História Quando você voltar - Nosh - Capítulo 21


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Categorias NOW UNITED
Personagens Josh Beauchamp, Noah Urrea
Tags Josh Beauchamp, Noah Urrea, Nosh, Now United
Visualizações 289
Palavras 3.441
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, rs. Tô atrasada, eu sei, eu sei, É que eu dormi e só acordei 21h, então relevem. u.u
O capítulo tá bem grande, é meu presente pra vocês :)
Boa leitura!

Capítulo 21 - Quando eu souber o motivo de tudo


Fanfic / Fanfiction Quando você voltar - Nosh - Capítulo 21 - Quando eu souber o motivo de tudo

11 de Março de 2018 (um ano antes, dia seguinte à festa da Shivani)

Josh

 

Acordo com a cabeça latejando. Sinto um cheiro estranho, sou eu mesmo, estou fedendo. Fedendo a álcool e suor e sexo.

Com um incômodo grande abro os olhos tentando lembrar onde estou. Um sofá que não é o da minha casa. Sento.

Festa, Shivani, bebida, dança, Sina, Noah, Noah, eu, Any, eu, Noah, sexo, Noah, bebida, dança, sexo, amor, bebida, Noah, Noah, Noah.

Lembro de tudo. Transei com ele? Transei mesmo com ele? O vídeo. Gravei por isso.

Olho em volta procurando meu celular. Não tem mais ninguém na sala. Ainda meio tonto digito a senha e abro os vídeos. Ali está. Play. Foi real.

Eu preciso beber menos. E preciso de uma água.

Deixo o telefone de lado me arrastando até a cozinha.

— Bom dia, dorminhoco.

— Bom dia, Shiv. Desculpa, não consegui ir pra casa ontem, bebi demais...

— Tô vendo, tá com uma cara de ressaca péssima. Vou fazer café, quer um pouco?

— Por favor. — Sento em um dos bancos altos apoiando o corpo na bancada.

— Aconteceu algo ontem a noite pra estar com essa cara?

"Transei com meu melhor amigo."

— Não, nada demais.

 

31 de Março de 2019 (dias atuais, aniversário do Noah e do Josh)

Noah

 

— O que faz na minha casa?!

— Relaxa aí, Paliwal. Já vou vazar. Cadê o Noah?

— Não ia me deixar em paz até a formatura? — Caminho na direção de Lamar, não acredito que ele teve a cara de pau de aparecer.

— Tô aqui porque quero que sobreviva até a formatura.

— Como assim?

— Chega aí.

Vamos até um canto mais quieto para conversar.

— Noah, o Bailey tá surtado. — Lamar tem a cara séria, uma raridade para ele. — Apareceu lá em casa hoje cedo falando umas paradas muito esquisitas. Eu não quis ouvir, mandei ele parar com aquela merda e ir embora, mas... — Lamar se aproxima mais, tendo a certeza de não ser escutado por ninguém além de mim. — Quando tava saindo eu vi uma arma na calça dele.

— O quê?!

— Calma. Eu não sei se era de verdade, nem porque ele tava com aquilo, mas achei melhor te contar. O May tá muito estressado e não para de falar de você. Não vim estragar tua festa, não, só achei melhor avisar pessoalmente pra tomar cuidado, você e teus amigos.

Afirmo ainda processando.

— Você ligou pra polícia?

— Não, pô. Ele é meu melhor amigo, não vou foder com ele. E também não tenho certeza do que vi. Só fica ligado, ok? Principalmente na hora de ir pra casa.

— Tudo bem.

— Vou vazar antes de ser assassinado por elas. — Lança um olhar para as meninas, um pouco afastadas. Vira em direção a saída.

— Lamar.

— Hm?

— Obrigado por ter avisado.

Ele dá um sorriso de canto.

— Tu é um cara legal, Urrea. Sempre foi. Foi mal ter te machucado esse tempo todo. — Fico em silêncio, olhando para o chão. — Não precisa me perdoar, não. Só considere isso meu pedido de desculpas. Um namoral dessa vez. Ah, e parabéns.

Confirmo com a cabeça e Lamar sai da festa.

— Tudo bem?

Josh se aproxima junto com o resto do pessoal, tem uma expressão preocupada no rosto.

— Sim...

— O que ele queria, Nô?

— Avisar sobre o Bailey. Falou pra tomarmos cuidado.

— E veio até aqui só pra isso?

— É.

— Mas...

— Deixa pra lá, gente. Podemos só aproveitar a merda da festa e esquecer o resto?

Meus amigos confirmam, voltando a fazer o mesmo de antes.

— Noah, você quer conversar?

— Não, Josh, eu não quero conversar. Eu quero beber e dançar igual um adolescente normal, pode ser? — Provavelmente estou sendo grosso demais.

— Tudo bem, desculpa por me preocupar. — Ele parece meio chateado.

— Eu não quis ser grosso.

— Eu sei.

— Só não quero mais problema.

— Ok. Chega de problemas. Me concede essa dança?

Sorrio acompanhando ele até a pista.

Ficamos um tempo dançando até eu cansar e ficar com sede. Não tenho o mesmo fôlego de Josh para esses coisas.

Caminho até a mesa de bebidas encontrando Sabina.

— E aí, curtindo a festa?

— Sim, tá bem legal. Obrigado por terem feito isso por mim.

— Você merece, amigo.

Sabina está segurando dois salgadinhos e enchendo um copo de alguma bebida quando a surpreendo com um abraço.

— Obrigado, Sabi.

— De nada, amore. Mas eu não fiz tanta coisa assim, na verdade só organi....

— Não tô falando disso. Obrigado por ser a melhor amiga do mundo.

— Noah, eu não fiz nada demais.

— Obrigado por ter passado o último aniversário do meu lado, por ter me escutado chorar tantas noites pelo telefone, por ter batido no Bailey, por ter tentado de tudo pra acabar com o inferno que tava sendo minha vida. E por ter me salvado aquele dia.

Ela me aperta no abraço. Ouço alguns soluços.

— Seu bobo, eu só fiz o que precisava ser feito.

— Mas ninguém mais fez. Não desse jeito. Obrigado, Sabi. Eu te amo.

— Eu também te amo, seu bobinho. Olha só, agora meu rímel tá todo borrado... — Rimos baixinho ainda abraçados. — Você merece muito ser feliz, Noah. De verdade. E tenho muito orgulho de te ver sorrindo hoje. Exatamente um ano atrás as coisas tavam tão ruins... E depois, no dia que você tentou... Eu achei que ia desistir de tudo... — O choro dela aumenta um pouco.

— Eu ia. Você me salvou.

— Nunca mais faz aquilo.

— Eu prometi, não foi?

— Foi. E acho bom continuar cumprindo.

— Tá tudo bem agora, Sabi.

Finalmente solto ela. Estou feliz e, acima de tudo, grato. Sabina me salvou no dia em que tentei me matar. Esteve do meu lado em todos os momentos e segurou minha barra todas as vezes que conseguiu. Ela é a melhor amiga que eu poderia ter. Sem ela não estaria aqui agora.

— Sabe, o Josh até pode ter sido o único a me tirar do inferno, mas você desceu até lá comigo, só pra não me deixar sozinho.

— E faria de novo.

Abraço ela uma última vez.

— Obrigado de verdade, Sabina.

 

 

Josh

 

Estou feliz, todos estão felizes. É bom estarmos juntos outra vez. É divertido.

Só penso nisso ao sair da pista de dança e caminhar na direção de Noah, que toma alguma coisa na mesa de bebidas com Sabina.

— Me abandonou lá.

— Eu não tenho essa energia todo pra dançar, não.

— Vou deixar vocês, casal. Pepe já deve estar chegando.

— Ele vem?

— Sim!

— Que bom.

Sabina sai animada nos deixando sozinhos.

— Você tá feliz?

— Tô feliz pra caralho.

— Então eu também tô. — Chego perto dele, abraçando-o pelas costas. Colo a boca em seu ouvido. — Ainda tenho mais uma surpresa pra você...

— Finalmente vamos poder transar sem algum familiar seu interromper?

— Algo assim.

Devo estar sorrindo igual um idiota pensando no que planejei. Não posso negar o nervosismo.

— Vai me falar agora?

— Não vai ser surpresa se eu falar.

— Dá uma dica?

— É meu presente pra você.

— Então tá.

Abraço ele um pouquinho mais, suspirando. Estar perto de Noah mexe muito comigo.

— Josh, você tá bem? — Ele me encara entre o cômico e o preocupado.

— Tô. Por quê?

— Tá parecendo uma amoeba hoje.

— Amoeba?

— É, não desgruda de mim.

— Que piada péssima. Te incomoda eu ficar assim?

— Incomodar não incomoda, só não é muito sua cara.

— Eu tô carente. Posso?

— Vou dar um jeito nessa sua carência, então.

Noah vira de frente me beijando. Tem um gosto doce de energético nos lábios, mas continuam macios como sempre. Sinto a língua dele procurando a minha e os braços eroscando-se no meu pescoço. Caralho, beijar ele é bom 100% das vezes.

— Pelo amor de deus, procurem um quarto!

Ignoro Krys do nosso lado intensificando mais o beijo.

— Daqui a pouco eles vão tirar a roupa.

— É, Sofya, melhor tapar os olhos, você é muito nova pra essas coisas.

— Porque você é a idosa, né, Any?

— Cala a boca, Krys.

Continuo o beijo sem me importar com nossos amigos. Noah também não faz questão de parar, muito pelo contrário, me empurra para a parede envolvendo minha cintura.

— Anjos, isso aqui não é Cinquenta Tons de Cinza não, tá? Querem transar vão lá pra dentro.

Sinto que muita gente deve estar nos olhando, mas não me deixo abalar, continuando com os beijos.

— Meu deus, eles não vão parar mesmo.

— Shivani, mostra onde fica seu quarto antes que se comam na sala.

— Tá maluca, Diarra?! Ninguém vai transar no meu quarto! — Eu e Noah não nos aguentamos e finalmente quebramos o contato, caindo na gargalhada. Ele está pensando o mesmo que eu, tenho certeza. — Posso saber qual a graça? Eu tô falando muito sério, minha casa não é motel, não!

Meu estômago dói de tanto rir.

— Ai, ai, Shivani... Se você soubesse...

Todos nos olham extremamente confusos.

— Eles piraram de vez...

Aos poucos vamos parando de rir.

— Esquece gente.

— Eu quero beber. Quem me acompanha? — Noah levanta uma garrafa de vodka do meu lado.

— Passo. Preciso mijar.

Vou atrás de um banheiro e não demoro muito a encontrar. Quando saio resolvo dar uma volta na varanda e vejo Any nos fundos do jardim. Um sentimento estranho me invade, lembranças daquela noite. Caminho até ela.

— Tá sozinha aqui?

— Ah, oi, Josh. Tô.

— Posso sentar com você?

— Pode. — Ela abre espaço no balanço de madeira.

Estamos em silêncio, só o som da música vindo lá de dentro.

— Sabe, eu sei que você me perdoou, mas eu nem tive a chance de me desculpar.

— Não tem motivo, eu entendi porque foi embora.

— É, mas não é por isso que preciso me desculpar. Vai olhar pra mim? — Ela vira a cabeça devagar na minha direção. — Ainda sente aquelas coisas todas das quais falou um ano atrás?

Any dá de ombros.

— Algumas. Não importa agora. Tô feliz que esteja feliz. Vocês dois.

— Você merece ser feliz com alguém também.

— Eu sei...

— Desculpe, Any. Desculpe pelo que aconteceu naquela festa, por ter beijado você e te deixado esperando... Desculpe por alimentar suas esperanças. Eu tava confuso, pensei que gostava de você, pensei mesmo, mas quando eu e Noah transamos naquela noite eu...

— Pera aí, o quê?!

Merda.

— O que o quê?

— Vocês transaram naquela festa?!

— Não. Quem disse isso?

— Você acabou de dizer, garoto.

— Disse? Não disse, não.

— Eu não acredito nisso... Nunca nem tive chances, tive? — Any revira os olhos numa cara debochada.

— Teve. Só não contra ele.

— Eu não acredito que vocês ficaram naquela festa... — Ela está mais chocada do que brava. — Eu igual trouxa te esperando e você dando pro Noah...

— Comendo.

— Quê?

— Eu tava comendo ele, não dando pra ele. — Any me olha como se fosse me matar. — Mal. Continua.

— Ai, nem sei mais. Depois dessa minha tristeza até foi embora.

— Ué, não devia ser o contrário?

— Não. Eu achava que tinha insistido pouco e se tivesse tentando mais ou conversado mais com você teria ficado comigo. Achei que tivesse ido embora sem saber se gostava de mim ou não e me culpei por te perder. Saber que você e Noah já se gostavam naquele dia só prova o quão idiota eu fui de pensar isso. Você não teria ficado comigo de jeito nenhum, mesmo não tendo ido pro Canadá. Já tava apaixonado nele há muito tempo.

Dou um sorriso fraco para ela. Está certa, eu gostava dele desde aquela época, só tinha medo de admitir para mim mesmo.

— Sinto muito, Any. Por te fazer sofrer. Você vai achar um cara legal, bem mais legal do que eu.

— Eu sei. Obrigada, Josh. Por se desculpar.

Dou um sorriso largo para ela e a puxo para um abraço.

— Obrigada você por ser uma amiga foda.

— A gente tenta.

 

 

Sina

 

— Anjo, vocês tavam quase se engolindo!

— Não enche o saco, garota.

— Deixa eles, Sina. São muito fofinhos juntos.

— Concordo com a Yoon, somos muito fofinhos juntos.

Noah dá um sorriso largo e animado. Ele está realmente muito feliz e isso é incrível. Amo vê-lo sorrindo assim.

— Gente, eu ainda nem acredito nisso, que somos amigos de novo. Senti falta de você, Noah.

— Também senti sua falta, Yoon, de vocês duas.

— A gente nunca devia ter se afastado...

— Nada de falar disso hoje, já pedi.

— Desculpa, desculpa. Passa essa vodka pra cá, eu ainda tô muito sóbria. — Noah estica o braço e pega a garrafa.

Estamos os três no chão deitados em uma pilha de almofadas, conversando e bebendo.

Krys, Hina e Sabina dançam junto com alguns outros convidados e Shivani e Diarra estão numa roda no outro canto da sala, conversando. Any e Josh tentam acertar pipocas um na boca do outro, mas são péssimos nisso.

Estou feliz, muito, muito, muito feliz. Senti falta dos meus amigos e senti falta do Noah. E de sorrir. Sorrir com eles é muito bom.

A festa está ótima e podia continuar assim a noite todinha.

— Sina, acho que a Shivani tá te chamando. — Noah aponta a garota gesticulando para mim.

O parabéns! Tá na hora!

Invento qualquer desculpa indo até a cozinha onde Shivani e Any arrumam as velas no bolo. Dou um sorriso quando vejo as palavras que elas formam.

— Nosh? Qual de vocês pensou nisso?

— A Sofya, na verdade. Genial, né?

— Sim!!! Eles vão adorar.

— Sina, apaga as luzes da sala e faz o sinal quando pudermos entrar.

— Ok!

Caminho de volta até o cômodo achando a tomada onde as luzes de festa estão ligadas. Apago, mas uma luz forte ainda ilumina o lugar. Quando me viro para ver o que é meu corpo congela.

A TV de Shivani, enorme e centralizada na sala, está ligada e nela um vídeo nada agradável é reproduzido.

Meus olhos automaticamente procuram Noah, assim como os dos outros convidados. Está em choque, sua cara é indecifrável.

Noah começa a respirar de uma forma esquisita, todos estão em silêncio. Não vou deixar ser como da última vez.

Puxo a tomada da televisão também, acabando com a tortura dele. A sala está numa completa escuridão.

— Ok, quem foi o babaca que fez isso? — Identifico a voz de Josh em algum lugar perto de mim.

— Fui eu. — A luz se acende e em frente a TV está... Bailey. — Feliz aniversário, Noah.

— Você só pode tá de sacanagem com a minha cara! — Josh tem o rosto vermelho de raiva.— Qual o seu problema mental?! Vaza daqui seu pedaço de bosta!

— Josh, para...

— Parar?! Ele não tem o direito de estar aqui!

— Eu sei, mas por favor, para... — A expressão de Noah é de desespero.

— Não vou parar porra nenhuma! Já deu! Ele merece morrer!

— Mereço, Josh?

Bailey tira... tira uma arma de trás do jeans e aponta na direção de Josh... Seguro um grito. Todos na sala paralisam.

— Bailey...

— Cala a boca, Beuchamp! Vai ficar bem quietinho agora se não estouro seus miolos.

— Vamos conversar, cara...

— Mandei calar a boca! Inclusive, se algum de vocês falar alguma coisa eu explodo esse cabeça idiota. Todo mundo botando o celular no chão. Agora. — Estou tremendo, mas obedeço a ordem. — Noah, vem cá.

— Bailey, por favor... Abaixa isso...

— Não mandei falar nada, porra! Vem aqui!

Noah engole em seco e obedece. A respiração dele parece acelerada. Tento pensar em algo, mas nada vem a cabeça.

— Bailey...

— Quietinho. Aqui do meu lado. Alguém desliga essa música estúpida! Sina, liga a porra da televisão.

Obedeço sem pensar duas vezes e logo o som cessa. Estou com medo...

Bailey mexe em alguma coisa e o vídeo volta a ser reproduzido, agora com o volume bem audível.

Noah fecha os olhos. Coitado...

— Nem pensar, você vai assistir tudo. — Bailey puxa ele com força envolvendo-o com um dos braços e segurando seu queixo com o outro, a arma na mão. Sinto medo por ele... E raiva. Sinto raiva. — Abre os olhos ou seu namorado vai ficar com os dele fechados pra sempre.

Noah abre, vejo algumas lágrimas se formando.

— B-Bailey...

— Cala a boca! Só assiste. Você tava aproveitando muito esse pau, né? Diz pra mim Noah, por que o meu você não quis chupar, hein? De quem era esse pau que você tanto curtiu colocar na boca? — Bailey está perto demais do rosto dele... Aperta o queixo com força. — Fala, porra! De quem é esse pau, Noah?! — Noah está chorando e eu também estou. Não sou a única, ouço soluços baixinhos por toda a sala. — Não vai falar, não?

— É meu.

Quando Josh diz isso Bailey joga Noah no chão com força.

— O que disse, Beauchamp?

— Disse que é meu. Sou eu que ele tá chupando nesse vídeo. — Josh não chora, pelo contrário, suas palavras são sérias e frias.

A expressão de May é odiosa e assustadora. Estou assustada. Ele começa a rir com escárnio.

— Era você?

— Era eu.

— Era ele? — Noah está sentado no chão, tremendo e apavorado. — Responde, caralho!

— S-Sim...

Que nojo. Vocês dois são nojentos. Levanta, Urrea! — Agarra ele com agressividade pelo braço e joga-o na direção de Josh, que o abraça. — Já que gosta tanto assim de chupar ele, então chupa.

Vejo Shivani e Hina confusas, mas Krys e Any arregalam os olhos, entendendo imediatamente. Bailey não pode estar falando sério...

— O-O quê...?

— Chupa. Ele.

Noah faz uma careta de nojo e medo. Josh parece que vai matar alguém. Não acredito no que estou ouvindo....

— Você enlouqueceu, Bailey?! Vai a merda, ele não vai fazer isso!

Um tiro. Alto. No chão. Os dois tremem. Todos tremem.

— Dá próxima vai ser sua cabeça se não me obedecer, Josh. Anda. — Ele tem tanto ódio no olhar... Não quero ver isso.

— J-Josh...

— Calma, calma. Respira. Vai ficar tudo bem.

Noah está aos prantos, tentando não ter um ataque de pânico. A respiração dele é falha, posso ver o quão assustado está. Josh segura suas mãos com força olhando-o nos olhos.

— Anda, porra! Não tenho a noite toda!

— Ei, olha pra mim, só pra mim. Sou eu, ok? Vai dar tudo certo.

— M-Mas... E-Eu...

— Tá tudo bem. Imagina que só tem a gente aqui, ok? — Josh também derrama algumas lágrimas.

— Ajoelha, Noah!  — Bailey perde a paciência abaixando-o pela cabeça a força.

Não quero ver isso. Não posso acreditar... Ele é um monstro, nojento, verme, asqueroso. Merece morrer.

Fecho os olhos quando Josh começa, muito lentamente, a abrir o zíper da calça.

Isso vai mesmo acontecer...

— Já chega, Bailey.

Uma voz feminina toma o ambiente e sigo o som, vendo-a parada na porta da varanda.

— O que está fazendo aqui?

— Garantindo que você não estrague a vida de mais ninguém. — Ela caminha a passos lentos em direção a cena. 

Quando entrou na casa?

— Nunca estraguei sua vida.

— A minha não, estragou a sua. Deixa eles em paz, Bailey. — Joalin está completamente calma mesmo que o garoto ainda tenha uma arma na mão.

— Não se mete, isso não te diz respeito.

— Isso me diz respeito 100%. Solta o Noah.

— Tudo bem. — Bailey dá um sorriso sádico empurrando Noah na direção dela e puxando Josh para si. A arma agora encosta em sua cabeça. — Se chegar mais perto mato ele.

Meu coração acelera, sinto a adrenalina no peito. Ele vai matar Josh. Vai matá-lo sem pensar duas vezes.

— Eu acho que não, Bailey. — Num gesto Joalin puxa outra arma de dentro da jaqueta, apontando-a para o ex-namorado. Onde ela conseguiu isso?! Por que está com ela??? Estou confusa e preocupada. Só não quero morrer hoje.

— Vai atirar em mim? Vai em frente. Não tenho mais nada a perder.

— Em você não. — Ela muda o alvo mirando em... Noah?! O que essa louca tá fazendo?! — Nele.

Josh tenta se mover, mas Bailey aperta-o com mais força. Não consigo entender nada...

— Você não teria coragem...

— Me testa. — Nunca vi Joalin tão séria na vida. — Se atirar no Josh eu atiro no Noah.

— J-Joalin... O-O que tá fazendo...? Ele n-não dá a mínima se atirar em mim...

— Dá sim.

— N-Não... — Noah tenta desesperadamente não surtar. — E-Ele quer que eu morra...

— Não, Noah. Ele quer que você sofra, não morra.

— O-O que...

— Solta o Josh, Bailey. Ou vou tirar a coisa mais importante do mundo pra você que nem fez comigo.

Noah tem a cara tão confusa quanto o resto da festa.

— Do que você...

— Vai contar pra ele ou eu conto, May? Não vai? Então eu falo: ele gosta de você, Noah. E se não quiser ver seu amado virar patê é melhor soltar o Beauchamp agora.

Não acredito no que estou escutando... Bailey gosta do Noah? O que caralhos essa garota tá falando?!

Bailey faz uma careta de ódio extremo e lança Josh com força no chão.

— Você só estraga tudo...

— Desliga a tomada da TV, por favor, Sina. — Puxo o fio depressa. — Bota a arma no chão. E chuta pra cá. — Ele obedece. Joalin muda de novo a posição do braço mirando em Bailey. — Alguém pode, por favor, ligar pra polícia?

 


Notas Finais


E aí? Gostaram? Pra quem achou que Lamar foi lá estragar a festa, errou. Pra quem sabia que o Bailey gostava do Noah (literalmente todo mundo), parabéns, vocês estavam certos. Pra quem achou que Joalin não ia aparecer na fic k k k k
Capítulo ficou grande e deu trabalho pra caramba escrever, portanto comente com consciência. Deixe o comentário que você gostaria de ler u.u
Tava muito ansiosa pra compartilhar esse capítulo e preciso que alguém surte comigo rtsajhdgtwe
Amo vcs <3

Ps.: Aviso desde já que agora teremos no máximo do máximo uns 5 ou 6 capítulos até o fim da fic, talvez menos. u.u

Edit: Galerinha, criei uma playlist pra fic, quem quiser dar uma olhada o link tá aqui ó: https://www.youtube.com/watch?v=b4oqJ5_0XtQ&list=PLytH_AcaAJ8fMbCnWb--ypuqF1ZUeVJeo
Foram as músicas que inspiraram pra escrever essa história <3


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