pescoço a trazendo lentamente para a felicidade plena, e agora que ela estava participando com gemidos e toques. Ele se animou e acelerou a fazendo se arquear e arranhar suas costas.

“Mais Aurélio.. por favor..” Ela pedia sem saber ao certo o que era. Essa sensação nunca sentida a deixou um pouco confusa, mas ela precisava dessa libertação.

E quando pareceu que seu peito explodiria e que ela finalmente conseguiria o que queria, Aurélio a segurou pela cintura e os virou a deixando por cima. Ela abriu os olhos surpresa e temerosa, ela nunca havia ficado nessa posição, e isso a deixou assustada. Ela não sabia o que fazer, Aurélio a encarava tão ofegante quanto ela, mas ele sorria e a observava expectante.

“O que devo fazer?” A pergunta dela com olhos arregalados o fez gargalhar, mas o olhar ofendido dela o freio de mais risos.

“Deixe que seu corpo responda por você” Ele disse e segurou em sua cintura para mostrar como poderia ser o ritmo e isso a fez fechar os olhos e jogar a cabeça para trás em êxtase. “Vamos, minha rainha. Me dome, eu sou seu”.

As palavras dele a fez sorrir e ela começou a balançar seus quadris o levando ainda mais fundo arrancando gemido dos dois. Apoiando as mãos em seu peito ela pela acelerou o ritmo a procura do próprio prazer. Aurélio a encarava com adoração e seu coração bateu forte ao imaginar a vida que teriam juntos, ela era a mulher mais linda que já viu, mesmo que tenha amado a mãe de Ema intensamente, Julieta veio para rouba-lhe o coração e a alma. E vê-la tão entregue como agora, mesmo com um passado tão doloroso era gratificante. O rosto contorcido de prazer, os cabelos soltos e revoltos que balançava em sua cavalgada e cobria seus seios e caiam por suas costas.

Julieta estava magnífica e os gemidos dela aumentaram quando ele percebeu que ela estava próxima de se entregar ao prazer. E para intensificar isso ainda mais ele segurou em seus seios os apertando, levantando seu quadril ele batendo ainda mais fundo. Com um grito surpreso ela estremeceu em seus braços e se apertou ao seu redor, Aurélio não aguentou e se derramou dentro dela. Sem forças, a morena deitou em seu peito ainda arquejante e soltou um risinho. 

“O que foi?” Aurélio questionou sorridente.

“Eu não sabia que isso podia ser tão bom”. Ela parecia feliz. “É assim toda vez?”

“Sim, se a gente se entregar todas as vezes”. Ele beijou em sua testa e correu as mãos suavemente por suas costas suada. “Eu.. eu te machuquei?” A pergunta dele a pegou de surpresa, Aurélio nunca se mostrou inseguro.

“Não, muito pelo contrário. Você me amou, Aurélio. E isso foi a melhor coisa que me aconteceu”. Ela se levantou e o encarou séria. “Você nunca me machucará”.

“Nunca, meu amor. Nunca a machucarei”.

“Que bom”. Ela sorriu e voltou a deitar em seu peito, seus corpos ainda entrelaçados intimamente e seus batimentos batendo no mesmo compasso. “Aurélio?”

“Sim?” Ele tinha os olhos fechados e o sono quase o levando.

“Eu te amo, meu rei”. Ela sussurrou e fechou os olhos ressonando baixinho.

Aurélio arregalou os olhos e seu coração disparou, ela nunca havia lhe dito isso. E a emoção que sentia era maior que qualquer coisa que já sentiu e ele a apertou mais em seu corpo. Julieta era uma caixinha de surpresa que ele adorava desvendar e ele nunca ficou tão feliz quanto agora. 

(Flashback off)

Julieta ainda estava perdida em pensamentos quando sentiu os braços do homem que amava ao seu redor e encarou o espelho com um grande sorriso. Ela via o reflexo deles e sabia que faziam um casal encantador e ela estava mais do que disposta em gritar aos quatro ventos que se casaria com o homem mais maravilhoso do mundo.

“O que se passa nessa cabecinha?” Ele questionou brincalhão e a beijou no pescoço.

“O quanto eu não mereço você”.

“Claro que merece, assim como eu a mereço”. Ele falou e subiu as mãos lentamente por seu corpo e segurou em ambos os seios nus. “Você não lembra? Você foi feita perfeitamente para mim”.

Sorrindo, ela se virou em seus braços e o beijou apaixonadamente esquecendo por um momento que precisava descer para o desjejum. Esquecendo-se que o trabalho a esperava e desconhecendo que uma tempestade estava a caminho.

Continua...



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...