História Quarentena - Interativa - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Interativa, Quarentena, Sobrevivencia, Virus
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Palavras 1.359
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá!
Primeiramente quero me desculpar, prometi o capítulo para no máximo sábado passado, mas acabei ficando sem internet e por isso só pude postar hoje. Me perdoem.

Mas finalmente o primeiro capítulo, espero que gostem.
Perdoem-me qualquer erro e Boa leitura.

Capítulo 3 - 1 - Bem-vindos a zona de quarentena


Fanfic / Fanfiction Quarentena - Interativa - Capítulo 3 - 1 - Bem-vindos a zona de quarentena

— Trouxe um presentinho para a minha amada esposa. - Disse Anthony quando adentrou o quarto, carregava uma bandeja com uma caneca sobre a mesma. Ele ajudou a mulher a se sentar e em seguida sentou ao seu lado na cama. — Espero que agrade, minha senhora.


— Ah, meu marido, sempre tão atencioso. - Disse Kate, sorrindo para o marido. A velha mulher adorava o jeito cuidadoso do marido, mas ela sabia que ele também precisava de cuidados,ambos estavam doentes há alguns dias ela não dizia, mas isso a preocupava. — Por isso que estou com você até hoje. Há quantos anos, quarenta?


— Quarenta e três, para ser exato. - O homem respondeu com um sorriso no rosto, acariciando os cabelos brancos da mulher.


Kate tomou o leite servido pelo marido, a mulher não vinha se sentindo muito bem nos últimos dias, por isso o excesso de cuidado do marido.

Ficaram conversando de diversos assuntos por algum tempo, e no exato momento que falavam sobre o passado, da época em que se conheceram, Kate teve uma crise de tosse, parecia faltar o ar para a mulher.


— Kate!? Kate, o que está acontecendo? - Anthony disse preocupado, sem saber muito o que fazer, sua reação imediata foi pegar na mão da esposa e tentar ajudá-la de alguma maneira.


Sangue começou a sair da boca da mulher, que não conseguia respirar. Não demorou para os momentos de agonia de Kate acabarem, logo seu olhar ficou vazio, sem vida, a mulher estava morta.


— Kate, meu amor, por fav… - Dizia Anthony desesperado, quando o mesmo passou a acontecer com o velho homem. A falta de ar, o desespero por não conseguir respirar e em seguida o líquido vermelho que saiu de sua boca e escorreu pelo pescoço até ensopar sua blusa branca. Também não demorou para Anthony, que logo perdeu as forças, mas não largou a mão de Kate em momento nenhum, até que seu corpo caiu sobre o colo da mulher. Ambos estavam mortos…


* * *


Aaron caminhava sem rumo no meio da madrugada, estava bêbado, para sua alegria, ele precisava disso para esquecer toda a merda que estava passando recentemente.

Apesar de cambalear um pouco, ele andava pelas ruas de Blackmill com tranquilidade a algum tempo, não estava nem um pouco afim de voltar para casa, por isso a caminhada sem objetivo pelas ruas escuras da pequena cidade, que estava deserta àquela hora. Sua tranquilidade acabou quando luzes foram direcionadas ao seu rosto, além das vozes dos homens gritando ao mesmo tempo, e quando percebeu que armas estavam sendo apontadas para ele um pequeno desespero tomou conta, não sabia muito o que fazer então apenas parou e levantou as mãos em rendição.


— AFASTE-SE - Gritou um dos homens, ainda com uma arma apontada para Aaron. — AFASTE-SE OU EU ATIRO.


Aaron continuou parado por alguns longos segundos, até que finalmente as palavras saíram de sua boca.

— O que está acontecendo? - Ele perguntou, com a voz um pouco enrolada por conta da bebida. — Juro que não fiz nada dessa vez.


— Exijo que volte para sua casa, exijo que se retire daqui agora mesmo. Essa é uma área restrita. - Falou outro soldado. — A cidade está sendo posta em quarentena.



***


1° DIA DE QUARENTENA

143 MORTOS.




— Hey Julie! - Chamou Lindsey, que naquele momento estava com os olhos focados na TV, assistindo ao noticiário.


Julie que programava sua próxima aula em seu escritório ouviu o chamado e o atendeu rapidamente.

— Já estou indo. - Avisou. Se levantou e caminhou lentamente até Lindsey, que se encontrava na sala, de frente para a TV. — Diga.


Os olhos azuis de Lind se encontraram com os olhos castanhos claros de Ann. Julie notou a expressão preocupada da prima e logo perguntou:


— O que aconteceu?


Lindsey ficou de pé e se aproximou da morena, que esperava uma resposta.


— Estão dizendo na TV que uma doença desconhecida está matando os habitantes da cidade, e por esse motivo estão colocando Blackmill em quarentena.


— Que merda… - Julie falou após absorver a notícia, ao dar uma breve olhada pela janela ela percebeu que a rua estava uma bagunça, não demoraria para o caos tomar conta da pequena Blackmill. — Preciso falar com meus pais.


Pegou seu telefone e discou o número da casa de seus pais rapidamente. Nada. Tentou mais algumas vezes até uma queda repentina de sinal a impedir que fizesse ligações.


— Não consigo falar com eles, o sinal… O sinal caiu. - Julie disse, estava bastante preocupada.


— Fica calma, iremos até a casa deles e você verá que eles estão bem. - Lindsey disse numa tentativa de manter sua prima tranquila.



* * *


A notícia da doença, da quarentena, apavorou parte da população de Blackmill, que buscavam por respostas mas recebiam apenas ameaças dos soldados do outro lado da cerca, obrigando os moradores da cidade a se afastar da área restrita. Enquanto isso, a cidade o caos começava aos poucos a tomar conta da pequena cidade, enquanto o vírus continuava a se espalhar e mais pessoas morrerem com a doença.

Mas havia as pessoas, que mesmo com medo, tentava seguir a vida de forma normal – ou a forma mais normal possível – naquele primeiro dia de quarentena. Uma delas era Jessie, que mesmo preocupada com os pais que ficaram do lado de fora e com medo do tal vírus, a jovem se arrumou e seguiu para o seu odioso trabalho, como garçonete em um bar.

Ao chegar no estabelecimento e começar seu serviço, a morena notou que, mesmo com todos os acontecimentos recentes, o movimento estava estranhamente normal.


— Ei, Aaron. Você de novo por aqui? - Jessie cumprimentou o rapaz conhecido ao vê-lo. — Estou começando a achar que você está a fim de se tornar um desses bêbados que frequentam este lugar todo santo dia.


— Talvez… - Aaron respondeu com um sorriso no rosto. — Ou talvez eu esteja a fim de quem trabalha aqui.


Jessie soltou uma gargalhada.

— Bem, deveria ter vindo um pouco mais tarde, o Sr. Gregory não costuma ficar aqui por essas horas. - Ela disse. Em seguida levou seu olhar para uma movimentação que acontecia próximo a porta de saída. — Já volto para anotar o seu pedido. - Ela disse a Aaron e saiu apressadamente.


Jessie caminhou rapidamente e se pôs entre a porta e os três homens que estavam prestes a sair do bar. Os três estavam levemente alterados, mesmo estando tecnicamente cedo para isso.


— Senhores, infelizmente não posso permitir que saiam. - Ela disse aos homens a sua frente.


Os sujeitos se entreolharam e riram, em seguida um deles se aproximou de Jessie.

— Então me diga mocinha, por que não? - Ele perguntou. A jovem pôde sentir o hálito de bebida do homem e se esforçou para não fazer uma careta por conta do mau cheiro.


— Porque simplesmente não pagaram a conta. Assim que pagarem estarão livres para sair.


Outro homem, o maior deles, deu um tapa na bandeja em que Jessie segurava, a jogando longe, o que assustou a garota no mesmo instante.


— Não vamos pagar nada, garota. Estamos trancados nessa merda de cidade. Não existe mais leis nessa porra de cidade!


Antes que ele pudesse falar, ou fazer mais alguma coisa, Aaron se meteu entre eles e afastou o homem com um empurrão.


— Ei, vamos com calma. - Ele disse aos homens. — Vamos resolver isso direito, hã, o que acham?


— Olha só quem tá aqui, o ladrãozinho… - Disse o que havia se pronunciado primeiro. — Isso é por se meter onde não foi chamado, moleque.


O homem deu um forte soco no rosto de Aaron, logo o sangue escorreu pelo nariz, os outros homens também partiram para cima do jovem e começaram a surrá-lo, enquanto o mesmo estava no chão. Jessie tentou, de várias maneiras, afastar os homens, mas tudo que conseguia no momento era ganhar empurrões dos sujeitos, mas uma rápida ideia surgiu em sua mente.


— Ei, vocês devem parar de bater nele, agora! - Ela gritou.


Ela conseguiu a atenção dos homens, um deles encarou Jessie com uma expressão debochada.

— E mais uma vez lhe pergunto: Por que?


— Porque ele está infectado. - Ela disse olhando fixamente para Aaron.



(Continua...)


Notas Finais


Foi isso. Espero, de coração, que tenham gostado.
Bem, aguardo os comentários de vocês.

Até!!


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