História Quantum Sentai Mathman - Capítulo 13


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Exatas, Física Quântica, Matemática, Power Rangers, Super Sentai, Universidade
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Seinen, Shoujo (Romântico), Shounen, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eu demorei um pouco por ainda estar me acostumando com a volta às aulas, mas cá estou, nesse arco, eu fiquei empacado no que fazer desde que o planejei no mês passado, no fim, eu só ia fazer algo em que a história da Olga se juntasse com a da Sofia, só que hoje, enquanto planejava o Curveman, eu tive uma ideia fantástica, então já podem ficando hypados, ok? Bem, boa leitura, espero que gostem!

Capítulo 13 - 5 - Curva Serpentina (Parte 1)


 Sofia e Isaque estavam deitados no chão do quarto com cadernos, estojos, livros e celulares para estudarem.

– Trevo de Três Folhas… Essa é muito melhor em coordenadas polares, vou pular. – Disse Isaque olhando para o livro e depois para o celular. – Olha só, a Curva Gravata-Borboleta, que coisa idiota.

Sofia olhou para Isaque aborrecida, parou os estudos e perguntou:

– Isaque, você sabia que o Squircle era uma superelipse?

– Bem, não, eu não sabia o que era uma superelipse, só cheguei à equação como te contei na hora. – Explicou Isaque.

– E você sabia que o Squircle era uma superelipse de grau 4? – Replicou Sofia.

– Não, eu só coloquei um grau qualquer. – Treplicou Isaque.

– Você podia ter levado um choque! Não pensou nisso? – Repreendeu.

– Acho que não, você ouviu a Curve Sword, "todas as superelipses de grau superior a 2 foram desbloqueadas", portanto ele representava todas elas, mesmo podendo ser só o de grau 4 ou sei lá. – Disse Isaque. – Não precisa se preocupar, eu tinha tudo sobre controle.

– Eu sei é que… Você é praticamente o líder da equipe, o que mais sabe de matemática, sem você não faríamos nada, portanto, você não pode levar choques toda a hora. – Exaltou Sofia.

– Nossa, obrigado, eu não me considero tanto um líder, eu sempre fui o nerd que ficava de lado nos grupos, e novamente, eu sei das consequências que minhas ações podem ter, então eu me garanto antes de tudo. – Tentou acalmá-la. – E é por isso que estamos estudando, aliás, você viu alguma coisa?

– Bem, sim, eu me interessei nisso de superelipses e pesquisei o que são. – Introduziu Sofia.

– Poderia me dar uma aula sobre o que você descobriu? – Perguntou Isaque.

– O-o quê? – Se espantou Sofia com o pedido.

– Isso mesmo que você ouviu, me ensinar, eu não sei, e você está aprendendo sobre, não há melhor forma de aprender que ensinar. – Convencia Isaque.

– Certo… Vamos lá, superelipses. – Começou Sofia um pouco envergonhada. – Também chamadas de Curvas de Lamé, são figuras geométricas definidas no plano cartesiano, as equações delas são… Parecidas com as de uma elipse, (x/a)^n (y/b)^n=1, sendo o expoente "n", o grau da superelipse.

– E o que o grau muda para as superelipses? – Questionou Isaque.

– Bem… É… Eu já ia chegar aí, o grau da superelipse modifica o formato da figura, por exemplo, para um n maior que 0 e menor que 1, a superelipse vira uma estrela de quatro pontas, para um n=1, ela vira um losango, para um n maior que 1 e menor que 2, ela vira um losango com os lados meio curvos, com n=2, temos uma elipse comum, lembrando que, quando a=b, nós temos um círculo, quando o n é maior que 2, ele passa a virar um retângulo com lados arredondados e quanto maior o n, mais a superelipse parece um quadrado… É isso…

Isaque sorriu com a explicação e parabenizou:

– Muito boa explicação, você foi ótima.

Depois disso, William entrou sem bater dizendo:

– Ei! Isaque saíram os resultados dos testes, vem…

William parou o que ia falar ao ver os dois amigos no quarto e então perguntou:

– O que vocês estão fazendo juntos?

– Estudando curvas. – Respondeu Isaque. – Principalmente as de quarto grau, para evitar levar outro choque.

– Justo. – Disse William. – Posso ver?

William deitou perto do amigo e leu o caderno dele até ver uma figura e quase não conseguir segurar o riso.

– Mano, o que é isso? – Perguntou William apontando para a figura, que tinha a forma de um fio fechado formando 4 laços.

– Ah, essa é uma curva chamada Curva Ampersand, ela é chamada assim por parecer um "e comercial" (&), porquê? – Questionou Isaque.

– Parece um sutiã! – Disse William soltando uma risada alta e contagiosa.

– Que mente a sua, hein, William? – Criticou Isaque até olhar novamente para a imagem e começar a rir. – O pior é que parece… Hahahaha! É um biquíni em forma de curva!

– É mesmo! – Concordou William em sua risada exagerada.

Sofia olhava para os dois incrédula com a infantilidade deles, deixando Isaque envergonhado.

– É… Não é tão engraçado assim né? – Disse Isaque cortando o clima.

– Nossa, que sérios vocês são, hein? – Disse Sofia deixando a caneta que usava no chão e folheando o caderno. – Garotos, lhes apresento… A Curva Bicúspide.

Sofia virou o caderno para os amigos, mostrando uma curva com a aparência de um dente pré-molar e os dois voltaram a rir, dessa vez, juntos da garota.

– Hahaha! Ah, não, esse parece um sutiã de uma gorda! – Ria William junto dos três. – Ah, minha barriga, haha, espera, eu me lembrei de um negócio.

– Ahn, que negócio? – Perguntou Isaque ainda com resquícios de riso.

– É, que ne-… – Dizia Sofia até o celular dela tocar. – Esperem um pouquinho.

Sofia se levantou para atender, ela só respondia coisas simples como "oi", "tudo", "sim", "aham" até perto do fim da ligação, quando disse:

– Sério? Justo quando eu tinha pensado em sair amanhã. Tudo bem, tchau.

Sofia desligou o celular e arrumou os materiais que trouxera enquanto dizia:

– Me desculpem, eu tenho que ir, tenho uns problemas a resolver...

– Ah, ok. – Falou Isaque se levantando para se despedir. – Bem, amanhã temos que arrumar uns preparativos para dar início às aulas, você poderia vir?

– Bem, eu… – Antes de negar o pedido, Sofia deu uma olhada para o rosto de Isaque e voltou atrás. – Sim, eu vou vir… Pode deixar.

Assim, Sofia saiu nervosa pela porta, deixando os dois amigos sozinhos.

– Você queria me dizer alguma coisa? – Perguntou Isaque a William.

– Ah, sim, é… Eu me esqueci. – Disse William.

Enquanto isso, os membros do time de futebol e outros universitários estavam juntos numa multidão ao redor de Suzy, Olga passava pelo local e encontrou João, o chamando após vê-lo:

– Ô, João, a mãe tá te chamando que hoje nós teremos visitas.

– Olga? – Se espantou João ao ver a irmã. – Ei, você já viu o vídeo lá dos heróis coloridos?

João claramente estava disfarçando e tentando piscar sem que ninguém o notasse para tentar explicar a situação.

– Heróis? – Perguntou Olga.

Carlos, ao lado de Suzy, percebeu o desconhecimento de Olga e pediu:

– Ei, Suzy, mostra desde o começo para ela.

– Tá, é o seguinte: terça-feira, eu estava fazendo um trabalho de reportagem e eu acabei filmando algo incrível. – Disse Suzy colocando o vídeo da reportagem no começo.

Olga resolveu olhar e viu exatamente a mesma luta dos Mathman contra o Bowhead só que de outra perspectiva.

– Mas somos nó… – Entregava o jogo Olga até sentir uma mão no ombro.

– Somos o quê, Olga? – Perguntou Bernardo que tinha se aproximado na hora que Olga ia falar.

– É… Otários… Nós somos otários para acreditar nisso? Certeza que é montagem. – Disfarçou Olga entendendo a mensagem do professor.

– Não é, têm muitos outros vídeos no YouTube que gravaram tudo isso. – Replicou Carlos. – Quer dizer, alguns não eram do mesmo caso, teve gente que gravou só os robôs do vídeo e outros que até viram os Mathman de perto.

– Ok… – Disse Olga encurralada. – Bem, de qualquer jeito, esses Mathman só são uns babacas da Idade Média, olha, todos de armadura e mais, tem uma rosa e um azul, você quer algo mais estereotipado que uma mulher de rosa e um homem de azul? Perdão, mas para mim, esses caras são só uns facistinhas que fazem justiça com as próprias mãos.

– É o quê? – Questionou Suzy espantada. – Por que você está dizendo isso? Eu entendo o que você quer dizer, mas não tem nada a ver, eles podem ter a cor que quiserem.

– É isso mesmo, o que importa é que eles estavam enfrentando monstros que nem a polícia devia aguentar, já que eles aguentavam tiros, machadadas e ainda ficavam gigantes… – Complementava Carlos antes de ser interrompido.

– Ninguém de nós pediu sua explicação, garoto, a sua amiguinha sabe falar sozinha. – Interrompeu Olga. – Vocês homens têm todos essa mania de explicar coisas que já sabemos.

– Ô, louco, Carlos, até minha irmã destrói você. – Provocou João.

Vendo que aquela discussão havia virado um ataque contra Carlos, Suzy ficou furiosa e rebateu:

– Escuta aqui, o que você tem na cabeça, menina? Ele só complementou o que eu disse, nem sempre eu vou saber ou me lembrar de falar tudo, se ele quis me ajudar foi por gentileza, então não venha atacá-lo por isso, sua desequilibrada.

Ao ser vilipendiada, Olga ficou realmente irritada, entrando numa disputa de olhares rancorosos com Suzy, vendo isso, Bernardo as separou e disse:

– Ok, vamos cada uma para um lado, vocês não precisam se digladear por causa de um simples vídeo, vamos lá, se dispersando.

Suzy, relutantemente, saiu de perto de Olga, que ficou junta do irmão e do professor.

– Nem um pouco desnecessário o que você fez, não é? – Ironizou Bernardo.

– Ah, eu só fui autêntica. – Disse Olga. – Ficaria muito menos na cara que eu era uma Mathman se eu reagisse como eu fiz.

– Mas isso não é desculpa para você atacar o trabalho dela e o amigo. – Disse Bernardo.

– Aquilo tudo que você disse sobre nós... Você realmente acha aquilo? – Perguntou João. – Que nós somos apenas skinheads da Idade das Trevas?

– O quê? Não, somos heróis, não posso falar mal de nós. – Respondeu Olga.

– Então significa que se você não fosse uma, falaria mal dos Mathman do mesmo jeito? – Questionou João.

– Não! Não é isso. – Respondeu Olga se contendo após ver que tinha aumentado o tom da voz.

– Então me diga, por que você não agiria assim com os Mathman se não fosse uma? – Indagou o Blue Solid.

Olga não conseguiu se explicar antes de Bernardo intervir e dizer:

– Não vamos começar outra briga, só voltem para casa, vocês não deveriam nem se importar com o povo vendo esses vídeos, só vai ficar cada vez mais difícil vocês esconderem suas identidades. – Disse Bernardo.

– Me desculpe, professor, é que todo mundo estava falando sobre e eu não tive tempo de ver por causa do treino de hoje e da seleção de ontem e quarta. – Explicou João.

– Só tente ignorar da próxima vez. – Falou Bernardo. – E não chame ninguém caso não ignore, só piora as coisas.

Enquanto isso, na Gordon Inc., pai e filho debatiam ideias novas para derrotar os Mathman, que se tornaram o alvo principal nessa altura do campeonato.

– Que tal usarmos esse daqui? – Perguntou Lucio apontando para um dos documentos de presidiários sobre a mesa. – Ele parece bem fortinho, se mandarmos ele com os Rational Constantmen dá para fazer uma luta bem desproporcional.

– Não, ele só tem tamanho e não deu tempo de fazer outros Constantmen atualizados. – Disse Anibal. – Além disso, por que você aceitou o nome que o Zé Cruzadinha vermelho deu para eles?

– Ah, faz sentido, esses peões são mais inteligentes. – Argumentou Lucio. – Se preferir pode chamá-los de RCs para abreviar.

– Tá, mas eu não gosto de usar nomes dados por aquele cabeça de lata vermelho. – Disse Anibal. – Temos que pegar alguém agressivo, que não precise ser mansinho com outras pessoas, como o Squircle.

– Você quer dizer alguém que mate qualquer um? Até mesmo civis? – Perguntou Lucio. – Não é exagero?

– Pai, um sanguinário assim é a melhor escolha, se eles são tão heróis assim, vão se importar mais com as vidas inocentes, baixar a guarda e "cheque-mate". – Explicou Anibal com ênfase na última palavra. – Não foi o que você disse outro dia de usar peões como distração? Só que aqui, tornamos os protegidos deles em nossas peças.

– Você tem razão, você aprendeu um pouco pelo visto. – Disse Lucio sorrindo satisfeito com o raciocínio do filho. – Seus métodos não são ortodoxos, mas não se trata de ortodoxia, mas de negócios, vamos tentar.

Anibal ficou feliz com a resposta do pai, que voltou a escolher entre os prisioneiros.

– Hum… Que tal esse policial? – Apontou Lucio. – Ele deve ser bem violento para estar preso, ou muito corrupto ao menos.

– Eu acho melhor não, esse cara me assusta, que tal esse traficante? – Apontou outro Anibal.

– Então é aqui que você estava o tempo todo? – Disse Lilian, entrando no local enfurecida. – Você não volta para casa desde quarta!

– Me desculpe, amor, eu estou até o pescoço atolado de problemas desde que aqueles coloridos apareceram. – Se justificou Lucio.

– Não me diga! As ações da empresa estão em queda livre desde quarta de noite! – Gritou Lilian.

– O quê? Como assim? – Perguntou Lucio aflito.

– Parece que uma menina gravou a briga de um dos seus bichos com os tais Mathman numa das nossas fábricas. – Relatou a mulher do CEO. – Está em todos os jornais, agora eles estão relacionando os monstros à nossa empresa e nós estamos sendo prejudicados por isso, aí eu venho ver o que você está fazendo e você está… O que mesmo?

– Estamos escolhendo o próximo homem para virar um Curveman. – Explicou Anibal.

– "O próximo homem", não é? – Disse Lilian irritada olhando as fotos dos presidiários. – O próximo "homem" será essa mulher!

Lilian apontou para a foto de uma mulher ruiva na mesa do escritório e, em seguida, puxou o marido pelo braço dizendo:

– Agora vamos, deixe o Anibal cuidar disso, você vai passar o fim de semana inteiro pensando no que vai dizer na segunda para acalmar os acionistas. – Disse Lilian revoltada. – Onde já se viu, um homem grande como você deixar toda a empresa falir só porque uns adolescentes fizeram algo.

Anibal pegou os documentos da mulher e resolveu analisar as condenações dela:

– Sequestro, falsidade ideológica, tráfico de órgãos e estupro de… Wow! Essa daqui é perfeita para o trabalho, sem limites!

No dia seguinte, cerca de 10 horas da manhã, Isaque já estava sentado na cama estudando um pouco e mexendo no celular enquanto isso, até ter que parar ao ouvir uma batida na porta.

– Estou indo. – Disse Isaque retirando um caderno do colo e se levantando com o celular no bolso.

Isaque abriu a porta e, além de Sofia, se deparou com um garoto de cerca de 12 anos com 1,67 m, gerando um estranhamento com ele.

 – Pedro, esse é meu amigo, Isaque. – Apresentava Sofia. – Isaque, esse é Pedro, meu irmãozinho.


Notas Finais


Até o próximo capítulo... É só isso que eu tenho para falar... Até!


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