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História Quão uma garota boa pode se tornar má (Dabi - Bakugou) - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


demorei né? ;) sorry

Capítulo 3 - "o que acabou de acontecer?"


— Cheguei! — Anunciou Kirishima assim que fechou a porta de casa.

 

— Oi tio, oi tia! — Me curvei assim que vi os pais de Kirishima na sala de jantar.

 

— ____! Que saudades! 

 

 Sua mãe correu pra me abraçar, ou melhor me sufocar! Ela podia ser tão forte quanto Kirishima quando queria.

 

— Calma querida, deixa a menina respirar! — Riu seu pai colocando a mão no ombro da esposa — Vinheram do treino? — Ele perguntou e Kirishima assentiu.

 

A maioria das vezes que eu treinava com Kirishima — Em uma quadra perto de sua casa — Eu passava lá pra comer algo e descansar. Mas nunca ficava muito tempo, já que minha casa era longe. E quando eu perdia a hora e ficava muito tarde, eu acabava dormindo lá — O que ficava até melhor por conta da escola no dia seguinte.

 

— O que tem 'pa cumê mãe? — Perguntou Kirishima e ela me largou do aperto.

 

— Comida? — Respondeu o óbvio me fazendo rir.

 

— Isso eu sei, mãe! — Disse emburrado —  Eu quero saber que tipo de comida! 

 

 Se apressou para abrir a geladeira. Dês que acabamos o treino ele estava se queixando de fome.

 

Ela indicou quais vasilhas era para pegar e o que tinha nelas. Acabou que Kirishima pegou um pedaço de bolo, que por acaso era da festa de aniversário do priminho dele. Depois de puxar mais dois garfos na gaveta, ele me chamou pro quarto.

 

Me despedi de seus pais e subi a escada junto dele até chegar no seu quarto e me deparar com a sua porta cheia de figurinhas e adesivos com um aviso na porta "Se entrar é vacilão". Acabei rindo.

 

 Sério, qual a necessidade disso?

 

Kirishima foi até sua escrivaninha e colocou as vasilhas em cima, retirando as tampas. Estava tão distraído em comer o bolo que nem notou quando eu praticamente me joguei em sua cama.

 

— Pode deitar na cama se quiser...

 

— Já deitei! — Falei e ele veio até mim com os bolos e garfos.

 

— Sua folgada!

 

— Só sou porque você deixou. — Pisquei pra ele e nós dois rimos. — Eu 'tô mortinha.

 

— Parece que um caminhão passou por cima de mim... — Também reclamou se sentando do meu lado em posição índio e eu fiz o mesmo.

 

Minha atenção agora era para o bolo. Além de morta de cansada eu estava morta de fome — O que não é nenhuma surpresa. Mas minha fome pareceu ir embora ao ver o pedaço de bolo.

 

— Qual era o tema da festa Kiri? — Perguntei analisando o pedaço exageradamente grande, com as cores azul, vermelho e algumas listras brancas, sem contar de algumas estrelinhas douradas de enfeite.

 

— Era do All Might — Disse comendo mais um pedaço sem se importar.

 

Fala sério...

 

Eu, assim como grande população do Japão, adora o All Might. E todos desejam ser como ele — Afinal ele é o herói número 1 —  mas chega uma agora que você se cansa. Se cansa de não poder ser como ele. Você começa a sentir o ciúme te preencher.

 

Eu daria de tudo pra ser como ele, ou melhor ser 0,5% do que ele é... Ou de qualquer pessoa com um super poder....

 

— Ah... Desculpa. — Ele notou meu olhar cabisbaixo e engoliu seco parando de comer, sem saber o que dizer — Eu esqueci que você não gosta de falar disso.

 

— Sem problemas Kiri! — Tentei tranquilizá-lo com um sorriso fechado.

 

— Não. Eu sei que tem! — Afirmou agora deixando ao bolo de lado e segurando minha mão — Eu estava pensando nisso faz um tempinho, mas não sabia como te dizer... Sabe, eu acho que eu fui muito egoísta em te pedir ajuda.

 

— Como assim Kiri?

 

— Você não se sente à vontade quando as pessoas usam seu poderes, e eu te pedi pra me ajudar com eles para entrar na U.A. além de que você passa o dia todo me ouvindo falar e resmungar sobre isso...— Falou triste apertando a minha mão, seus olhos vermelhos demonstravam arrependimento, não que ele precisasse ter naquele momento.

 

— Eu estou te dizendo Kiri. Eu não me importo com isso! — Fui sincera, dessa vez apertando sua mão com um pouco mais de força, a fim de lhe transmitir confiança — Você não me deixa desconfortável, muito pelo contrário! Eu me sinto à vontade com você. Você é meu melhor amigo, ver você realizando seu sonho é como se eu realizasse o meu... 

 

Terminei de falar e vi um biquinho se formar em seus lábios.

 

— A não! Não, não, não! — Falei desesperada sabendo o que viria a seguir — Por favor, não vá chorar! 

 

Se esse menino começar a chorar ele só para amanhã.

 

— _____! 

 

Gritou meu nome em um tom choroso, se jogando em cima de mim, sem se importar com o bolo em minha mão esquerda — O que resultou uma grande mancha de uma cor mista em ambas as blusas — Onde ele apertou forte em cima de mim.

 

— O que eu faria sem você ?

 

— Também queria saber! — Falei de modo divertido, querendo o alegrar — Seria só o pó da Jurema.

 

— Sua piadista!

 

— Seu chorão!


 

{•••}


 

— Cuidado ___! 

 

— Pode deixar! — Disse me despedindo do mesmo já na rua.

 

— E devolva minha camisa amanhã! — Gritou me lembrando.

 

Depois que ele sujou minha blusa reserva, no caso a só treino, eu peguei uma camiseta dele, que por "coincidência" era a favorita dele e a que eu estava de olho faz tempo.

 

— Disso eu já não posso afirmar! 

 

Falei rindo, mas duvido que ele também esteja. 

 

Eu realmente não fiquei muito tempo na casa do Kirishima, mas em compensação a gente ficou treinando por mais tempo hoje, o que resultou em menos tempo de descanso.

 

Meu corpo só estava pedindo um bom banho e uma longa noite de sono. E pensar que pra isso acontecer, eu ainda vou ter que andar uma quadra até chegar no metrô e depois de pegar o metrô vou ter que andar mais três quadras para chegar em casa.

 

O único "problema" pra mim são as ruas, principalmente as de perto de casa. Não que só as ruas do meu bairro seja esquisita, para falar a verdade todas as noite. O problema é que algumas têm mais iluminação à noite e há monitoramento — Seja de guardas ou como raramente passa, heróis.

 

{•••}

 

Faltava só mais uma quadra pra chegar em casa, e eu já estava me arrastando no chão de tão cansada. 

 

Acho que eu cochilei no ombro de um senhorzinho umas três vezes!

 

Meu celular começou a vibrar dentro da mochila. Acabei parando para tirar a alça de um lado e abri o zíper, tentando encontrar ele dentro daquela bagunça.

 

— Alô? — Atendi voltando a andar.

 

Que alô o que! — Minha mãe já foi logo reclamando — Já sai quase 9 horas da noite! Cadê tu?!

 

— Já tô chegando mãe. — Tranquilizei ela — O trem estava em manutenção e eu não sabia, tive que esperar mais meia hora pro próximo chegar... — Expliquei deixando um bocejo escapar.

 

Hum... Ok. Venha rápido! 

 

— Aham, tchau tchau!

 

Desliguei a chamada parando de novo para guardar meu celular. Dessa vez em frente a um beco.

 

"Crack"

 

Levantei a cabeça rápido, ao ouvir o barulho de algo se quebrando, parecia vidro.

 

Em minha frente não havia nada além da rua deserta com lixeiras, a não ser o beco do meu lado.

 

Peguei meu celular de volta do bolso de dentro da   liguei o flash — Já que havia pouca, quase nada de uma boa iluminação.

 

Eu poderia simplesmente ignorar e sair correndo? Sim!

 

Mas a corajosa — Tá mais pra burra — decidi entrar.

 

— Oi? — Perguntei como se alguém me desse resposta.

 

Mesmo querendo enxergar mais, a lanterna do celular só permitia ver mais ou menos um metro. 

 

E a coisa mais clichê aconteceu.

 

— Miau!

 

Olhei pra baixo vendo um gato grande preto mia e saí correndo.

 

— Ha... Hahahah — Ri sarcástica. — Foi tu que quebrou a garrafa? — Falei sozinha — Esses bichanos.

 

Ri mais uma vez negando com a cabeça. Porém quando eu me virei vi a garrafa de vidro quebrada e com alguns filetes vermelhos, eram sangue... Logo ouvi um som de passos. 

 

Estranhei e muito, afinal quem não? Acabou batendo um grande medo. Mas não queria mostrar isso. Então desliguei a lanterna e comecei a andar mais devagar, atenta aos passos e com olho de canto.

 

Eu só não queria saber de quem era aquele sangue.  Se fosse de alguém ainda vivo teria gritado por socorro ou resmungando de dor. Mas nada...

 

Os passos estavam cada vez mais pertos e mais audíveis — Mesmo que não fossem muito. Até que alguém puxou a alça curada da minha mochila, me levando pra trás.

 

A pessoa me puxou e com um braço veio em volta do meu pescoço — O que poderia facilmente me sufocar. Não deixei de soltar um "Ah" de susto. Mas não fiquei parada.

 

O que ele acabou de fazer foi um agarrão por trás ques, meu pai havia me ensinado.

 

Eu me agachei rapidamente, por abaixar o centro da gravidade, o que faz com que seja mais difícil ele fazer algo. Andei um passo pra frente e movi meu quadril para o lado, joguei meu corpo pro mais pro lado golpeando sua barriga com o meu cotovelo. Ele acabou me soltando pelo golpe e foi pra trás.

 

Me afastei olhando — Ou tentando — ofegante. Ele era um homem, parecia ser mais alto que eu. 

 

Obviamente, que se eu corresse ele iria atrás, e se eu lutasse ele tiraria junto, o que ficaria tudo mais complicado, já que pareceu que ele sabia o que estava fazendo quando tentou me "sufocar".

 

Olhei em volta tendo enxergar alguma coisa — Até o momento ele só conseguia me ver, já que eu estava mais próxima do poste de luz. Olhei pra baixo enxergando a garrafa de vidro quebrada de mais cedo, mas parece que ele também enxergou. 

 

Eu não queria machucar ninguém, mas aquilo seria minha melhor defesa. 

 

Quando eu fui em passos rápidos da garrafa ele também foi, e pra meu meu azar, ele estava mais perto e pegou.

 

— Merda!

 

Não tinha mais nada pra fazer. Só correr.

 

E foi o que eu fiz.

 

Sai daquele beco correndo e ele fez o mesmo. Liguei meu celular o mais rápido possível e tentei discar pra polícia. Mas estava tão nervosa que acabei errando os números.

 

Merda, mil vezes merda!

 

Senti meu braço ser puxado para trás e acabei sendo puxada junto e sendo jogada na parede da calçada. Acabei resmungando de dor nas costas.

 

 Levantei a cabeça ainda com medo, observando o cara de capuz preto. Arregalei os olhos.

 

— Você?! — Falei assustada. Era o cara que eu havia esbarrado mais cedo.

 

Ele não falou nada. Apenas levantou a cabeça que até agora estava baixa, mostrando pouco do rosto — Agora aja com um poste bem em cima — Ele tinha um sorriso largo e fino, mas dava pra ver que estava carregado de sarcasmo. O mais estranho de tudo isso era que a parte do queixo e da boca a belê era aroxada e havia pregas de grampos por cima. 

 

Aquilo era extremamente assustador!

 

Ele se agachou do meu lado, já que eu havia caído e passou o vidro em minha bochecha esquerda. Fechei os olhos com força, ao sentir o líquido viscoso, mas logo o contato gélido do vidro.

 

— Interessante...

 

Ele falou baixo, me causando arrepios. Sua voz era grossa, mas saiu como um sussurro. 

 

Nada mais ele disse, apenas senti ele se levantar e jogar a garrafa no chão, e quebrando mais uma vez. Decidi abrir os olhos, tomando coragem. Mas quando abri, ele não estava mais na minha frente nem em nenhum lugar da rua.

 

— O que acabou de acontecer?

 


Notas Finais


asdfghjkl não sei o q comentar ;-;
desculpem qualquer erro S2

caso queiram dar uma mudadinha de icon ^^
https://www.spiritfanfiction.com/jornais/icons-de-uma-otaku--boku-no-hero--bnha-21491428


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