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História Quarentena - Dramione - Capítulo 26


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Notas do Autor


Olha, eu espero que vocês me valorizem muito viu? Porque esse final de semana soltei capítulo de "A Proposta", "Quarentena" e "Uma nova chance".

ahhahahahahaa

Além das dimensões não rolou por motivos de: não tinha nada para revisar e ainda n tá dando pra escrever :'(

Boa leitura!!!

Capítulo 26 - Descoberta


Eu estava com a cabeça lotada, irritado com as aulas e decidi dar uma volta nos jardins. Deitei na grama, com o braço dobrado sobre a cabeça e fiquei observando o céu, na tentativa de obter qualquer momento de paz, como a que eu havia tido naquele dia em que estava com ela.

- O que está fazendo aí? -perguntou Pansy, em pé, a minha frente algum tempo depois.

- Meditando.

- Meditando? -ela explodiu em gargalhadas, sentando-se ao meu lado. – Deixe de ser idiota, Draco.

Respirei fundo. Era realmente difícil.

- Sabe do que são feitas? -perguntei.

- O que? -ela parecia confusa.

- As estrelas. -respondi óbvio.

- Claro que não, Draco. Acha que perco meu tempo procurando saber sobre coisas inúteis e desinteressantes? -suspirei frustrado.

Claro que não, ela era um poço completamente vazio.

- E o que é interessante pra você, Pansy? -perguntei, sem muita paciência.

- Você. -rolei os olhos e ela passou a mão pelos meus cabelos sorrindo.

Patética.

Eu nunca havia esperado muito de Pansy, na verdade nunca me incomodou tanto o fato de ela ser desse jeito. A gente mal conversava, transávamos e ela sempre estava disponível para mim e isso sempre fora suficiente, nunca precisei de mais. Mas agora simplesmente as coisas não pareciam tão simples.

Ela deitou o corpo em cima do meu, começou a beijar meu pescoço e deslizar os dedos pela minha coxa, subindo para minha virilha.

Levantei e a afastei, passando a mão pelo rosto.

- O que foi? Está escuro, não tem ninguém aqui. Estou com saudades dele. – disse com um tom malicioso, encostando no meu membro e passou a língua pela minha orelha.

- Não estou afim. -avisei, afastando-a novamente.

- Mas eu faço você ficar afim rapidinho, sabe disso... -disse baixinho no meu ouvido.

- Pansy, é sério. -segurei seu pulso.

- Mas Draco, é nosso último dia na escola. -choramingou- Amanhã vamos para casa e infelizmente vou viajar com meus pais. Não sei se vou conseguir te visitar...

- A gente se vê quando voltarem as aulas. Não precisa me visitar. -respondi seco.

Não dava, eu não tinha vontade nenhuma de estar com ela. Não tinha paciência, não tinha tesão. Nada.

Havia dito que tentaria focar nela e de alguma forma fazer com que aquilo desse certo, afinal, funcionava muito bem antes de Hermione Granger. Mas era impossível. Minha cabeça gritava que ela não era suficiente e meu corpo claramente não respondia aos seus toques.

(...)

Não consegui dormir durante a noite toda. E não era pelo cheiro dela estar impregnado nos travesseiros, era por não estar mais lá. Sentia falta do corpo quente dela entrelaçado no meu pela manhã, de ver o castanho dos seus olhos ficarem ainda mais claros quando abria os olhos sonolenta, por ter o sol batendo em cima deles e até mesmo dos resmungos quando acordava.

Passei os olhos pela mesa da Grifinória, mas ela não estava lá. Apenas a avistei rapidamente, entrando no trem acompanhada do Potter e do Weasley, com um semblante desanimado.

Durante todos aqueles anos, os recessos eram algo pelo qual eu esperava. Gostava da liberdade que eu tinha em casa, de poder fazer minhas coisas sem ter que me preocupar com aulas, monitoria ou sem aquelas regras idiotas daquele castelo. Mas por algum motivo, gostaria de não ter voltado para casa.

- O que foi, Draco? -perguntou minha mãe durante o jantar.

- Nada, por que?

- Está desanimado. Aconteceu alguma coisa? -ela segurou na minha mão e deu um sorriso solidário.

- Não aconteceu nada, mãe. Apenas tenho algumas coisas pra fazer. -menti, levantando-me da mesa.

- Entendo. Amanhã vamos visitar seu pai, certo? -disse, um pouco receosa.

- Tem certeza? Não acho que deveríamos...

- Draco! -ela brigou- Temos que ver seu pai!

Não adiantaria discutir. Era uma batalha perdida. Não era algo que eu queria fazer, mas não podia deixar que fosse sozinha.

Subi para o quarto, tomei um banho e fiquei um tempo encarando o livro que ela havia me dado. Não sabia o que estava acontecendo comigo. Nada que eu fizesse era capaz de tirá-la da minha cabeça, seu nome latejava consumindo cada parte do meu cérebro.

Era insuportável.

Acordei no dia seguinte com minha mãe batendo na porta. Ainda a contragosto, coloquei um terno e fomos até Azkaban.

- Mãe, eu já estou avisando que não vou entrar. Só estou aqui para te acompanhar. -afirmei e ela me olhou triste.

- Draco, ele é seu pai. -falou.

- Não me interessa. Eu não quero.

- Draco, você precisa entrar- ela tentou me puxar pelo braço- Ele vai querer saber de você! Draco... -mas eu já havia me desvencilhado e comecei a andar em direção à algum outro lugar que não fosse a sala de visitas.

Não queria estar perto dele, não tinha a mínima vontade de falar com ele. Finalmente eu o tinha longe de mim e não era obrigado a viver minha vida baseado em suas escolhas.

Sai de lá transtornado, completamente nervoso em estar naquele lugar horrível. Odiava estar ali, era uma energia tão pesada que era difícil de explicar. Era possível ouvir gritos agoniantes, era possível sentir a morte.

Os corredores eram pretos e úmidos e pareciam todos iguais. Continuei andando, procurando alguma saída, mas não sabia mais onde estava e quando percebi, todo ar a minha volta ficou gelado. Era como se eu tivesse acabado de aparatar no meio da neve. Uma brisa gélida passou pelo meu rosto e então a criatura saiu de um corredor ao meu lado.

Havia um dementador na minha frente, que veio deslizando na minha direção lentamente.

E então eu me senti inútil, completamente desesperado, como se tudo dentro de mim fosse ficar sem vida.

Nunca havia ficado tão próximo de um deles. Nunca sequer tive medo, mas agora cada parte de mim gritava terror.

Não sabia o que fazer, era um sentimento de vazio absurdo que preenchia cada parte de mim. Cai no chão e apontei minha varinha em sua direção, em um movimento de reflexo. Eu tinha certeza de que não daria certo, já havia tentado aquele feitiço milhares de vezes e nenhuma boa lembrança nunca fora suficiente para produzi-lo.

Sentia-me fraco, por estar naquela situação e por jamais ter sido capaz de conjurar o patrono.

Eu arrisquei mais uma vez.

Não tinha nada a perder. Ele já estava em cima de mim, absorvendo parte da minha alma.

Minhas esperanças pareciam perdidas.

Tentei mentalizar algo que me fizesse feliz e então, instantaneamente seu sorriso surgiu na minha cabeça, junto de toda aquela cena da fonte, onde estávamos gargalhando, completamente ensopados, um do outro.

Eu me lembrava de ter experimentado algo diferente naquele dia. Algo que as pessoas descreviam como felicidade na mais pura forma.

- Expecto Patrono! -gritei, ainda de olhos fechados.

E então, uma forte luz prateada saiu da minha varinha saiu da minha varinha e começou a ganhar força, expandindo-se no ar e dando forma a uma grande lontra, que rapidamente correu em direção ao dementador, afugentando-o para longe de mim.

E então eu fiquei imóvel, sentado no piso frio de pedra, ainda sem acreditar no que havia acontecido.

Apenas sai do meu próprio transe, quando senti as mãos da minha mãe me puxando para cima, preocupada, carregando meu corpo ainda sem reação até o lado de fora.

Não conseguia assimilar o que tinha acabado de acontecer.

Era ela.

Ela era minha lembrança boa.

O meu patrono tinha tomado a forma do dela.

Por Merlin, como era possível? O patrono era um feitiço ligado às nossas emoções. Eles eram evocados de acordo com as memórias felizes das pessoas e suas formas tinham relação com isso. Já havia lido inclusive que as formas poderiam mudar de acordo com o sentimento das pessoas, como por exemplo, quando estavam apaixonadas.

Como isso tinha acontecido? Quando?

As coisas finalmente pareciam se encaixar na minha cabeça.

Eu estava apaixonado por Hermione Granger e não havia mais nenhuma dúvida sobre isso.

________.

Faltando dois dias para acabar o recesso, eu estava novamente na Toca, junto da família Weasley.

Não eram meus planos iniciais, mas meus pais precisaram viajar para cuidar da minha avó que havia ficado gravemente doente durante as festividades de final de ano. Ela estava tão frágil, mal conseguia se lembrar de mim. Sua memória falhava cada vez mais e seu corpo respondia cada vez menos.

Minha mãe insistiu que não faria sentido que eu ficasse com eles porque os dois precisavam se revezar no hospital e pediram que eu fosse para a Toca.

Harry havia passado todos os dias lá, como sempre, e as coisas pareciam extremamente normais. Era estranho porque, quando eu e Rony estávamos namorando, havíamos comentado algumas vezes de que aquele Natal seria incrível, que estaríamos todos juntos e finalmente eu estaria na casa dele como sua namorada e não como amiga.

O Sr. e a Sra. Weasley avisaram que teriam um evento bem na noite em que eu havia chegado. Molly disse que se soubesse que eu viria, teria desmarcado, porém, as presenças já estavam confirmadas e não havia muito o que fazer.

A saída dos dois foi apenas um motivo para que Fred e George aparecessem com duas garrafas de uísque de fogo na nossa frente. E por Merlin, tudo que eu precisava naquele momento era beber.

Eu só queria esquecer o Malfoy e todos os problemas com a minha avó.

Ficamos jogando alguns jogos enquanto íamos acabando com as garrafas a nossa frente. Era bom estar ali, eles eram uma extensão da minha família e aquele lugar era meio que uma espécie de segundo lar para mim.

Depois de algum tempo, os gêmeos desaparataram dizendo que iriam encontrar algumas garotas e Harry e Gina começaram a se pegar freneticamente no sofá.

- Por favor, vamos sair daqui? Eu não aguento ver o Harry em cima da minha irmã desse jeito. -pediu Rony, rindo, estendendo a mão na minha direção com a garrafa na outra.

E então nós subimos as escadas gargalhando, sabe-se lá do que. Eu já estava completamente bêbada para me lembrar.

Ficamos apoiados no parapeito da varanda, sentindo o vento gélido bater em nosso rosto enquanto dividíamos o restante da bebida.

Observei o jardim, com o olhar perdido, pensando em quantos recessos já tinha passado ali, do lado das pessoas que eu mais amava. Era reconfortante estar de volta.

- Você ainda me odeia? -ele perguntou um tempo depois, encarando-me sério.

- Não te odeio, Rony.

- Você tem certeza? Porque eu fui muito babaca com você e bem... Tínhamos nossos planos.

- Rony... se eu te odiasse, nem falaria mais com você e nem estaria na sua casa. -disse rindo.

Ele me encarou.

- Eu... eu sinto sua falta. -ele disse, chegando mais perto de mim e encostando os dedos na minha cintura.

Olhei para sua mão e voltei a fitá-lo.

- Eu sei que você está com o Malfoy, -ele fez uma careta- mas você disse que não tinham nada sério e...

- Não temos. -afirmei.

E então, ele me olhou por alguns segundos e me beijou urgentemente, pressionando meu corpo contra a parede. No início eu achei que aquilo fosse uma péssima ideia, mas depois de alguns segundos, achei que deveria parar de pensar.

(...)

Acordei com o sol forte batendo nas minhas pálpebras e minha cabeça já estava latejando antes mesmo que eu abrisse os olhos. E então, quando eu finalmente consegui e olhei ao redor, vendo Rony, sem camisa, deitado aí meu lado, lembrei de tudo que tinha acontecido na noite anterior.

Por Merlin, como eu era burra! O que eu tinha na cabeça? Não sabia o que era mais triste, lembrar de tudo ou lembrar de tudo e ainda sentir mais falta do idiota do Malfoy. Ok, que a noite anterior havia sido bem melhor do que as outras vezes que transamos e Rony parecia muito mais empenhado em fazer aquilo dar certo.

Mas Rony não era ele.

E então ele me puxou para seus braços, colocando todo peso em cima de mim e me abraçando ainda dormindo.

- Rony, por Merlin, sua mãe pode entrar a qualquer momento. -falei, tentando me desvencilhar dos seus braços.

- Mione, minha mãe nunca vem no meu quarto, volta pra cá. -disse sonolento.

Ele só podia ser louco.

- Nos dias de aula ela vem. -avisei- Rony, isso não deveria ter acontecido. -tentei dizer mas ele já estava me beijando novamente.

- Claro que deveria... -e ele continuou roçando os lábios no meu pescoço lentamente.

- Rony, sério. -eu o afastei, encarando-o. - Isso foi um erro. Vamos nos arrumar porque temos que ir pro castelo. -falei pegando minhas roupas espalhadas pelo chão.

E então Harry entrou no quarto, quando eu ainda estava de calcinha e sutiã.

- Harry! -ele colocou a mão nos olhos imediatamente.

- Eu não acredito nisso. Vocês dois voltaram? -perguntou perplexo.

- Não! -respondi no mesmo instante e o ruivo ficou me olhando. - Isso foi um erro e foi culpa sua! -e sai esbravejando pela porta.

- Culpa minha? - ouvi ele perguntando logo atrás de mim.

- Culpa sua sim! -falei baixinho empurrando-o em um canto do corredor- Você e Gina ficaram daquele jeito ontem e acabamos vindo pro quarto, porque ele não queria ter que ver você praticamente transando com a irmã dele no sofá da sala. -reclamei irritada enquanto descia as escadas- Custava você ter esperado eu ir dormir?

- Hermione, você não venha me culpar das suas péssimas decisões. Você sabe que isso foi uma péssima decisão, não é?

- Claro que eu sei! -dei um tapa no topo de sua cabeça.

- Aí! -gemeu massageando o local e eu o puxei para o lado de fora da Toca.

- Eu não acredito nessa merda! -gritei quando nós afastamos da casa.

- Hermione, no que você estava pensando?

- A culpa é sua! De tudo, pra falar a verdade.-eu explodi- Se você não tivesse me falado aquelas coisas sobre me envolver com o Malfoy, eu estaria plena, transando com ele feliz da vida mas não... -fiz um tom dramático- Você precisava falar aquelas coisas e então eu me dei conta de que sim, eu já estava envolvida, que eu... PASME VOCÊ, estou apaixonada por aquele grande filho da puta -ele abriu a boca, levemente horrorizado- e então eu acabei falando isso pra ele e o idiota disse que era melhor a gente parar de transar antes que eu desenvolvesse sentimentos por ele!

- Eu.... Você está apaixonada pelo Malfoy? -repetiu, incrédulo.

- Você não está prestando atenção em nada do que estou falando? Harry, ele disse que não se envolvia desde o início e... Eu sou uma idiota! Como se não bastasse tudo que eu já passei com o Rony, agora isso... -e então eu comecei a chorar.

- Mione... -ele me abraçou.

- E agora eu ainda fui transar com o Rony! Isso não deveria ter acontecido. Eu só tenho péssimas decisões quando eu bebo. Eu não posso mais beber. Eu... Eu só queria não me sentir burra, mas parece que tudo que eu faço é ser estúpida.

- Você não é burra. -ele fez carinho do meu cabelo- Ok, não foi muito inteligente se envolver com o Malfoy mas... -eu o olhei com raiva.

- Eu já sei disso.

- O que estou querendo dizer é que as vezes a gente acaba tomando algumas atitudes erradas ou se deixa levar e isso é normal. Para de se martirizar por conta disso. -disse calmamente.

- E o que eu faço? -funguei, limpando os olhos.

- Eu te aconselho a primeiro esquecer o idiota do Malfoy e segundo a não fazer isso transando com o Rony. Eu sei que ele gosta de você e é nosso amigo, mas ele não te fez bem antes e não acho que fará bem agora. -disse, com toda sua sensatez.  

- Não quero nada com o Rony! -afirmei.

- Hermione, você claramente quer algo. Eu não sei se você está carente ou sente falta de transar com ele...

- Harry, Eu não sinto falta de transar com o Rony, que inferno! Eu nem sei direito porque isso aconteceu. –já estava irritada com ele batendo na mesma tecla.

- Provavelmente porque você sente falta... -ele insistiu.

- Harry, Eu sinto falta de transar com o Malfoy, não com ele.

- Tá. -disse constrangido- Mas de qualquer modo você precisa conversar com o Rony e deixar as coisas claras pra ele. -avisou.

- Sim, quando chegarmos no castelo vamos ter uma conversa séria. Isso nunca deveria ter acontecido e ele precisa entender isso.

Ele precisava. Não teria forças para lidar com meus sentimentos pelo Malfoy e ainda ter Rony tentando voltar a ter qualquer tipo de relacionamento comigo. Era demais.


Notas Finais


aaaaaaaaaaaaaa
draco finalmente se tocou, essa mulaaaaaaaaa \o/

e hermione fez cagada kkkkkkkkkkkkk

mas ok, Draco tava merecendo :x

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

espero que tenham curtido. Quero saber tudo que estão achando, heinnnnn

Beijoooooooos,

Tati ^^


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