História Quando Você Vai - Capítulo 1


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Categorias Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland)
Personagens Alice Kingsley, Chapeleiro Maluco
Tags Alice, Alice In Wonderland, Amor, Chá, Chalice, Chapeleiro Maluco, Drama, Ficção, Mad Hatter, Magia, Romance
Visualizações 77
Palavras 2.074
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oieeee! Essa One-shot é dedicada a uma pessoinha muito especial, que inclusive, fez essa capa divosaaaa e que compartilha do mesmo amor que eu por "Alice no pais das maravilhas". Ela é a @GloryNeko.
Obrigada, diva! você sempre arrasa!! <33
Bom, é isso! Espero que curtam ela tanto quanto eu curti escrevê-la! ^^
bjs! <3

Capítulo 1 - Apenas fique.


Com a queda e o fim do reinado da cruel e malvada rainha de copas, wonderland passou a ser governada pela doce e gentil, Mirana. Todos viviam em paz e harmonia, outra vez. Com exceção de um certo chapeleiro, que, apesar de todas as maravilhas que estavam acontecendo, sempre parecia infeliz ou insatisfeito.

Sentado em sua poltrona revestida em veludo vermelho, com suas roupas costumeiras e sua colorida gravata borboleta, estava Tarrant hightopp. O ruivo que tinha sua pele extremamente pálida por causa da intoxicação por mercúrio, tentava acalmar seus pensamentos sobre uma jovem loira, de cabelos encaracolados que a muito o havia deixado para voltar à rotina agitada da cidade grande.

Nem mesmo o seu amado chá – pelo qual o ruivo tinha uma enorme fixação – ou todas as guloseimas disponíveis na mesa a sua frente o animavam. Era como se nada ali fizesse alguma diferença. Ele se sentia sozinho – mesmo quando estava na companhia de seus amigos -, se sentia incompleto.

Alice era o enigma mais difícil de ser decifrado. Até mais difícil do que discutir a semelhança entre corvos e escrivaninhas, com certeza. 

- Brilha, brilha, Morceguinho! Brilha, bem devagarinho. Desce, desce, vem pousar. Cá no meu bule de chá!

O ruivo foi tirado de seus devaneios ao sentir uma respiração próxima ao seu rosto. Ele sabia quem era e por esse motivo, agarrou seu tão precioso chapéu com as duas mãos o trazendo para baixo, com a intenção de prendê-lo mais a sua cabeça.

- Eu sei que você está aí, sua bola de pelos ambulante! – Bravejou, e logo um sorriso enorme e flutuante apareceu, lhe causando arrepios. Ele odiava quando o bichano fazia aquilo.

- Ora, tarrant. – Chessur apareceu completamente, ainda flutuando no ar. – não precisa ficar nervoso. – Evaporou-se. – você sabe, eu tenho um verdadeiro fascínio por esse chapéu. – Reapareceu ao lado do ruivo que ainda segurava o seu chapéu. – Vamos, deixe-me segurá-lo por um instante. – Ele sorriu. – Prometo ter cuidado.  – Sorriu novamente, apoiando as suas pequenas patas no queixo.

- Esqueça! – Gritou, tarrant. Fazendo o gato se afastar um pouco. – Você é muito inapropriado. – Confessou. – Está sempre bisbilhotando os outros e parece gostar de me irritar. – Já era possível perceber a íris de tarrant tomar um tom alaranjado por causa da ira que estava começando a sentir naquele momento.

- Calma, tarrant. – O gato se afastou ainda mais do ruivo, mas sem deixar o seu marcante sorriso desaparecer. – Tenho algo a lhe dizer que com certeza o deixará animado. – O ruivo arqueou as sobrancelhas ao ouvir aquilo. – Alice retornou. – Disse com animação e encarou o chapeleiro a sua frente, esperando alguma reação exagerada do mesmo.

Tarrant soltou o seu chapéu e agarrou a xicara de porcelana a sua frente – que ainda continha um pouco de chá – e encarou o liquido transparente, vendo o seu rosto sendo refletido ali. Começou a rir de forma descontrolada e insana, assustando um pouco chessur que observava atentamente os movimentos do chapeleiro.

- E-ela ... a-li-lice está aqui em wonderland? – Perguntou com o seu sotaque, falhando miseravelmente em manter a sanidade. Chessur sorriu. – Preciso encontrá-la. – Levantou-se da cadeira animado.

- Creio que não será preciso. – Disse o gato que ainda sorria. Tarrant o encarou confuso, mas uma voz que vinha ao longe conseguiu chamar a sua atenção.

- Chapeleiro! – Uma jovem o chamava, enquanto corria em sua direção. Ela sorria para ele, parecia muito feliz e animada.

- Alice? – Tarrant estava estático. Um turbilhão de emoções tomava conta de seu corpo. A jovem que não saía de sua cabeça nem por um instante, estava agora na sua frente, sorrindo. Ele havia sonhado tantas vezes com esse momento que desconfiava se aquilo era real, ou se tratava apenas de mais um de seus frequentes sonhos. – Está aqui. – Completou sorrindo. A jovem retribuiu o gesto e o agarrou em um abraço tão forte e apertado que lhe chegava a tomar o ar, mas ele não se importava com aquilo. Pois finalmente havia encontrado a garota que tanto gostava e ela estava correspondendo aos seus toques.

Ela desfez o abraço, mas sem deixar de encarar os olhos tão belos do mais alto. Ele acariciava o rosto dela com as costas das mãos e a loira tocava os cachos ruivos de tarrant enquanto sorria. Ela parecia gostar de fazer aquilo, já que todas as vezes em que se viam ela repetia o ato.

Eles foram despertados de seus pensamentos com um som de “tic-tac” que parecia vir do bolso de dentro do paletó de tarrant. Ele retirou o objeto de seu bolso e sorriu.

- Está funcionando outra vez! – Sorriu animado e encarou Alice que o olhava confusa. – Está na hora do chá! – Ela sorriu. – Estamos atrasados! – Alertou. – Venha, Alice. – Pegou a mão da jovem a trazendo para a mesa no jardim. – Você é minha convidada de honra. – Puxou um dos assentos para a jovem e a mesma logo se sentou, encarando a quantidade de coisas deliciosas que foram postas na mesa.

Mas logo sua atenção foi direcionada ao ruivo insano que sorria abertamente.

- Aceita um pouco de chá? – Perguntou, e a loira assentiu. Ele sorriu ainda mais. Alice observava tudo atentamente. As árvores que dançavam com o vento, o céu azul com algumas nuvens rosa, e os pássaros que cantavam. O gramado tão verde e bonito, o castelo ao longe parecia não ter mudado em nada desde a última vez que esteve ali. “As coisas parecem não ter mudado desde a última vez. ” – Pensou. “Não, algo está diferente. ” Tendo a certeza disso, ela voltou seu olhar para tarrant que apreciava sua xícara de chá com vontade. Ela sorriu ao se dar conta de que estava na presença dele outra vez, e suas bochechas ganharam um tom vermelho quando os olhares de ambos se cruzaram. Ela abaixou a cabeça um pouco envergonhada e tomou um pouco do chá na tentativa de acalmar os ânimos. Tarrant fez o mesmo.

 

- Parece que estão se divertindo. – Chessur, que ainda não havia se pronunciado, apareceu. – Olá, menina. – Ele sorriu para Alice, ignorando o olhar ameaçador de tarrant.

- Oi, Cheshure. – Ela retribui o gesto e tarrant resmunga algo inaudível para ela. – Quer se juntar a nós? – Perguntou gentilmente.

- Sinto muito, Alice. Ele não é bem-vindo na mesa do chá, tampouco foi convidado. – Tarrant explicou, tomando mais um gole de seu chá.

- Ora, mas você disse que eu sou sua convidada de honra, certo? – Ele assentiu. – E como convidada de honra, eu desejo que o cheshure se junte a nós na mesa. – Ela retrucou, sorrindo travessa. O ruivo balançou a cabeça concordando a contragosto e massageando as têmporas. A loira sorriu satisfeita.  – Ótimo.

 

...

 

Já era noite em Marmoreal. Alice havia cumprimentado a todos e a única que não parecia feliz com a sua presença era mallymkun. A ratinha parecia nutrir uma raiva constante pela jovem, sentimento o qual Alice não sabia explicar, mas não se importava muito.

Ela estava na varanda do castelo, como da última vez. Observava as estrelas, pensativa.                                                                      Não muito longe dali, tarrant a observava. A brisa suave fazia cócegas em seu rosto, Alice sorria com os olhos fechados. Seus fios dourados e encaracolados estavam soltos e um pouco bagunçados, mas isso não diminua sua beleza.

Perdido em seus pensamentos, o ruivo não percebeu quando a jovem virou-se para olhá-lo e o chamou. Ele estava perdido em seus devaneios.

- Chapeleiro? – O chamou novamente. – Está se sentindo bem? – Ela aproximou seu rosto em frente ao dele para encará-lo. O ruivo direcionou seu olhar para os pequenos e rosados lábios de Alice e uma vontade imensa de beijá-la o consumiu, mas outra vez, ele se conteve. O desejo de tomar seus lábios era tão grande que estava acabando com o pouco de lucidez que lhe restou, mas ele não iria fazer aquilo. Queria, mas não se atreveria a tocá-la sem o seu consentimento. O que Alice Iria pensar? Talvez ela ficasse assustada ou não quisesse mais ser a sua amiga. Isso ele não permitiria, não queria perde-la, de novo não.

- Ah, desculpe, Alice. – Forçou um sorriso. A loira o olhou desconfiada. – Eu estava distraído. – Ela assentiu, mas não estava convencida com o seu argumento. – Então... – mudou de assunto. Foi até a varanda sendo seguido por Alice. – Como chegou a wonderland? – Sorriu, tentando disfarçar o nervosismo.

- Ah, você sabe... – ela se aproximou do rosto dele e sussurrou em seu ouvido. – Foi só seguir um coelho de paletó. – Se afastou e sorriu.

- E o que veio fazer? – Riu um pouco nervoso. – Quero dizer, a guerra acabou, todos estão vivendo em paz. – Coçou a nuca. – Tem algum outro motivo especial para Mctwisp tê-la atraído até aqui outra vez? – Ele a olhou com o cenho franzido.

- Ora, chapeleiro. – Ela encarou o céu. – Eu não poço visitar os meus velhos amigos? – Ela sorriu.

- cl-claro... - ele confirmou, tentando esconder seu sotaque. Alice riu. – Amigos. – Completou baixinho decepcionado. A loira o encarou confusa.

- Além do mais, Mctwisp me contou que uma certa pessoa, que eu gosto muito, está sempre com um olhar triste e sério e me pediu que viesse vê-lo e curar a dor em seu coraçãozinho. – Ele a olhou confuso e ela revirou os olhos. – Essa pessoa é você, tarrant. – Ela riu e o ruivo abaixou a cabeça, sentindo o seu rosto queimar. Ela se aproximou dele lentamente e tocou em seu rosto, fazendo ele encará-la. – Não esconda seus sentimentos de mim, tarrant. – Ela o encarou séria e tocou em seu peito. – Me diz o que aflige o seu coração, por favor.

Ele suspirou e encarou os belos olhos azuis de Alice. Repousou sua mão sobre a dela em seu peito e o seu rosto tomou uma expressão séria.

- A verdade é que... quando você foi embora, eu não consegui parar de pensar em você um só segundo sequer e eu tentei, juro que tentei afastar esses pensamentos da minha mente insana – ele riu de forma nervosa e desesperada e apertou um pouco a mão de Alice, que não pareceu se importar. Ela escutava atentamente a tudo o que ele dizia. – Mas eu não consegui. E o pior é que tudo em você parece me atrair de forma descontrolada. Só quando eu estou ao seu lado eu me sinto feliz. Completo. – Ele sussurrou, apertando um pouco mais a mão da loira e, apesar da dor, ela não reclamou. – Você é a minha muiteza, Alice kingsley. Só com você consigo ser eu mesmo. Minha mente insana não consegue mais suportar a dor de quando você vai em embora, entende? – A jovem acariciou o rosto do ruivo com as costas da mão na tentativa de acalmá-lo. - Você não tem a menor ideia do quanto é especial para mim. – Ele sorriu, os dois encostaram as testas uma na outra. Ambos estavam com os olhos marejados. – A verdade é que... – ele encarou novamente aquela imensidão azul que eram os olhos de Alice e, disse por fim. – Eu senti a sua falta, Alice.

Para algumas pessoas, aquelas palavras podiam não ter muita importância, mas para tarrant hightopp, dizer “eu senti a sua falta” era uma forma tímida de dizer; “eu te amo”. E Alice parecia ter entendido aquilo, pois logo em seguida, tomou os lábios do ruivo em um beijo terno e doce que se misturou junto as lágrimas de ambos.  

- Tarrant... – Ela sorriu e o ruivo – ainda um pouco atordoado – retribuiu o gesto e juntou novamente os seus lábios nos dela, segurando sua cintura com certo desespero, colando seus corpos e aprofundando mais o beijo.                                                                                        Para a infelicidade de ambos, tiveram que se separar, pois o ar já lhes faltava. Eles colaram novamente suas testas e sorriram bobos. Tarrant fazia uma trilha de beijos nas bochechas de Alice. Ela ria do ato desajeitado do ruivo. Eles estavam felizes.

- Fi-fica comigo, Alice. – Suplicou entre os beijos e a jovem assentiu sorrindo. – Minha Alice. – Sem dúvidas aquele era o dia mais feliz da vida do insano chapeleiro. E não seria loucura afirmar que era o mesmo para a loira. – Isso até parece um daqueles sonhos impossíveis. – Confessou, rindo.

- Nada é impossível no “País das Maravilhas. ” - sussurrou. - Você me ensinou isso, chapeleiro. – Ambos sorriram.

No fim, os dois passaram a noite admirando as estrelas de wonderland, trocando caricias e beijos apaixonados. E, Alice pode até não ter dito, mas tarrant sabia com certeza que a loira também tinha  “sentido sua falta. ”


Notas Finais


É isso. Desculpem possíveis erros ortográficos ou gramaticais. Eu revisei várias vezes, mas acontece, né?!
Um agradecimento especial a @Maallow. Você é um gênio quando se trata dessa categoria. Sua fic (Apenas um sonho) é maravilhosa!! <33

kissus! <33


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