História Quatro Estrelas - Capítulo 66


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Deuses, Drama, Família, Guerra, Historia De Amor, Magia, Misticismo, Mitologia, Religião, Romance, Wicca
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Palavras 3.116
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Trata-se de uma história maravilhosa, leiam até o fim!

Capítulo 66 - Verdade!


Fanfic / Fanfiction Quatro Estrelas - Capítulo 66 - Verdade!

Ernest Sullivan não acreditava que tinha sido enganado por quatro jovens que até então considerava como inocentes, ignorantes de sua maldade. Como poderia? Logo ele, o regente de Lara e o fundador de uma Ordem que mudaria o mundo ser vítima de uma poção do sono, logo ele que vinha estudando magia por anos sem fim.

Aquele homem foi ajudado por Azenate que ficou horas tentando acordar o seu senhor em meio a loucura que havia se tornado o palácio, com todos os guardas dormindo em sono profundo.

— Os jovens!

Ernest bradou assim que abriu os olhos, enquanto, aos poucos, tudo se encaixava em sua mente embaralhada por causa da poção.

— Não sei onde estão, — respondeu Azenate extremamente pálida pelas últimas emoções — mas me recordo que a última vez que eu vi Miguel foi quando ele foi visitar a cozinha...

— Então eles fugiram! — Ernest levantou-se de imediato, branco como a morte enquanto percebia que estava sendo desmascarado.

Azenate observava o senhor desesperado e não entendia porque os jovens fugiriam, pois só alguém que está preso e encarcerado fugiria e este obviamente não era o caso para ela, como estava enganada...

— Devem ter sido raptados, senhor!

Ernest Sullivan a olhou com desprezo enquanto apurava se os guardas reais já estavam despertos. Depois disso, ordenou que os guardas procurassem aqueles jovens fugitivos, porém, imaginava que era tarde demais, assim, na calmaria da sala de trabalho, apenas percebeu a presença da criada que o olhava com toda a sua devoção. Sem nem pensar, em meio a ira, ele pegou a mulher pelo braço para ralhar entredentes:

— Eles fugiram e tiveram ajuda de alguém, quem foi?

Azenate estava assustada e seu braço já doía pela agressão de seu chefe e sussurrando pelo susto, amedrontada, tentou responder:

— Como saberia…

— Ah sabe, os vigiou esse tempo todo estando sempre perto deles!

— Por favor, não acho que tenham fugido, deve ser tudo um engano.

Ernest Sullivan puxou os cabelos da criada e de imediato a levou até a varanda diante de toda a cidade e Azenate chorava já imaginando o que iria acontecer, só pensava em implorar pela vida sem entender o que acontecia.

— Você é idiota? — Ernest vociferava enquanto segurava os cabelos da criada diante da marquise da varanda ameaçando jogá-la — Não entendeu que eles fugiram de mim, que Miguel deve ter visto algo naquele tabuleiro e me enganou?

Azenate chorava sem entender, nunca tinha visto Ernest tão agressivo num momento de sanidade, ora, sabia que naquele momento ele não estava agindo como louco e por isso tinha mais medo.

— Onde foram essa manhã?

— Passear e foram acompanhados dos seus homens de confiança.

Ernest Sullivan puxou mais o cabelo da coitada quase o arrancando, ameaçando a empurrá-la sacada a baixo, estava obstinado a descobrir quem tinha ajudado o seu inimigo. Dessa forma, em meio a agressão, Azenate continuou a falar enquanto chorava:

— Foram almoçar, eu achei bom porque quase não saíam, não imaginei que teria algo de errado com isso...

Ernest Sullivan de súbito vislumbrou quem os tinha ajudado, era óbvio, pois quase não saíam e quando passeavam iam sempre ao mesmo local. Portanto, soltou Azenate para procurar seus homens de confiança que estavam se recuperando da poção e sem se preocupar com isso deu duas ordens: procurar os três capangas que acompanharam os jovens em sua saída e prender a sacerdotisa da terra.

— Indira é muito querida pelo povo…

Ernest Sullivan encarou o jovem militar que disse isso a ponto de matá-lo e respondeu como se contasse uma história para crianças:

— Indira é uma criminosa, apenas isso o povo deve saber, afinal, utilizou de uma poção para deixar todo o palácio desacordado. Consequentemente, ela será queimada viva na praça diante de todos, não é isso que ordena a lei, mas a violência em Lara está tão grande que devemos ter uma legislação que seja mais adequada a solução de nossos problemas, entenderam, agora quem me desacatar será morto!

Ernest Sullivan havia dado as suas ordens e não precisou esperar muito até que fosse chamado pelos guardas a pista de avião. Era noite, a lua brilhava no céu, lá encontrou Joseph amarrado e amordaçado, assim, depois de ser salvo contou o que havia contecido, toda a história referente a fuga...

—… Eu tentei evitar que fugissem, Senhor Ernest, mas eles possuíam um revólver…

— Então quatro jovens que nunca utilizaram uma arma na vida conseguiram vencer um piloto de guerra amplamente treinado… — emendou enquanto deslumbrava o céu estrelado em volta do vulcão — Podem matá-lo!

Ernest Sullivan se afastou em seus pensamentos caminhando de volta ao automóvel que o levaria novamente ao palácio se perguntando se o seu futuro estava arruinado, mas refletindo melhor, concluiu que o jogo estava mais interessante, era o momento de enfrentar Max Millian de frente sem ninguém e absolutamente nada para impedir.

Um tiro ecoou pelo horizonte enquanto o corpo de Joseph caia ensanguentado e Ernest Sullivan sorriu passando a mão pelos seus dedos procurando o anel e não o encontrou, dessa forma, o sorriso saiu de seu rosto, pois percebeu que a batalha seria mais árdua que imaginava, pois sem o anel de ilusão era um homem qualquer.

 

****

 

Max Millian percebeu que os jovens estavam diante de si em seu escritório e não compreendeu como tiveram a ousadia de sair do Reino sem antes avisá-lo, mas logo percebeu a imagem aflita de Miguel e compreendeu que algo muito grave havia acontecido.

Tanto Eva quanto Rodrigo e Margarida nada sabiam do que estava ocorrendo e esperavam Miguel explicar porque fugiram daquela maneira e o rapaz que possuía os olhos mais azuis que existiam pediu ajuda ao pai.

— Não conseguirei sem o senhor.

— Mas eu nem sei o que ocorre, meu filho.

Max Millian estava aflito, sua casa iluminada pela manhã estranhamente ensolarada do Monte do Ar estava silenciosa desde que os jovens chegaram acompanhados do piloto Feliciano que também estava naquele escritório sem saber explicar o que tinha acontecido e por fim, Miguel falou:

— É o Sullivan!

O silêncio continuou naquele escritório.

— Este tempo todo era Ernest Sullivan, ele acredita na religião elementar de forma diferente, de forma agressiva, sempre odiou o pai de Rodrigo e atacou diversos povoados procurando uma magia que pudesse vencê-lo e acabou descobrindo o anel…

Max Millian ouviu toda a história de Ernest e sentou na cadeira para que pudesse refletir melhor sobre o assunto enquanto se sentia humilhado pela verdade que aparecia, a luz estava diante dele após anos de escuridão.

—… Tudo o que ele fez foi para nos sacrificar porque imaginava que seria retribuído por isso, mas deveria esperar Margarida, a mais jovem de nós fazer vinte e um anos, pois sem isso Riddan não aceitaria a oferenda.

O silêncio continuou de forma avassaladora. Max Millian refletia como se estivesse em outro mundo, Eva estava ao lado do marido o apoiando para o que acontecesse enquanto Margarida estava numa poltrona quase chorando pelo choque de ter o resto de todo o passado revelado sem perceber Rodrigo junto a parede de braços cruzados controlando a sua ira que crescia a cada momento.

— Então por causa de Ernest Sullivan eu fui sequestrada no Vale da Terra?

Margarida perguntou muito impressionada com essa descoberta, afinal, durante meses ficou ao lado de seu pior inimigo. Pacientemente, Miguel explicou:

— Ernest queria que nós ficássemos ao lado dele, entende, mas o meu pai não permitia porque tinha receio dele que se fingia de louco, por isso ele insuflou Rafael que a sequestrasse para que imediatamente pudesse fingir que ajudava a encontrar o seu paradeiro.

Max estava ouvindo tudo aquilo em silêncio, chocado por ter sido enganado por tanto tempo, mas conseguiu esclarecer:

— Ernest Sullivan me disse que ordenou a sua guarda real para que usasse todos os eforços para te encontrar, Margarida, dessa forma, ele ajudou Belinda a te salvar, mas quase te matou, ora, ele não se finge de louco, ele é um louco!

— Sim, meu pai, ele sempre quis que nós ficássemos ao lado dele, pois em sua loucura achava que conseguiria nos sacrificar ao deus do fogo de forma mais fácil, ele quer se tornar um deus na terra! Rafael é um mau-caráter, mas foi usado todo esse tempo, até mesmo quando invadiu a Ilha das Águas para nos assustar, entende, era mais um plano dele para que nós fôssemos ao Reino de Lara!

Rodrigo estava mudo, compenetrado em sua raiva, mas sua curiosidade foi tanta que acabou perguntando:

— Foi ele quem nos atacou nas montanhas?

— Não, Rodrigo, nesse crime ao menos Ernest Sullivan é inocente, pois Jean Alquino e Ian queriam nos sequestrar para pedir resgate, eles traíram o Sullivan e por isso foram assassinados!

Miguel revelava tudo o que sabia, mas a sua maior preocupação era o seu pai que estava sentado diante da mesa de escrivaninha com os olhos fechados, refletindo de forma profunda em anos sem fim de ilusão.

— Eu me considerava tão sábio, mas percebi que sou tão inocente quanto um jovem de vinte anos, talvez seja bom para a minha humildade...

Max Millian disse essas palavras desconsolado, mas Miguel não permitiria que o seu pai, um dos homens mais sábios do mundo, se subestimasse.

— O anel te iludia, meu pai, jamais poderia ter descoberto a verdade sozinho.

— Talvez não, mas eu deveria ter ao menos desconfiado, sabia que o anel não foi encontrado após a destruição do Reino de Maya, também sabia que havia uma magia que impedia Leocádia de ver no tabuleiro quem era o inimigo e agora ela está morta por conta de Ernest, como fui tolo...

— Ele sempre esteve um passo na frente de nós, mas nós estamos diante dele e podemos dar um desfecho a essa história, afinal de contas não possui mais o anel, pois creio, ou melhor, tenho a certeza que foi roubado, olha, sei que é difícil explicar, mas eu sei que alguém o roubou!

Max Millian refletiu por rápidos segundos para imediatamente pegar o gancho do telefone e falar com Peter, o agente que estava vigiando a cidade naquele exato momento, para ordenar o seguinte:

— Vá a Rosenbach e busque Úrsula imediatamente, sei que ela é reticente em sair da sua cidade, mas deixe claro que é caso de vida ou morte…

Max Millian percebeu que os jovens estavam assustados pelo risco que poderia estar sendo causado a Úrsula, mas o velho Max disse para acalmá-los:

— Precisamos que Úrsula esteja ao nosso lado agora, pois creio que Ernest a utilizará contra vocês...

Rodrigo o interrompeu entredentes:

— Acha que aquele desgraçado fará algo com nossa mãe? — logo concluiu — Eu o mato sem pensar duas vezes!

— Mas isso não será necessário, Rodrigo. — respondeu Max placidamente — Úrsula está protegida por Belinda e nela sei que posso confiar, além disso, Peter irá trazê-las em segurança e creio que em poucas horas já estarão aqui.

Rodrigo emudeceu de imediato, logo esqueceu a revolta por Ernest tê-lo enganado por tanto tempo, se esqueceu de tudo o que tinha na mente, afinal, só pensava que Bela regressaria em sua vida...

— Como saber se este Peter é de confiança?

Eva perguntou muito preocupada com a sua mãe, mas também querendo suavizar o desconforto que havia ficado no ambiente com a menção do nome de Bela.

— Peter é de confiança — respondeu Miguel — desde que deslumbrei o passado no tabuleiro ganhei o dom de saber em quem confiar ou não.

Max Millian sorriu porque ao menos tinha isso para ter confiança, pois a vidência de Miguel era uma excelente arma contra Ernest e talvez pela primeira vez em décadas estava a um passo a frente de seus inimigos sabendo em quem confiar ou não.

Max Millian tirou seus óculos e passou a limpá-los com um paninho enquanto mirava os jovens sabendo que mesmo com poucos anos de vida já haviam enfrentado muitas batalhas espirituais e de certa forma se sentiu orgulhoso como se fosse o pai de cada um deles, mesmo sendo apenas o pai de Miguel.

— Devem ter conhecimento que os deuses são os espíritos que nos guiam a evolução espiritual e são chamados assim porque na antiguidade era necessário uma presença divina para que desse credibilidade aos povos da época, assim os espíritos ajudaram a criar grandes civilizações e as instruíam para o bem ou para o mal.

Ao perceber que eles escutavam com atenção, Max continuou de forma plácida:

— Muitos não conseguem dividir a natureza divina e a natureza espiritual na religião elementar, por isso Ernest Sullivan caiu em equívoco ao interpretar a profecia de Leocádia, ora, ele acha que os sacrificando a Riddan poderá ser um deus na terra, mas isso é impossível, mesmo que Riddan fosse um espírito maligno ele não teria esse poder.

— Então o que diz essa profecia realmente?

Margarida perguntou numa poltrona ao canto já ansiosa pela resposta. Miguel sabia que o seu pai não iria dizer toda a verdade a eles, por isso não se surpreendeu com a resposta, mesmo sendo ela incompleta:

— A profecia diz que quando as quatro estrelas se tornarem uma só, virá a rosa dos ventos para guiar o coração dos homens como uma bússola faz aos navegantes.

— E o que é essa rosa dos ventos? — dessa vez quem perguntou foi Eva sentada ao lado de Miguel já desconfiando que o marido sabia a resposta.

Max respondeu com serenidade:

— Um espírito de luz enviado pelos deuses para evitar que uma guerra aconteça, é uma lenda muito antiga e toda a lenda tem um fundo de verdade.

Eva pensou por breve instante e emendou outra pergunta:

— Se a rosa dos ventos é um espírito então é também um deus ou uma deusa?

— Se você pensar nos deuses como espíritos é óbvio que sim, mas é importante que saibam o que poucos conhecem: há apenas um Senhor no universo e dele nasce tudo o que conhecemos, inclusive os deuses elementares que criaram este planeta para que nós conseguíssemos evoluir ao estágio espiritual de lótus, o mais alto entre todos...

 

****

 

Margarida tinha uma flor nos cabelos, ora, tinha se esquecido disso em toda a fuga e apenas a percebeu quando se olhou no espelho, assim, estava com a flor nas mãos mirando o jardim pela janela de seu quarto, pois Max Millian achou que eles deveriam dormir, mas a moça não parava de contemplar as montanhas dos Andes e as plantas secas do jardim pelo frio abaixo.

Tratava-se de uma flor que não murchava, razão pela qual a moça dos olhos de mel se agarrava a ela para ter coragem para conversar com o seu amor, afinal, precisava de coragem para o que tinha a dizer. Margarida estava diante da janela com uma flor nas mãos e Rodrigo a considerava uma fada, um presente dos deuses em sua vida, uma flor tão frágil que tinha medo de machucá-la.

— Quando se está pensativa é bom ter alguém ao lado.

— Desde quando é entendedor da alma humana, Rodrigo? — perguntou a moça sem tirar os olhos da janela sentindo o vento lutando para passar por suas frestas.

O rapaz sorriu pensando numa resposta convincente.

— Desde que me tornei ávido conhecedor de sua alma.

Margarida finalmente o encarou com desdém.

— Não acho que tenha tanta sensibilidade, mas creio que tenha nem que seja um pouco de interpretação, por isso eu peço que me ouça com atenção, entendeu?

Rodrigo já imaginava o que ela iria lhe dizer, mas sabia que deveria ser homem e ouvi-la com a atenção que ela desejava.

— Bela estará de volta e eu quero que você faça uma escolha — antes que ele pudesse falar algo, ela interrompeu de imediato — mas que seja uma escolha sua somente, de seu coração, que seja algo que realmente queira, Rodrigo, porque se eu imaginar que está ao meu lado por pena ou por medo, eu jamais o perdoarei, mas se ficar ao lado dela, sendo verdadeiro consigo mesmo e comigo, eu aceitarei sua escolha e não haverá rixa entre nós e entre a nossa família.

A sinceridade de suas palavras tocou o coração de Rodrigo que até pensou em dizer algo, mas não conseguiu porque realmente não tinha muito o que dizer, apenas deslumbrou Margarida olhando pela janela as montanhas com a flor que um dia lhe deu... Era uma imagem que estaria em sua cabeça por toda a vida....

O final da tarde já era observado pelo povoado do Monte do Ar enquanto um pequeno avião pousava numa pista em meio às montanhas, lá estavam os quatro jovens agasalhados e acompanhados de Max Millian sempre coberto por uma manta branca quando viram Úrsula da Maia descendo as escadinhas para dar um abraço nos filhos que tanto amava, afinal, eram quase quatro anos sem vê-los pessoalmente e já imaginava que não conseguiriam segurar as lágrimas e foi isso que aconteceu.

Max Millian sabia o quanto Úrsula da Maia era importante para os jovens, por isso queria recebê-la bem para que se sentisse como se estivesse em casa, inclusive já tinha deixado tudo preparado no quarto de hóspede para que fosse tratada como uma rainha e em meio aos ventos sem fim de Loyar ela era recebida pelos quatro jovens da Maia entre muitos abraços, até que alguém fez uma pergunta:

— Belinda não veio com a senhora?

Úrsula estranhou por quem ter feito a pergunta fosse justamente Margarida porque ela sabia de toda a história entre ela e Rodrigo, aliás, nunca esteve realmente distante pelas inúmeras cartas que trocaram, sempre soube o que ocorria com os seus pupilos, no entanto, mesmo com estranheza, respondeu:

— Ela foi embora antes de me buscarem, tinha recebido uma carta de Ernest Sullivan... Sim, ela recebeu a ordem de ir para Lara, qual é o problema?

Todos perceberam que Belinda havia caído numa cilada, ora, Ernest Sullivan sabia que a atenção dos homens de Max Millian estavam direcionados a Úrsula, por isso não perderia o pouco e valioso tempo que possuía tentando raptá-la porque quem protegia Rosenbach jamais trairia o velho Max e sem o anel jamais conseguiria convencê-los ao contrário. Todavia, a amada de seu sobrinho não estava em vigilância e ela seria uma ótima refém...

— As nossas atenções não estavam em Belinda, — concluiu Max em seu escritório — por isso seria mais fácil enganá-la, tudo isso porque não consegui avisá-la a tempo, nem pelo telefone, nem pelo rádio…

— Nós também não conseguimos contato com o senhor, suspeitamos que Ernest tenha conseguido bloquear todos os nossos telefonemas — Peter disse isso já imaginando que coisas ruins aconteceriam — ele pensou em tudo, senhor!

De fato, novamente estavam a um passo atrás de Ernest Sulivan e Max Millian sabia que ele utilizaria Belinda como uma isca para prender Rodrigo e já suspeitava que o Sullivan tinha outras cartas guardadas na manga que pudessem coagir os jovens de irem até ao encontro dele.


Notas Finais


Estamos na reta final, muitas emoções estão por vir!


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