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História Quarentena - Capítulo 5


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Notas do Autor


Gente, olha eu aqui de novo! É que essa história estão tão gostosa que não consigo parar de pensar nela. E esse cap, não é por nada não, mas tá uma delícia! A fic já tá na reta final (após quase um ano 🙈) Faltam somente mais uns dois capítulos. Me deem forças para terminar ela?

Capítulo 5 - Todo dia?


Fanfic / Fanfiction Quarentena - Capítulo 5 - Todo dia?

E então antes que pudessem se dar conta aquilo virou rotina. Sempre quando a noite caia Sam se deitava em sua própria cama, mas no momento em que o sol nascia o moreno se encontrava dormindo tranquilamente nos braços de Dean. 

Semanas e então meses se passaram e nenhum dos dois tocava no assunto, e sentiam que nem precisavam 

Era melhor assim; afinal eles não poderiam de jeito nenhum colocar tudo a perder. 

Sam se deitava cedo e aguardava ansioso a madrugada chegar para escapulir para o quarto do mais velho. Não sabia exatamente porque haviam adotado esse ritual, só sabe que todas as vezes em que se deita ao seu lado Dean está esperando e o abraça de forma carinhosa e possessiva. Faz um carinho em seus cabelos até ele pegar no sono e acordar na manhã seguinte com um braço branco demais em torno da sua cintura e um rosto perfeito enfiado entre seus cabelos. Sentia muita vontade de também acariciar o mais velho, porém tinha medo de ser invasivo e vê-ló pondo um fim naquilo que já havia se tornado algo como uma necessidade vital para o mais novo. Afinal, Dean jamais tomara nenhuma iniciativa e se ele não o procurasse o mais velho também não viria e agiria de forma completamente casual, fria e até distante. Aqueles pensamentos pesaram sobre Sam, que lutando contra os próprios desejos, sentiu o orgulho lhe sufocar. Disse a si mesmo que essa noite não iria ao quarto de Dean, ficaria ali mesmo, e fechou os olhos com força, tentando ignorar seu próprio coração que reclamava aflito. 

  Em algum momento da noite em que a mente do moreno vagava em algum lugar num estado de semi consciência ciente do frio congelante, tentando ignorar a falta gigante do corpo menor junto ao seu enquanto puxava o cobertor azul até o pescoço, se encolhendo naquela imensidão interminável de cama ele ouviu passos no corredor. Sam reconheceria aquele andar em qualquer lugar do mundo e sentiu seu coração pular no peito na expectativa de que eles fossem em direção a si. Tremeu incapaz de se conter quando ouviu a porta ser aberta e seu coração falhou algumas batidas quando o corpo mais velho se deitou ao seu lado. Sem nem notar o mais novo prendeu a respiração esperando por uma aproximação do outro, o que não aconteceu e Sam entendeu o recado: Dean queria saber se ele o queria ali ou não. Se virou para o loiro tentando conter a tremedeira que lhe tomava e se aproximou o máximo possível dele. Com uma mão tocou a cintura de Dean subindo até os braços e dizendo de forma gentil, mas que transpareceu todo desejo, malícia e carinho que sentia, o moreno nem tentou parecer casual. 

-Vem aqui, estendeu um braço e com a outra mão que tocava o ombro do loiro indicou seu próprio peito. - Deita aqui, tá muito frio. 

O mais velho não disse nada, apenas se encolheu nos braços do mais novo. Que lhe apertou forte como se tivessem ficado mil anos separados. 

-Pensei que você não vinha.. - o moreno tomou coragem para dizer. 

-Hey, quem não apareceu foi você. - o loiro respondeu tentando parecer zombateiro mas havia certa mágoa em sua voz. 

-Gosto de saber que sou bem recebido. - Sam lutou para achar palavras que dissessem a verdade e ao mesmo tempo não o entregassem tanto assim. E sentiu o loiro balançar a cabeça em negação contra seu peito acelerado. 

-Você não é só bem recebido Sammy, é esperado. 

O moreno sentiu seu corpo amortecer. Então Dean realmente esperava por ele toda noite. Mais do que simplesmente aceitar aquilo, ele gostava e esperava, talvez tanto quanto ele. 

  Sam não respondeu nada, apenas trilhou um caminho de beijos castos e calmos da cabeça loira, descendo pelo pescoço de pele macia e permitiu que sua mão livre deslizasse pelas costas largas do mais velho. Que conteve um gemido em resposta. 

 - Senti falta do seu cheiro... - murmurou o moreno como uma confissão ainda com o lábios apertados contra a pele branca, sem ter certeza se queria realmente que o outro escutasse aquilo. 

Mas Sam soube que ele ouviu quando sentiu a vibração da sua risada baixa contra seus lábios. 

-Não fazem nem 24h desde a última vez que estivemos assim Sammy..” 

-Não importa. - Sam respondeu sem pensar. -Se você não viesse aqui hoje, acho que teria uma crise de abstinência. 

Quando ouviu as palavras que saíram em sua voz tampou a respiração temendo a resposta que receberia, mas essa o surpreendeu: 

-E porque você acha que eu estou aqui? 

-Espero que pelo mesmo motivo.. 

Sam ouviu dean rir de novo, uma risada tão baixa e quase forçada que se não estivesse tão próximo do loiro talvez jamais presenciaria. 

-Sammy.. vira de costas. - aquele tom paralisou todo o mundo de Sam. Não era nenhum daqueles que Sam realmente conhecia, não era autoritário, frio, preocupado, sarcástico, brincalhão, triste ou irritado. Era somente doce.. e apaixonado. Tinha uma urgência contida que fez o corpo mais novo responder na hora, como que tomado por algo que não soube como explicar, só poderia tentar traduzir como incontrolável. 

Se virou e sentiu o hálito quente do mais velho bater contra a sua nuca, tentou conter o arrepio que lhe percorreu, mas a mão forte de Dean tocou seu braço a tempo de sentir os poros dilatados e os pelos arrepiados. Com a mão livre o Winchester mais velho tirou os fios castanhos do caminho, enfiando o rosto na nuca que cheirava a amêndoas, shampoo importado e âmbar, suspirando forte o aroma único e preferido, como se estivesse se afogando e buscasse pelo ar. Sam não teve reação, seu coração batia tão violentamente contra seu peito que temeu o sentir falhar. A respiração do outro lhe enviava estímulos que corriam como adrenalina em suas veias e se concentravam em sua intimidade que pulsava clamando por liberdade e contato, desejava insanamente aquele calor ali. 

Falando em sanidade, naquele momento Dean tinha certeza absoluta que havia perdido de vez a sua, mas precisava tanto daquilo. Ter Sam ali com ele todas as noites se tornou algo imprescindível para ele, e quando o outro não apareceu, não pôde evitar, sentiu os segundos se arrastarem como uma eternidade e saiu alucinado como um viciado em busca da sua droga preferida. E Sam era a droga de Dean, sempre seria. Estava disposto a arder eternamente no inferno porque aquele segundo para o loiro compensou mais do que toda a sua vida. E ele precisava que ao menos naquele momento Sam soubesse  1% de quanto Dean o desejava, de como Dean o precisava. 

Ficou ali pelo tempo que seu corpo permitiu, antes dele o trair quando sentiu sua ereção começar a ganhar vida própria, suspirou fundo mais uma vez, ronronando de satisfação contra a nuca quente ao sentir mais uma vez a pele morena sob suas mãos de arrepiar violentamente. Sorriu, e ainda sorrindo contra a pele do outro murmurou: 

-Senti falta do seu cheiro Sammy-Boy.. 

E se virou rapidamente ficando de barriga pra cima na cama, esperando por uma reação do moreno que não se virou, mas buscou a mão do loiro a apertando com força como que com medo de acordar, como que para não deixá-lo escapar. 

Quando sentiu que tinha auto controle o suficiente para não agarrar Dean, se virou em direção a ele devagar, não confiava muito em si mesmo naquele momento, mas mesmo se tentasse algo e o loiro o matasse, morreria feliz, pois ouvir aquelas palavras do mais velho valeu mais para Sam do que a sua vida inteira. 

E ainda sem soltar a mão do outro; buscou por mais contato se aninhando em seu peito sentindo a respiração que o loiro lutava para manter regular. 

Você é tudo pra mim Dean. - o moreno disse em um fio de voz. 

-E você pra mim. 

-Então promete que não vai se afastar de mim Dean.. 

-Nunca. 

E então após ouvir essa confirmação, ainda de mãos dadas com o loiro, o mais novo não tardou a pegar no sono. 

 Dean ao contrário do irmão não dormiu, estava confuso, sentindo que havia passado dos limites, culpado e explodindo de tensão sexual. Estava a meses sem sexo e toda aquela proximidade com o outro estava lhe fazendo perder o juízo. Sua intimidade clamava desesperada por atenção e ele já sabia que não conseguiria mais levar aquilo sozinho. Esperou o dia amanhecer enquanto sua mente girava em círculos. Se sentia mal pelo que ia fazer, mas precisava. Se continuasse daquela forma logo faria alguma besteira que poderia fazer Sam ir embora para sempre de sua vida, não podia permitir que isso acontecesse. Sabia que o mais novo era carente, e com certeza aquilo tudo para ele era só consequência de não estar conseguindo mais lidar com as próprias emoções e estar buscando conforto na única coisa que sempre fora uma constante na vida deles, eles. Enquanto para Dean era como ser partido ao meio; dividido entre o medo e o desejo.

Então quando o relógio marcou 7:35AM o loiro verificou que o mais novo ainda dormia profundamente, respirando contra seu peito. Se levantou devagar, vendo o moreno se mexer inquieto na cama, mas não acordar. E caminhou até seu quarto em passos leves de caçador, no caso, naquele momento ele buscava caçar algum modo de não se deixar levar de vez pelo amor a tanto tempo reprimido. 

Entrou no próprio quarto que parecia muito mais frio e escuro do que jamais fora, pegando o celular modelo novo na cabeceira da cama de casal vazia e buscou o nome de Danneel. A ruiva trabalhava na lavanderia da cidadezinha próxima ao Bunker e após algumas noites acabara se tornando o primeiro nome que vinha a cabeça do loiro quando ele pensava em um sexo rápido e fácil.

Pensou em ligar mas desistiu, abriu a aba de mensagens e se sentindo péssimo sem nem querer pensar no por que, suas mãos trêmulas digitaram as palavras: 

De Dean para Dan: 

Oi, eu sei que faz um tempinho que a gente não se fala, mas eu tô precisando muito te ver.. me avisa se quiser fazer alguma coisa hoje, você sabe, ao nosso estilo. 

Se sentiu patético, mas enviou a mensagem mesmo assim, não estava com cabeça, vontade nem coração para ficar flertando. Esperou por um momento a ruiva visualizar, ela sempre responde de imediato, mas aquilo não aconteceu. Dean então desligou o celular e guardou na primeira gaveta da cômoda. Sabia que não tinha nada a ver, mas preferia que Sam não soubesse de nada sobre essa história. Voltou pro quarto se sentindo culpado, como se aquilo fosse uma traição, por mais que não fizesse sentido, mas afinal, ele era Dean Winchester e o loiro jamais fizera sentido mesmo. Entrou no quarto quente ao lado do seu e encontrou um Sammy semi desperto. 

-Onde você tava? - o moreno perguntou manhoso. Chegou a pensar que o mais velho havia fugido, mas a cama ainda quente lhe trazia esperanças. 

-Eu só fui beber água. - o loiro disse se deitando novamente ao lado do outro e tentando soar tranquilizador, principalmente para si mesmo: 

-Tá tudo bem, agora só dorme mais um pouco. Tá cedo ainda. - quando o loiro viu o moreno assentir com um sorriso levemente infantil no rosto e se aconchegar novamente em seus braços, Dean retribuiu o abraço e teve então a certeza absoluta que daquela vez estava completamente ferrado. 

 

 


Notas Finais


Ai gente, esse Dean paranoico e cabeça dura acaba comigo.


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