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História Quanta dor pode caber no vazio? - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


ATENÇÃO, LEIA ANTES DE COMEÇAR O CAP.
Oi gente... Me desculpem pela demora para postar esse cap, mas a construção dele foi bem dificil...
Tenho algumas considerações antes de começar:

Primeiro: Nesse cap temos bastante flashbacks e sonhos, então tudo o que vocês lerem que estiver em italico é flashback e sonho.
Segundo: Para conseguir encaixar algumas situações eu tive que dar uma mexida no cannon, então não estranhem se tiver um pouco diferente dos episódios, mas precisei fazer isso para ambientar melhor e em alguns momentos para não me pronlongar taaaaaaaaaaaaaaaaaanto.
Terceiro: Mudei meu nick aqui no spirit para @louwaltrick Caso vocês queiram receber atualizações da fanfic me sigam aqui!

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Sem mais delongas, espero que gostem do cap <3

Capítulo 11 - Capítulo 11


 Sango

A aparência daquele lugar era assombrosa, as paredes mais pareciam entranhas de algum animal e o cheiro era insuportável, uma mistura de miasma com algo podre, como se estivéssemos dentro de um corpo que estava se decompondo há muito tempo. Mas não, de alguma forma ainda era possível sentir que havia vida e muita energia maligna ali.
Eu caminhava ao lado de Kirara, que estava transformada, olhando ao redor, procurando por alguma saída ou caminho a seguir, mas era como se fosse um labirinto. De repente depois de muito tempo presa naquela confusão, um feixe de luz apareceu em meio ao breu.
- Uma luz? Isso é a luz da joia de quatro almas? – Perguntei-me – Sim, não há dúvidas quanto a isso! Se eu seguir essa luz encontrarei Naraku e o destruir, a maldição do buraco do vento irá desaparecer.
Subi em Kirara voamos em direção à luz, quando a figura de Naraku se materializou em nossa frente.
- NARAKU! – Senti meu sangue esquentar e meu corpo ficar tenso ao vê-lo, a raiva que sentia daquele ser era absurda. Eu precisava matá-lo, precisava dar fim a todo sofrimento que ele causou a mim e a tantos outros. Minha família está morta, a maldição de Miroku, Kikyou, Inuyasha... Eu não poderia deixar que ele continuasse, era como se meu coração só fosse ter paz depois que ele desaparecesse por completo deste mundo.
Levantei o osso voador para atacá-lo, mas neste momento ele estendeu seus braços e o corpo de uma menina adormecida apareceu.
- RIN!!! – Eu gritei.

 

Acordei assustada e me sentei rapidamente no futon respirando fundo e puxando ar para dentro de meus pulmões, as gotas de suor escorriam por meu corpo por conta do nervosismo e agitação do sonho.
 Olhei para os lados desesperadamente e pude notar onde eu estava, era o castelo do senhor Hiroshi. Ainda era madrugada e meu pai e Kohaku dormiam tranquilamente nas camas ao lado, pareciam exaustos, lutar com aquele youkai e a viagem até aqui fora cansativo mesmo. Deviam ter se passado poucas horas desde que saí do jantar de comemoração e vim para o quarto dormir.
Passei o dorso de minha mão na minha testa para limpar o excesso de suor que ali estava. Suspirei fundo. Eu ainda estava tensa por conta do sonho e tudo o que eu conseguia sentir era raiva. Mas de uma forma que eu nunca senti em toda a minha vida, de onde veio tanto ódio? Eu nunca odiei alguém, pelo menos não que eu me lembrasse.
- Naraku... – Lembrei-me da conversa que tivemos com Kaede na noite anterior.

Naraku estava atrás da joia de quatro almas para aumentar seu poder e se tornar indestrutível. Ele causou muita dor e destruição por onde passou, inclusive foi responsável pela morte de minha irmã.


Essas palavras não paravam de ecoar em meus pensamentos, comecei a sentir algumas pontadas em cabeça. Já não bastavam os ferimentos do combate de hoje, agora isso. Massageei minhas têmporas para ver se a dor diminuía, mas nada adiantou, gostaria de ferver uma água para preparar um chá de ervas, mas com certeza isso acordaria a todos.
De novo lembrei-me da voz de Kaede.

Porém ele foi derrotado e a joia foi destruída junto com ele, aqui em nosso vilarejo.

Naraku... Seria ele que apareceu em meu sonho? Eu não poderia ter sonhado com ele apenas por que Kaede o mencionou em uma conversa, poderia? Não, até porque eu nem sabia sua fisionomia.
Mas eu tinha tanta certeza. Mesmo que eu não lembrasse ou soubesse de mais nada relacionado a ele.
- Eu preciso encontrar Kaede de novo, ela deve saber mais sobre ele e sua morte... Preciso descobrir de verdade quem é esse Naraku – Murmurei para mim mesma. Eu precisava saber os motivos pelos quais eu sentia tanta raiva, entender de onde eu havia tirado essa fisionomia dele que eu vi em meu sonho, eu precisava saber mais. Eu não aguentava isso martelava dentro de mim. Era como se meu coração me mandasse ir atrás. E ao mesmo tempo, era como se tudo ao meu redor confirmasse que eu estava louca. Olhei para meu pai e irmão que dormiam.

“Minha família está morta, a maldição de Miroku, Kikyou, Inuyasha...”.

Ouvi aquela frase, que eu mesma tinha dito no sonho. Dentro de mim havia uma certeza muito forte, mas ao vê-los ali vivos só me trazia um sentimento de confusão, como se tudo que houvesse dentro de mim, dizendo para ir atrás e descobrir o que acontecia, desmoronasse e me fizesse cais por terra.
- Mas se isso tudo fosse verdade, eles não estariam aqui, estariam? – Falei olhando para Kohaku que dormia. Mesmo meu coração dizendo que não, talvez eu só estivesse muito cansada e estressada com tudo que aconteceu ultimamente e esses sonhos estranhos sejam apenas consequência. Sacudi a cabeça negativamente tentando afastar aqueles pensamentos. Bom, de nada adiantava eu tentar resolver isso a essa hora da madrugada, ainda mais sozinha, eu teria que de uma forma ou de outra ir conversar com a Kaede, além do mais eu precisava voltar a dormir, logo amanheceria e nós teríamos que partir.
- Se acalme Sango, estão todos bem – falei para mim mesma, colocando a mão sobre meu peito, sentindo as batidas do meu coração desacelerarem.
Deitei-me novamente e fechei meus olhos com força, afim de não pensar mais sobre aquilo e conseguir pegar no sono, mas era impossível. Como poderia um sonho ser tão real? Aquilo realmente estava me assombrando.
Sinceramente eu torcia para não estar chegando à beira da loucura. Virei para o outro lado do colchão, procurando por uma posição mais confortável, para que assim eu conseguisse dormir novamente. Aqueles minutos em quanto eu me remexia de um lado para o outro pareciam intermináveis, mas pouco a pouco o sono começava a chegar e quando eu estava a ponto de dormir, aquela lembrança do sonho me despertou novamente.

“RIN!”

Senti meu coração disparar e todos os músculos do meu corpo contraírem em tensão. Por um momento o ar me faltou, como se todo o oxigênio do mundo houvesse sumido e eu estivesse presa no vácuo. Respirei com força, meus pulmões clamavam por isso.
Levantei-me, eu precisava sair daquele quarto rapidamente, precisava de ar fresco, sentir o vento bater em meu rosto. Abri a porta de correr com cuidado para não fazer barulho e saí. Quando dei por mim eu estava no meio do jardim principal do palácio, que ficava em frente aos nossos quartos. Sentei-me em uma grande pedra e botei a mão em cima do meu peito, meu coração, ele pulsava forte, parecia que sairia pela minha boca.
Olhei para o céu e a grande lua estava lá junto das estrelas, mas de alguma forma, elas não estavam tão iluminadas, como se sua luz estivesse turva ou se apagando. Que sensação estranha aquilo me causava.
Lembrei-me daquela garotinha e as lágrimas desesperadas escorreram de meus olhos e rolaram pelo meu rosto. Era como se reconhecesse cada detalhe seu, uma jovenzinha de pele alva e cabelos escuros, que aparentava ter apenas nove ou dez anos. Usava um quimono de tons amarelos e alaranjados e dormia tranquilamente nos braços daquele maldito. Meus olhos estalaram. Era ela. Uma das meninas do meu outro sonho, a mais velha delas que abraçava as pequenas em quanto se escondiam no meio do mato. No sonho de hoje ela parecia um pouco mais nova se comparado ao outro, mas era ela, só podia ser, eu a reconheceria em qualquer lugar.
- Seu nome é Rin – Murmurei entre as lágrimas que se intensificavam ao lembrar-me da cena das três meninas abraçadas e escondidas, tremendo de medo. A preocupação que eu sentia com elas era... Inexplicável.
Isso foi a gota d’água para me convencer que eu não estava louca e que realmente tinha algo de muito errado acontecendo. As crianças, Naraku e agora Rin que apareceu no meu primeiro sonho e agora nesse, tudo tinha relação de alguma forma.
- Se Kaede sabe sobre Naraku – Meu corpo estremeceu ao falar o nome dele – talvez saiba alguma coisa sobre Rin e as outras pequenas. Eu tenho que encontrá-la novamente, preciso descobrir o que está acontecendo e de onde vêm essas lembranças.
O barulho de passos na grama vinha em minha direção, seguidos de uma voz.
- Mana? – Era Kohaku que se aproximava – O que está fazendo aqui? – Me virei em sua direção e ele estava há alguns passos de distância de mim, parecia um pouco sonolento e esfregava seus olhos na intenção de acordar. 
Eu ainda chorava e eu percebi que ele se assustou ao ver meu estado. Correu até mim e se abaixou.
- Kohaku... – Minha voz estava embargada por conta do choro.
- O que houve mana? Fizeram algo com você?! – Ele me abraçou com força e eu só consegui encostar minha cabeça em seu ombro e chorar mais.
- Se acalme, vai ficar tudo bem – Ele beijou o topo de minha cabeça e afagou meus cabelos em quanto me ouvia chorar.


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- Você já sentiu como se tivesse uma parte da sua memória que está faltando? Como se sua vida tivesse sido interrompida em algum momento? – Eu já havia parado de chorar, mas meus olhos ainda estavam marejados. Eu sentia o peso em minhas pálpebras, não só pelo cansaço, mas por todas as lágrimas que derramei em tão pouco tempo.  
Eu e Kohaku estávamos sentados lado a lado e seu braço passava por cima dos meus ombros me abraçando.
- Como assim? – ele me indagou.
- Há algum tempo eu estou tendo alguns sonhos estranhos... No inicio era de forma esporádica, mas de uns dias para cá o mesmo sonho me assola quase que todas as noites. Primeiro eram apenas pequenas cenas, mas a cada dia que passa vai aumentando e se tornam cada vez mais... Reais. Como se na verdade não fossem sonhos e sim lembranças.
- E como é esse sonho?
- Havia três garotinhas, uma mais velha que parecia ter uns treze anos e outras duas menores bem pequenas da mesma idade, não deviam ter mais do que quatro anos. Elas estão abraçadas no meio do mato escondidas de algo, ou alguém, até que uma delas ouve alguma coisa e sai correndo chamando por sua mãe. Os gritos de medo daquela garotinha me aterrorizam todas às vezes. E parecia que eu estava ali com elas, de longe, mas eu nunca me via, apenas presenciava a cena acontecer, vendo aquela pobre criança correr na minha direção – Senti uma pontada em meu peito ao falar sobre aquilo e as lágrimas que haviam cessado, rolaram novamente. O que poderia ter causado tanto medo a aquelas meninas? Quem poderia se atrever a fazer tanto mal a crianças tão pequenas? – E a dor que eu sinto só de pensar nelas é absurda, como se me matasse aos poucos. E o vazio que eu carrego dentro de mim... É algo sem explicação. – Suspirei fundo – Confesso que no inicio achei que estava louca, mas o sonho de hoje foi diferente, me fazendo pensar que talvez eu realmente não esteja louca e que tudo isso seja verdade.
- Mas... O que aconteceu de diferente dessa vez? – Ele perguntou sério. Seus olhos transpareciam preocupação, mas eu sabia que ele iria me entender, afinal, nós somos irmãos e ele sempre me entendia, até quando eu mesma duvidava de mim.
- No sonho de hoje eu me vi junto de Kirara, mas nós não estávamos no mesmo local do outro sonho. Era um lugar escuro, como se eu estivesse dentro de algum animal ou algo assim, e eu lembro que o cheiro era horrível. Nós procurávamos por algo, até que uma luz surgiu em meio a escuridão e a seguimos, dando de encontro com alguém que eu nunca tinha visto, pelo menos eu achava que não, mas eu sabia quem era, gritei seu nome e senti tanta raiva ao vê-lo como nunca senti na minha vida.
Eu senti que a cada palavra minha, a respiração de Kohaku ficava mais rápida, quando terminei de falar ele se soltou do nosso abraço rapidamente, fazendo meu corpo balançar pelo susto, ele levantou exaltado e se virou ficando de frente pra mim.
- Q-QUEM VOCÊ VIU MANA? – Seus olhos estavam estalados e era nítido o seu desespero quanto ao o que me perguntava como se ele já soubesse o que eu iria responder.
- Naraku.
A partir daí tudo foi rápido demais. Seu rosto ficou pálido, como se toda a vida que existia dentro dele tivesse escapado. Vi suas pernas amolecerem e ele caiu de joelhos no chão antes que eu pudesse fazer qualquer coisa para ampara-lo.
Ajoelhei-me ao seu lado rapidamente e toquei seus ombros com cuidado – Kohaku, o que foi?! – Mas ele não me respondia. Ele olhava para frente, mas não havia nada lá, era como se estivesse em uma espécie de transe.

Kohaku

Senti quando meus joelhos e mãos bateram no chão subitamente, minha pele ardeu e eu pude ver que a queda causou algumas escoriações, mas nem isso e nem a pancada brusca me incomodaram tanto quanto a dor que eu sentia em meu peito, ela queimava, parecia que eu estava em meio a um incêndio.
Meu corpo tremia e eu não conseguia me movimentar, apenas arfava por conta da dor que sentia.

Havia cadáveres e poças de sangue por todos os lados, era difícil acreditar que aquilo era um castelo e não um grande campo de batalha.
Dei alguns passos a frente e sorri maliciosamente, eu sentia uma enorme satisfação ao ver todas aquelas pessoas mortas, eu segui todas as ordens e aniquilei os inimigos. Mas em que momento eu sentia orgulho por matar? Ainda mais humanos?
- Muito bem Kohaku – Uma voz masculina invadiu os meus pensamentos. – Agora termine o que começou... Mate ela...
- Essa voz, eu a conheço – Murmurei.
- Mate, Kohaku...
- Quem? – O respondi em meus pensamentos.
- Sango.
Senti um arrepio correr por toda a minha espinha e eu arfei de susto ao ouvir seu nome. Parecia que eu tinha acordado de uma espécie de transe, como se as “amarras” que me prendiam houvessem me soltado. Olhei ao meu redor e percebi de quem eram aqueles corpos desfalecidos no chão.
- Minha família... Meus companheiros... – as lágrimas invadiram meus olhos.
- Kohaku... - A voz dela me chamou. Há alguns metros de mim Sango estava ajoelhada, minha foice estava cravada em suas costas. A corrente que saía da base da arma vinha até minhas mãos. Foi aí que percebi tudo que estava acontecendo, eu havia os matado.
- Irmã... O QUE FOI QUE EU FIZ?! – Corri em sua direção desesperado, precisava ajudá-la, ela não poderia morrer também. Como eu não tinha percebido que ela estava em minha frente o tempo todo? Como eu pude fazer isso? Que tipo de monstro eu sou?!
Um estalo em minha memória me fez lembrar da voz que falava comigo há alguns segundos atrás. Foi ele.
Antes que eu conseguisse alcançar Sango, senti minhas costas incendiarem, a dor era insuportável. Eram flechas.
- Ko-kohaku! – A voz dela saiu falhada, possivelmente por conta da dor que sentia.
Não aguentei ficar de pé e acabei caindo deitado no chão. Sango se arrastou até mim e se deitou ao meu lado.
- Eu estou com medo... – Minha visão começou a ficar turva.
- Se acalme – Ela me abraçou com carinho.
- Mais cinco flechas, eles enlouqueceram, estão matando uns aos outros! – O senhor do castelo comandou. E antes de eu apagar completamente ouvi breve agitação em torno do mesmo.
 – Não, não foi o menino – Hitome, o filho do senhor feudal levantou uma katana e golpeou o pai nas costas, o matando e deixando a todos chocados – Esse não é meu pai, o youkai aranha tomou conta do seu corpo, fazia dias que eu notava que ele estava agindo diferente. O youkai controlou o menino e o fez atacar a todos de seu clã. O que aconteceu com o clã dos exterminadores foi uma tragédia, enterrem os corpos no jardim dos fundos.


Isso era o que todos acreditavam, mas não. Quem armou tudo isso foi Naraku. Ele controlou o youkai para que me usasse como sua marionete. Esse maldito destruiu as nossas vidas! Matou a senhorita Kikyou, amaldiçoou Miroku, sequestrou Rin, fez com que InuYasha fosse selado... Desgraçou a vida de todos e mesmo tendo uma morte merecida os reflexos de suas ações podiam ser sentidas até hoje. 
O meu corpo tremia e a dor intensificava a cada lembrança que eu tinha, parecia que eu levava facadas e elas me rasgavam de cima a baixo. Eu não iria aguentar. Eram muitas lembranças passando por minha mente ao mesmo tempo, desde minha infância até a morte de Naraku, parecia que minha cabeça iria explodir a qualquer momento. Até que tudo se acalmou e uma cena de um momento mais recente se fez presente em meus pensamentos. 

Havia explosões por todas as partes, nós estávamos sendo atacados. Eu corria em meio a poeira causadas por elas, procurando por algum rosto conhecido, até que trombei com Sango e Miroku que corriam em direção a floresta.
- KOHAKU! VOCÊ VIU AS CRIANÇAS?! – Sango corria pelo vilarejo levando o osso voador em suas costas.
- EU AS DEIXEI COM RIN PARA SE ESCONDEREM! ELAS ESTARÃO SEGURAS! – De onde estávamos já era possível ver uma grande concentração de energia maligna. – ONDE ESTÃO OS OUTROS?!
- LÁ! – Sango apontou para aquela grande fumaça densa. Eu nunca tinha sentido um youki tão grande assim. Que ele não estava sozinho nós já sabíamos, mas com certeza seu exército era muito maior que imaginamos.

Agora tudo fazia sentido. Eu havia me lembrado, as meninas que Sango falou antes eram suas filhas... Mas como eu sabia disso e ela não? Ela não se lembrava dele?

– AHHHHHHHHH!!! – Urrei de dor e cravei minhas mãos na terra com força. Senti um gosto metálico na boca, tossi instintivamente e comecei a cuspir sangue.
Em meus ouvidos havia um zumbido muito forte, eu mal conseguia ouvir o que Sango que estava ao meu lado falava.  

Sango

- KOHAKU! O QUE ESTÁ ACONTECENDO?! – A cada tossida que ele dava saía mais e mais sangue. Ele gemia alto de dor, até que seu corpo não aguentou mais se equilibrar e seu tronco pendeu para frente. O segurei antes que caísse, coloquei seu rosto no meu ombro, eu podia sentir ele tremer.
- KOHAKU SE ACALME! ALGUÉM ME AJUDE! – Eu gritava desesperada no intuito que alguém me escutasse. Não sei se foram os meus ou os gritos de Kohaku, mas tochas e lamparinas começaram a aparecer no meio da escuridão. O castelo inteiro havia acordado, os guardas, serviçais e os nossos companheiros. Uma grande multidão se formou ao nosso redor.
- SANGO! KOHAKU! – Nosso pai chegou as pressas e se sentou ao nosso lado.  – O QUE HOUVE COM ELE?!
- E-EU NÃO SEI, ESTAVAMOS CONVERSANDO E ELE... – Minha fala foi cortada por Kohaku.
- Mana... – Sua voz estava rouca e baixa.
- Estou te ouvindo! – Coloquei meu ouvido mais próximo de sua boca.
- Vo-você precisa se Le-lembrar... – Estava quase impossível de ouvi-lo, ele estava fraco de mais e o barulho das pessoas ao redor dificultava.
- M... Mo...
- Mo o que?! – Exclamei.
- Mokuryomaru... – Ele falou e cuspiu mais um pouco de sangue.
- FIQUE COMIGO KOHAKU – implorei
- MEU FILHO! – Meu pai gritou desesperado.
Kohaku fechou seus olhos e apagou em meus braços.


Notas Finais


E aí pessoal? Gostaram? Se não entenderam alguma coisa me perguntem aqui nos comentários <3
Beijos e até a próxima <3


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