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História Quase um pecado - Incesto - Capítulo 20


Escrita por: LunnaSthers

Capítulo 20 - Direção errada


Fanfic / Fanfiction Quase um pecado - Incesto - Capítulo 20 - Direção errada

Isabella narrando

 

Não sei quanto tempo já faz que estamos dentro do carro, Peter parou próximo a um parque, e estacionou por ali, me deixando chorar sem perguntar mais nada. O que eu agradecia mentalmente por ele fazer, não suportava nem pensar a respeito. Quem diria mentir, ou inventar algo.

– Quer que eu compre algo pra comer ou beber? – questionou, me olhando.

– Não precisa, obrigada – sorri de canto, secando os olhos – Já está fazendo muito por mim.

– Não mesmo – sorriu, deixando o seu celular de lado – Isabella, é o seu primo, não é?

– O que? – o olhei assustada, secando as lágrimas que molhavam minha bochecha.

– Eu já desconfiava, mas na noite em que ele arrebentou minha cara com um soco eu tive certeza.

– Espera, do que tá falando?

– Você dois tem algo, é estranho mas já vi coisa pior.

– Não Peter, você entendeu errado! – tentei sorrir, fungando para enfim deixar de chorar.

– Eu fiz de propósito na festa, Isa – assumiu, respirando fundo, e me olhando fixamente – Eu jamais falaria daquela forma sobre você, eu só vi o jeito que ele te olhava e então eu o provoquei. E pela reação dele, eu soube.

Engoli em seco, e abaixei a cabeça. Ele tocou meu cabelo, colocando atrás da minha orelha, me afastei incomodada com isso.

– Não vou te julgar por isso, fica tranquila.

– Pode me levar no Tom? – pedi, o olhando – Não quero passar a noite em casa, não quero nem olhar na cara dele.

– Claro que eu te levo.

E ele fez, me levou até o novo apartamento do Tom, sem fazer muitas perguntas de novo. Isso no Peter era ótimo, ele não é do tipo que questiona, ele parece mais observador, e ter notado sobre Roman e eu até me assusta, mas assim que chegamos eu me despedi dele, indo até a portaria e esperando eles ligarem pra ele e me liberarem a entrada. Levou uns vinte minutos, que fiquei inquieta, até finalmente me liberarem. Apertei a campainha uma única vez, e o Tommy já abriu a porta, estava com o cabelo molhado e a camisa recém vestida úmida também, obviamente havia saído do banho para atender o interfone.

– Oi Bella, tá tudo bem? – perguntou.

Mas eu nem respondi, apenas entrei pra dentro da casa. Deixando minha bolsa no sofá.

– O que tá acontecendo?

– Tinha razão, você sempre teve – disse, já sentindo meu olho arder novamente.

– Porra é sério isso? O que ele fez? – perguntou.

Então eu contei com riqueza em detalhes, já que com ele eu podia ser sincera, e ele se sentou no sofá do meu lado, me deixando dizer enquanto ficava deitada no seu peito e Tom acariciou levemente meu cabelo, me sentia acolhida enfim, por uma pessoa que só queria o meu bem, e não que fingia ser alguém que não é.

– Vou arrumar minha cama pra você, tá? – sugeriu, se levantando e colocando a almofada no meu colo – Eu durmo aqui, amanhã te levo pra casa cedo.

– Tá Tommy, não quero voltar hoje.

– Não precisa não – sorriu de canto – Eu juro que não queria que tivesse se envolvido, é doce demais pra se deixar levar por aquele cara.

– Eu achei que comigo seria diferente pra ele, sabe? Que como somos próximos, sei lá, ele pensaria antes. Mas ele age como se não fosse nada, se nós fôssemos nada.

– Pra ele não é.

– Que merda eu fui fazer, Tommy? – questionei.

Ele deu um sorriso sem graça, e depois foi pro quarto ajeitar lá para mim. Peguei meu celular só agora, e liguei ele novamente, o deixando na mesinha de vidro da sala, e fui até a cozinha, pegar um copo de água pra tomar. Quando voltei a sala o celular estava tocando, e advinha só quem era? Desliguei. Aí entrei na nossa conversa.

Roman: Isabella??

Roman: Onde vc tá?

Roman: Me responde quando ver, por favor.

Roman: Deve tá brava comigo, eu sei, mas não significou nada pra mim, foi só um erro! Só isso...

Roman: Eu quero muito te ver, me atende por favor.

Engoli em seco, e respirei fundo antes de pensar em o que fazer. Então o Tom voltou com um travesseiro e edredom para a sala, colocou sobre o sofá e sorriu de canto.

– Quer comer algo? Fiz um macarrão com queijo ainda agora...

– Não, não – sorri, balançando a cabeça – Eu só não sei bem o que fazer.

– Ele está te ligando – falou, vendo meu celular tocar na minha mão sendo que eu mesma nem tinha notado – desliga, descansa, amanhã vai saber como agir.

– Obrigada – disse, ficando em pé e ajeitando meu cabelo atrás da orelha, enquanto ele montava sua cama no sofá – Que droga, vou atrapalhar sua primeira noite aqui.

– Imagina, eu estava bem desconfortável sozinho aqui – brincou, me tirando um sorriso – boa noite, Bella.

E dormi como um bebê durante toda a noite, a cama dele era parecida com a minha, o que facilitou meu descanso. Pela manhã, fui acordada pelo despertador, que até me assustou, ele nunca tocava, porque eu sempre acordava antes. Mas hoje não, acordei as nove da manhã.

Roman narrando.

Não dormi a noite inteira, só ficava remoendo e revendo a expressão da Isabella quando confessei ter ficado com a Rebecca, mas porra, eu precisei fazer aquilo, e a minha prima mal me deixou explicar.... Só fiquei nesse mesmo looping infinito pela noite, até dormir um pouco por volta das três. Quando acordei, já fui direto tomar um banho e descer pro café. Mas adivinhem? Ela nem estava lá ainda, havia passado a noite fora.

– A Isa disse que horas chegaria? – minha mãe perguntou, me olhando.

Mentir para ela era bem difícil, havia inventado uma rápida desculpa para o sumiço da Isabella na noite anterior. Aleguei que ela havia ido dormir na casa da única amiga aqui de NY, a Mona.

– Ficou de me ligar para buscar ela.

Mas não demorou mais de cinco minutos depois que disse, para que a porta principal fosse aberta, de onde estava não conseguia ver quem chegava, mas certamente era a razão da minha noite em claro.

– Bom dia tia – sua voz suave invadiu o local, e logo ela, se sentando no seu lugar de sempre – como passou a noite?

– Ótima querida! – sorriu simpática minha mãe, olhando para alguém atrás de mim – tem café fresquinho Tom, pode se servir meu anjo.

Meu olhar foi a Isabella quase que instantaneamente, e ela abaixou o olhar para sua xícara, e se serviu de um dos chás feitos a pouco pela governanta. Não entendia o porquê do Tom a trazer aqui, mas queria descobrir o mais rápido possível.

– Obrigado Senhora Ramírez, mas eu preciso ir – informou o meu “amigo?”, só agora se revelando pra mim que o encarei – Roman, passa lá em casa mais tarde, pra gente tomar algo, sei lá.

– Tá – disse, o olhando e querendo ler o que passava na sua mente.

– Te espero então – disse, dando um passo para o lado e deixando um beijo na cabeça da Isabella – se cuida, e qualquer coisa me manda mensagem.

Empurrei o prato onde comia a deliciosa panqueca da minha mãe, e fixei o olhar na ruiva que estava sentada de frente a minha mãe, enquanto eu, como sempre, tinha o lugar do meu pai, o da ponta da mesa. Isabella nem erguia o olhar na minha direção.

– Ele te buscou na sua amiga? – minha mãe perguntou – Ele é um fofo não é?

– É, eu liguei pra ele – a ruiva mentiu, e eu sabia disso, ela não tinha um pingo de confiança na voz – Ele é um amor.

Ok, essa foi a minha deixa da mesa. Me levantei dali, sem dar nenhuma explicação, e sai do cômodo, logo indo em direção a saída da casa. Vendo Tom abrir a porta para sair agora, mas fiz sinal para que esperasse, e mesmo que de longe, vi ele respirar fundo.

– Que merda a Isabella estava fazendo com você?

Rodeios nunca fez o meu tipo, então o questionei logo de cara, o acompanhando para fora da casa. Enquanto já abria o maço de cigarros, seria o primeiro cigarro do dia, e já o acendi antes mesmo dele responder a pergunta.

– Ela apareceu ontem a noite, estava bem abalada. Disse para ela passar a noite.

Parei de andar, só uma coisa passava na minha cabeça e ela não era nada legal. E certamente não me deixava menos tenso do que já estava. Tom parou também, se virando para mim. Tirei o cigarro de entre os lábios, tragando a fumaça e a liberando pelo ar.

– Ela dormiu na sua casa? – questionei, mordendo a boca pra disfarçar o incômodo, por fim sorri – Eu juro, Tom, se encostar nela eu mato você.

– Cala a porra da sua boca – pediu, pelo tom de voz já impaciente – diferente de você, eu respeito a Isabella, tá?

– Não se mete entre nós, é sério!

– Não tem o que me meter! Ela me disse que acabou – cruzou os braços logo depois de dizer, me olhando com o se quisesse me convencer dessa mentira.

– Ela estava nervosa, eu vou falar com ela.

– Deixa ela em paz! – agora sim o olhei com raiva, quem merda ele acha que é? – Ela é uma menina de dezessete anos terminando o ensino médio, deixa ela viver.

– Ela me ama, tá? Ela me disse isso – garanti, o vendo negar com a cabeça – A gente estava bem, foi culpa daquela imbecil da Rebecca.

– Seu grande filho da puta, a culpa não é da prostituta Roman! A culpa é sua! Sua!

– Minha? – ri tenso, coçando o queijo pelo estresse – Eu só me droguei e chamei a pessoa errada, nada demais.

– Pra Isabella é! Pra qualquer pessoa normal é!

– Do que você tá falando? Da merda daquele diagnóstico? Não viaja – agora a risada foi sincera, voltei a encarar ele que continuava sério – por favor Tom, eu só não entendo porque ela está assim, sério, ela já meio que já esperava né? Não é como se eu fosse um tipo de príncipe.

– Eu vou embora pra não enfiar um soco na sua cara – disse o mais baixo, forçando um sorriso por fim – aparece me casa mais tarde, posso tentar colocar alguma noção básica na sua cabeça.

E nem me deu tempo de o responder, só entrou no carro estacionado na frente de casa e saiu. Me deixando com essa merda de  situação. Só queria me resolver com ela, que ela esquecesse aquela porra e fazermos de conta de que não rolou nada, que tudo estava bem.

Isabella narrando.

Só tomei café mesmo, estava sem fome já que o Tom me obrigou a comer cereal na casa dele. E fui direto pro meu quarto, tirando os saltos que ainda usava e me deitando na cama. Ficava toda hora me lembrando do maldito presente do Roman, não a habilitação, o colar... Tão lindo. E aparentemente tão caro. Porque ele é assim? Montanha russa emocional, zero estabilidade, nada previsível e um idiota, só de bônus.

Sentia tanta raiva por ele ter me feito isso, me feito de boba mesmo. Ter feito o que fez com a loira bonitona lá, e depois vindo a mim na maior naturalidade, agindo como se não tivesse feito nada. Ele não sente culpa? Não é possível que não sinta... O desgraçado me beijou, eu transei com ele, depois dele ter estado com uma...

Duas batidas na porta me fizeram parar de me torturar com isso, me levantei, descalça mesmo, e caminhei até a porta e a abri. Dando de cara com ele ali, senti como se meu coração fosse sair pela boca. Ele sorriu de lado, tocando meu rosto e acariciando ali, segurei sua mão, olhando pelo corredor. Empurrei sua mão pra longe de mim, então o sorriso deixou seu rosto.

– Minha mãe saiu, e o Drake não apareceu desde ontem – disse, olhando nos meus olhos – me deixa falar com você?

Apenas balancei a cabeça em negação, e tentei fechar a porta, mas é claro que ele não deixou. E se enfiou dentro do meu quarto, minha respiração já mudou, estava irritada. Não queria nem ferrando ele tão... perto. Caminhei até próximo da janela, tentando criar a maior distância possível. Roman ainda teve a audácia de fechar a porta, se aproximando um pouco de mim.

– Me desculpa amor – pediu.

– Não! – falei mais alto, evitando de olhar pra onde ele estava – me deixa sozinha, por favor.

– Isabella, eu estava muito louco pela droga, eu...

– Não importa! Depois você não estava, só que não falou sobre isso, você nem falaria se não fosse ela vir a mim!

– Àquela desgraçada não tinha nada que ter ido te incomodar.

– Vai a merda! – disse, passando rápido por ele e parando próximo da porta – sai daqui.

Antes mesmo que eu pudesse abrir a porta, ele me virou, me encostando na mesma e se aproximando o bastante para eu sentir sua respiração. O empurrei alguns passos para trás, mas não adiantou, ele voltou a mim, me segurou pela nuca, me obrigando a olhar em seus olhos.

– Me solta – pedi, baixo.

Negou com a cabeça, passando a língua pelo seu lábio inferior. Enquanto me encarava, seus olhos esverdeados estavam até me assustando, assim, tão de perto. Eu tremia, porque não importava a força que eu colocasse para o afastar, ele não se mexia. E continuava me olhando, como se pudesse me comer com aquelas olhos enormes.

– Tá me assustando... – sussurrei.

Ele suspirou, diminuindo a força que usava para me manter ali, entre ele e a porta. Sua mão direita segurando minha nuca, usando meu cabelo para me obrigar a olhar pra ele. Ele aproximou sua boca da minha, me dando um selinho que eu não retribui.

– Por favor Isabella, não fica assim comigo.

– Você teve coragem de transar comigo depois de ter comido uma garota de programa, Roman, você tem noção de como é nojento?

– Desculpa, porra, eu... Eu quis fingir que não aconteceu. Porque pra mim não significou nada, nada... – garantia, tirando a mão da minha nuca e tocando meu rosto – Você é tudo de bom que eu tenho.

– Eu sei, eu perdoo você – pude sentir na sua respiração o alívio, então ele tentou me beijar e eu tive que virar o rosto – mas já chega dessa brincadeira onde só eu vou me machucar.

– Tá terminando comigo? – questionou, tirando a mão de mim – sério isso?

– Você é meu primo, e eu não consigo entender como me deixei levar a esse ponto.

– Não pareceu ligar quando a gente fodia, pelo contrário, você dizia amar como eu faço você se sentir.

– Sim, mas você é tóxico – falei, engolindo em seco ao perceber que disse em voz alta – Você me faz mal.

– Foi só uma vez Isabella! Eu sou assim, você me conhece perfeitamente bem pra saber que fidelidade é uma novidade.

– Tenta me entender? Se coloca no meu lugar? Consegue fazer isso? – perguntei.

E ele se afastou, se sentando na minha cama e afundando a mão no seu cabelo puxando para trás, como sempre fazia, e percebi que ele tremia. E que usava uma polo também, então me aproximei, puxando seu braço para ver quantas vezes mais. Quatro furinhos, bem na veia. Então a minha promessa de não chorar na frente dele foi embora, e no lugar dela a culpa veio.

– Ei, ei, porque está chorando? – me perguntou, tocando meu rosto.

Tirei sua mão de mim, me afastando novamente e tentando secar as lágrimas. Maldita empatia, ele não conseguia nem se colocar no meu lugar, e eu me sentia culpada por estar pensando em deixar ele agora, que essa merda de vício está o levando de novo.

– Não posso deixar você se destruir.

– Então não deixa, fica comigo – sugeriu, ficando em pé.

– Não posso te colocar a cima de mim, você me machucou.

– Quer que eu ajoelhar e implore? Que porra Isabella, O que quer que eu faça? – questionou, com certa impaciência na voz.

Sinta. Só isso.

Seu rosto virou um ponto de interrogação, suas sobrancelhas se uniram e ele me encarava como se esperasse eu explicar.

– Você é incapaz disso – falei, por mais que doesse admitir até pra mim – se não sente nada, se não consegue imaginar como eu me sinto. Porque você faz tanta questão? 

Ele continuou ali, sem resposta, sem me dizer nada, apenas me olhava.

– Porque faz questão de mim? Roman?

Esperei a resposta durante quase um minuto, que mais parece uma eternidade.

– Eu não sei!

Não era essa resposta que eu queria, mas é claro que ele nunca diria que me ama, ele nem sabe o que isso significa... Ele me querer tanto no mínimo é por fins egoístas, ele sempre foi assim, ele sempre vai ser assim. Engoli a porra da dor toda, e fingi sorrir.

– Quando descobrir a gente conversa, tá?

Abri a porta do quarto novamente, e dessa vez ele nem tentou enrolar ou me convencer de nada. Ele simplesmente saiu. Me deixando finalmente sozinha, como eu pedi tanto, mas porque fiquei ainda pior assim que tranquei a porta?

Eu não te odeio

Eu não conseguiria nem se eu quisesse

Eu só odeio a dor pela qual me faz passar

E odeio me culpar por te deixar

Caminhei até a cama, me sentando na mesma e respirando fundo. Lutando contra o nó da garganta, até quando vou ficar nessa montanha russa que é o Roman? Não posso deixar ele destruir sua vida pela segunda vez, e também não posso deixar ele destruir meu coração com um único toque. E a música que vinha do meu notebook não cooperava.

Nem podia te ver através da fumaça

Olhando pra trás, provavelmente, eu já deveria saber

Você me amou com as suas piores intenções

E eu nem parei para me questionar

Todas as vezes que você me destruiu, não sei como, mas eu me senti como se fosse o céu

 Eu estou na ponta dos pés

E mesmo assim eu não consigo alcançar o seu ego

Acho que eu estava louca por ter te dado o meu corpo, a minha mente

Não sei o que eu estava pensando até agora

Todos acham que você é alguém que não é

Até você se convenceu disso

Como você fez com que eu me apaixonasse por você?



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