História Quatro Estrelas - Capítulo 68


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Deuses, Drama, Família, Guerra, Historia De Amor, Magia, Misticismo, Mitologia, Religião, Romance, Wicca
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Palavras 1.364
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Trata-se de uma história maravilhosa e estamos chegando ao fim...
Continuem lendo, muitas emoções estão por vir!
Quatro Estrelas mudará a sua vida para sempre!

Capítulo 68 - Os Deuses Elementares


Fanfic / Fanfiction Quatro Estrelas - Capítulo 68 - Os Deuses Elementares

O dia amanhecia, a lua e o sol estavam no céu do Monte do Ar iluminando com sabedoria todo aquele povoado. O Templo dos Monges estava silencioso sem tantos sacerdotes, apenas poucos que miravam o globo de mármore envolta dos quatro jovens além de Max Millian e Úrsula da Maia, todos de mãos dadas formando um círculo envolta do mundo.

O ritual aos deuses começava com o som de harpas sendo tocadas por duas sacerdotisas envoltas de outros sacerdotes meditando e ajoelhados com o rosto ao chão, em momento que Max clamava aos deuses em voz alta:

— Que a luz da sabedoria chegue até nós, que a paz encante nossas almas, que o ar de Loyar faça transparecer em meio à escuridão do temor porque com o espírito da esperança não há o que temer... que a luz do amor chegue aos nossos espíritos porque Luna nos abençoa com a água pura da vida e nos dá forças para enfrentar o impuro… que a pureza de Amarillys nos faça encontrar o caminho para enfrentar a ganância do homem que com escuridão nos faz imenso mal, mas que com a serenidade da deusa da terra nos farão encontrar o caminho do bem e que Riddan traga luz, imensa luz para guiar aqueles que andam na escuridão, que sua chama sagrada transpareça a todos que precisam encontrar o caminho para enfrentar com lealdade os inimigos...

O globo de mármore brilhou talvez mais intensamente que já tenha brilhado em sua existência, tanto que sua luz subiu pelas montanhas acima da Cordilheira dos Andes, muito forte, de forma mágica, assim essa luz chegou na Ilha das Águas, onde no início da noite, os seus moradores puderam ver a sua luz transparecendo pela nascente sagrada, ora, era um sinal! Luna, tia de Eva, estava cercada de todos os amigos que pediam a deusa a proteção do ameaçador navio que ameaçava suas vidas e quando a luz surgiu no céu, finalmente, perceberam que estavam a salvos...

O Vale da Terra também deslumbrava a luz em meio a árvore incandescente que brilhava com a luz do sol, onde Lindalvo se lembrava de sua sobrinha e Calebe pensava num amor perdido. Ora, a luz era tão forte que subiu aos céus iluminando toda a floresta de forma mágica, um sinal que os deuses protegeriam a flor de esmeralda e faziam crer que em pouco tempo ela estaria de volta ao povoado que pertencia.

Ananda e Azenate reuniram o povo do outro lado do vulcão, ambos apoiados pelos sacerdotes que se compadeciam de Indira que estava presa e prestes a ser queimada viva. Naquela vila de probreza, eles discursavam para as pessoas que estava dispostas a lutarem se fosse necessário, pois estavam cometendo um crime, afinal, era proibido fazer reuniões como aquela, mas naquele momento só pensavam em se livrar de Ernest Sullivan que não conseguia mais iludir o povo com antigas tradições que morria a cada dia pelo fim da ilusão do anel.

O jardineiro Ananda discursava:

— Ouça, Reino de Fogo, nós estamos acuados por um regente maluco que fez mal as quatro estrelas e que nos fez acreditar que éramos inferiores a realeza, um homem que nos sujeitou ao nada e a miséria, mas nós despertamos e demonstraremos a ele que ninguém é mais poderoso que a coragem e que ninguém poderá vencer a nossa esperança num destino melhor, por isso nós e os sacerdotes enfrentaremos esse homem que usurpou o lugar do filho de nosso verdadeiro rei, o senhor Magnus Sullivan.

Azenate que talvez nunca havia ostentado tanta coragem na vida, bradou ao povo quase chorando de emoção:

— Em poucos dias, Indira, a sacerdotisa da terra, será executada na praça principal de Lara, queimada viva, nós sabemos como o seu coração é grandioso, por isso, nós vamos enfrentar os guardas do palácio para demonstrarmos que Lara não é conveniente com as injustiças que são espalhadas por Ernest Sullivan!

O povo apoiava essas palavras, pois percebia que durante anos haviam sido iludidos por aquele homem terrível, estavam com raiva de todo mal que ele causava a Indira e também por ter usurpado o trono do verdadeiro governande de Lara, eram muitas emoções, até que foram surpreendidos pela luz que apareceu no céu, uma luz tão forte que nascia do centro do vulcão e naquele momento o povo de Lara percebeu que os deuses não permitiriam mais tanta maldade assolar o seu reino.

Ernest mirava aquela luz do alto do palácio com sorriso desafiador porque pensava de forma doentia: “Se eles querem usar magia para me destruir, eu conheço outras infinitamente piores, infinitamente indestrutíveis”. Então, apertou em seu pescoço o pingente de sol de rubi e se lembrou de tudo o que planejava, de tudo o que almejava e do sonho de se tornar um deus na Terra.

O Monte do Ar brilhava em tamanha luz trazendo imensa paz que jamais será esquecida, por isso, Max, contemplando tanto poder, anunciou de forma serena:

— Façam os pedidos que estão no mais profundo de seus corações porque o momento é esse, os espíritos os ouvem como nunca antes...

Os jovens pediram o que desejavam e o globo brilhou com mais intensidade... Margarida pedia a segurança de seus pais biológicos e o pingente da flor de esmeralda brilhou em seu pescoço enquanto Eva pedia proteção a Ilha das Águas e Miguel pedia a proteção de sua família, assim, a lua de safira e o vento de diamante brilharam igualmente, em plena magia, tão forte que Rodrigo se sentiu motivado a pedir um milagre para salvar um dos seus dois amores e o fim de seu maior inimigo... muito longe dali o sol de rubi brilhava diante de Ernest que em plena raiva pegou o colar e o jogou longe pela varanda para que não visse mais aquela imagem deplorável, uma luz que o cegava, uma luz que machucava os seus olhos, uma luz que lhe dava inveja!

A Ilha das Águas passou toda a noite pedindo a deusa da Lua a salvação da ameaça que os cercava e foi surpreendida com uma movimentação diferente no mar, uma movimentação que assustou a tripulação do navio que portava o míssil porque havia percebido a enorme embarcação girar em meio ao redemoinho que se formava.

Luna, tia de Eva, subiu até uma pedra bem alta e se surpreendeu pelo navio que a atormentava por dias sem fim ser engolido lentamente pelas águas, pois o redemoinho era mais forte que o inimaginável e o puxava para baixo até desaparecer. Por fim, em emoção, os moradores daquela ilha agradeceram por essa proteção.

O sol começava a brilhar no Monte do Ar enquanto os jovens voltavam para a casa de Max Millian se indagando se pedir aos deuses um milagre daria certo e surpreendentemente Peter, um dos homens de confiança de Max, anunciava que a tia de Eva havia se comunicado pelo rádio informando que o navio que ameaçava a Ilha havia sido engolido pelo mar...

— Não acredito! — Eva deixava transparecer felicidade — De fato os deuses nos ajudaram, nos livraram dessa ameaça terrível!

Rodrigo demonstrou descrença ao dizer:

— Mas há outras ameaças, Eva!

Eva o encarou com desprezo e foi ao quarto dormir como se uma nuvem carregasse o seu espírito ao céu da tranquilidade. Úrsula e Margarida ficaram satisfeitas com a felicidade da pianista e Miguel se dirigiu a Peter perguntando se ele teria mesmo a coragem de se infiltrar no Reino de Lara.

— Claro que sim, me comuniquei com Ernest e ele acredita na minha lealdade, razão pela qual vou hoje mesmo ao Reino.

— Sabe que isso não é uma missão suicida? — perguntou Miguel.

— Nada me daria mais honra que morrer pela justiça.

Rodrigo ouviu aquilo com esperança no coração, era a única forma de conseguir se desvencilhar da proteção de Max Millian e ir em direção ao Reino de Fogo, por isso foi logo ao seu quarto para preparar uma pequena trouxa, não precisava mais que uma muda de roupa...

— Você não vai, Rodrigo!

Margarida havia acabado de entrar no quarto para logo depois fechar a porta com chave, ao ponto de protegê-la com o corpo se precisasse, tudo era necessário para impedir que o rapaz cometesse suicídio.


Notas Finais


Continuem lendo, pois muitas emoções estão por vir...


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