História Quarto 6124 - Capítulo 7


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bts, Manicómio, Sobrenatural, Terror, Yoongi
Visualizações 55
Palavras 2.186
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Capitulo 7


"-doutora, você não entendeu ainda? Não adianta fugir ou ignorar. Você é minha e eu vou fazer o que quiser com você. Você não tem escolha."


S/N piscou atônita pelas palavras que ouviu.


Ele havia falado com tamanha possessividade que fez a garota paralisar por alguns segundos.


-você não consegue nem se opor, e sabe por que? Porque todo o seu ser sabe que você me pertence.


Ela ri, definitivamente não tinha graça mas ela não conseguiu controlar.


-eu te pertenço?- estava incrédula.


-quanto mais você negar, mais difícil vai ser- a voz dele estava mansa.


-você é muito doente.


Ele sorri com os olhos brilhando.


-é o que dizem... Por que acha que estou aqui?- perguntou retoricamente e a doutora se calou.


Estava realmente debatendo com um doente mental?


Ela passa as maos pelos cabelos perfeitamente alinhados em seu usual rabo de cavalo.


-eu te deixo nervosa?


-pode por favor ficar quieto um pouco?


-por que? Eu não pedi que viesse, você veio porque quis. Não tenho que me calar.


Ele a irritava, a forma como ele conversava a irritava.


Sempre provocando, sempre brincando.


-eu ia perguntar se você vai me soltar doutora, mas eu já sei que vai.


-soltar você? -ela murmura e ri sozinha da improbabilidade do que ele disse.


-eu não sou louco s/n. Ja disse que não quero te machucar, só quero brincar- sorriu.


-não que me machucar? E isso?- lhe mostrou os braços com as marcas que ele havia feito.


Yoongi encarou as marcas e apertou os olhos.


-ficaram bonitas não é?- ele olha intensamente.


Ela não acredita no que ouviu.


-não vou continuar perdendo meu tempo com você Yoongi.


Ela diz e nota o semblante dele mudar quase que instantaneamente de debochado para irritado.


-eu já disse que Min Yoongi está morto.


A voz dele saiu mais baixa que antes, mais ameaçadora.


Ela sabia que ele não gostava do nome mas quando se deu conta já havia pronunciado.


Ela vai se afastando lentamente mas ele se aproximou mais.


-o que quer?- ela perguntou ao ver que ele não pararia até chegar bem perto de seu corpo.


-agora? Ou quando acabar?- tombou a cabeça.


A médica franze o cenho e sente a parede encostar em suas costas.


-agora eu quero...


Ele é interrompido pelo som da porta se abrindo.


-s/n? O que faz aqui?- Taehyung perguntou sério com os olhos presos no paciente que voltava para o canto do quarto que estava quando a garota entrou.


-ela veio me ver- Yoongi então sorriu de forma diferente... Quase inocente.


Taehyung suspira pesado encarando a garota, ouviu a semana inteira o paciente falar sobre ela.


Ouviu toda a possessividade que ele havia adquirido sobre a garota mesmo de longe.


-eu... Me desculpe eu só precisava...- ela não sabe o que dizer ao médico, não tinha como explicar exatamente o que fazia ali.


-saia- Taehyung mandou e a garota mesmo a contra gosto se afastou da parede.


-eu quero que ela fique- Yoongi disse mais baixo para Taehyung e s/n parou no lugar.


-você não tem querer, o seu médico sou eu, não ela!


-então eu não aceito mais ser tratado por você.


Taehyung ri.


-você acha que tem que aceitar alguma coisa?- perguntou retoricamente.- saia s/n!


Ela volta a andar mas se interrompe quando as luzes começam a piscar.


Não é um sinal bom, nunca é.


Ela sente Taehyung a puxando para trás de si, como se quisesse protegê-la de alguma coisa.


-Solta!- eles ouvem Yoongi gritar e logo ela não sentiu mais Taehyung perto de si.


Se virou rapidamente tentando abrir a porta mas a mesma estava emperrada.


-eu disse que você vai ficar.


Ela se vira e em meio as luzes piscantes ela viu novamente os olhos negros a centímetros dos seus, ela podia sentir a respiração quente contra a dela.


Queria gritar por Taehyung mas nada saía de sua garganta.


-Prometa- Yoongi manda entre dentes e ela nega com a cabeça sentindo os olhos esquentarem.


Yoongi parece ainda mais irritado, ela não viu como mas sentiu seu corpo se chocando com a parede ao lado, como se tivesse sido empurrada mas Yoongi apenas a encarava.


Por causa do solavanco ela não conseguiu controlar o impacto e acabou batendo a cabeça.


Seu rosto se contorceu em uma careta de dor e as pernas falharam.


-s/n!- ouviu Taehyung chamar parecendo estranhamente...  Desesperado.


Sua cabeça rodava, Yoongi a encarava de cima, as luzes ainda piscavam.


Não parecia mas tudo estava acontecendo muito rápido.


Por que Taehyung não se mexia?


-prometa- Yoongi mandou mais uma vez andando em sua direção.


-eu...- tudo ficou escuro.


[°°]


-doutora...?- ouvia a voz de Taehyung ao longe.


Forçou os olhos a se abrirem apenas para fechá-los novamente por causa da claridade.


-o que aconteceu?- ela pergunta com dificuldade se sentando e percebe estar no último andar, o do ambulatório.


- O 6124 chegou perto... Você se assustou e bateu a cabeça.- Taehyung disse e a garota forçou sua mente a se lembrar.


Ela viu Yoongi chegando perto, os olhos negros, as luzes piscando.


Lembra de ser jogada contra a parede mas sem ter alguém pars fazer isso propriamente.


"Prometa"


-você está mentindo- ela acusou e o medico não se abalou - você viu o que aconteceu la dentro! Viu as luzes piscando e, e o Yoongi, você..


-você bateu a cabeça doutora- ele interrompeu- acredito que tenha tido um sonho.


-sonho?- ela murmura.


O tom que Taehyung usava era calmo demais, condencendente demais.


Ele não queria fazer aquilo, mas precisava, principalmente pelo que estava prestes a dizer.


Ela não pôde prometer, perdeu a consciência antes que conseguisse, mas ele prometeu.


Enquanto não conseguia mover nenhum músculo, prometeu que deixaria a garota cuidar de Min Yoongi se ele a deixasse ir naquela hora, ele sabia bem do que ele era capaz e naquele momento realmente temeu pela garota.


-me pareceu também que você não dormiu muito bem, o nosso trabalho exige muito do nosso psicológico doutora, você precisa descansar bem para não acabar sujeita a...


-alucinações?- ela concluiu incrédula.- está me tratando como uma de suas pacientes doutor?


Taehyung não respondeu.


-inacreditável- ela diz para si mesma.


-eu não estou aqui para falar disso, estou aqui porque preciso que você assine isto- lhe entregou uma prancheta com uns papéis.


-e o que é isso?


-os termos legais dizendo que eu estou deixando os cuidados do 6124 permanentemente  para você.


S/N arregala os olhos surpresa.


Não esperava por isso.


-mas... Por que? Você mal me deixa chegar perto daquela porta e agora está me "dando" ele?- perguntou completamente confusa.


-não tem um por que, eu apenas percebi qur é um caso sem solução e não quero perder meu tempo com ele, outros pacientes precisam de mim.


"Um caso sem solução"


Não se surpreendeu com a fala, afinal quem está em sua frente ainda é o mesmo médico que trata os pacientes como números.


Ela abre e fecha a boca várias vezes.


Pegaria mesmo a responsabilidade de alguém como Min Yoongi para si?


-lembre-se que você não tem escolha, ou assina e pega o paciente ou pode dar adeus para a sua residência e qualquer chance de começar uma novs em outra instituição.- Taehyung disse ao ver a feição de dúvida no rosto da garota.


Não estava gostando nem um pouco de fazer isso.


Se ainda fosse o Taehyung de anos atrás não faria, daria um jeito de pegar o problema para si exatamente como vinha fazendo.


Mas Yoongi era um problema que ele não tinha mais controle, nunca teve.


Ela respira fundo e assina os papéis.


Era oficialmente médica do homem que lhe causava pesadelos.


Seu celular apita na mesinha ao lado da maca em que estava deitada e ela vê que era uma mensagem de Hoseok.


Taehyung não era curioso mas ao ouvir o barulho olhou para a tela iluminada sentindo o corpo inteiro travar ao ver a foto de fundo da garota.


Para ela não tinha nada demais, estava abraçada no amigo, mas para Taehyung aquela foto representava muito mais do que podia explicar no momento.


Conhecia aquele rosto, aquele sorriso.


Hoseok.


[°°]


Ela estava em sua sala, havia recebido todo o histórico medico de Yoongi, todas as crises, as agressões, tudo estava em suas mãos.


Yoongi usava uma camisa de força por tentar estrangular um dos últimos residentes que passaram por ali.


Yoongi ficava atrás da porta de ferro por ter arrebentado a de madeira em uma de suas crises.


Yoongi era muito mais perigoso do que ela imaginou.


Seu quadro de psicopatia se iniciou aos 18 anos pelo que dizia em seu prontuário, e era tudo o que ela conseguia ver.


O resto estava rasurado de tal forma que ela não conseguia ler.


Suspirou largando os papéis em sua mesa e abrindo o notebook.


Digitou "Min Yoongi" no google para ver se tinha sorte mas tudo o que encontrou foram algumas fotos onde tinha Yoongi muito mais novo, no máximo uns 15 anos, junto com outro garoto e um homem.


Todos os três muito bem vestidos, não passou despercebido o relógio caríssimo no pulso do homem.


"O Império dos Min"


Era o que dizia a legenda da foto.


O homem era pai dele.


Ela se recosta na cadeira... Como Yoongi havia chegado naquele ponto?


Seu notebook apaga, mesmo com o carregador conectado e ela não acredita que havia estragado o objeto.


Seu telefone toca a assustando um pouco mas ela atende.


-alô?- fala enquanto começa a apertar todos os botões possíveis do aparelho apagado em sua frente.


Ninguém responde, então ela franze o cenho.


-alô?- diz novamente, dessa vez mais alto.


Outra vez sem resposta.


Estava pronta para desligar, odiava trotes, mas então um barulho agudo e alto saiu do celular a fazendo soltar o aparelho quando o som atingiu seus tímpanos.


O celular caiu no chão e ela respirou fundo, irritada.


-merda.


Levantou da cadeira e se abaixou pars pegar o aparelho que caiu debaixo de sua mesa.


Quando ela pegou o aparelho em mãos a sala ficou escura.


Estranhou, pois estava -quase- acostumada com as luzes piscando as vezes, por mais que fossem um "mal sinal".


Mas uma total queda de luz era coisa nova.


Apoia as mãos nos joelhos e se levanta colocando o celular na mesa pronta para sentar e esperar a energia voltar mas para ao sentir uma presença atrás de si.


Seu corpo todo é posto em estado de alerta, ela pode sentir com certeza outro corpo atras do dela, praticamente colado.


O coração acelera ao sentir a respiração quente contra seu pescoço.


Não tem tempo nem mesmo para sentir mais medo.


A porta se abre exatamente no mesmo instante em que as luzes voltam e Takuya está lá, segurando a maçaneta e encarando a garota que estava em pé perto da mesa com os olhos arregalados.


-o que foi isso?- ela pergunta e ele dá de ombros.


-uma queda de luz como todas as outras... Por que? A doutora tem medo do escuro?- ele pergunta assumindo a pose debochada.


Ela respira fundo e revira os olhos.


Definitivamente não o suportava.


Odiava o modo como as pessoas costumavam o achar tão bom... Será que ninguém ali via o mesmo que ela?


Ninguém nunca notou o pavor que Shin parece ter dele?


Para as outras pessoas ele esbanjava sorrisos e simpatia, ja havia visto.


Mas para ela e seus pacientes deixava bem a mostra seu lado ruim.


Ela tinha cada vez mais motivos para não confiar no guarda.


-o que quer?


Ele balança umas chaves nas mãos e ela soube na hora de onde eram.


-está na hora de fazer a primeira visita oficial ao seu novo paciente doutora.- ele diz e se retira.


Ela suspira e da mais uma olhada ao redor da sala, percebendo mais uma vez estar sozinha mas ainda tinha a sensação vívida da respiração quente em sua nuca.


Balança a cabeça e sai da sala fechando a mesma.


Cada passo em direção a porta de metal era um zumbido em sua mente por conta do eco que os saltos faziam.


Estava com medo.


Admitia.


Poucas horas antes, saiu de lá direto para o ambulatório, foi acusada por Taehyung de ter alucinações mas lembrava bem do que aconteceu.


Depois de ler a ficha de Min, ou pelo menos o que conseguiu ler, só sentia mais medo porém lembrou do que aprendeu na faculdade.


Psicopatas gostam do medo, eles gostam de sentir o medo que emanando das pessoas.


O perigo existe de verdade mas o medo é uma escolha, e ela não podia escolher deixar o medo vencer.


Não podia sentir medo de Yoongi.


Mas... E se ele não fosse psicopata?


Os dois param em frente a porta e Takuya lhe entrega as chaves sem dizer uma só palavra.


Ela respira fundo e abre a mesma.


Ao se ver dentro do quarto, já com a porta fechada ela encara Yoongi que estava agachado em cima da cama.


Ela se curva em umas pequena reverência formal, como fazia com todos os pacientes.


-Olá Min, eu sou a doutora S/N... Vou ser sua médica a partir de hoje.


Continua(?)




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