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História Quase Todo Mundo Morto - Clexa - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Hey'
A quem leu o primeiro capítulo obrigada, e a quem comentou... UM XERO BEM GRANDE!. *-----------*
CAPITULO NOVO!!!
Eu particularmente amo essa capítulo.
Espero que gostem!
PS: Desculpa os erros.

Beijoooooooooooooooooos

XO

Capítulo 2 - II - Decline


Acordei relativamente cedo, caminhei para o banheiro na intenção de fazer minha higiene pessoal. Odiava acordar cedo, mas alguma força dentro do meu ser estava me obrigando a permanecer acordada. Senti a água fria caindo sobre o meu corpo, me arrependendo amargamente por não ter ajustado o chuveiro. Meu banho fora rápido, apenas para tirar os últimos vestígios de uma noite mal dormida.

Desci as escadas correndo, como sempre fizera, ninguém acordado. Minha mãe sempre acordava cedo, dei de ombro. Passei pela porta da cozinha, tudo intacto, Abby não havia passado por ali naquela manhã. Peguei uma maçã, caminhei a passos lentos para o meu carro na garagem. Sai de casa com um mal pressentimento corroendo meu coração, o meu terceiro olho estava entrando em contato comigo, mas pela primeira vez não conseguia identificar o que ele estava querendo dizer. Acelerei o carro, a rua continuava deserta igual a noite anterior.

Cheguei à escola em menos de poucos minutos. O meu terceiro olho apitava cada vez mais forte, estava tentando ignorar o mal pressentimento.

Havia poucos carros no estacionamento escolar. A vaga das líderes de torcida estavam todas preenchidas com carros luxuosos ofertados pela a treinadora Becca, as vagas de professores estavam igualmente preenchidas. Sai do carro rodando as chaves no dedo. Alguns alunos começaram a aparecer. Sentei-me no capô do meu Impala 67 preto, coloquei meus fones de ouvido tentando ignorar o aperto dentro de mim. Algo estava errado, era perceptível.

Avistei um Bellamy sorridente saindo de dentro do carro do pai.

– Sempre sorrindo, gazela.

– E você sempre irritante. – Sentou-se ao meu lado olhando em direção ao carro do pai que sumirá depois de alguns metros de distância.

Poucos minutos Lincoln chegou dirigindo a mini van da família.

– Minha mãe continua doente. – O garoto mantinha uma expressão triste.

– Ela vai ficar bem, Lin. – o moreno tentou transparecer alguma coisa positiva, porem sua voz saiu tão falha que nem o próprio estava acreditando no que falava.

O sino tocou nos fazendo caminhar para dentro da escola, o corredor continha poucos alunos.

Pude ver duas morenas vindo em minha direção, Alicia e Lexa passaram reto sem nem olhar nos nossos olhos, de algum modo isso me irritava.

Alie e Lexa sempre foram minhas melhores amigas, porém a sede por popularidade de Alicia nos separou, eu não consegui abandonar o clube de drama quando eles mais precisaram de mim. Faltavam dois dias para as regionais de teatro do ano passado quando a treinadora Becca conseguiu convencer os organizadores a mudar a data das nacionais das líderes de torcida para o mesmo dia que aconteceria as regionais de teatro. A treinadora nos mandou escolher entre os dois clubes. Alicia sem pensar duas vezes escolheu a torcida, e ainda conseguiu levar a Lexa consigo. Quando foi a minha vez de escolher, eu simplesmente fui para o Drama Club, não sei por que optei pelos perdedores de Arkadia High, mas como já disse, não conseguia abandoná-los. Perdemos as regionais, e Becca continuou nos perseguindo, mas não me arrependo em nenhum momento de ter abandonado as líderes. A treinadora nunca perdia a oportunidade de jogar as duas contra nós, não aguentando a situação que se formou, decidi revidar, e desde então não nos falamos e sempre estamos brigando.

Sempre briguei com Alicia, nossa rivalidade era nítida, mas éramos amigas, apesar dos tapas, empurrões e diversos xingamentos que pronunciávamos, mas hoje não, nos tornamos inimigas mortais. E por mais que eu não queira admitir, eu amava aquela garota. Alie morou comigo na época em que foi expulsa de casa quando os pais descobriram sobre sua gravides. Aquela ingrata! Mas o que esperar de Alicia Woods?

Mas Lexa não, ela era diferente. Diferente de todos que já conheci. Sempre tão avoada, mas ao mesmo tempo tão inteligente e esperta. Lexa era um misto de pureza, sabedoria, beleza, humildade, e tudo de mais maravilhoso que um humano poderia ter. Às vezes eu realmente achava que ela pudesse ser um anjo. O meu anjo!

Nunca irei perdoar a Alicia por tê-la tirado de mim.

Suspirei pesado, indo na direção oposta das duas morenas. Os corredores estavam cada vez mais vazios. Minha primeira aula era de espanhol, nunca prestava muita atenção porque já sabia de tudo, e devo confessar que Mr Kane é um péssimo professor. Ele pensa que estamos no jardim de infância? Bufei impaciente.

As horas não passavam e a aula estava cada vez mais chata, Marcus nos fazia repetir frases idiotas, eu tenho a absoluta certeza que ele nem sabe o que elas significam.

– Repitam comigo. – O professor olhou para o livro - La casa es blanca.

Sério, Mr Kane? Toda a sala repetiu o que o homem metido a professor de espanhol havia pronunciado.

Um grito estrondoso ecoou na sala. Um grito agudo vindo do corredor, aquilo fez o meu terceiro sentido ficar em alerta.

– Só um minuto, alunos – Kane caminhou até a porta – Vou ver o que está acontecendo. Fiquem aí.

O professor saiu, fiquei apreensiva, alguma coisa de muito ruim estava acontecendo. Meu coração batia rápido, minhas mãos tremiam, o grito de segundos atrás não saia da minha cabeça. Marcus apareceu na porta com o olhar assustado, suas pupilas estavam dilatadas.

– Vamos. - Segurou a mesa - Me ajude a arrastar essa mesa para bloquear a porta. – Nenhum aluno se moveu, tudo estava muito estranho. – AGORA! – o homem gritou exaltado.

Todos na sala foram ajudar o professor a fechar a sala.

– O que está acontecendo? – Uma garota que eu nunca havia notado antes perguntou ao professor.

– Eu não sei. – O homem andava de um lado para o outro. – Lá fora está uma zona. – Respirou pesado – Os alunos estão devorando uns aos outros. – Ele sentou em uma das cadeiras vazias. – Precisamos ficar aqui, até tudo ficar calmo.

– Como assim devorando uns aos outros? – a voz de Bellamy falhou

– Pessoas correndo, alunos mortos, muito sangue, pessoas desconhecidas devorando outras. – Ele estava desesperado.

– SOCORRO! – Alguém batia na porta desesperado. – NÃO! ME SOLTA! – ouve um grunhido, segundo depois um silêncio se instalou na sala.

– Precisamos sair daqui! – Emori falou amedrontada.

– Não podemos. – Kane falou em um fio de voz - Estão por todos os lugares.

– Mas nós temos que sair daqui Mr Kane. – estava exaltada – Preciso saber como meus pais estão.

– Também quero ir para casa! – Os alunos falavam todos de uma vez. – Precisamos sair daqui. – A sala estava ficando cada vez mais tumultuada, todas as vezes falavam de uma vez.

– CALEM A PORRA DAS SUAS BOCAS! – gritei – Não consigo pensar. – O lugar voltou a ficar silencioso. – Vamos sair daqui. – Minha voz saiu mais baixo do que deveria. – Cada um pegue algo para se proteger. – Passei as mãos pelos meus cabelos – Vamos quebrar as cadeiras e usar os ferros das pernas como uma espécie de arma. – Olhei para o homem sentado na cadeira. Ele mantinha os olhos fixos em um ponto qualquer – Vamos manter a calma! – exclamei – Marcus, olha para mim. – O homem me encarou – Você precisa nos ajudar. – Ele acenou a cabeça voltando a se recompor.

– Faremos as cadeiras como proteção. – Ele começou – Vocês vão para suas casas e se abriguem, corram o máximo que conseguirem, e não olhem pra trás.

Começamos a quebrar as cadeiras, não seria o suficiente para o que quer que seja que esteja lá fora, mas seria uma pequena ajuda. Cada um estava com ferros na mão. O medo era evidente nos olhos de cada um daquela sala. Marcus se voltou para Bellamy, Emori e eu

– Precisamos achar o restante do Drama Club – assentimos – Fiquem juntos. – Esboçou um pequeno sorriso – Eu amo vocês! – ele nos abraçou – Vocês mudaram minha vida completamente. Obrigado crianças. – Lágrimas caiam em cascata nos olhos do mais velho – Obrigado por fazer meus dias mais felizes! - enxugou as lágrimas - Fiquem sempre juntos. – Nos separamos. – Deixem os celulares ligados! – Exclamou.

– Nós te amamos, senhor Kane! – Nunca vira Emori chorar antes, mas lá estava ela, em prantos, abraçada ao tão amado professor.

– Todos prontos? – Perguntou.

– Sim! – respondemos em uníssono.

– Corram o máximo que conseguirem. - Afastou a mesa que bloqueava a porta – E não esqueçam... – suspirou – Se mantenham unidos! – Olhou diretamente para as pessoas do clube do coral – No três. – Tocou a maçaneta – Um! – soltei o ar que estava segurando – dois – minhas mãos tremiam – três – a porta foi aberta.

Uma avalanche de alunos passou por mim, todos corriam desesperadamente para atravessar a porta. Suspirei, segurei a barra de ferro com força em minhas mãos, olhei a última vez para o homem ao lado da passagem, ele me lançou um sorriso amigável, as lágrimas caiam desesperadamente no meu rosto.

– CORRA! – ele gritou.

Não conseguia me mover.

– CORRA CLARKE! – voltou a gritar.

Simplesmente não conseguia me mover

– ELES ESTÃO VINDO!

Por que não conseguia correr?

Aconteceu tudo tão rápido. Três jogadores de futebol avançavam em minha direção. Seus olhos estavam desfocados, suas pupilas eram cinzas e um pouco avermelhada, a pele levemente acinzentada. O jogador da esquerda estava sem uma parte da boca, deixando seus dentes cobertos de sangue a mostra.

Kane acertou o primeiro na cabeça, sorriu com o feito, tentou acertar o segundo, mas o aluno caído mordeu a perna do meu até então professor. O grito rouco ecoou na sala, eu estava petrificada. Os outros dois avançaram em cima do homem.

– CORRA CLARKE! – gritou – AGORA!

Com um estalo em minha mente eu consegui correr, antes de atravessar a porta, olhei pela última vez a imagem de Marcus Kane caído no chão, me olhava com os seus olhos serenos, mantinha um pequeno sorriso no canto da boca. Não conseguia controlar minhas lagrimas.

– Fiquem juntos! – sibilou antes de fechar os olhos.

Voltei para a sala acertando a primeira coisa com força na cabeça, seja lá o que isso seja nunca irá sobreviver se o cérebro for esmagado. Chutei o segundo jogador, cravei a barra de ferro em sua cabeça, restando apenas o terceiro. Olhei para o homem caído no chão, alguns pedaços do corpo lhe faltavam, o sorriso não abandonou seus lábios. Ele sorria até morto. Observei a última coisa a minha frente, com apenas um movimento aceitei sua cabeça em cheio, fazendo ele cair no chão.

– Nunca mecha com uma Griffin, su hijo de puta! – um pequeno sorriso brincava em meus lábios.

O mais velho continuava caído no chão, sua feição era calma. As lágrimas voltaram a cair, estava cada vez mais difícil controlá-las.

As mãos do homem caído se mexeram, sua cabeça levantou, ele abriu os olhos, cheirava o ar procurando algum cheiro interessante, seus olhos caíram em mim, impulsionou as mãos no chão tentando se arrastar em minha direção. Aquela imagem era de mais para assimilar em poucos minutos.

Sai da sala o mais rápido que pude. Alguns tentaram correr atrás de mim, porém não eram rápidos. Corri observando tudo a minha volta. Vi algumas líderes caídas no chão, outros alunos sendo devorados.

Procurava desesperadamente um par de olhos verdes no meio daquela bagunça. Precisava sair o mais rápido dali.

Consegui chegar na entrada da escola, abri a porta. As ruas estavam piores do que dentro, muitos carros bloqueavam o deslocamento de outros, alguns automóveis capotados, outros batidos em postes. Jasper encontrava caída antes da escada, o colega de turma se arrastava na grama em frente ao colégio.

Corri desesperadamente para o estacionamento, meu carro ainda estava lá, intacto. Entrei dentro do mesmo, pisei fundo no acelerador, dirigia rápido, olhando para todos lados. Desviei de alguns carros no caminho. O trajeto até minha casa não era longo.

Sai do carro correndo entrando dentro de casa, fechei a porta atrás de mim.

Fui à cozinha e nada dos meus pais, procurei na sala, subi as escadas. O corredor não era grande, parei em frente a primeira porta a direita, respirei fundo, empurrei a porta. Me deparei com a pior cena da minha vida, meu pai devorava minha mãe.

Abby estava deitada na cama imóvel, enquanto Jake estava de joelhos ao lado dela com a cabeça enfiada em um buraco um pouco acima de sua barriga. A coisa segurava alguns órgãos nas mãos levando de encontro com sua boca. Ele parecia se deliciar com a carne que saboreava. A porta rangeu, o monstro que um dia foi meu pai moveu a cabeça vagarosamente olhando em direção ao lugar de onde veio o ruído, tombou a cabeça para o lado tentando conseguir um foco, grunhiu, desceu da cama se arrastando. Fechei a porta rapidamente, andei mais que apressada para o meu quarto trancando em seguida.

Me joguei na cama.

Precisava acordar! Comecei a bater forte na minha cabeça. Vamos... Acorda! ACORDA CLARKE! Passei as mãos pelo meu rosto, percebi que ainda segurava a fina barra de ferro em minhas mãos. Preciso respirar. Um embrulho se formou no meu estomago, segundos depois coloquei tudo que havia comigo durante anos para fora. Limpei a boca com as costas da mão.

Caminhei temerosa para janela. O estado não estava diferente de como encontrara a rua da escola há alguns minutos. Voltei a sentar na cama, peguei o controle que estava jogado no colchão macio, liguei a TV.

– Tranquem bem as portas. – A mulher começou a falar – A polícia não consegue controlar essa onda de zumbis que está se espalhando no mundo.

Zumbis? Em nenhum momento isso passou pela minha cabeça.

– A praga está se alastrando no mundo. Japão – o jornal mudou a imagem para algum lugar do Japão, e a situação não era muito diferente da que se encontrava em Lima – Brasil. – a imagem mudou novamente, mostrando uma São Paulo totalmente devastada – Londres. – Cada lugar que ela mostrava me deixava mais aterrorizada. – Não sabemos como isso se espalhou. O governo não dá nenhuma explicação sobre o ocorrido. – Ouvi um barulho de carro batendo – Esperamos algum pronunciamento do presidente. – A imagem começou a embaçar – Acertem a cabeça! – ela parecia cansada – Fujam para fora da cidade. Vão para os lugares mais afastados das capitais. – A imagem voltou a chiar – Que Deus esteja com vocês! – a imagem sumiu.

Voltei a observar a rua pela janela, um carro havia batido no poste. Peguei meu celular no bolso da calça, disquei o número já conhecido.

– Clarke?

– Lincoln? – suspirei aliviada – Como você está?

– Na medida do possível!

– Lin, eles pegaram meus pais. – Voltei a chorar – Meus pais estão mortos! – o garoto ficou mudo.

– Pegue o máximo de coisas que conseguir. – Ele suspirou pesado – Vamos sair da cidade. Mande mensagem para todos do Clube. Sairemos em algumas horas.

– Lincoln? – enxuguei as lágrimas que insistiam em cair dos meus olhos – Eu te amo!

– Também te amo, Griffin! – sorri – Agora seja rápida!

Disquei outro número, sustentei o celular entre meu queixo e o ombro esquerdo, peguei uma bolsa de viagem colocando várias roupas amontoadas dentro.

– Clarke? Você está bem? – Perguntou preocupado.

– Tentando sobreviver.

– Onde você está? - a voz do garoto estava tremula - Eu irei te buscar!

– Estejam em uma hora na casa do Lincoln. – Suspirei – Vamos sair da cidade.

– Ok

– Pegue o máximo de suprimento que conseguir. – Fechei a bolsa – roupas, alimentos, edredom, o que conseguir!

– Em uma hora estaremos na casa do Lincoln.

– Leve a mini van, ela será necessária.

– Clarke? – Chamou

– Oi.

– Se mantenha viva.

– Você também, Bellamy. – Desliguei o celular

Abri a porta do meu quarto devagar, segurei o ferro, caminhei para o cômodo ao lado, parecia tudo calmo, a porta continuava fechada. Caminhei lentamente para não fazer barulho, coloquei a bolsa no chão ao lado da porta de saída.

As prateleiras dos armários estavam cheias, peguei tudo. Enchi duas mochilas com comida. Peguei as garrafas d’agua na geladeira. Voltei para porta de saída, retirei algumas roupas da mala. Alimentos serão mais necessários do que roupas.

Esvaziei todas as prateleiras do armário e geladeira. Sai de casa jogando todas as bolsas no banco de trás do carro, liguei o mesmo.

Meu olhar foi direto para a janela do quarto dos meus mais, mais um suspiro escapou dos meus lábios. Apareciam cada vez mais zumbis na rua, pisei no acelerador deixando a minha antiga casa para trás.


Notas Finais


Chorei horrores com o Kane morrendo.
Clarke fazendo a linha paralisada.. ¬¬ As mortes começaram!
Adeus Jasper. Adeus Abby. Adeus Jake. Adeus Kane. Descansem em paz!

Mereço comentários? *---------* Espero que sim!

Ate o próximo.


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