História Quarenta Graus - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Blásio Zabini, Draco Malfoy, Harry Potter, Hermione Granger, Lílian Evans, Pansy Parkinson, Ronald Weasley, Severo Snape, Sirius Black, Tiago Potter
Tags Drarry
Visualizações 270
Palavras 4.101
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, LGBT, Musical (Songfic), Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, uma one de amor para vocês ❤
Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Unico-Me Apaixonei


Setembro, 1997. 


Quando fiz dezessete, minha mãe me levou para passear no Beco Diagonal. Nós conversamos um bocado e ficamos a manhã inteira falando sobre a vida. Depois, na parte da tarde fiquei em casa com ela e meu pai, que me fez um bolo delicioso.  

Eu me sentia o filho mais amado do mundo. 

Na verdade eu me sentia a pessoa mais amada do mundo. 

Mas eu ainda não sabia como amar. 

Eu me afundava na realidade de saber que não era capaz de me apaixonar. 

Amava meus pais, meu padrinho, tio Remus, Ron, Hermione. Amava o bebê Lupin sem nem conhecê-lo. Sem saber se era uma menina ou um menino. 

Mas não estendia esse amor a ninguém de fora do meu mundo. 

Ninguém me dava calor. 

Então eu achava que nunca me apaixonaria de verdade. 

E é claro que eu estava errado. 

Naquele ano em que eu fizera dezessete voltei para Hogwarts, em meu sétimo ano e o encontrei de novo. 

No começo não entendia o que me deu ao vê-lo naquela roupa preta elegante feita sob medida e o quanto seu cabelo estava comprido. 

Não entendia como eu parecia mergulhar em chamas ao esbarrar com ele no corredor na mesma noite do primeiro dia do sétimo ano. 

Então me deu uma febre de quarenta graus. 

Eu estava ardendo em febre quando ele entrou na enfermaria. Madame Pomfrey disse que ele estava lá para ajudar. Que ele sempre a ajudava em suas horas livres. 

E ele não estava de terno. 

Mas estava lindo. 

E eu tinha vontade de lhe dizer coisas absurdas. 

E a febre não baixava. 

Dois dia e Madame Pomfrey chamou Dumbledore. 

O diretor me olhou. 

"Logo ficará bem" disse simplista. 

"Passe a noite aqui" 

"Ele está aqui há duas noites!" respondeu Madame Pomfrey. 

"Desculpe. Disse ao Draco. Acho que ele pode ajudar bastante." 

Eu me lembro do olhar tempestuoso sobre mim. Intenso.

Achei que ele teria um ataque de raiva por ter que ficar ali. 

Mas apenas deu de ombros e foi terminar de arrumar os frascos de poções que precisava arrumar. 

Naquela noite eu estava do mesmo jeito, ofegante, suando frio e com a temperatura nas alturas. 

Voltou da prateleira de poções e murmurou um feitiço sob o meu corpo. "Está na mesma." e estávamos sozinhos. 

Quando terminou, se sentou na poltrona ao meu lado e começou a ler um livro. 

"Se importa?" perguntou ele. "De eu deixar essa luz acesa." apontou para o lado. 

"Não." respondi. "Você parou de implicar comigo ano passado." 

"Sim." 

O olhei inquisidor. 

"Só queria paz. Você não?" 

"Queria." 

Assentimos. 

"Vê se dorme." me disse. "Dumbledore acha que é algo emocional. O que você tem." 

"Eu não sei." 

"Então trate de dormir." 

"Eu queria um beijo de boa noite da minha mãe." 

"Só faz dois dias que você está longe de casa." 

"Mas eu queria." 

"Posso te dar um…" sua voz havia morrido no fim da frase.

"Pode?" 

Eu jamais me esqueceria do seus olhos. Olhos de tempestade. 

Azuis e cinzas. 

Misturados.

E seu sorriso sacana. 

Completamente desconcertante. 

E a mordida que dera no lábio inferior. 

Se inclinou e beijou a minha mandíbula de forma desajeitada. 

Mesmo com todo aquele charme ele pareceu extremamente confuso ao fazer o ato, abaixando a cabeça e apertando os lábios em um sorriso tímido. 

Desejei que aquele momento durasse para sempre. 

Mas ele voltou a se encostar na poltrona e pegou o livro. 

Sorri na hora e fechei os olhos. 

Parecia que meu corpo havia entrado em combustão. 

Mas na manhã seguinte acordei sozinho. 

E completamente disposto. 

Coloquei a mão no local em que fui beijado. 

"O que houve com você? Está sem nenhuma febre!" 

Sorri para Madame Pomfrey e ela logo me liberou. 

Quando saí da enfermaria sabia que estava apaixonado. 

Era estranho pensar que só naquele ano eu havia me apaixonado. 

Talvez eu já estivesse antes. Só era imaturo para perceber. 

Mas eu estava apaixonado então. 

O coração acelerado e a febre de quarenta graus. 

Sabia que queria ficar com ele. 

Meus amigos e meus pais sabiam da minha sexualidade. 

Sabiam que eu gostava de pessoas, não importava o gênero. 

Então não seria novidade eu ficar com um garoto. Mas Malfoy… 

Ia ser complicado. 

Mas durante aquela semana ao vê-lo meu coração acelerava, perdia meu ar e sentia aquele calor… E aquela sensação estranha que sentia, como um soco no baixo ventre. 

Quando chegou o sabado peguei o Mapa do Maroto e o localizei na Torre de Astronomia. 

Corri até o local, logo o sol ia se por. 

Quando cheguei estava meio ofegante e ele observava o céu alaranjado. 

Eu amava aquela vista. 

"Oi" eu disse baixinho. 

"Harry Potter." me olhou analítico. "Fiquei surpreso quando você melhorou." 

"Eu também." respondi. "Vim te agradecer." 

Seus olhos. 

Seu sorriso cafajeste. 

A postura de um garoto perfeito. 

Tudo estava lá. 

E ele chegou mais perto. E mais perto. 

Num gesto sutil aproximamos nossas mãos. 

E as entrelaçamos em um aperto desajeitado. 

Depois daquilo sempre nos olhavamos pelos corredores até nos esbarramos em um dos últimos corredores da biblioteca. 

Lá ele apenas disse "Se quiser outro beijo…" 

Meu coração deu um salto. 

Minha respiração falhou. 

O seu belo sorriso estava em seus lábios. 

Eu sorri da melhor maneira que pude e me coloquei para cima, fitando seus olhos cinzas, colocando as mãos em seus ombros. 

E o beijo começou lento.

Mas logo virou fogo. 

Eu estava apoiado em uma parede enquanto ele explorava minha boca com sua língua atrevida. Sentia seus músculos das costas e logo adentrei sua camisa. 

E ele sempre parava para me dar sorrisos de tirar o fôlego. 

"Você é adorável, Potter." 

Sempre me dizia quando eu ficava vermelho. 

Com o passar dos dias aquilo ficou frequente. 

Nos encontrávamos em qualquer lugar escondido para nos beijarmos. 

E como beijávamos. 

Ele me dominava por inteiro com a língua na minha boca ou na minha pele. 

Sempre sussurrava absurdos na minha orelha, enquanto acariciava meu corpo. 

E eu me via entregue. 

Logo todos passaram a desconfiar e então decidi contar de uma vez. 

No início acharam que era uma piada. 

Mas entenderam que era sério. 

"Malfoy?" dizia Rony. 

No final ninguém se mostrou contra. 

Mas eu sabia que eles só estavam sendo educados. 

Hermione disse que estava tudo bem para ela. Que ela gostava de me ver feliz. 

E realmente eu estava feliz. 

"Você vive corado e bobo, Harry." 

Eu sorria quando ela dizia aquilo. 

Depois de uma visita à Hogsmeade com Draco, Ronald passou a engoli-lo, palavras do Ruivo. 

E estava tudo bem. 

Beijos, amassos. 

Sacanagens que ele me dizia. 

Arrepios e coração acelerado. 

Até ele me convidar a ir ao seu quarto nas masmorras. 

Eu fui amedrontado, mesmo conhecendo os amigos dele, que eram legais. 

Mas e os outros? 

Nós praticamente não fomos notados na Sonserina e aquilo me deixou aliviado. 

Ao chegarmos em seu dormitório, que estava vazio, me jogou em sua cama, fechou as cortinas, fez um feitiço silenciador e me apoiou na cabeceira. 

Sentou em meu colo e abriu os botões de sua camisa, se exibindo para mim. 

"Você quer me ver sem roupa?" perguntou movendo as sobrancelhas sugestivamente. 

"Aqui?" ri ao senti-lo contra meu corpo, beijando meu rosto. 

"Você quem sabe." respondeu. 

"Só se me contar um segredo." 

"Às vezes acho que você podia ser sonserino."  ele ficou com o tronco nu e me olhou. Bem nos olhos. "Talvez eu tenha me apaixonado por você há muito tempo, Harry Potter."  

"Talvez eu seja muito apaixonado por você, Draco Malfoy." 

E nos beijamos. 

E tiramos as roupas. 

E fizemos coisas inimagináveis. 

Dentro das cortinas da cama dele. 

Era como se eu tivesse entrando em erupção. 

Suava e dizia palavras que jamais pensara em proferir. 

E o olhar dele foi a melhor coisa que eu poderia ver por toda a minha vida. 

Quando saímos daquele estado e abrimos as cortinas, apenas Zabini estava lá, deitado em sua cama, alheio ao mundo, acenou para nós e deu um sorriso malicioso. 

Eu ficara vermelho. 

"Você é adorável, Harry." me disse. 

Eu sorri e me encostei em seu ombro, sentindo o calor infernal de seu corpo. 

"A sua pele é muito quente." sussurrei. 

"Não mais que você." 

Dois dias depois era feriado de Natal e eu fui para casa. 

Quando contei que estava saindo com Draco Malfoy minha mãe quase engasgou com seu suco de abóbora, meu pai me olhou incrédulo, meu padrinho fez uma careta, Remus só falou "Os outros professores desconfiaram que algo estranho estava acontecendo", Tonks só sorriu e Snape, que sempre parecia estar ali de penetra, revirou os olhos. 

"Ele é muito nojento?" Sirius perguntou. 

"Um pouco." respondi sorrindo. 

"Se você amansar o jeito Malfoy dele, talvez eu o suporte." me respondeu. 

"Depois conversamos mais sobre isso." minha mãe havia falado. 

Depois que todos foram embora finalmente conversamos. 

"Eu sei que não gostam da família dele, mas Draco não é o pai dele e ele é incrível e Lucius Malfoy não faz nada estranho há muito tempo e…" 

"Nós sabemos Harry, sabemos. Só não queremos você perto de pessoas errados." 

Olhei para meu pai. 

"Ele não é uma pessoa errada." 

"Confiamos em você querido." minha mãe disse. 

Eu assenti. 

"Vou sair com ele essa semana, tudo bem? Nós dois estamos em Londres e acreditam que ele nunca passeou pela Londres trouxa?" 

Eu sabia que eles ainda não tinha aceitado muito bem a situação. 

Mas não terminaria o que tinha com Draco. 

No outro dia o encontrei perto de um cinema. 

"Vamos ter um encontro de verdade, não idas a Hogsmeade aleatórias." lhe disse quando cheguei. 

"Ok…" me respondeu sorrindo. 

Entrelaçamos nossas mãos e saímos andando juntos. 

"O que seus pais disseram?" perguntei receoso. 

"Bem, meu pai falou se eu não tinha outra opção." riu "Mas logo aceitou e disse que quer jantar com você. Eu falei que você é bonzinho." 

"É claro que sou bonzinho." 

"Você não parecia muito naquele dia…" 

Lhe dei uma cotovelada. 

"Você não pode dizer nada sobre aquele dia." 

"Não é?" 

Neguei com a cabeça. 

"Nem que foi a melhor da tarde da minha vida?" 

Mordi os lábios e ele se aproximou do meu ouvido. 

"E que eu ouviria sua respiração acelerada e sua voz rouca o resto da minha vida?" 

"Ah é? Talvez você possa fazer algumas considerações então." 

Ele riu e apertou minha mão. 

"E seus pais?" 

"Eles ainda estão processando a informação, mas está tudo bem." 

"Que bom, Harry." 

Me olhou e deu um sorriso de canto. 

"Podiamos achar um lugar escondido para beijar, não é?" 

"Logo estaremos no escuro, bem escondidos." 

Quando entramos no cinema lhe direcionei para o fundo e nos sentamos lado a lado com um grande balde de pipoca. 

"É assim que trouxas têm encontros." 

Ele assentiu. 

"Lugar legal." 

"Depois vamos tomar café e passear." 

"De mãos dadas?" 

"Sim." 

"E nós podemos comer bolo?

Assenti. 

"E você vai me dar bolo na boca?" 

"É claro." 

"E quando começarão os amassos?" 

"Quando acabar a pipoca." 

À meia luz, ele parecia ser de mármore. Tão lindo. 

Nos beijamos pela primeira vez naquele dia e ele me aconchegou em seu peito, beijando minha testa. 

No fim, Draco ficou tão interessado no filme que nem me deu atenção. Só ficou acariciando meu cabelo e fazendo alguns comentários. 

Nas partes românticas do filme, me olhava e beijava meus lábios de forma doce. 

Quando o filme acabou, ele estava chorando, com o rosto escondido no meu peito. 

"Tudo bem chorar. Jack e Rose mereciam ficar juntos." 

Me olhou e sorriu. 

"Não tivemos os amassos, desculpe." 

"Tudo bem, Draco. Vamos tomar um café?

Novamente andamos juntos. De mãos dadas. Não ligavamos nem um pouco para os olhares tortos que ganhamos na rua. 

O levei ao meu Café preferido e pedi bolo Red Velvet e chocolate quente. 

Nosso lugar afastado nos dava mais privacidade. Por isso ele segurava minha mão por cima da mesa e sorria. 

"Esse bolo é bom?" 

"O melhor que eu já comi." 

Quando nosso pedido chegou, fiz o prometido e lho dei na boca. 

"Depois podíamos ir para minha casa. Meus pais não estão lá, Harry." 

A sua sugestão me dera um arrepio. 

"É claro que eu vou." 

Sorrimos. 

Depois do Café, eu o levei a uma loja de discos e fitas. 

Eu vi as novidades das minhas bandas favoritas, enquanto explicava ao Draco sobre música trouxa. 

Em um dos aparelhos da loja estava acoplado dois fones de ouvido. 

Nós os colocamos e para a minha agradável surpresa, havia começado a tocar Oasis. 

Sorri para Draco. 

Wonderwall tocava e nós dois sorrimos um para o outro. 

Depois que a música acabou eu dediquei a letra a ele. 

"Você é meu porto seguro, Harry." 

Nos beijamos escondidos atrás da loja e corremos pela rua. 

Logo chegamos no bairro bruxo em que ele estava. 

Nossos corpos se aqueceram um no outro e os beijos se alastraram por toda a nossa pele. 

"Wonderwall" virou nossa música e por diversas noites ele cantou baixinho no meu ouvido a letra, me fazendo dormir sorrindo. 

Depois do Ano Novo, em Hogwarts nada mudou. 

Os beijos continuaram intensos e nós sempre nos encontrávamos em nossos quartos, nos escondíamos nas cortinas, usávamos feitiços de silêncio e nos amávamos. 

Conheci os pais dele em um almoço em Hogsmeade. 

Eu estava tenso. Mas eles foram gentis. 

Senhor Malfoy era só muito exigente. 

E um pouco assustador. 

Em alguns momentos eu só queria olhar para ele. 

Era muito lindo seus cabelos caindo por seus olhos e grudando em sua testa quando ele jogava quadribol ou quando a gente transava. Fazer sexo, com todos os hormônios borbulhando pelo corpo era muito intenso e bom. Era como se toda vez eu não tivesse outra oportunidade de sentir aquilo. Era sempre como a última vez. 

E estava tudo muito bem. 

Porém, Draco não se sentia muito confortável na Grifinoria. Ninguém o destratava, mas ficavam em silêncio quando ele estava por perto. 

Rony e Hermione eram os mais naturais. 

O Weasley e Malfoy jogavam Xadrez Bruxo e Granger trocava livros com ele. 

Na Sonserina, era bem tranquilo. 

Ou ninguém ligava para a gente. 

Ou nos provocavam. Mas com o tom sarcástico de sonserinos, então não era muito sério.  

Só as vezes, Draco surtava com todo mundo em sua casa. 

E eu sorria para acalmá-lo. 

Em uma noite ele queria matar o garoto que havia magoado Pansy Parkinson. Ela estava no dormitório dos amigos, chorando. 

Zabini fazia uma brincadeira com sombras e seus dedos na parede. 

Com um feitiço fiz o coelho que ele fazia ganhar movimento e correr em volta de Pans, fazendo-o desaparecer no nariz dela. 

A garota riu para mim e eu ganhei um beijo de Draco. 

Eu adorava vê-lo largado na cama. Sua aparência naqueles momentos se assemelhava mais com um adolescente de dezessete anos. 

Ou ele estava nu ou usava cueca. Mas sempre relaxado. 

E eu admirava o seu corpo. E beijava. 

Quando deitávamos apertados um de frente para o outro e esfregamos nossos narizes. 

Além de carinhos no rosto e palavras de alento. 

Declarações secretas. 

E eu amava o jeito que ele me fazia rir. 

E eu queria muito viver dentro das cortinas. 

A educação forçada e o isolamento afastaram Malfoy da Grifinória. 

E passamos a nos encontrar somente na Sonserina.

Um dia, algum dos garotos da minha casa ficou irritado com a presença de Draco, que foi embora. 

Eu corri para alcançá-lo. 

"Não quero ficar aqui, Harry. Você sabe." 

"Desculpe. Eu queria que fosse diferente, mas…" 

"Tudo bem. Volte para seus amigos, você tem que ficar com eles também." 

Eu assenti. 

"Não esquece que sou apaixonado por você, Draco." 

Ele sorriu e sumiu pelo corredor. 

E com o fim do sétimo ano chegando, nós nos víamos muito pouco. 

E sempre prometemos compensar aquela distância nas férias.  

E assim nos formamos. 

Depois de todas as celebrações passei duas semanas com meu padrinho. 

Não vi Draco nesse tempo. 

Depois finalmente meus pais conheceram Draco pessoalmente. 

Ele jantou em nossa casa. Muito nervoso. 

E esse nervosismo todo foi agravado por algumas atitudes inconvenientes. 

"E o que pretende fazer agora?" 

O loiro olhou para meu pai. 

"Eu acho que vou tentar entrar no treinamento de med magia, queria trabalhar com poções." 

"Lily é boa com poções, eu não, nem Harry." 

"É, eu percebi." 

Sorri com seu comentário. Nós tentamos estudar poções várias vezes, mas ele não tinha a menor paciência comigo. Assim como Snape. 

"E vocês dois? Já que estão namorando, vão ficar perto?" 

O comentário de minha mãe me fez engasgar com a comida.

"Nós estamos ótimos assim…" sua voz morreu e Draco olhou para baixo. 

"Nós não sabemos ainda." eu disse seco. 

Depois disso a mesa ficou com um silêncio desconfortável. 

Saímos pro meu quarto antes mesmo da sobremesa. 

"Eu busco o doce depois mamãe." gritei enquanto subia a escada correndo. 

Quando cheguei em meu quarto o prensei na parede e o beijei. 

"Estava com tanta saudade. Queria ter ficado com você no seu aniversário." 

Ele sorriu e me beijou de volta. 

"Tudo bem, eu só fiz dezoito anos mesmo." deu de ombros sorrindo novamente. 

"Tenho uma surpresa." falei. 

Me afastei dele e peguei minha varinha murmurando o nosso conhecido feitiço de silêncio. 

Ele alargou seu sorriso. 

"Eu sei que vai ser só em agosto, mas queria que fosse a comemoração do seu aniversário." 

Estendi uma caixinha para ele, que logo abriu. 

"Ingressos para o show do Oasis em Manchester! Que legal amor!" 

Travei. 

"É um pouco estranho, quer dizer eu só conheço a nossa música e…

"Você vai me chamar de amor quando começar Wonderwall?" 

"Posso te chamar agora…" 

"Ah é? Pode ser ali?" apontei para minha cama. 

"Só se você quiser fazer amor comigo." ele disse firme e nós nos abraçamos. 

"Nós estamos bem." falei contra seu peito. 

"Nós estamos bem." repetiu. "Agora vai me compensar por não ter ficado comigo no meu aniversário." 

O quarto ficou pequeno para o nosso desejo. 

E nós dois nos beijamos ardendo. 

E eu achei a coisa mais certa do mundo. 

Estar com ele. 

Era o que eu queria. 

Depois daquele dia, nós nos vimos por alguns dias e o mês de julho passou voando. 

O verão brilhando em nossas vidas só deixou tudo melhor e eu estava muito feliz. 

Todas as vezes que vi Draco, lhe arrancava a camisa, com a desculpa do calor. Ele sempre aceitava meus caprichos. 

E eu os dele é claro. 

Mas teve um dia que meus pais foram extremamente rudes com ele. 

A questão era que os dois nos pegaram na cama. Não explicitamente fazendo sexo. Mas nós estávamos seminus e Draco estava no meu colo. 

Meu pai surtou. 

Minha mãe disse que foi uma tremenda falta de respeito. 

Quando terminou de se vestir, saiu correndo para o andar de baixo e eu fui atrás. 

"Sinto muito senhor e senhora Potter, eu não quis desrespeitar sua casa." 

"Nós já tivemos a idade de vocês, mas isso não dá." minha mãe falou com a cara fechada.

Meu pai apenas saiu de casa dizendo que precisava voltar para o Ministério. 

Eu olhei para baixo. 

"Sinto muito. Isso não vai voltar a acontecer." falou e me olhou. 

O acompanhei até a porta. 

"Draco, amor…" 

"Harry, olha eu vou te ser sincero. É muito difícil, sabe? Seus pais me odeiam. Seus amigos não gostam da minha presença e...Eu não sei!" 

"Não é verdade! Ron e Mione gostam de você e meus pais só não entendem que eu cresci e…" 

"Fala sério! Eu não sei o que fazer." 

Nos olhamos. 

"Semana que vem é meu aniversário, você vai vir não é?" 

Ele desviou o olhar.

"Seus pais vão deixar?" 

"Eu não ligo se eles não deixarem. Eu amo meus pais, mais que tudo, mas eu também tenho você agora e não posso colocar o que temos na balança contra eles. Quero que vocês todos estejam comigo." 

"Eu só não quero que tenham problemas por minha causa." 

"Não é por sua causa." 

Ele sustentou meu olhar. 

Ao abraçá-lo quando ele foi embora, senti um aperto no peito. Só queria que ele voltasse. 

No outro dia, meus pais me pediram desculpas. 

Respondi que eles deviam falar aquilo ao Draco. 

Eles disseram que entendiam nossa relação, mas que se sentiam muito apreensivos por tudo. 

Eu apenas pedi para deixar para lá. 

Quando falei para Sirius, ele riu. 

"Acho que vocês têm mais é que aproveitar, mas com proteção!" 

"Eu sei padrinho." 

"Ele vai vir pro seu aniversário?" 

"Acho que sim." 

No dia ele não apareceu. 

Nem Hermione e Rony fizeram meu humor mudar. 

Acabei descobrindo que minha mãe havia falado com Draco. 

E que ela lhe disse que achava melhor ele não ir, para evitar situações desconfortáveis. 

Fiquei com raiva e explodi com eles. 

Me tranquei no quarto. 

Recebi o presente de Draco com um bilhete. 

"Sinto muito. Acho que você terá que nos colocar na balança. 

Sou apaixonado por você." 

O colar com um pingente de bolo Red Velvet me fez derreter. 

Meu coração falhava batidas. 

Fiquei dois dias sem falar com meus pais. 

E a febre voltou. 

Aquela de quarenta graus. 

Hermione e Ronald ficaram comigo. 

"Só o Malfoy faz você melhorar dessa febre." 

"Rony tem razão, Harry." 

Os dois então me levaram até o garoto. 

Narcissa nos recebeu em sua casa assustada com meu estado. 

Ela disse que Draco também estava sofrendo. 

Quando o encontrei em seu quarto, as lágrimas vieram aos seus olhos. 

Usou sua varinha para fazer um feitiço diagnóstico. 

"Febre? De novo?" 

Nos olhamos por um tempo. 

"Meus pais se arrependem, Draco. Acho que precisamos conversar com eles e Mione e Ron estão aqui por nós." 

Assentiu e me colocou sentado em sua cama. 

E ele chorou no meu colo. 

E eu disse que o amava. 

"Eu amo você, Draco." repeti treze vezes. 

Ele me soltou e procurou algo em uma gaveta de seu armário. 

"Harry Potter." 

O olhei e vi um saquinho preto em sua mão. 

"Quer namorar comigo?" perguntou se sentando ao meu lado em sua cama. 

Abriu o saquinho e colocou um anel na palma da minha mão. 

"Prometo não te dar mais febre." 

Eu sorri. 

"Eu quero."

Nos beijamos. 

E colocamos nossos anéis. 

Ele beijou minha mão e sussurrou, bem baixinho "Eu amo você, eu amo muito você." 

Meu sorriso não cabia em meu rosto e eu o beijei de novo. 

Hermione e Rony entraram no quarto depois e eu lhes contei a novidade. 

O meu namorado mostrou nossas mãos unidas. 

Eles nos parabenizaram e sua mãe, que foi ao quarto logo depois se emocionou e se ofereceu a falar com meus pais sobre tudo. 

Eu só sabia sorrir para todos. 

Ficamos sozinhos de novo e ele nos aconchegou em sua cama. 

"Trate de melhorar. Nosso show é daqui a poucos dias." 

Eu assenti. 

"Canta para mim." 


"Because maybe

You're gonna be the one that saves me

And after all

You're my wonderwall"  


E ele cantou para mim. 

A noite toda. 

E me deixou de coração acelerado. 


Maio, 2009. 

Estava correndo pela manhã quando me deparei com uma banca de jornal. 

A primeira página estampava a separação do Oasis. 

-Nossa que pecado, eles eram a minha banda favorita quando era adolescente.-Uma mulher comentou ao meu lado. 

-Sim, eu e meu marido fomos ao show deles depois de oficializarmos nosso acordo. 

Ela me olhou e sorriu. 

-É uma linda história.

Assenti e lhe desejei bom dia, voltando a correr. 

Quando cheguei em casa e tomei meu banho fui acordar Draco. 

Ele sempre me esperava para acordá-lo depois de correr. 

As vezes, me esperava nu, o que era uma agradável surpresa. 

Quando abriu os olhos, sorriu para mim e me beijou. 

-Bom dia.-Acariciou meu rosto. 

-Bom dia, acredita que o Oasis vai se separar?

Ele levantou num salto. 

-É sério? Que pena. -Voltou a se deitar e eu me aconcheguei em seu peito.-Lembra do nosso primeiro show?

Ri e assenti. 

Nos olhamos novamente. Sempre é assim. 

A melhor coisa da minha vida é olhar em seus olhos. 

Sorri.

-O que foi?-Me perguntou. 

-Nada não.-Disse. -É que eu amo muito você. 

Ele me apertou em um abraço. 

-Eu também amo você, muito. 




















Notas Finais


É isso meus amores.
Espero que tenham gostado.
Até a próxima ❤


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