História Quando tudo pareceu dor... - Capítulo 2


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Categorias Orgulho e Paixão
Personagens Aurélio Cavalcante, Camilo Sampaio Bittencourt, Darcy Williamson, Elisabeta Benedito, Ema Cavalcante, Jane Benedito, Julieta Sampaio Bittencourt "Rainha do Café"
Tags Aurélio Cavalcante, Aurieta, Julieta Bittencourt, Orgulho, Paixão
Visualizações 1.052
Palavras 3.228
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Quero agradecer a todos os comentários que recebi e dizer que estou imensamente feliz por saber que vocês gostaram. Aqui vai mais um capítulo e as coisas vão ficar tensas O.O

Capítulo 2 - Capítulo 2


Capítulo 2

Após perderem um tempo considerável no banheiro, Julieta conseguiu seguir para o próprio quarto e se arrumar para o dia, mas hoje ela era uma nova mulher e isso exigia uma nova atitude. Abrindo seu guarda roupa ela suspirou em frustração ao perceber que só existia vestidos pretos, não que ela esperasse outra coisa, mas a euforia de encontrar uma coisa diferente a deixou ansiosa.

Percebendo que ela não encontraria nada diferente ela pegou o primeiro que viu, mas antes que fechasse a porta do guarda-roupa vislumbrou uma cor nova. Um vestido que ela comprou há muitos anos e nunca usou, a cor vinho era escura o suficiente para que ela não chocasse a todos, mas mesmo assim iria surpreender e deixaria sua pele ainda mais leitosa e sorriu ao imaginar a reação de Aurélio.

O sorriso dela era ainda maior ao se olhar no espelho, os cabelos estavam no penteado de sempre e isso a incomodou, pois parecia que a antiga Julieta ainda prevalecia. E ela não queria isso, agora ela não era uma Bittencourt ou uma Sampaio, ela era apenas Julieta. Uma mistura da menina que teve sua inocência roubada e da mulher que se tornou poderosa com o próprio suor. E ela estava disposta a fazer isso através de pequenos toques e a mudança em suas roupas e penteado, essa seria sua confirmação. Desfazendo o coque ela se apressou em fazer uma trança grossa que caia em seu ombro direito. Alguns fios caiam por seu rosto e ela percebeu que nunca se sentiu tão bem quanto agora e para completar sua libertação do ódio ela arrancou as alianças que pertenceu a Osório e a guardou.

Porém, mesmo assim ela sentia uma pitada de insegurança. Ela era a poderosa e impiedosa Rainha do Café, ela não parecia isso agora, muito pelo contrário. Julieta tinha todas as características de uma mulher que estava amando e sendo amada, pela primeira vez ela estava vestida do modo que Aurélio a via. E ela não poderia está mais contente.

Descendo as escadas ela ouviu a conversa animada entre Darcy e Aurélio, as vozes de Elisabeta, Ema e Charlote também pareciam altas e sorridentes. O Barão também se fazia presente com palavras rabugentas e bufos debochados. Devagar ela se aproximou, e como se eles estivessem uma ligação eles podiam perceber a presença do outro de longe, pois antes mesmo de chegar a mesa ela cruzou seu olhar com o de Aurélio. A reação dele a fez se sentir mais bonita, porém ela ficou preocupada quando ele se engasgou com o café e começou a tossir procurando por ar, mas seus olhos não se desviaram dela.

Adentrado finalmente no espaço ela sussurrou um bom dia e se sentou na ponta da mesa com um sorriso e o rosto ruborizado. O silêncio se fez presente e ela arriscou olhar os convidados, cada um deles a encarava com olhos arregalados e surpresos. Elisabeta foi a primeira a falar, seu sorriso enorme contagiou Julieta que não conseguiu se conter em seu próprio sorriso.

“Oh Meu Deus, Julieta, você está maravilhosa”. Ela parecia empolgadíssima. “Você tirou o luto. Você finalmente.. você está feliz”.

A afirmação de Elisabeta fez Julieta sentir o coração inchar ainda mais de felicidade. Aurélio pegou em sua mão e seus olhos se encontraram outra vez, era por causa desse homem que ela estava tão feliz e mesmo que isso a incomodasse no começo, ter a felicidade nas mãos do homem certo foi a melhor coisa que lhe aconteceu.

“Estou imensamente feliz, Elisabeta”. Ela sorriu e encarou cada um que estava na mesa com alegria. “E acho que já era hora”.

“Sim, com toda certeza”. Aurélio sorriu. “Você quer dizer?” Ele questionou empolgado e esperou o pequeno aceno de confirmação.

“Dizer o que?” Ema perguntou com um sorriso de orelha a orelha.

Aurélio se levantou e puxou Julieta para seu lado, ambos de mãos dadas e com sorrisos idênticos de felicidade. Ele respirou fundo e trocou um olhar com sua amada antes de falar.

“Eu e Julieta estamos noivos” Aurélio falou e viu todos os amigos baterem palmas e sorriem com alegria. Elisabeta foi a primeira a se aproximar do casal e abraçar Julieta com empolgação. O Barão se limitou a revirar os olhos e resmungar sobre a casável que teria como nora.  

As notícias pareceram deixar todos eufóricos e mesmo que Julieta estivesse imensamente feliz, ela sentia a tristeza ainda em seu coração. Percebendo isso, Ema se aproximou da madrasta com cautela.

“Julieta, você está bem?” Ela perguntou preocupada.

“Sim, apenas um pouco triste por Camilo não está aqui”. Ela deu de ombros, percebendo sua tristeza Aurélio beijou sua têmpora em simpatia.

“Eu tenho certeza que Camilo irá se aproximar novamente”. Ema tentou consola-la.

“Eu não sei, eu terei que esperar” Julieta falou e recebeu o abraço da enteada.

O resto do café da manhã foi feito com conversas e risadas, Julieta percebeu que aquele momento era o que ela sempre esperou em sua infância, uma família feliz que mesmo com brigas e implicâncias se amavam, mas nesse quadro bonito ainda faltava seu amado filho. Porém, por enquanto, ela viveria esses pequenos momentos de felicidade.

...

Camilo andava de um lado a outro do pequeno cômodo enfurecido. Desde o dia anterior ele estava assim, tudo por causa do túmulo do pai. Jane já estava ficando tonta em segui-lo com o olhar, ela já havia pedido para que ele se acalmasse, mas as palavras pareciam se perder na agitação dele.

“Camilo, você não sabe o que aconteceu, não tire conclusões precipitadas”.

“Mas isso é muito estranho, Jane. Quem poderia ter feito tal coisa com o túmulo de meu pai? Quem o odiava tanto assim que não respeitou a alma de um pobre morto?”

“Eu não sei, mas ficar andando de um lado a outro não adiantará em nada”.

“Você tem razão, eu voltarei ao cemitério e falarei com o zelador”            . Com isso ele pegou o chapéu e saiu do cortiço em disparada.

Com um suspiro Jane tocou na barriga e fez um pequeno carinho, ela havia descoberto a gravidez há poucos dias e esperava que pudesse ter um tempo com Camilo para dar as boas notícias, mas tudo estava tão corrido que ela nem ao menos conseguia vê-lo entre seus esbarrões. Talvez ao conversar com o zelador ele se acalmaria e ela diria as boas novas.

...

Julieta estava em seu escritório terminando de ler mais uma leva de documentos, algumas perdas começaram a ocorrer por causa do atraso na construção da rodovia e isso estava deixando-a incomodada. Enquanto sua mente tentava encontrar estratégias para voltar a prosperar em seus negócios, a Rainha do café ouviu um pequeno alvoroço na sala e se levantou preocupada.

Com passos firmes e rápido ela ouviu a voz de Camilo exigindo vê-la, o tom suave de Jane pedia que ele se acalmasse, mas seu menino parecia sem controle. Antes de se fazer presente a voz de Aurélio apareceu e ele parecia calmo enquanto tentava trazer juízo para seu filho.

Sem querer que isso se prolongasse mais ela seguiu até a sala com sua postura firme e preparada para o que viria em sua direção. Assim que apareceu Jane a viu e seu olhar surpreso fez com que Camilo parasse de falar e se virasse em sua direção.

“Dona Julieta, a senhora.. está diferente” Jane foi educada como sempre e Julieta sorriu para ela. “Está muito bonita”.

“Muito obrigada, minha querida”. Ela falou e foi em direção a nora e a abraçou. “Camilo, meu filho, a que devo a honra de sua visita”. Ela disse isso e se aproximou dele, mas o olhar surpreso que ele tinha foi substituído novamente pela ira e ela parou.

“O que você fez?” A acusação a pegou de surpresa, ela não lembrava de ter feito nada, muito pelo contrário, tudo de ruim que ela fez quando era uma mulher amargurada foram revelados.

“Do que você está falando, Camilo?”

“Você vai se fazer de desentendida agora?” Ele debochou e riu sarcástico. “Não adianta ter mudado as roupas se continua a mesma, Dona Julieta”.

Julieta ficou sem ação por alguns segundo e encarou Jane a procura de respostas, mas a nora parecia tão confusa quanto antes, o príncipe do café não havia dito nada depois que voltou do cemitério, apenas informou que iria até a casa da mãe. Jane apenas o seguiu para tentar evitar qualquer conflito.

“Camilo, o que..” Aurélio tentou questiona-lo, mas ele balançou a cabeça em negação e continuou encarando a mãe em expectativa.

“Meu filho, se você não me dizer o que houve eu não saberei o que você quer de mim”. Julieta afirmou com a voz firme. Isso fez com que Camilo desse um passo em sua direção, mas não se aproximando mais.

Aurélio se aproximou também, sua mão tocando em suas costas levemente e a segurança de seu corpo ao alcance. Ema, Charlote e o Barão haviam saído para a casa de chá deixando apenas Darcy e Elisabeta para presenciar tudo aquilo. Ela estava aliviada que fossem apenas eles.

“Pois bem, já que não se lembra..” Ele debochou e apontou o dedo na direção dela. “Você destruiu o túmulo de meu pai”.

Julieta o encarou em choque, ela nem ao menos lembrava daquele episódio e não se arrependia, mas pensou que ninguém descobriria isso, apenas Darcy sabia o que tinha acontecido. Mas ao encará-lo pode ver que ele estava tão surpreso quanto ela.

“Quem lhe disse isso?”

“Você nem ao menos nega” Ele sussurrou cansado. “Primeiro você difamou a imagem do homem que lhe deu um nome ao revelar que ele era um fracassado e se não fosse o suficiente destruiu sua última morada”.

“O que eu fiz ou deixei de fazer com o túmulo de seu pai, não é um problema seu, Camilo”. Ela disse com a voz um pouco embargada.

“Como não? Ele era meu pai” Ele praticamente gritou.

“Você não entenderia” Julieta desistiu, ela não teria essa conversa com ele. Ela nunca teria a coragem.

“Me explique então, minha mãe. Me diga o que a deixa com tanto ódio do homem que você casou, porque em algum momento deve tê-lo amado para poder se entregar em seus braços”. As palavras foram praticamente cuspidas para ela.

A fala dele foi como um soco na boca do estômago e ela sentiu os joelhos fraquejaram, mas Aurelio a envolveu pela cintura e a sustentou com seu corpo. Ela tinha certeza que a cor havia fugido de seu rosto, pois podia sentir o corpo de Aurélio trêmulo e ela sabia que era para se controlar e não dizer nada. Elisabeta havia desviado o olhar e respirado fundo, ambos os portadores de seu segredo sabiam que o que Camilo a acusou agora nunca aconteceu.

“Você não sabe o que está dizendo, Camilo”.

“Eu ainda estou esperando sua explicação”. Ele disse e a encarou com fúria.

“Camilo, é melhor se acalmar e ter essa conversa depois”. Jane pediu, pois ela podia ver que havia muito mais por trás dos sentimentos da sogra.

“Não, meu amor. Ficaremos aqui até que ela diga ou mais uma vez as mentiras aparecerão”.

Julieta respirou fundo algumas vezes antes de dar um pequeno aperto na mão de Aurélio o tranquilizando, se soltando dele, a Rainha do café de aproximou do filho.

“Você ainda não está preparado para a verdade, meu filho”.

“Não me chame de seu filho, eu deixei de ser seu quando me renegou ao casar com Jane. Tudo o que você fez, todas as mentiras.. Eu posso viver com a verdade, mas será que você pode?” Aquilo foi o golpe final na armadura que Julieta mantinha no lugar.

Uma lágrima teimosa escorreu por seu rosto e ela enxugou antes que se descontrolasse de vez. Ela estava sufocando, a dor em seu peito estava de volta no lugar, toda a amargura, todos os sentimentos tristes e repugnantes. E era como se ela estivesse novamente envolta daquele luto eterno que a deixava suja.

“Vamos, Dona Julieta. Me diga porque você o odeia tanto? Por que?”

Dessa vez as lágrimas não foram contidas e um soluço saiu de sua boca e ela sentiu a suas forças se esvaindo.

“Julieta”. Aurélio a chamou e correu ao seu encontro. Pegando-a pela cintura ele a sentou no sofá enquanto ela tentava respirar. “Isso é o suficiente, Camilo”.

“Isso é apenas teatro, Aurélio”. Camilo parecia implacável e dessa vez Elisabeta se aproximou de Julieta.

“Aurélio está certo, meu cunhado. É o suficiente”. Ela pediu e suas lágrimas também molhavam seu rosto.

“Oh, pelo amor de Deus.. será que..”

“Eu o odiei”. Julieta o cortou com a voz quebrada. “Eu o odiei e o odeio”.

“Meu amor, você não precisa..”

“Tudo bem”. Ela sorriu em meio as lágrimas e tocou em seu rosto com carinho. “Ele precisa ouvir, ele disse que queria a verdade”.

“Eu estou esperando” Ele falou e cruzou os braços.

Elisabeta se levantou e foi em direção a Darcy que observava tudo calado, mas que não concordava com a agressividade de seu amigo. Darcy poderia não entendesse as razões de Julieta ao quebrar o túmulo do homem, mas ele havia visto o estado que ela ficou e sabia que era sério. E Camilo parecia realmente descontrolado.

“Pois bem, ao contrário do que você pensa meu casamento com seu pai nunca foi um matrimônio feliz”. Ela começou e desistiu de prender as lágrimas. A vergonha que ela tinha sobre isso havia acabado e ela seguiria em frente como sempre fez, mesmo que as dores permanecessem. “Eu tinha 15 anos quando fui prometida a Osório, ele era um homem bem mais velho que eu, certa noite eu fui até o encontro dele para finalizar nosso namoro. Eu estava farta de tudo aquilo, eu estava sendo vendida como uma mercadoria pelo meu próprio pai e não admitiria mais isso. Mas ao chegar lá e dizer isso a ele..”

Respirando fundo ela desviou o olhar de seu filho e focou sua atenção em Aurélio, os olhos amorosos estavam ali para lhe apoiar e se agarrou na força que ele transmita para continuar.

“Ele me violentou, Camilo”. O choque estava escrito por todo seu rosto, ele parecia sem chão e não emitiu qualquer som. Jane ofegou horrorizada. “Ele me tirou a única coisa que me fazia digna, manchou minha honra e eu não tive escolha. Eu tive que casar com ele, meu pai não me permitia mais em casa, ele não teria uma filha impura. Foi quando em me casei com ele”.

“Meu Deus, Dona Julieta”. Jane sussurrou e encarou a sogra com outros olhos, era como se todas as fichas tivessem caindo no lugar. Ela podia entender tudo o que ela fez para separá-la de Camilo.

“Tudo bem, Jane. Eu sobrevivi”. Julieta estava mais calma agora, como se um peso saísse de seus ombros. “Eu nunca me entreguei a ele e por causa disso eu viva com hematomas. E quando eu descobri que estava grávida de você, meu filho, eu prometi que o protegeria com minha vida, que ele nunca tocaria em você nem que para isso eu precisasse mata-lo. Mas Deus foi bom para mim e o levou antes que ele fizesse qualquer coisa com você”.

Camilo parecia desnorteado, passava as mãos pelo rosto e andava de um lado para outro como um leão enjaulado. Ele não sabia o que pensar, ele não poderia ter um pai tão horrível como o que ela descreveu. Era mentira, ele sabia disso.

“É mentira” A voz de Camilo fez todos estremecerem, Darcy encarou o amigo incrédulo.

“Camilo, você realmente não acredita que..”

“É mentira, ela só diz isso para se safar de todas as vezes que errou comigo”. Ele chorava agora, a voz embargada e rouca. “Ela quer que eu acredite que sou um erro”.

“Não, Camilo”. Ela se levantou e se aproximou dele tentado tocá-lo. Mas ele se afastou com cara de nojo para ela e Julieta sentiu como se seu coração fosse arrancado. “Meu filho, você não entende? Você me salvou, mesmo em meio a tanta dor eu sabia que ainda havia amor em mim para gerar você”.

“Era por isso que você não tocava em mim? Era porque eu era filho dele?”

“Eu não conseguia, meu filho”. Ela implorou. “Eu não sabia como era tocar sem machucar, eu tinha medo que você se manchasse com minha desonrar. Eu me sentia culpada por tudo aquilo”.

“Talvez você fosse, talvez a culpa fosse sua por ele ter feito tudo isso”. O veneno na voz dele foi o suficiente para Aurélio.

“JÁ CHEGA”. O tom alto e firme do Botânico ecoou pela sala, ele não permitiria que isso continuasse. “Você está descontrolado, Camilo. Sua mãe não merece isso, ela já se redimiu por todas as transgressões que teve com você. Eu não permitirei que você a machuque desse jeito, ela não lhe devia explicações e mesmo assim ela preferiu se machucar e lhe dizer. Olhe para ela, Camilo. OLHE COMO ELA ESTÁ”.

“E o que VOCÊ tem a ver com isso?” Camilo o encarou enfurecido. “QUEM VOCÊ PENSA QUE É?”

“Eu sou o noivo dela, seu futuro marido e exijo que a respeite”. Aurélio o encarou sério, as mãos dele tremiam e ele fechou em punhos.

“Então ela tem você em volta das pernas” O tom baixo foi feito para machucar os dois e dessa vez Aurélio não disse nada, a raiva o cegou e ele desferiu um soco no rosto do homem mais jovem.

"Não”. Julieta se levantou imediatamente e se colocou entre os dois, as lágrimas banhava seu rosto e pela primeira vez ela estava incerta do que fazer, mas seu toque foi o suficiente para acalmar Aurélio.

Contudo, sua presença não foi o suficiente para Camilo, sem perceber que sua mãe estava entre os dois, o jovem devolveu o golpe, mas antes que pudesse refrear seu impulso ele sentiu o punho atingindo o rosto de sua mãe.

“JULIETA” Aurélio gritou e a segurou em seus braços quando ela cambaleou para trás.

Darcy totalmente chocado com a cena que seu amigo fez, o agarrou pela cintura e o arrastou porta a fora. Elisabeta correu para cozinha atrás de alguma coisa que ajudasse com o machucado deixando Jane e Aurélio com Julieta.

A sala caiu num silêncio ensurdecedor, Julieta segurava o rosto e tinha os olhos fechado firmemente. As lágrimas caiam lentamente, Aurélio a sentou no sofá e se colocou ao lado dela repetindo uma e outra vez que sentia muito, que era sua culpa.

“Aurélio, você não teve culpa. Nenhum dos dois tiveram”. Ela sussurrou com a voz rouca. “Só me abraçasse, me ajude a esquecer tudo isso”. Os soluços dela foram abafados pela camisa do Botânico que a abraçou firmemente.

Jane que ainda estava chocada com todo o desenvolvimento da cena viu o casal mais velho se consolando e sentiu o peito apertar, Julieta estava encolhida nos braços de Aurélio, quase encoberta por ele. E o homem também chorava agora, a dor sendo compartilhada entre eles, e foi nesse momento que Jane viu o que era o amor em sua forma mais pura. E sabendo de tudo o que sua sogra passou e a vendo agora ela sabia que a mulher mais velha merecia todo o perdão que eles poderiam dar. Enxugando as lágrimas ela se recompostos e foi em direção ao marido. Eles teriam uma longa conversa.

Continua...



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