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História Quarantine - Capítulo 1


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Notas do Autor


uma shortfic rapidinha só pra dar uma aquecida szzz
Como anda a quarentena de vocês??

Capítulo 1 - Nada Que Se Possa Chamar de Novo


14h37 - 12º Dia de Quarentena

O cabelo estava preso de algum jeito misterioso com aquele único lápis e fios de cabelo escapando por todos os lados. Ainda estava de pijama. Apoiava o rosto em uma das mãos, o que fazia a sua bochecha ficar sobressalente de um jeito engraçado e semelhante à uma careta enquanto a outra mão se encarregava de mover a seta pelo monitor através do mouse.

- O que, exatamente, sobrou pra fazer na internet? Quer dizer, já fazem quase duas semanas e parece que já visitamos todos os sites possíveis. Não consigo achar nada de novo que seja interessante. - Ela suspirou. - Já cansei de tudo. 

Qualquer pessoa que estivesse observando da janela como aquele pombo estranho estava fazendo acharia que ela estava falando sozinha. Mas ao seu lado, uma pequena caixa mágica com o poder de acessar qualquer informação do mundo em segundos estava conectada ao fone de ouvido e sua tela brilhava com a imagem de uma morena conhecida.

O pombo não podia ouvir, é claro. Mas se ouvisse, o conteúdo da conversa escondida pelos fones seria:

"Ah, garota, não fizemos nem 1% do que poderíamos fazer na internet. Ainda tem bastante coisa."

- É mesmo? - A garota cruzou os braços mesmo que não pudesse ser vista pela amiga. - Então o que sugere?

"Filme?"

- Vimos na semana passada.

"Gartic?"

- Estávamos jogando anteontem com as meninas e o Nino.

"Just Dance?"

- Eu ainda tô dolorida!

A lista de coisas foi extensa o suficiente para que o motivo do pombo ter ido embora da janela fosse tédio, se ele ouvisse. Mas como não ouvia e nem pode pensar, deve ter sido alguma outra coisa aleatória. No fim, a garota do telefone tinha se frustrado um pouco.

"Assim fica difícil, Marinette!"

- Eu tô falando. Não. Tem. NADA.

"Hum... Já entrou em chats online? Tipo, aqueles anônimos?"

- Chats anônimos? - Sua voz vacilou um pouco. - Aqueles em que não fazemos ideia de quem está do outro lado e podem ser sequestradores ou pessoas prontas pra roubar todas as senhas do banco? - Parecia que a voz do outro lado ia responder, mas a azulada continuou falando, se inclinando para trás na cadeira à cada hipótese. - Ou estranhos que encontram o seu endereço e descobrem coisas sobre a sua vida e começam a te perseguir por toda parte? Aqueles que conseguem ver você pela sua câmera sem que você perceba?

Seu olhar se fixou na câmera do computador.

- E SE TIVER ALGUÉM ME OLHANDO AGORA? MEU DEUS, ALYA, O QUE EU FAÇO? - Quase caiu da cadeira no último questionamento, mas conseguiu se equilibrar.

A agora denominada Alya suspirou com força pelos fones de ouvido.

"Ai, amiga. Para de tanta paranóia, credo!" Fez uma pequena pausa e logo em seguida voltou a falar. "Olha, conversar com desconhecidos é perigoso mesmo. Mas só se você der alguma informação pessoal, entendeu? Falar por falar não dá nada, não. É só saber os limites." 

Outra pausa. A garota encarou o celular como se encarasse a amiga de fato, não muito convencida. "E outra, você vai estar comigo e não sozinha! A gente pode começar por algum fórum bobo. Tipo... De fãs do Jagged Stone, o que acha?"

Os olhos azuis demonstraram surpresa por um instante. E um certo... Brilho.

"Marinette?"

- Qual é site?

 


Notas Finais


ainda temos 2 capítulos à frente, até lá! ;)


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