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História Quase impossível - Capítulo 11


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Notas do Autor


Um capítulo só pra dar uma cortada no romance. kkk espero que gostem!

Capítulo 11 - Fiança


Fanfic / Fanfiction Quase impossível - Capítulo 11 - Fiança

POV Bruno

Quando a loira foi embora, eu fiquei desacreditado. Aquilo realmente tava acontecendo comigo. Dou uma arrumada na casa e troco os lençóis gozados, tomei banho e me deito pra assistir só de bermuda e alguém bate na porta, não aguento mais tanto toc toc nessa porta. 

 

-Quem é ela? -Kelly diz entrando sem nem ao menos recuar. 

 

-Kelly, calma. O nome dela é Amarilis, ela é jornalista. Nos conhecemos na batalha de sexta. -Eu fecho a porta e ela senta na cadeira. 

 

-O que a patricinha tava fazendo na batalha? -Ela revira os olhos. 

 

-Eu a convidei. -Coço a nuca.

 

-O que? Lupa, você vive falando que não vai me levar porque isso é algo sério e leva uma mina que você nem conhece? Lupa, olha, eu to a anos atrás de você. Faço comidinha, brinco com sua filha, dou pra você quando você não tem ninguém melhor pra comer. O que mais eu preciso fazer pra você ver que eu só quero você bem? -Ela começa a chorar. 

-Kelly, eu acredito nisso. Eu amo tudo que você faz por mim e como você é boa pra Duda. Você é linda e transa muito gostoso, mas eu nunca escondi de você que seria só isso. Você é uma boa amiga e só isso, não faz sentido essa cena de ciúmes aqui. Acho melhor ficarmos um pouco sem nos ver. -Abro a porta pra ela. 

 

-Você vai se arrepender, Bruno. -Ela sai. 

 

Caralho mano, eu sabia que ela gostava de mim, mas essa ceninha foi o fim do mundo. Já vou dormir. 

 

Acordo com alguém na porta, que inferno, quantas vezes isso vai acontecer? Olho o relógio e são quase 5 horas da manhã, daqui a pouco eu tenho que trabalhar. Me levanto meio sonolento e vou em direção a porta, onde as batidas já estão agressivas. Quando eu abro, é a polícia. 

 

-Temos um mandado de uma denúncia. Vamos vasculhar. -Um bigodudo passa pela frente e adentra meu barraco. 

 

-Fiquem a vontade, mas, a denúncia é contra o que? -Coço os olhos confuso. 

 

-Drogas. Nos foi dado que aqui estava servindo como "toca" para os traficantes. -Ele diz enquanto revira minha casa inteira. 

 

Fico parado encostado na mesa esperando. Eles devem ter confundido a casa, não é possível uma coisa dessa e... Não, não é possível. Eles acharam uma caixa cheia de cocaína. 

 

-Isso não é meu, eu não sei como isso veio parar aqui eu juro. -Começo a me desesperar. 

 

-Senhor Bruno Costa, o senhor está preso. Tem o direito de permanecer calado. -Ele disse enquanto algemava os meus braços e eu parei de escutar tudo, enquanto era guiado até a viatura consegui escutar algo que me fez acordar. 

 

-Papaaaaai. -Era a Duda gritando do outro lado da viela. 

 

Os meus olhos se enchem de água e eu sou empurrado para dentro do carro, seguindo em direção a delegacia. 

Sou retirado do veículo e colocado para falar com o delegado. 

 

-Então... Bruno. -Ele diz olhando um papel na prancheta. -Foram achados 28 quilos de cocaína enfiados no fundo da sua sapateira. Você é o fornecedor ou você tem um fornecedor? 

 

-Senhor.. -Olho a placa na frente de sua mesa. -Agnaldo. Eu não sei como isso foi acontecer. Eu não sou nem ao menos usuário, eu posso fazer exame toxicológico se precisar, mas por favor, deve ter ocorrido algum engano. -Levo minhas mãos a meu rosto, isso só pode ser um pesadelo. 

 

-Você quer ligar para alguém? Suas condições não estão muito favoráveis. -Ele é grosso. 

 

-Quero sim, por favor. 

 

Ele me leva até o telefone, onde eu disco o telefone da Lis. Ela não atendeu e ele só deixa eu tentar novamente mais uma vez. Por favor, Lis, por favor. 

 

Lis: Bom dia, quem é? 

Bruno: Loira, por favor, sou eu, Bruno. 

Lis: Oi, que número é esse? 

Bruno: Eu to na delegacia, alguém colocou drogas na minha casa e me denunciaram. Loira, eu juro que não fui eu, por favor, me ajuda. 

Lis: Onde você está? Vou ai agora. 

Bruno: Na delegacia da Av. Grande, próximo a minha casa. Por favor, vem. 

Lis: Eu vou ligar pro advogado da empresa e iremos ai. Não fala nada enquanto não chegarmos. 

 

Desligo o telefone começo a chorar, não era possível tudo aquilo. 

Passaram-se as horas e eu estava em uma cadeira esperando a minha loira, até que ela chega toda linda em uma saia lápis azul marinho e uma camisa branca. Cheias de jóias, com sua bolsa e seu sapato de grife, até parecia ela a advogada. Ao lado de um homem negro e adulto, de terno, acredito que seja o advogado. 

 

-Meu bem, o que houve? -Ela me abraça aos prantos. 

 

-Eu estava dormindo a polícia bateu, eu não entendi nada, quando eu vi já tava lá, um montão de cocaína. -Seguro em suas mãos. -Loira, eu juro que não fui eu. Eu trabalho honestamente e você sabe, por favor, me ajuda. Eu não tenho ninguém pra pedir socorro. 

 

-Eu confio em você. Ajudaremos você, né Antônio? -O homem acena com a cabeça. 

 

-Vamos lá.. Quem poderia querer fazer isso com você? -O tal Antônio me questiona. 

 

-Eu não consigo pensar em ninguém, eu não tenho briga com ninguém. A única pessoa que eu não me dou bem é a mãe da minha filha, mas estamos mal a 6 anos, ela poderia ter feito isso antes, né? 

 

-Mas antes você não tinha ninguém. -A loira diz de braços cruzados andando pra lá e pra cá e mordendo seus lábios. 

 

-Eu não tenho ninguém. -Retruco. 

 

-Mas ela acha que sim. Ela veio toda afrontosa pra cima de mim no dia que ela me viu lá. -O Antônio a olha. 

 

-Vocês são... alguma coisa? -Diz o senhor. 

 

-Não, somos apenas conhecidos. Mas gostaria de ajuda-lo. -Diz a loira, confesso que aquilo dói um pouco. 

 

-Enfim.. Eu não sei se a Nanda faria isso, até porque ela não iria querer que  a filha dela tivesse um pai preso. Eu me dou bem com o resto do mundo, não brigo com ninguém, só hoje que... Deixa. -Desisto desse pensamento horrível. 

 

-Não, deixa não. Todas as informações são muito importantes, senhor Bruno. -O homem insiste. 

 

-Hoje, depois que você saiu, loira... A Kelly, a menina da panqueca, ela foi na minha casa e discutimos. Ela disse que eu me arrependeria do que fiz, mas ela não seria capaz disso por causa de uma paixonite, né? 

 

-As pessoas são capazes de coisas bem piores e por muito menos. -O homem se levanta e começa a mexer em suas pastas.

 

-Loira, eu to com medo. Eu não quero ser preso, eu não fiz nada. -Não consigo parar de chorar. 

 

-Vai dar tudo certo, eu prometo. -Ela me abraça e beija minha cabeça. 

[...]

As horas passam e isso aqui não adianta. A loira e o negro estão fazendo ligações e olhando papéis o tempo todo. Já são quase meio dia e eu estou morrendo de fome. To me sentindo um inútil, aliás, um peso, um estorvo. A loira não precisava tá passando por isso por minha causa, eu nunca vou me perdoar. 

 

-Você está liberado. -Entra o delegado. 

 

-O que? Como assim? -Questiono enquanto o mesmo solta minhas algemas. 

 

-Sua fiança foi paga. Só assina esses papéis por favor. -Ele me da os papéis. 

 

-Mas eu não sou culpado. Não posso sair sem comprovar minha inocência. 

 

-Assina, Bruno. Nós continuaremos em busca da sua inocência e será comprovada. Ainda meteremos um processo em quem fez isso e te acusou indevidamente. -A loira diz. 

 

-Pode assinar, vamos resolver tudo, lhe dou minha palavra. -O Antônio diz, e eu assino. 

 

[...]

 

Estamos em um restaurante e comendo em completo silêncio, a loira parece decepcionada e eu não tenho coragem de falar alguma coisa. 

 

Meu telefone começa a tocar, só que está na bolsa dela. 

 

-Toma, é pra você. -Ela me entrega sem nem olhar em meus olhos. 

 

Bruno: Alô? 

#####: Gostou da surpresa? Essa não deu certo, mas a próxima dará. 


Notas Finais


Obrigada por ler. Amanhã tento postar mais. <3


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