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História Quarantine Time - Supercorp AU - Capítulo 2


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Notas do Autor


Como prometido eu iria tentar postar um capítulo todos os dias. E aqui está um

Esqueci de avisar que eles saíram às 19h:00mim

Bora lá!

Capítulo 2 - Medo, angústia e negação


Fanfic / Fanfiction Quarantine Time - Supercorp AU - Capítulo 2 - Medo, angústia e negação

Medo é uma sensação em consequência da liberação de hormônios como a adrenalina, que causam imediata aceleração dos batimentos cardíacos. É uma resposta do organismo a uma estimulação aversiva, física ou mental, cuja função é preparar o sujeito para uma possível luta ou fuga. Antes de sentir medo, a pessoa experiência a ansiedade, que é uma antecipação do estado de alerta.

Angústia é considerada uma percepção psicológica caracterizada pela mudança de humor, perda de paz interior, dor, insegurança, ressentimento, mal-estar e profunda . Ou seja, ela é a junção de questões emocionais e físicas que podem chegar ao limite de nos impedir de realizar tarefas cotidianas ou provocar isolamento.

Negação é um que se refere a um processo pelo qual a pessoa, de alguma forma, inconscientemente, não quer tomar conhecimento de algum desejo, fantasia, pensamento ou sentimento.

Medo, angústia e negação.

Os três estágios que Lena estava passando nesse momento. Medo de perder a pessoa que confiou cegamente nela, sem pedir nada em troca, sem esperar nada em troca. Angústia ao pensar que ela não estaria mais ali para alegrar seus dias mais sombrios, tornar todos os momentos de solidão os melhores para pensar na vida. Negação por não querer acreditar que ela estava partindo na sua frente.

– Kara! P-para com isso – Lena sacudiu o corpo moribundo da heroína. Não havia respiração, não havia batimentos. Não havia nada.

Lena olhava para a multidão em busca de Alex, mas tudo o que ela enxergava estava embaçado. As longas e grossas lágrimas escorriam pelo seu rosto sem parar, deixando uma trilha de dor e perda. Lena não conseguia definir seus sentimentos naquele momento. Sua mente era puro branco, ela não conseguia nem se lembrar de seu nome, o que ela estava fazendo ali.

Tudo estava vazio para si.

Ela pegou se lembrando de todos os momentos felizes que passou com Kara. De todas as risadas melodiosas da loira. De quando ela sempre aparecia para tira-la de seu exaustivo trabalho com a desculpa de que ela precisava espairecer. De quando aparecia inesperadamente em seu apartamento para um jantar ou apenas assistir um filme no final da tarde.

Levantou sua cabeça do peito da loira olhando para o rosto machucado, mas que nunca deixou de mostrar sua beleza angelical. Arrastou seu corpo até que ele chegasse perto da cabeça de Kara, tomou o corpo mole em seus braços. Acariciando seu rosto, Lena começou a cantar uma música que havia escutado na casa de Kara quando a loira chorava em seu colo porque sua irmã não conseguia se lembrar de quem era ela – Lena não havia entendido muito bem na época o que jornalista disse a ela, mas depois de uma conversa com Alex depois de saber do segredo de Kara, tudo tinha feito sentindo para a cientista.

Flashback On

Fazia uma semana desde a última noite de jogos na casa de Kara, e Lena se preocupou pelo fato da loira não a ter ligado ou enviado uma mensagem nos últimos dias. Esperar uma ligação, mensagem ou a visita inesperada da jornalista já havia se tornado costume para Lena.

Como estava quase anoitecendo, Lena encerrou suas atividades e dispensou Natalie – sua nova secretária, já que Jess foi enviada para outra filial – para que a mesma pudesse ir pra casa. Chamou seu motorista, Andrew, e foi diretamente ao restaurante chinês favorito de Kara comprar postickers para loira. Rumando ao apartamento da jornalista, ela notou de longe que ele estava totalmente escuro, e se preocupou pelo fato de se a loira estaria ou não em casa. Pensou em mandar mensagem, mas isso estragaria a surpresa.

– Boa noite, Srº Woods. Kara está em casa? – Lena conhecia o porteiro do prédio de outrora vezes que estivera lá. A morena nunca perguntava se a loira estava ela apenas cumprimentava o porteiro e ia diretamente para o apartamento de Kara, mas na outras vezes ela sempre anunciava que estava indo visitar a jornalista.

– Boa noite, Srtª Luthor. A Srtª Danvers não saiu do seu apartamento hoje – O senhor calvo respondeu com pesar. Ele amava a aura da Danvers mais nova, sempre via a euforia exalando de seu corpo. Mas nos últimos dias parecia que ela estava se apagando e ele não sabia o porquê.

– Estranho, mas obrigada por me informar, Srº Woods. Tenha uma boa noite! – Lena achou tudo isso estranho, não era do feitio de Kara faltar o seu trabalho. Nem quando seu ex-namorado, Mon-El, foi embora a loira havia deixado de trabalhar. Sempre foram sincera uma com outra – pelo menos o que Lena achava – e a morena não sabia o que vinha acontecendo com Kara desde a última noite de jogos.

O corredor do apartamento de Kara também estava escuro, mas Lena logo escutou o som de um piano no fundo. Se aproximando da porta, ela escutou uma voz totalmente afinada e calma ressoar no apartamento escuro.

– Kara? – Ela empurrou a porta, que estava entreaberta, e encontrou a figura de uma loira sentada encolhida no chão com um teclado em seu colo. Lena não sabia que Kara tinha um instrumento, e muito menos, que ela sabia tocar. Mas estava admirada com o talento da loira, que ainda não havia visto que tinha mais uma presença em sua casa.

– I'm so tired of being here. Suppressed by all my childish fears... – Somente por ter escutado as duas primeiras estrofes da música, o coração de Lena já estava apertado. – And if you have to leave. I wish that you would just leave. 'Cause your presence still lingers here. And it won't leave me alone – Lena não sabia distinguir se o sofrimento da loira se remetia por seus pais terem falecido ou se era algum outro fator desconhecido. Mesmo que as teclas ainda eram pressionadas pelos dedos de Kara, ela já não conseguia mais cantar. Sua garganta se formou um bolo amargo de lágrimas, e ela começou a chorar compulsivamente.

– Oh Kara, está tudo bem – Lena se aproximou da loira a puxando pelos ombros, trazendo até seu peito. A morena se ajeitou no chão para poder segurar a loira que chorava cada vez mais – Shhhhhh... Tudo vai ficar bem – A cientista iniciou um leve som nasal, ela se lembrava de que sua mãe biológica fazia isso para acalmá-la de algum pesadelo.

Ficaram nessa posição por, pelo menos, meia hora até que choro de Kara começou a diminuir, se comparando em apenas alguns espasmos pelo corpo e leves fungados do nariz congestionado. A loira limpou o rosto com as palmas da mão, e só então ela percebeu que quem a abraçava era Lena, não Alex.

– Lena?! – A voz de Kara demonstrava total surpresa. Logo ela corou se vendo em um momento tão embaraçoso como aquele.

– Oh, por favor, não precisa ficar envergonhada por conta dessa situação. Eu só quero lhe ajudar – Lena sorriu em compreensão mostrando apoio a Kara. A loira apenas concordou, deixando o teclado em cima do sofá e desligando a música que tocava. A morena via tudo ainda sentada no chão. Viu a jornalista se movimento pelo apartamento – essa era uma mania que Kara tinha de que quando estava nervosa gostava de andar pelo apartamento guardando tudo no lugar.

– Você quer alguma coisa, Lena? Um copo de água, um suco? – Kara estava visivelmente nervosa, e Lena achava adorável. Mas toda essa preocupação era para fugir do principal assunto.

Por que Kara estava chorando?

– Não, Kara, estou bem, não preciso de nada. Venha aqui – A CEO se levantou e puxou Kara pelas mãos, depositando ambos de seus corpos sobre o sofá – Você não precisa ficar com medo de me contar o que aconteceu, querida. Nós somos amigas podemos contar tudo uma para outra. Eu quero te ajudar, não estou aqui para lhe julgar – Lena fez um leve carinho nas mãos de Kara, demonstrando que não importasse o que acontecesse e mesma que a loira não quisesse contar o que estava acontecendo com ela, à morena continuaria ali para dar um ombro ou um colo para que ela pudesse chorar quando precisasse.

– E-eu... É difícil dizer... E também é bobagem pra você, não é nada demais – Kara baixou a cabeça tomando suas mãos, que estavam entre as de Lena, e colocando sobre seu colo mexendo nervosamente os dedos.

– Kara, olha pra mim – A cientista pediu em tom firme vendo os olhos azuis a sua frente marejados – A nossa amizade é minha prioridade. Seu sofrimento, seja o que for, nunca será bobagem pra mim. Eu me importo com você, Kara Danvers. Está tudo bem? – Kara apenas concordou tomando as palavras da amiga para si. Muitas vezes, era Kara que sempre salvava a morena de seu sofrimento, era sempre ela que estava lá para a cientista toda vez que ela precisava de ajuda. Kara sabia que os seus conselhos eram os melhores para Lena, mas dessa vez ela precisava de ajuda, e não poderia esconder isso. Mas como diria a amiga que sua irmã não lembrava que ela era a heroína? Esse segredo que não havia sido contado a sua melhor amiga ainda lhe causa dor de cabeça. Tudo que ela queria era proteger Lena, principalmente, de seus próprios demônios.

– A-Alex, não se lembra muito de mim – Kara soltou rapidamente com a voz trêmula.

– Como assim? – A voz e o rosto de Lena se uniram em confusão.

– Com essa nova onda Anti-Alien, o presidente queria descobrir o segredo de alguns heróis que ajudam o DEO. Mas eles têm suas identidades secretas, especialmente, para proteger as pessoas que eles amam. E Alex sabe de alguns, e teve que apagar a memória dela porque Harley estava utilizando uma espécie de parasita que força a pessoa a dizer a verdade – A voz de Kara já estava embargada, algumas lágrimas começaram a sair involuntariamente e Lena capturava com seus polegares.

– Por que isso prejudica a memória dela em relação a você? – Lena estava confusa, não era para afetar as lembranças que Alex possuía com Kara.

– J'onn disse que isso causaria alguém tipo de amnésia, já que o trabalho da Alex é relacionado a alienígenas. Ele avisou que apagar a memória traria uma consequência já que boa parte foi apagada. Isso foi capaz de fazê-la esquecer de algumas coisas da gente, da nossa infância – Até Kara se surpreendeu com a mentira que ela havia acabado de contar. Mas como dizem, quando mais você mente mais você acredita na sua própria mentira.

– Oh, meu Deus, Kara! Eu não imagino como esteja se sentindo. Sinto muito – Lena abraçou Kara mais uma vez, que logo voltou a chorar – Alex só estava confusa, meu bem. Ela vai se lembrar de você, sua irmã nunca seria capaz de te esquecer.

– Eu tenho medo da Alex não voltar a ser quem era comigo – Kara tirou a cabeça do ombro de Lena, para poder olhá-la nos olhos.

– Medo nós temos a todo estante de não lembrarmos quem realmente somos. Mas tem pessoas nos nossas vidas que vão lembrar pra gente a cada momento precioso que vivemos. Então, vamos ver que todos esses momentos estão eternizados aqui – Lena pegou a palma da mão de Kara, e direcionou para o peito esquerdo da loira, colocando em cima de onde o seu coração batia calmamente – Mesmo que ela não lembra agora, você estará lá para eternizar cada momento passado, e cada um que irá acontecer futuramente – Lena sorriu, limpando mais uma lágrima que escorria pela bochecha de Kara.

– Obrigada, Lena. De verdade – Kara puxou a amiga para um abraço caloroso.

– Estamos aqui uma para outra. Tantas vezes você me salvou, agora foi a minha vez de salvar a minha heroína – O coração de Kara errou uma batida ao escutar que ela era a heroína da sua pessoa favorita no universo.

Lena se levantou e foi até a sacola – que Kara não tinha visto – que ela havia depositado em cima do balcão. E levou até a sala sentando com Kara no chão para poder comer juntas. A loira soltou um grito de comemoração ao ver que era a sua comida chinesa favorita. E a Luthor não poderia ficar mais feliz ao ver o sorriso da jornalista.

– Que música era aquela que você estava cantando? Muito triste – Lena fez uma careca engraçada ao lembrar-se da música. Ela era realmente muito triste.

– 'My Immortal', de Evanescente. Um pouco tempo depois que fui adotada pelos Danvers, pra mim, essa era a música que me definia – Kara deu de ombros, enfiando mais um bolinho na boca.

Lena apenas concordou e seguiu aquele pequeno jantar na presença da loira. Mesmo que a sua mente ainda se lembrava de uma Kara chorosa e quebrada, ela tentava focar no sorriso e na animação da loira naquele momento.

Kara Danvers era realmente sua heroína.

Flashback Off

– When you cried, I'd wipe away all of your tears. When you'd scream, I'd fight away all of your fears. And I held your hand through all of these years. But you still have all of me – Lena ainda continuava sentada da mesma maneira, acariciando o rosto de Kara, como se seu mundo dependesse daquilo. E, de certa maneira, dependia.

Não tinha mais os sorrisos alegres, os olhos brilhando em euforia. As brincadeiras para distrair a mente.

Só havia o vazio.

O vazio de uma mente cansada de lutar contra o orgulho, de lutar contra a resistência da mágoa e angústia. Lena estava cansada. Cansada de sempre procurar fazer o bem e de todos desconfiarem das suas ações. Ser uma Luthor nunca foi sua escolha, mas foi o seu dever transformar esse sobrenome em algo melhor. A única pessoa que acreditava em si estava ali, deitada em seu colo sem sorriso contagiante, sem os costumeiros brilhos nos olhos ou a alegria de estar na presença de quem ela ama. O universo não seria tão mal assim com uma alma tão pura? Ou seria? Ela nunca saberia responder. Ninguém nunca saberia.

– Lena! – A morena escutava alguém a chamando, ela sentia uma movimentação no meio da multidão. Mas nem sua mente e nem seu corpo obedecia a seus comandos. Ela apenas estava gravando o rosto de Kara, enquanto chorava seus lamentos.

– Lena! – A voz estava ali mais perto, e ela reconheceu ser de Alex. Mas ela não queria olhar. Ela não conseguia.

– Lena, fala comigo! – Alex a balançou pelos ombros, mas a morena estava paralisada. A ruiva falou algo com alguma pessoa que estava atrás dela, e Lena logo se sentiu sendo puxada para trás, vendo a movimentação da equipe médica socorrendo a heroína.

– Lena, olha pra mim! – Era Sam, a sua CFO que havia a puxado de perto de Kara. A Árias tinha as mãos sobre o rosto de Lena, que tentava normalizar a respiração ofegante. Ela agarrou as mãos de sua amiga com suas que estavam cobertas de sangues.

– E-ela... – Lena começou a chorar de novo, e Sam puxou a cientista para um abraço, permitindo a mais nova encostar a cabeça em seu peito devido à diferença de altura.

– Ela vai ficar bem, Alex vai fazer de tudo para salvar Kara junto com o DEO. Tudo bem? – Lena apenas concordou, respirando fundo para conter as lágrimas. A movimentação aumentou quando os agentes ergueram o corpo da heroína deitado numa maca. Vários outros agentes correram em direção para ajudar a carregar até o carro preto do DEO.

Lena se virou para ir junto, quando Sam a puxou pelo braço.

– Você precisa se acalmar antes de ir, Lena. Eu subo com você e te espero para que possamos ir juntas – A mais nova estava numa luta interna se ia junto com a equipe ou se acatava o pedido de Sam.

– Se eles precisarem de mim lá. Se Kara precisa de mim... – Lena voltou a chorar de novo. Era difícil para Sam ver o estado quebrado da chefe e sabia que para Lena ter chegado aquele ponto, é porque ela realmente estava sentindo a possível perda da loira

– Lena, calma! Kara está sendo cuidada pela melhor equipe de médicos do DEO, eles conhecem a fisionomia kryptoniana como ninguém. E Alex está lá, ela não deixará nada acontecer. Nós sabemos que Kara é muito forte, ela não vai desistir tão fácil assim – Sam garantiu a Lena, apertando seus braços levemente como forma de compreensão.

– Eu vi e-ela... – Lena não conseguiu completar a frase. Ela ainda sentia o corpo mole de Kara em seus braços, a respiração diminuindo lentamente. A imagem se uma Kara machucada aterrorizava sua mente.

– LENA! Kara é a pessoa mais forte que nós conhecemos. Aquela loira de farmácia não vai morrer, não hoje, não agora. Ok? – Sam a olhava nos olhos. Lena apenas concordou e deixou ser puxada pelos braços da castanha. Kara ia sobreviver. Era o que elas esperavam.

[...]

A movimentação no DEO estava enorme. Os agentes corriam de lado um lado para o outro recebendo ordens e mais ordens. Até mesmo no departamento, o sinal do caos estava presente. A segunda equipe que analisava destroços do desabamento do prédio havia acabado de chegar com mais informações sobre uma substância desconhecida que estava presente no uniforme da Supergirl.

– Agente Dox! – Uma das analistas chegou carregando o tablet com os resultados dos exames – A substância encontrada no uniforme da Supergirl foi o mesmo que interceptamos no último alien morto em Washington – Brainy tomou o tablet entre as mãos verificando a forma que possuía o possível vírus.

O tecno-orgânico se assustou com o fato de já ter visto aquela mesma substância em outro local, quando se lembrou de que no futuro esse vírus virou estudo em muitas universidades. E o pior de tudo, que esse foi uma causadora da morte da...

– Brainy, onde está ela? – Uma Lena eufórica entrou no departamento, causando espanto até nos agentes que circulavam por ali. Nos últimos dias era muito comum ver a CEO da L-Corp andando pelo DEO, mas não da maneira desesperada que ela estava no momento. Uma Sam ofegante logo vinha atrás.

– Srtª Luthor, a equipe está na sala de lâmpadas solares... – Antes que Brainy terminasse, Lena saiu em direção ao corredor que dava direto para a sala que estava à loira, mas assim que chegou à porta foi barrada por J'onn.

– Lena, você não pode entrar aqui – J'onn disse calmamente, e Lena o olhou incrédulo.

– Como não? Eu posso ajudar aqui.

– Ordens da Alex. E no momento ela está sendo perfeitamente bem cuidada pela equipe de médicos do DEO. Se acalme e espera, Kara ficará bem – O marciano havia lido a mente de Lena e sabia que a morena se encontrava no estado de puro desespero pelo estado da heroína. A cientista apenas concordou, e vendo que não conseguia se manter nem mesmo em pé, ela escorregou pela parede e se sentou no chão. Sam a acompanhou nesse momento, entrelaçando suas mãos às mãos da morena.

Aos poucos o tempo ia passando, Lena tinha a cabeça deitada no ombro de Sam, que estava dormindo – já que havia sido acordada de madrugada. Lena não sabia dizer se já havia passado minutos ou horas, apenas sabia que aquele tormento não parecia ter fim. Nenhuma notícia ou qualquer informação. J'onn continuava fielmente em pé do lado da porta, ele tinha Kara como filha. E naquele momento ele só presava pelo bem estar da loira.

Brainy há pouco tempo, havia passado ali seguido pela equipe de análises, carregando um semblante sério e preocupado entrando na sala deixando uma pequena brecha ser vista por quem estava do lado de fora. Lena viu que o corpo de Kara estava cheio de aparelhos, curativos residiam no corpo da heroína. O corpo possuía vários sinais de lutas, roxões e áreas avermelhadas estavam visíveis. E Lena começou a chorar vendo o quão machucada estava à jornalista.

A sua melhor amiga

O seu amor

A CEO se permitia pensar em seus sentimentos, ela abriu o coração para si mesmo. Não adiantava mais negar seu amor e admiração pela loira. Kara havia chegado de paraquedas e quebrado todas as muralhas de Lena rapidamente, que nem a própria morena havia percebido. Era fácil ser cativada pelo jeito da jornalista, e Lena se deixou cativar.

A porta foi aberta fazendo com que todos colassem seus olhos numa figura ruiva totalmente cansada por trazer a irmã de volta. Sam que pouco estava dormindo, levantou e abraçou a namorada, permitindo que depois de horas ela chorasse um pouco. Mas não demorou muito, ela precisava falar do estado da loira, principalmente, para uma pessoa que seria a chave para curá-la.

– Bom, mesmo o coração da K... Supergirl ter parado por muito tempo, conseguimos reverter à situação – Alguns que estavam presentes soltaram um suspiro em alívio, mas não todos. Lena sabia que tinha um 'porém' vindo em seguida – Entretanto, o estado dela não é um dos melhores. Apesar de todos os hematomas sofridos, eventualmente, eles estão se curando. Mas muito devagar, devagar até demais se esse alienígena que a atacou resolver criar uma baderna na cidade.

– Por que eu pressinto que não é só isso? – Sam perguntou olhando para cada um ali.

– Porque não é, Srtª Árias – Brainy que saiu atrás de Alex respondeu – Esse alienígena não é um alienígena comum. Em grandes lutas, essa espécie libera um tipo de vírus que é nocivo a qualquer organismo. Principalmente, aos kryptonianos.

– E como ele atua no organismo? – Lena conseguiu engolir um pouco do pânico para que pudesse falar alguma coisa.

– Ele entra na corrente sanguínea matando todas as células de defesas. Porém sabemos que a fisionomia do kryptoniano possui dois tipos de defesas. No momento o corpo da Supergirl está tentando conter esse vírus da maneira que ele consegue, mas há 73% de possibilidade que ele não consiga se livrar do vírus. Algumas das principais áreas mais afetadas, no começo, se iniciam na laringe – Brainy suspirou antes de continuar, focando nos rostos com semblante triste – Há uma maneira de conter uma manifestação maior, que seria através de um confinamento indeterminado da pessoa infectada. Mas a péssima notícia é de que precisa ser imediatamente e o DEO não possuía uma área corretamente desinfetada para que possamos mover o corpo da Supergirl.

Era uma das piores noticias que poderiam escutar naquele momento, o símbolo de esperança e destreza, estava entre a vida e a morte. Alex voltou a chorar sendo acudida por Sam, J'onn olhava tudo inconformado e Lena havia travado ali, pensando que a última vez que mantivera uma conversa saudável com Kara havia sido há meses atrás.

Mas a cientista se lembrou de que sua empresa possuía áreas para quarentena casa alguns de seus cientistas se infectasse com alguma substância nociva e altamente contagiosa.

– Ela pode ficar no meu laboratório – Todos olharam surpresos para ela, porque sabiam que nem ela e nem a Supergirl estava em seus melhores termos.

Mas para salvar a vida de alguém, do seu amor, ela engoliria seu orgulho.


Notas Finais


Eu realmente não sei nada sobre a fisionomia de um kryptoniano, e muitos menos se isso é informado nas HGQs. Então, já peço desculpas caso você fique chateado(a) ou ofendido(a) com isso.

Espero que tenha gostado do capítulo, curtem e comentem para que eu possa saber se vocês estão gostando.

Até a próxima ;)


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