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História Quase impossível - Capítulo 5


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Notas do Autor


Oii, tudo bem? Vim trazer mais um capítulo bem emocionante pra vocês conhecerem melhor os personagens. Espero que gostem. <3
Boa leitura!

Capítulo 5 - Conhecendo sua história


Fanfic / Fanfiction Quase impossível - Capítulo 5 - Conhecendo sua história

POV Bruno

Me despedi da loira com aquele beijo sensacional, poucas vezes uma mulher me deixou tão envolvido quanto essa loira hoje. 

 

-Caraca, Lupa, essa loira caiu do céu, né? -O Cabral diz quando eu volto pra praça. 

 

-Mano, ela deve ser a mina mais gostosa que eu já vi. -Diz o Bidu. 

 

-Mano, eu só acredito que aconteceu porque vocês viram, até agora eu to em choque. -Eu brinco, enquanto pego o beck que estava na mão do Fael para poder dar uns tragos. 

 

-Sério, que macumba você fez? Não é possível uma coisa dessa não, pra mim não aparece uma dessa nem em sonho. -Fael diz e todos rimos. 

 

-Nem eu sei que macumba foi essa, mas acho que a loirona roubou esse coração aqui viu.. -Entrego o beck para o Bidu.

 

-Como se você tivesse coração, né Lupa, depois da Nanda essa pedra ai no seu peito ficou blindada. -Diz Cabral. 

 

-Depois de 6 anos sem se apaixonar, será que alguém fisgou o coração do marrento? -Bidu falou.

 

-Gente, eu acabei de conhecer ela, não tem como. kkkkk Eu não sei nem quantos anos ela tem, não sei se o nome que ela me passou é verdadeiro, não sei nem se o telefone dela é dela mesmo. -Digo rindo nervoso.

 

-Ué, então tenta ligar. -Fael falou e todos ficaram em silêncio. 

 

Me levantei e me afastei um pouco, tentei ligar e deu que o número não existe. Tentei de novo, nada, de novo, nada. Droga! A loira me deu o golpe.

 

 

-O número está errado. Acho que não era pra ser.. -Volto e me sento com meus amigos.

 

-Me entrega isso aqui. -O Cabral pega o celular da minha mão. 

 

Ele ficou mexendo por alguns segundos e logo depois colocou o celular na orelha. 

 

-Tá chamando. -Ele me devolve o celular e eu desligo. -Por que você fez isso? -O mesmo questiona.

 

-Amanhã eu ligo, não quero parecer desesperado. -Faço cara fofa e todos riem de mim. 

 

-Hoje já é amanhã. É 6:40 já. -Diz Bidu olhando o relógio. 

 

-Caralho, tenho que ir trabalhar. Falou pessoal e parabéns, Bidu. Amo vocês, manos. -Saio correndo indo para a casa.

 

Tomei banho rápido e me troquei, fui para o mercado e trabalhei bastante. Logo fui pra casa e liguei para a loira, o número deu certo e marcamos uma praiana, preparei minhas coisas e fui sair de casa, ainda da tempo de curtir a gata antes de buscar minha filha. 

 

Coloquei uma bermuda e uma camisa, no bolso levei uns trocados e um fininho, vai que a loira aceita fumar comigo, né?

 

Estava indo pegar minha bicicleta quando vi que o pneu tava murcho, olho a hora e não da tempo de passar no borracheiro para encher, decido ir correndo, o que faz com que atrase um pouco o combinado. A loira disse que estaria em frente a uma barraca no seu edifício, comprei uma cerveja Corona e fui procura-la. 

 

Quando vi a minha loira, toda perfeita deitada na areia, fiquei completamente sem ação, a não ser sorrir. E olha que eu sou marrento, mas acho que a fama de quem não sorria, morreu quando eu vi o sorriso dessa loira. 

 

-Você demorou. -Ela se levanta batendo as mãos em suas pernas, na intenção de retirar a areia. 

 

-Ficou com saudade já, loira? -Sorrio e coloco uma mecha de seu cabelo atrás da sua orelha. 

 

-Vai se gabando muito não. É eu que não gosto de ficar esperando. -Ela se senta novamente na areia, e eu acompanho. 

 

-Quer? -Ofereço a cerveja e a mesma aceita, dando um gole e me devolvendo. -O dia tá lindo, né? 

 

-Sim, eu amo sol. Dia ótimo pra gente fazer uma caminhada, né?

 

-Tá doida loira, dia ótimo pra dar um tibum no mar, pra comer um pastel, pra fumar um verde, fazer sexo, qualquer coisa menos fazer uma caminhada. -Ela ri e eu rio da sua risada.

 

-Credo, você é muito sedentário. Vai morrer com 30 anos desse jeito. 

 

-Ixi, então já deve estar chegando.. 

 

-Quantos anos você tem? Eu tenho 23. 

 

-Eu tenho 22. Caralho loira, como uma mina de 23 anos tem todo dinheiro que você tem? É berço de ouro né? Patricinha é foda viu. -Ela da gargalhada de mim.

 

-Patricinha? Se eu te contar minha história, você chora, capaz de ser pior que a sua. 

 

-Me conta então, loira. Posso passar o resto da vida te ouvindo. 

 

-Bom... Eu sou filha única de dois pais que não decidiam se estavam juntos ou divorciados, era sempre um pé de guerra. Desde que eu nasci era troca de escola, volta pra outra escola, você tá proibida de falar com seu pai, tá proibida de falar com sua mãe, vamos morar todos juntos e ser uma família e blá blá blá. Quando eu tinha 14 anos eu fiquei apaixonada por um menino da minha sala, quando fui tentar contar aos meus pais eles brigaram comigo e me fizeram mudar de escola. Todos os dias na saída da escola, esse menino ia me buscar e ficávamos juntos. Você sabe como é, né? Quando é proibido, ai que a gente quer. -Rimos. -Eu e ele namoramos e quando eu fiz 16 anos, fugi de casa. Peguei uma mochila e coloquei algumas roupas, fugi pela janela e não voltei mais. A casa dele era perto de uma editora de revista, eu precisava seguir o meu rumo e sai entregando currículos por ai, fiquei por seis meses desempregada e sem conseguir estudar, a mãe dele um dia chegou mais cedo em casa e nos pegou... Bom, pegou a gente transando na sala e me expulsou, disse que lá não era abatedouro e que ela não ia me sustentar enquanto eu ficava sendo a vadia do filho dela. Eu fui embora de lá humilhada e chorando, no mesmo segundo eu recebi uma ligação de uma proposta de emprego. Quando eu cheguei lá, era a dona Mônica, a mulher mais linda e mais generosa que eu já conheci. Ela me contratou na hora com a condição de que eu voltasse pra escola. Nesse mesmo dia ela me trouxe para o Coach, me disse que pagaria pra eu morar aqui e descontaria do meu salário, agora imagina eu, jovem com 16 anos morando em um flet de luxo? Eu faria qualquer coisa pra isso! Então foi assim, ela me deu esse flet e eu fui pagando conforme os anos, com meu trabalho e meu salário. Terminei a escola e fiz faculdade de jornalismo, para poder permanecer na empresa e ela morreu de orgulho de mim. Hoje sou dona da minha própria casa, meu próprio carro e do meu próprio nariz. Onde eu achei que era o fim, foi onde a minha vida começou. -A loira enxuga lágrimas do seu rosto, mas pareciam ser de alegria. 

 

-Nossa loira, sua história é pesada memo. E onde que tá esse namorado agora? -Já sinto minha cara de ferver de ciúme. 

 

-Ah, o Alisson... Nós terminamos quando eu comecei a faculdade. Durou por 4 anos, mas sabe quando você tá mais com a pessoa pelo comodismo do que pelo amor? Achamos melhor cada um pro seu canto e desde então não me envolvi com mais ninguém emocionalmente. E quer saber? Eu to bem melhor sozinha. 

 

-Isso ai loira, você se basta. Você é uma mina incrível e admirável, fora de qualquer coisa que eu já vi. -Me aproximo e passo meu braço em volta de sua cintura. -E seus pais? 

 

-Ah, quando eu terminei a escola mandei uma carta dizendo que queria que eles sentissem orgulho de mim, por mais que meu lar só tivesse brigas e dor, eu não me sentia bem sabendo que eles me desaprovariam. Hoje nós conversamos, a opinião deles é muito importante pra mim, pai e mãe é sagrado e não posso desonra-los, mesmo que as vezes eu queira mata-los. -Nós rimos. -E você, Bruno? Qual sua história? 

 

-Bom... Eu sou da favela. Nascido e criado no morro. Nunca conheci o meu pai, quando minha mãe engravidou e ele meteu o pé, nunca vi nem foto. Minha mãe sofreu muito pra me sustentar sozinha, ela veio do interior do nordeste atrás do meu pai, mas sem sucesso. Sempre fomos só eu e ela, até que infelizmente um dia ela estava voltando da casa de família que ela trabalhava, eu estava na escola e quando voltei, ela não estava lá. Ela havia sido roubada e assassinada. -Começo a chorar sem querer. -Eu perdi a minha mãe e nunca vou conseguir me conformar com isso. Desde os meus 15 anos eu sou eu por mim. Trampo no mesmo mercadinho desde essa época e faço as batalhas também, sempre que da eu ganho uns trocados e vou me virando. Eu namorava uma mina e com 16 anos a gente não se cuidou muito bem e ela acabou engravidando, foi a maior burrada que eu já fiz, mas hoje, Maria Eduarda é o nome dela, é a melhor coisa da minha vida. Minha filha tá com 6 anos. Eu não podia abandona-la como meu pai fez comigo, eu quero ser pra ela tudo que eu não tive. Quero dar orgulho pra ela, assim como minha mãe me deu. 

 

-Uau.. Eu achando que minha história era triste. Desculpa ter tocado no assunto. -Ela ficou sem graça.

 

-Magina, loira. É suave, sei que por onde minha mãe estiver ela ta me olhando e eu sou muito feliz. Tudo acontece no tempo de Deus, a gente tem que aceitar. -Suspiro. -Vamos dar um mergulho?

 

Entramos no mar juntos e ela ficava toda medrosa com cada onda que passava mais alta, o que fazia com que caíssemos na gargalhada várias vezes, até que a loira caiu e ralou seu joelho na areia, ficou cheia de manha e eu a carreguei até onde estavam nossas coisas. 

 

-Você é magrelo, não imaginei que me aguentaria. -Ela me zomba enquanto a coloco no chão.

 

-Ôh, loira, se eu te mostrasse tudo que eu sei fazer... -Sorrio safado e ela parece gostar.

 

-Estou curiosa agora, vai ter que me mostrar tudo. Já são 15h, vamos almoçar? -Ela começa a se secar.

 

-Ah vamos sim, eu passei aqui perto e vi que tem uma padaria ali no canto que parece que os salgados são bem bonitos e.. -Ela me interrompe dando uma gargalhada. -Que foi, loira? 

 

-Claro que não, Bruno. Vamos lá no meu prédio pegar meu carro, no final aqui da rua tem um Cocobambu, vamos lá almoçar. -Ela termina de se vestir e puxa meu braço. 

 

-Loira, meu VR só cai na segunda-feira, não dá pra ir em lugar de bacana não. -Vou fechando minha camisa. 

 

-Não esquenta, eu vou pagar, relaxa. 

 

-Eu não gosto de ser bancado pelos outros, loira. Vou me sentir mal. É a segunda vez em dois dias que você paga algo pra mim. -Paro ela e a seguro pela cintura. 

 

-Relaxa, quando você for um mc rico e famoso, você me recompensa. -Ela me da um selinho e me puxa para entrarmos no prédio.

 

Acho que eu to apaixonado por essa mulher. 

 


Notas Finais


Obrigada por ler e espero que tenha gostado.
Meu instagram é @carollcamarossi <3


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