História Quarto 6124 - Capítulo 10


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bts, Manicómio, Sobrenatural, Terror, Yoongi
Visualizações 66
Palavras 2.136
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - Capítulo 10


"Ela não consegue dizer nada, nem mesmo quando o vê se aproximando.


-esse Deus que você nem mesmo acredita, não pode te tirar de mim.
Você é minha."


Min podia estar preso em uma camisa mas nem por isso deixava de ser intimidador.


O jeito que ele encarava a garota era o mesmo que um predador olhava para sua presa, e na verdade era exatamente isso que ela representava para ele.


Ele a queria, e ela seria dele.


-por favor- ela pede baixinho, ja estava encostada na porta.


-eu ja disse o quanto o seu medo é doce?- perguntou com o corpo a centímetros do dela.


-Min... Me deixa sair.


-não.


Ela nega com a cabeça e fecha os olhos quando viu o paciente esticar a cabeça em sua direção ficando a centimetros de seu rosto.


-você precisa parar de resistir... Vai ser tão mais fácil... Tão melhor- ele ja tinha os corpos colados, passou a ponta do nariz, da bochecha até o pescoço da garota.


Ela tenta se afastar mas seu corpo não responde a nenhum de seus comandos.


Estava paralisada ali e sentia o desespero aumentar deixando algumas lágrimas molharem seu rosto.


-eu quero te mostrar uma coisa doutora- ele sussurrou.


Ela não tem tempo para nada.


Min a prensa com mais força contra a porta e ela vê são os olhos dele ficando negros como a noite antes de ter seus lábios tomados sem nenhum resquício de gentileza.


É uma sensação apavorante a de não poder se mexer ou reagir.


Ela queria sair correndo dali e mandar para a merda aquele hospital e todo o pesadelo que começou quando ela entrou ali.


Sentia a língua de Min passeando por sua boca livremente e tentava se mexer, empurrar o corpo dele para longe de si, mas ela não conseguia.


Era como se algo a segurasse onde estava.


Ela mantinha os olhos abertos encarando aquela escuridão de volta.


Não era um beijo comum, era agressivo, como o próprio Min.


Mas os olhos... Aquela escuridão era um tanto hipnotizante.


Ela não percebeu quando parou de tentar o afastar muito menos quando fechou os olhos no mesmo instante que ele.


Mas quando o fez parou de sentir tudo, inclusive a pressão do corpo do paciente contra o dela.


Sentiu que podia se mexer e sentiu um vento em seu rosto.


Abriu os olhos devagar e se surpreendeu ao ver que estava de frente para um rio.


Era noite, não fazia ideia de onde estava e a temperatura estava muito baixa.


Estremeceu e olhou em volta vendo um garoto em pé se segurandl do outro lado do parapeito de proteção.


Ele olhava fixamente para o rio.


Seus cabelos pretos balançavam com o vento e ele chorava.


Se desesperou ao ver aquela cena, tentou chamar o garoto mas sua voz não saia.


Era como se estivesse em um pesadelo onde queremos acordar, gritar, chamar qualquer pessoa, mas não conseguimos fazer nada.


"Hyung!"


Ouviu outro garoto gritar e se virou vendo um loiro e outro, moreno chegarem correndo.


"Hyung por favor desce daí"


Os dois estavam desesperados mas o garoto da beirada da ponte sorriu em meio as lágrimas como se quisesse tranquilizar os outros dois.


"Eu estou bem... Ele não pode mais me atormentar"


O garoto olhou para além dos garotos que tentavam fazer com que ele recuasse.


Pareceu por um momento que ele encarava a médica que ainda observava a cena sem saber o que fazer, mas não.


Ele encarava a pessoa atrás dela.


S/N se virou dando de cara com Min bem atrás de si, encarando a cena com um certo deboche no olhar.


Mais um arrepio tomou seu corpo e ela voltou a observar os três garotos.


O menino no parapeito fechou o sorriso e os olhos.


Ele era tão lindo.


Os gritos dos amigos aumentaram ao que ele abriu os braços e, junto com a proxima rajada mais forte de vento se deixou cair.


Ela sente o vento parar e a pressão sobre o seu corpo voltar.


Sente que Yoongi morde o seu lábio inferior e o puxa com brutalidade a fazendo soltar um gemido de dor.


Ele se afasta com os labios inchados e a respiração irregular, com o mesmo olhar que ela tinha visto... Naquilo.


Não sabia como chamar.


Finalmente podia se mover e sentiu o corpo deslizar até o chão.


O coração estava acelerado até demais, os lábios formigavam e de sua mente não saiam as imagens que acabara de ver.


-o-o que foi isso?- perguntou sentindo as gotas quentes molharem seu rosto e descerem pelo pescoço.


Ele viu a garota encolhida perto da porta, viu os olhos vermelhos por onde escorriam as lagrimas, vou o desespero, literalmente sentiu o medo dela e só pode sorrir.


-isso aconteceu a muito tempo, não dê importância.- se sentou na cama.


-você estava lá, eu estava lá... ME EXPLICA!


Ele ri.


-os jornais chamaram de suicídio... O que você acha que foi?-tombou a cabeça- E você não estava lá, eu estava te mostrando.


-eu estou ficando louca- ela murmurou limpando as lagrimas, parecia descontrolada e de fato estava.


-não doutora... Está abrindo os olhos.
Não se esqueça disso, você é minha, vai ver, ouvir e sentir o que eu quiser que veja, ouça e sinta.


Foi a vez dela de rir enquanto se levantava.


Não tinha graça, ria com certo desespero.


-deixa eu sair- mandou entre dentes e ele sorriu mais debochado ainda.


-não estou te segurando doutora.


Ela não sabia se sentia raiva, medo ou desespero.


Ele estava conseguindo tirar sua sanidade.


Ela força a tranca e a porta se abre facilmente.


-vá com Deus doutora- a última coisa que ela escuta é a risada dele antes de fechar a porta.


Dois enfermeiros viravam o corredor bem na hora e ela os chamou.


-quero que mantenham ele sedado pelo resto da semana- disse em tom firme.


-mas isso são três dias... Isso é perigoso levando em conta a quantidade de sedativo que precisamos usar com o 6124.


-eu não perguntei, façam ele dormir- seu interior estava pulsando de ódio.


Passou pelos médicos e vai direto para a sua sala.


Fingiria que 6124 não existia, fingiria que essas alucinações não existiam, fingiria que tinja o emprego perfeito e ligaria para seu professor.


Foi ao banheiro lavar o rosto e se recompor.


Ficou se encarando no espelho até que os olhos pararam nos próprios lábios refletidos ali.


Min havia a beijado.


O paciente que vinha lhe atormentando a havia beijado, se qualquer pessoa se quer sonhasse com isso ela perderia a residência ali e em qualquer outro lugar.


Por que não conseguiu se afastar?


Não havia nada lhe segurando, então como sentiu tão claramente a pressão sobre o seu corpo o mantendo completamente parado?


"Vai ver, ouvir e sentir o que eu quiser que veja, ouça e sinta"


-não- ela disse para o reflexo.


Saiu do banheiro e voltou para sua mesa, abriu o sala de bate papo e logo ligou para o antigo professor.


Ele lhe fez perguntas normais.


Como era o hospital, os funcionários, perguntou sobre os casos que tinha e ela-obviamente- deixou 6124 de lado.


Perguntou também sobre Lee Hyun, seu chefe.


Este era alvo de uma pequena decepção na garota, não era exatamente o psiquiatra que pensou que fosse.


Na verdade quase não o via fora de sua cadeira de diretor.


Estava tudo indo bem, estavam quase desligando, o professor ficou feliz de ouvir sobre os pacientes que tiverem progresso.


Mas em algum momento, a conexão começou a falhar e seu notebook simplesmente desligou deixando a tela preta.


Na tela foi refletida a sua imagem, mas também a de um Yoongi furioso atrás de si.


Ela levanta da cadeira em um pulo apenas para constatar mais uma vez estar sozinha sentindo o medo voltar a lhe tomar conta.


As cortinas começam a balançar, mesmo que não tenha nenhuma entrada de vento ali.


Ela caminha até a janela para verificar se estava tudo realmente fechado, e estava.


Seus lápis e canetas rolam da mesa para o chão fazendo um barulho que a assusta.


Ela vai até eles e os junta do chão ouvindo por fim o barulho da porta do banheiro rangendo ao se abrir.


Com as mãos um tanto trêmulas ela pegou suas coisas e sem nem mesmo olhar para os lados saiu da sala.


Andou-correu-pelo corredor silencioso até chegar no elevador.


Olhou para a sua direita vendo a porta 6124 no final do corredor e sentiu o peito se apertar em uma sensação ruim que não tinha como descrever.


O elevador chegou fazendo um barulho, mas ela não entrou nele.


Sentiu a mente esvaziar ver a porta ao lado da de Min se abrir, 6123, o quarto de Shin e de lá Takuya saía arrumando os cabelos.


Ele a encarou e trincou o maxilar ao que a viu andando em sua direção em passos pesados.


-o que você pensa que está fazendo?- ela perguntou passando por ele e olhando para dentro do quarto pela vidraça vendo Shin deitado em sua cama, provavelmente dormindo.


-já está indo doutora?- desviou da pergunta.


-o que fazia lá?- perguntou tentando não se alterar.


-não é da sua conta.


-se ele aparecer com mais marcas eu juro que-


-que o que? -se aproximou- ele é só mais um doente mental que se machuca sozinho... O que você acha que eu faço com ele?- perguntou debochado mas logo fechou a expressão- não se meta no que não é da sua conta.


-eu não sei e nem tenho como provar o que você faz com ele, ainda, mas eu vou conseguir e eu vou ter o maior prazer em foder com a sua vida- a garota diz no mesmo tom e volta para o perto do elevador apertando novamente o botão.


Dessa vez ele chega rápido, ao sair do mesmo ela vai direto para a sala de Lee Hyun.


Pediria dispensa mais cedo, não ficaria ali nem mais um minuto naquele dia.


Bateu na porta e a mesma se abriu quase na mesma hora por Taehyung.


Fazia um certo tempo que os dois médicos não ficavam frente a frente.


Taehyung encarou a garota por alguns segundos e se lembrou da breve conversa que teve com Hoseok no dia anterior.


"Eu só quero protege-la"


Foi o que ouviu da boca de Hoseok e odiava admitir que também se sentia preocupado com como as coisas estavam agora que ela lidava com 6124 sozinha.


A achava extremamente curiosa e teimosa, um tanto arrogante e irritante sim... Mas não a odiava a ponto de não se preocupar.


-doutora- cumprimentou no entanto com a maior indiferença que pôde.


Ela apenas acenou com a cabeça vendo o médico passar por si e sair pelo corredor.


-sim senhorita s/n?- Lee Hyun chamou sua atenção de volta.


Ela o encara e lembra de sua sala.


Pigarreia tentando se concentrar.


-eu não estou me sentindo bem, preciso ir pra casa.


[°°]


Mais uma noite que seu amigo não chegava para jantar.


Ela o esperou, esperou por pelo menos uma mensagem avisando que não iria voltar para casa.


Mas nem mesmo a mensagem veio.


Ela precisava de Hoseok, era o mais próximo que ela tinha de uma família.


Não sabia o que tinha feito para o mesmo a ignorar daquele jeito.


Quando decidiu ir dormir ja passava das duas da manhã.


Passou pelo corredor apagando as luzes até chegar na porta de seu próprio quarto.


Abriu a mesma mas ouviu um barulho na sala e parou.


Parte de si achava que era Hoseok, e a outra parte achava que era sua mente lhe pregando mais uma peça.


Andou lentamente até a sala ouvindo o piso amadeirado ranger sob seus pés.


Chegou na sala e viu a porta que dava para a sacada aberta.


Revirou os olhos por ter esquecido de fechar e foi até lá.


Fechou a porta e logo após as cortinas compridas.


No mesmo momento escutou nitidamente o barulho de um copo caindo no chão.


Seria possível...?


Andou até a cozinha apenas para ver os cacos espalhados perto da pia.


Passos foram ouvidos atrás de si e seu coração quase saiu pela boca.


Reprimiu um grito ao se virar e dar de cara com Hoseok que tinha acabado de chegar.


-oh me desculpe- ele pediu ao ver que havia a assustado.


Ela sentiu os olhos marejarem na hora, queria o abraço confortador de Hoseok para conseguir ter forças para passar por isso que nem mesmo sabia o que era.


Ele se desesperou ao ver a primeira lágrima rolar pelas bochechas da amiga e a puxou para seus braços se batendo mentalmente por mandar seus esforços para se afastar por água a baixo.


Ela se agarrou a Hoseok com força e ele estava ali pronto para a segurar.


-shh sou só eu... Eu estou aqui.


Continua(?)


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Notas Finais


Vim pra dizer que eu estou muito feliz por estarem gostando da fic, muito obrigada pelos comentários❤❤
Ainda não consegui parar para responder mas quando as coisas acalmarem por aqui eu respondo vocês amores😘😘❤
Até mais!
~Vi


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