História Quarto 6124 - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bts, Manicómio, Sobrenatural, Terror, Yoongi
Visualizações 156
Palavras 2.178
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Capitulo 8


"-Olá Min, eu sou a doutora S/N... Vou ser sua médica a partir de hoje."


Já fazia uma semana que havia proferido essas palavras.


Ela passou esse tempo com medo que Yoongi a atacasse, por isso nos primeiros dias não entrava sozinha no quarto, mas acabou tendo que desistir desse luxo, os enfermeiros não eram seus seguranças afinal.


Ela estava feliz no entanto.


Seus pacientes estavam indo bem, respondendo aos tratamentos e sem crises.


SunHee, do 6117 se encontrava estabilizada e aos poucos se mostrava mais aberta a conversar.


Ela ainda não havia dito o que causou sua tentativa de suicídio e era isso que s/n estava disposta a descobrir.


Em sua casa porém as coisas estavam um tanto estranhas.


Ela sentia Hoseok mais frio que o normal, não que o amigo tenha lhe tratado de forma rude ou algo assim mas ela havia notado o afastamento em pequenas coisas, por exemplo o fato de ele não a abraçar quando dormiram juntos na terça feira, ou ele não ter ido dormir com ela na quinta quando ocorreu uma grande tempestade com raios e trovões, exatamente do jeito que ela sabia que ele tinha medo.


Mas ela não queria ser invasiva.


Sabia que quando ele se sentisse a vontade lhe contaria o que se passava.


Era sempre assim.


Terminou seu café em silêncio observando o amigo apenas encarar a xícara ainda cheia de café.


Suspirou e se obrigou a levantar, ou se atrasaria.


Levou a própria xícara para a pia a deixando lavada.


Caminhou até estar parada ao lado de Hoseok e o silêncio era tanto que o barulho dos saltos batendo na madeira do chão quase ecoou.


Ela se abaixa e deixa um beijo na testa do homem.


-não perca a hora- ela murmura e se afasta ao não receber nenhum tipo de resposta, pega suas coisas e sai.


Desceu de elevador até o estacionamento e entrou em seu carro indo para o hospital.


Hoje seria dia de visitas, eles aconteciam apenas duas vezes no mês.


Estava um tanto nublado, parecia que uma chuva torrencial começaria a qualquer momento.


Uma música calma tocava no rádio e ela cantarolava um pouco mesmo sem perceber.


Quando ela chega no hospital, logo vê os vários carros dos visitantes no estacionamento.


Ela passa pela recepção vendo a mesma mulher de sempre atendendo as várias pessoas que já se encontravam lá.


Sobe até a Ala D e vê os enfermeiros tirando os pacientes que teriam visita de dentro dos quartos.


Não eram todos os que iríam, no máximo dois ou três de todos os dez.


As pessoas realmente os esqueciam naquele lugar como se fossem nada.


Ela larga as coisas em sua sala e desce para o espaço de recreação interno, ja que a qualquer momento choveria, as visitas seriam ali mesmo.


Ela conversa com os familiares por pouco tempo falando sobre o progresso dos pacientes e do tratamento e logo volta para a Ala D.


Durante as visitas de rotina ela havia percebido que Takuya não estava pelo corredor como usualmente mas não deu importância.


Pelo menos ele não interromperia suas consultas.


Quando entrou no quarto de Shin já era quase meio dia e  estranhou por ele aimda estar deitado.


-bom dia Shin!- ela cumprimentou animada.


Ele não respondeu, apenas cobriu mais o corpo com o edredom.


-Shin? Já está na hora de levantar- ela tenta novamente.


Ele não responde.


-está tudo bem?- pergunta.


-eu não quero falar com você.


É a única frase que ela escuta.


Franze o cenho.


-e por que?


Aguarda pacientemente até que ele senta na cama e a encara com os cabelos bagunçados.


-porque ele não gosta e ele fica falando aqui- começa a cutucar a própria cabeça- eu não paro de ouvir a voz dele o tempo todo eu não consigo dormir- ele fala tudo muito rápido e não demora até estar abraçado as próprias pernas se balançando.


"Não consigo dormir" .


Ele não parava de repetir essa frase bem baixinho enquanto se balançava.


-quem não te deixa dormir?- ela pergunta cautelosa.


Ele encara a doutora parando de se balançar e então gesticula exageradamente para ela se aproximar.


Ela vai, ainda cautelosa chega perto dele que se estica até estar perto do ouvido da médica.


-ele disse que eu não posso contar o que ele faz comigo.-sussurra deixando a médica mais confusa.


-quem faz o que?-  ele apenas nega e empurra a garota gentilmente pegando seu edredom e se "escondendo" de baixo do mesmo.


Ela suspira, odiava não conseguir tirar respostas deles mas ela sabia que não podia forçar nada.


-doutora?- ele chama e ela o encara.


-sim?


-você tem medo do escuro?- ele pergunta agora com os olhos brilhando de curiosidade.


Ela pensa nos acontecimentos de dias atrás mas, como sempre ela deixa para lá.


-não, você tem?


Ele nega.


-o escuro é bom.


-então porque pergunta?


Ele sorri.


-por que a doutora deveria ter.


Ela não se surpreende tanto com a resposta.


-O seu almoço ja vai vir, você precisa comer tudo ok?- ela se sente falando com uma criança mas ele apenas balança a cabeça concordando.


Ela sorri pequeno.


Gostava de Shin.


-eu preciso ir.


-eu sei, ele está esperando.


A garota o encara por mais alguns segundos.


Ele sempre parecia saber de tudo o que acontecia ali.


Entre os loucos, Shin era o mais lúcido.


-Shin... Por acaso você está falando de Min Yoongi?-  ele arregala os olhos e nega com força.


Ela se sente um tanto aliviada, mas não dura muito.


- Min Yoongi está morto, doutora.


A porta se abre e uma enfermeira entra com o almoço de Shin em um carrinho.


A garota engole em seco e sai do quarto.


Ja ouviu essa frase.


Faltava apenas um.


O quarto dele.


Ela abre a porta lentamente, ainda estava se acostumando a entrar ali livremente.


Estava se acostumando com Min Yoongi.


-bom dia doutora- ele estava escorado ao lado da porta, os cabelos caindo nos olhos por estarem compridos.


Ela respira fundo.


-bom dia.


Ela fecha a porta e ele anda até se sentar na cama.


-sobre o que quer falar hoje?- ele pergunta e tomba a cabeça.


Estava com um ar um tanto infantil hoje.


Ela da de ombros.


-por que não me conta sobre sua noite?- se senta em uma cadeira em frente pra ele.


-ótima ideia... Eu me lembrei de algumas coisas essa noite.


-lembrou?


Ele assentiu.


-lembrei de meus amigos.


Ela arqueia as sobrancelhas.


Amigos?


-você tem amigos?


-eu tinha.- passou a língua pelos lábios.


-e o que aconteceu?


Ele fica sério.


-você vai descobrir um dia.


Ela suspira.


-por que nenhum deles veio te ver hoje?- ela pergunta e ele fecha os olhos.


-porque eles não gostaram do que eu fiz com ele.


Deu uma risadinha baixa.


-o que você fez?


Yoongi a encarou por alguns segundos e ficou serio novamente.


-vai me soltar hoje doutora? Eu tenho sido um bom garoto não tenho?- ele pergunta e ela sente o corpo travar ao lembrar da ultima vez que ele havia surtado com ela ali dentro.


-você sabe que não vou te soltar.


-não vai ainda.


Ela olha ao redor e vê a bandeja de comida ainda cheia encima da mesinha.


- não vieram te dar comida?- ele apenas sorri de lado.


-você pode dar pra mim não é doutora?- pergunta baixo e ela pensa por alguns segundos.


Não poderia o deixar com fome e não podia o soltar para comer sozinho.


-não tente nenhuma gracinha- ela avisa e ele arqueia a sobrancelha- por favor- ela acrescenta.


Ele assente.


S/N levanta e arrasta a cadeira para mais perto de Yoongi.


Vai até a mesinha e pega a bandeja logo voltando e sentando.


Tira os talheres- de plástico- de dentro do saquinho e pega a primeira colherada de comida a levando até s boca de Min.


Ele encara os olhos dela intensamente fazendo com que ela não consiga desviar o olhar.


Então abre a boca e aceita a comida.


Ele come em silêncio por alguns minutos.


Estava tudo normal, dentro do possível.


- por que você escolheu isso? Um bando de loucos fodidos num hospital de merda?- ele perguntou debochado.


Ela riu um pouco mesmo não tendo graça.


-porque eu acredito qur posso ajudar vocês.


Ele fica calado por mais um tempo.


-você acha que pode me ajudar também?


Ela para o que está fazendo e o analisa com mais atenção.


-se você deixar eu posso te ajudar Yoon- ela se interrompe e ele fecha os olhos com força.


-você sempre estraga tudo não é?- ele pergunta entre dentes.


Ela vê tremores passarem pelo corpo dele e durante esse tempo não moveu nem um músculo.


Seu coraçao batia tão forte que ela não duvidaría que ele pudesse escutar.


Mas ela também prestou atenção.


Ele estava se controlando.


Isso é bom, é um progresso.


-Min?- ela chama depois de um tempo e ele ainda demora alguns segundos para a encarar.


- você não entende não é? Eu estou preso dentro de mim e estou morto.


-por que diz isso? - ela pergunta.


-porque é verdade. Você não pode me ajudar.


Ele, em um ato rápido dá uma joelhada na bandeja a jogando longe.


Ela sai de perto dele rapidamente o vendo andar até o canto do quarto e encostar a testa na parede.


-sai- ele manda mas ela não se move.


-EU MANDEI SAIR!- ele grita e o som parece triplicar de altura ao atingir seus ouvidos fazendo sua cabeça doer.


As luzes se apagam e ela não perde tempo ao sair do quarto trancando a porta logo após.


Se escora na porta, ja ao lado de fora e sente as batidas do coração tão fortes que ele podia pular do peito, mas pela primeira vez não era completamente por medo.


Foi a primeira vez em que ela viu algo mais em Min Yoongi.


Não podia ficar ali o resto do dia.


Tinha coisas a resolver.


Meio relutante, s/n voltou para sua sala.


Agora tinha um notebook novo lá.


Precisava ver a lista de visitas, mais especificamente conferir se ouveram alterações das visitas anteriores.


Os pacientes podem não reagir bem a pessoas novas.


Ela abria uma janela onde haviam todos os nomes de todos os pacientes que receberam visitas naquele dia em ordem alfabética.


Logo ao lado estava o número do quarto e os nomes dos visitantes.


Passou os olhos até chegar em Park Woobin, quarto 6119.


Teve como visitantes a mãe e a irmã, nada anormal.


Iria rolar a tela para baixo a procura do seu outro paciente mas seus olhos fixaram no nome de um visitante logo acima do que ela havia acabado de ler.


Jung Hoseok.


Não podia ser o mesmo Hoseok não é?


Seguiu até chegar no nome do paciente.


Park Jimin.


Estava surpresa e confusa, mas sua mente seguia lhe dizendo que haviam outros mil "Jung Hoseok" na Coréia.


Saiu daquela janela e continuou o expediente.


As horas passaram rápido e ela logo estava indo para casa.


No elevador, chegando no apartamento ela recebeu uma mensagem do amigo avisando para não o esperar para jantar.


Ela tenta não pensar muito nisso, ele é um adulto.


Sabe o que faz.


Ela chega, toma um banho quente, come um lámen que fica pronto em três minutos, assiste um pouco da programação sem graça da televisão e vai se deitar.


Estava cansada, aproveitaria para dormir mais cedo naquele dia.


[°°]


S/N não sabia ao certo o quanto tinha dormido, mas no meio da noite quando a porta do quarto se abriu e aquela voz a chamou, ela foi.


Mesmo bêbada de sono.


Seguia o som dos passos a sua frente andando devagar para não bater em nada enquanto tentava manter os olhos devidamente abertos.


Ela viu a silhueta a sua frente um tanto embaçada pelo sono.


Quando chegou na sala os passos pararam e ela parou também.


-Hoseok?- chamou com a voz rouca por ter acabado de acordar.


Olhou em volta se vendo sozinha.


-Hoseok?- chamou mais uma vez, mais alto agora.


Andou mais um pouco e teve a visão da porta de seu apartamento aberta.


Ela franziu o cenho e andou até lá.


Botou a cabeça para fora, procurando o amigo no corredor e viu la no final o elevador se fechando.


Estava pronta para ir até lá quando ouviu a voz de Hoseok.


-s/n?- ele pergunta de dentro do apartamento.


Ela volta para dentro e o vê sem camisa e com os cabelos bagunçados e rosto amaçado.


Tinha acabado de acordar.


Ela não sabe o que dizer por alguns segundos.


Volta a olhar para a porta e a mesma estava fechada.


Ela não se lembra de ter fechado.


-o que foi?- ele pergunta tentando se manter desperto.


Ela abre a boca mas nada sai, no fim apenas nega com a cabeça.


Ele então dá de ombros e vai até a cozinha beber água para logo voltar para o próprio quarto.


Tudo sobre o olhar da garota.


Assim que ele fecha a porta ela sente o corpo se arrepiar.


Não era Hoseok a chamando.


Continua(?)


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