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História Quase impossível - Capítulo 8


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Notas do Autor


Espero que gostem! Boa leitura. <3

Capítulo 8 - Noite das meninas


Fanfic / Fanfiction Quase impossível - Capítulo 8 - Noite das meninas

POV Amarilis

Era só o que me faltava, essa favelada vir tirar satisfação comigo. 

 

-Olá, boa noite, tudo bem? Meu nome é Amarilis. E o seu? -Sou bem cínica. 

 

-É Nanda. O que você tá fazendo aqui? -Ela se aproxima. 

 

-Achei que essa rua era pública.. Desculpa, acho que me enganei. -Vou entrando em meu carro. 

 

-To falando na rua do Bruno. Na porta dele. Por acaso você é mais uma das vagabundas que ele fica se esfregando? Pelo menos o velho que te banca deve ser rico né. -Ela bate no capô do meu carro. -Sustenta a piranha em carrão e bem vestida. 

 

-Não que eu te deva alguma satisfação, mas, eu dei uma carona pro Bruno e vim pro meu carro, você deveria estar distraída e por isso não me viu. Agora tira as patinhas do meu carro, ou eu vou passar por cima. -Entro e fecho o vidro.

 

Vi que a louca tava resmungando lá e continuei andando. "Mais uma das vagabundas que ele fica se esfregando", uau, eu nunca imaginaria isso do Bruno. Ok, eu acabei de conhecê-lo, mas ele traz tanta verdade e sinceridade no olhar, como se desse pra ver a pureza de sua alma... Se ele não for um homem bom, ele finge muito bem. Gosto da paz que sinto ao seu lado, deve ser só paranoia dessa mal amada que não aceita que terminaram. 

 

Chego em casa, tomo um banho de banheira longo e demorado, lavo meus cabelos e massageio meu corpo. Vou até a cozinha e preparo uma tapioca de morango com nutella, sento no sofá e começo a assistir tv, até que pego no sono por lá mesmo. Acordo com a ligação do Bruno, fiquei muito feliz pela consideração dele de pedir desculpas. Claro, foi humilhante sair pela janela daquela forma, mas no fundo acho que foi até engraçado. Achei melhor não contar minha conversa inteira com a Nanda, pra não gerar um transtorno desnecessário. Levanto, seco meus cabelos e vou me aprontar pra dormir, até que já é tarde da noite quando minhas amigas me ligam. 

 

Lis: Casa da paz, quem perturba? 

Ana: Ha ha, engraçadinha. Vamos sair? 

Lis: Vocês só pensam nisso? Não sabem ficar em casa não? 

Ana: Sabemos, mas preferimos sair. Só um pouquinho, por favorzinho. 

Lis: Tá bom, tá bom.. Vou me trocar, encontro vocês onde? 

Ana: A gente vai ai, pra poder sairmos juntas. Beijo. 

 

Me levantei do sofá e fui na força da preguiça me arrumar. Coloquei um macacão preto de um ombro só, bem básica.

 

As meninas chegaram e saímos rápido, fomos ao Charada, já que o Lilix ainda estava fechado. 

 

-As gatas vão bater carteira aqui? -Diz o segurança se aproximando da Bia. 

 

-Não se os seguranças continuarem tão sem bom senso. -A Raquel diz. 

 

-Não tá mais aqui quem falou. -Ele nos da passagem.

 

Chegamos a boate já estava bombando. Pedimos logo uma rodada de tequila para dar uma animada e já fomos dançar, as luzes piscando e a música alta, confesso que estava curtindo aquela noite. 

 

-E aí, tá afim de dançar comigo? -Sinto aquele bafo quente atrás de mim. 

 

-Não, obrigada, to tranquila. -Faço um hang loose sem nem olhar pra trás. 

 

-Só dançar, gata, sem compromisso. -Ele insiste. 

 

-Eu não quero, tá difícil de entender? -Eu sou bem grossa e me afasto. 

 

-Amiga, calma, você nunca é grossa assim com os caras. Ainda mais um gato desse. -A Raquel me puxa pro canto, próximo ao bar. 

 

-Ai, cara sem noção, posso nem dançar em paz. -Reviro os olhos. 

 

-Ixi, já até sei.. Gamou no favelado. -A Ana diz. 

 

-Para, gente. Só to sem ânimo. Inclusive, falando nisso, sábado que vem eu queria muito que vocês fossem comigo sábado que vem na batalha. 

 

-Ah você quer arrastar a gente pro morro? Tá doida, só pode. -Diz a Bia. 

 

-Não é no morro, é numa praça. Não é muito longe do Lilix, por favor. -Faço bico. 

 

-Tá, só se você prometer ir com a gente num barzinho amanhã. -A ideia da Raquel. 

 

-Vocês saem demais né, credo. Mas ok, combinado. -Todas brindamos com mais uma dose de tequila e voltamos pra pista. 

 

Parei de beber cedo, já que iria voltar dirigindo. Levei todas em casa e depois fui pra casa, tomei banho e deitei. Acordei tarde e com uma leve ressaca, preparo um café da manhã com panquecas, pão de centeio e suco de maracujá. Como acordei tarde, já decidi fazer meu skin care para sair bonita com minhas amigas. Lavei novamente meu cabelo e sequei, fiz babyliss e me maquiei, coloquei um short jeans e uma camisa listrada branca e rosa, nos pés calcei um mule preto e deixei os cabelos soltos. 

 

Fui encontrar as meninas já no bar e era final de tarde, bebemos boas cervejas e conversamos muito, como se não nos víssemos todos os dias. 

 

-Ai, mas ontem aquele negão arregaçou comigo no banheiro, queria que ele tivesse me levado pra casa. -A Bia diz em meio as gargalhadas. 

 

-Credo amiga, já te falei pra não ficar se pegando no banheiro, é nojento. -Debato. 

 

-Eu tenho fogo demais pra me controlar. -Ela diz e rimos todas novamente. 

 

-Olá, com licença, esse champanhe é cumprimento daquele rapaz daquela mesa. Disse que como agradecimento, gostaria do telefone da senhorita. -O garçom coloca um balde com um Chandon e gelos na mesa e aponta para mim. 

 

-Ah não, obrigada, pode levar. -Eu volto a beber minha cerveja. 

 

-Amiga, é o segundo gato que você recusa de ontem pra hoje. Você nunca passa o final de semana sem pegar alguém, tá doente? -Diz a Raquel. 

 

-E quem disse que eu não peguei? -Dou risada. 

 

-Pegar favelado não conta, viu. -A Ana diz. 

 

-Cala sua boca. -Bato em sua mão. 

 

-Isso ai vai dar romance, eu to falando. -Completa Bia. 

 

Continuamos conversando, até que meu telefone nos interrompe. 

 

-Licença gente, é o Bruno. -Me levanto da mesa e consigo ouvi-las rindo de mim. 

 

Bruno: O que acha de continuarmos de onde paramos ontem, loira? 

Lis: Na minha casa ou na sua? 

Bruno: Vem que eu estou te esperando. 

 

Sinto já minhas pernas moles, espero que esse moleque do caralho foda minha buceta tão bem quanto fode meu psicológico. 


Notas Finais


Obrigada por ler. <3


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