História Quarto 6124 - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bts, Manicómio, Sobrenatural, Terror, Yoongi
Visualizações 55
Palavras 1.992
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Capítulo 6


"Ela estava com medo, igual a uma criança.


Mas agora estava acordada, sentia Hoseok a abraçando firmemente e sabia que era real.


Por isso sentiu o coração apertar ao levantar o olhar e ver a silhueta no canto do seu quarto."


Hoseok não sabia o que faria para acalmar o choro da amiga.


Ele apenas ficou ali abraçado na garota que em certo ponto pareceu se acalmar.


-s/n... Vem vamos lavar esse rosto- ele pede e ela nega com força escondendo ainda mais o rosto no pescoço dele.


Não queria olhar para o canto do quarto novamente.


Ele suspira, já eram quase cinco da manhã, mais umas duas horas e os dois precisariam levantar.


Hoseok acaricia os cabelos dela ainda um pouco atordoado com os gritos dela.


Queria se convencer que ela não havia gritado aquele nome no meio da noite.


Ele queria muito não ter ouvido as palavras que saíram dos lábios dela enquanto dormia mas ouviu e ouviu bem.


Ela tremia e tentava repor a cabeça no lugar, não devia estar chorando como uma criança, é ridículo.


Mas o seu lado racional não estava funcionando, ela só foi conseguir se acalmar depois de longos minutos.


Ainda sem olhar para o canto do quarto ela pediu para Hoseok psra dormir no quarto dele.


-claro que pode, vem.- ele a ajuda a levantar e os dois saem do quarto com a garota fitando o chão e nada mais.


Ao chegarem ao quarto de Hoseok ela suspira levantando a cabeça, o corpo ja não tremia e os soluços e lágrimas abundantes se foram.


O quarto de Hoseok lhe trazia paz, pelo menos para ela.


Ela coça os olhos inchados e se arrasta para o canto da cama do amigo se encolhendo ali.


Hoseok havia ido na cozinha preparar um chá para s/n.


Ele demora menos de dez minutos, porém não se passa um segundo sem que ele se sinta observado.


Hoseok sentia um olhar queimando em suas costas e no princípio achou ser s/n.


Quando percebeu estar sozinho fechou os olhos com força e sem que desse permissão, sua mente reproduziu os gritos de mais cedo.


Não é possível...


Ele ignora a sensação e vai para o quarto segurando a xícara com o líquido quente entrando e vendo a amiga em sua cama olhando atentamente para todos os cantos.


Ela sorri um tanto tocada pelo cuidado que ele tinha consigo.


Hoseok era sempre atencioso ao máximo com ela, e s/n sabia que tinha sorte de ter alguém como ele por perto.


-ultimamente eu estou só te dando trabalho- ela resmunga pegando o chá e bebendo pequenos goles por estar quente.


Hoseok não gostou de ver a combinação da voz quebrada e do rosto inchado pelo choro.


-não é trabalho... Você está melhor?- pergunta e ela assente lhe entregando a xícara ainda praticamente cheia.


-estou, obrigada- tenta sorrir mas então pousa os olhos nos pulsos, que apesar de já fazer uma semana, ainda estavam em um roxo vívido.


Mas o amigo pareceu não se importar.


Ela franze o cenho e então encara Hoseok lhe estendendo os pulsos.


-o que foi?- ele pergunta confuso.


-o que você vê?- Hoseok segura as mãos da amiga ainda confuso e olha para os pulsos.


-suas... Mãos?- ela suspira.


-mais nada?- pergunta com um fio de esperança mas ele arqueia a sobrancelha e nega com a cabeça.


Ele não foi o único.


Ao longo da semana as pessoas pareciam simplesmente não ver o tamanho das marcas ali.


Estava ficando louca afinal.


Ela respira fundo e balança a cabeça de um lado pars o outro.


Não estava mais disposta a passar pelo pavor de agora pouco por causa de Yoongi novamente.


Ela só queria saber como e por que ele seguia fazendo aquilo com ela mas não iria pensar nisso agora.


Não queria dormir e correr o risco de sonhar com o paciente de novo.


Hoseok ainda confuso assistiu s/n passar uma perna de cada lado de seu corpo e se sentar sobre seu quadril.


-o que você está fazendo?- perguntou.


-eu não quero dormir- se abaixou e deixou beijos no pescoço dele.


-s/n... Eu não acho que seja o momento pra isso- ele sente a respiração mais pesada ao que sente a garota sugar a pele de seu pescoço.


-Hoseok, por favor- ela pede um tanto ofegante e ele suspira levando as mãos para a cintura da amiga.


Ela retira a blusa de dormir que usava e volta a se debruçar sobre ele capturando os lábios de Hoseok.


Ele a segura pelas coxas e inverte as posições ficando por cima de seu corpo.


Ela não demora a puxar a camiseta para fora do tronco do rapaz que logo voltou a atacar seus lábios.


Nos próximos minutos até o sol nascer o quarto foi tomado por ofegos e gemidos contidos.


Os corpos, já cansados se separaram quando precisaram levantar e seguir para os afazeres do dia.


Hoseok saía do banho secando os cabelos com uma toalha menor que a que cobria sua cintura.


Ele parou em frente ao guarda-roupa e começou a se vestir.


Terminou de vestir a calça e ouviu o barulho da porta se abrindo.


Esperou s/n dizer algo mas quando ela não disse ele se virou vendo o quarto vazio.


Franziu o cenho mas deu de ombros.


Vestiu a camiseta e sentou para calçar os tênis mas parou ao sentir uma respiração gélida em sua nuca.


Sentiu o corpo travar e os olhos se arregalarem.


Faziam muitos anos que não tinha essa sensação mas nunca se esqueceu da primeira vez que sentiu.


"Não toque no que é meu Hoseok"


[°°]


S/N estava no pátio de recreação.


Alguns de seus pacientes estavam lá, -os mais controlados- e vários outros pacientes de outros médicos também, incluindo Taehyung que estava conversando sorridente com um baixinho de cabelos negros.


O dia estava bonito, o sol estava gostoso e os pacientes aproveitavam os poucos minutos que teriam ali.


Em volta estavam um grupo de guardas perto dos muros altos, não havia chance de fuga de nenhum dos internos, o que deixava a garota mais tranquila por deixar seus pacientes soltos.


Ela chega perto de Shin que estava sentado em um banco.


Ela sabia que não devia mas tinha um certo apego pelo homem.


-doutora que bom te ver- ele diz e balança as pernas.


-nos vimos agora pouco, não lembra?- ela sorri.


-vimos?- ele pergunta e logo dá de ombros.


Ela havia notado que ele andava esquecido e se perguntava se era consequência da nova medicação que havia dado.


Ele levanta as mãos contra o sol e parece se divertir com aquilo.


-é legal?- ela pergunta e ele assente.


Shin não manteve um diálogo com ela, apenas começou a sussurrar suas palavras desconexas.


Ela tentou retomar o assunto do dia anterior quando Takuya entrou no quarto interrompendo o relato do paciente.


Ela sentia que Shin queria lhe dizer alguma coisa mas também não fazia menção de voltar naquele assunto.


Talvez nem lembrasse.


-seus pulsos ja deviam estar melhores- ele diz depois de algum tempo sussurrando consigo mesmo, era como se tivesse alguns poucos minutos de total lucidez.


A garota o analisa com atençao.


Hoseok e os outros não viam as marcas mas Shin sim?


-você consegue ver?- ela pergunta ainda atônita.


-é claro bobinha, são parecidas com as minhas- ele diz e puxa as mangas compridas da blusa azul para cima mostrando algumas marcas, mais fracas que as dela mas ainda assim bem vívidas.


Ela se espanta.


-quem fez isso com você?- pergunta tentando manter a calma para não assustar o paciente.


-eu não posso dizer.


Shin começa a cantarolar.


-Shin eu preciso saber quem está te machucando- ela diz com a voz um tanto alterada e ele a encara.


-a doutora não devia ter medo só de quem está trancado.


Ela franze o cenho.


-como assim?


O homem se sentou direito parando de cantarolar e a encarando firmemente, não parecendo ser um paciente.


-nossos monstros são diferentes doutora.


Então ele ri e olha para o prédio do hospital.


S/N não sabe o que dizer nem o que pensar.


Não devia se deixar levar mas os machucados de Shin precisavam de uma explicação.


Ao longe ela vê Takuya, que como ela esperava, estava os encarando.


-ele não gosta quando eu fico perto da doutora- Shin sussurra e encolhe as pernas no banco.


-quem?- ela recupera a voz para perguntar.


Ele apenas aponta para o prédio.


S/N olha em busca de sua resposta e de fato encontra.


A janela de sua sala no sexto andar tinha a vista diretamente para o pátio de recreação onde estavam e ela viu muito bem o homem em sua sala olhando diretamente para ela preso em sua camisa de força.


Ele tomba a cabeça para o lado e o coração da garota se acelera.


Ela não fala com ninguém antes de se levantar e correr para dentro do prédio.


Ele havia saído do quarto e estava em sua sala, havia fugido.


Entrou no elevador e apertou o botão com o numero seis varias vezes, como se isso fosse fazer o elevador subir mais rápido.


Assim que as portas se abriram ela foi em direção a sua sala que, para sua surpresa estava vazia e com as cortinas fechadas exatamente como ela mesma havia deixado antes de ir para o pátio.


Uma risada ecoou, ela só não sabia se era de fato em sua sala ou se era em sua mente.


Uma risada rouca que ela soube na hora que era de Min Yoongi.


Seu corpo, diferente das outras vezes, não se arrepiou de medo, mas se aqueceu com raiva.


Ela saiu da sala andando firmemente em direção a porta de numero 6124.


Não sabia como mas entraria la dentro.


Quase sorriu ao ver os enfermeiros enormes saindo do quarto.


-ele está aí dentro?- perguntou e os dois se olharam confusos.


-como?


-o paciente está aí dentro?- perguntou um tanto irritadiça.


-sim!


Ótimo. Estava realmente tendo alucinações com Min Yoongi.


-a chave- ela pediu em seu tom firme.


-a senhorita não tem permissão para entrar- um dos homens respondeu.


-eu não perguntei, mandei me dar a porcaria da chave- alterou o tom de voz fazendo os homens se entreolharem.


Já estava farta daquilo.


-eu não acho que deva.


-você não é pago para achar, é pago para fazer o que os médicos pedirem- disse sem se importar com o tom rude das palavras.


Avançou e pegou a chave das mãos do homem que a esse ponto estava irritado e ja não se importava se do outro lado havia um paciente perigoso.


Apenas assistiu a doutora entrar e fechar a porta atrás de si.


Assim que entrou viu Min sentado no canto lhe encarando.


-você demorou- ele sorriu.


Ela não disse nada.


-o que foi doutora? Eu ouvi o seu showzinho... Estava com tanta vontade assim de me ver?- perguntou e tombou a cabeça.


Mais uma vez ela não responde, estava começando a se dar conta que havia deixado o pátio cheio de guardas por pensar ter visto Yoongi e agora estava dentro do quarto dele sem mais ninguém, apenas os dois.


-parece que não dormiu direito... Teve um sonho ruim? Sabia que ficar sem dormir pode causar alucinações?


Ele levanta e ela sente o coração acelerar.


Ele sabia sobre o sonho.


-por que está fazendo isso comigo?- ela perguntou finalmente e ele franziu os lábios.


-o seu medo é tão doce...- ele diz sugestivo.


-isso é divertido pra você?- perguntou entre dentes.


Não tinha como provar, e nada ali fazia sentido mas ela sabia, sentia em seu íntimo que tudo aquilo que vinha lhe acontecendo tinha a ver com aquele paciente em sua frente.


-bastante.


Ele senta na cama.


-eu não vou mais deixar você brincar assim comigo.


Ele ri.


-doutora, você não entendeu ainda? Não adianta fugir ou ignorar. Você é minha e eu vou fazer o que quiser com você. Você não tem escolha.


Continua(?)


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