1. Spirit Fanfics >
  2. Quatro Semanas de Amor >
  3. O Primeiro Dia

História Quatro Semanas de Amor - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Olá meus lindos!!!

Voltei com mais um capítulo da fic, e espero de coração que gostem!

Agradeço enormemente o carinho de todos para com esse humilde trama! Aos que leem, favoritam e comentam, meu muito obrigada!!!

Sem mais delongas, boas leitura!

OBS: a arte da capa é de minha autoria!

Capítulo 3 - O Primeiro Dia


Fanfic / Fanfiction Quatro Semanas de Amor - Capítulo 3 - O Primeiro Dia

Na segunda pela manhã, Camus acorda com uma gostosa preguiça, pois de certa forma, estava gostando de dormir até um pouco mais tarde, diferentemente do que era acostumado a fazer em seu regrado cotidiano.

Olhou para o lado e não viu a esverdeada. Voltou o seus orbes para a porta do banheiro da suíte e notou pela fresta desta, que estava entreaberta, o reflexo dela no espelho. Shina estava fazendo chapinha nos longos fios verdes, e depois fez uma maquiagem bem leve em seu rosto. Vestia somente a saia do tailleur, um sutiã preto de bojo rendado, e seus pés estavam descalços.

Saiu do banheiro e percebeu que o francês já havia acordado e com um amplo sorriso no rosto o cumprimentou sorridente.

- Bom dia! - deu um beijo instigante em seus lábios.

- Bonjour, belle! Tem mesmo que ir trabalhar hoje? - indaga com uma carinha pidona, e ela ri com essa inesperada reação dele.

- Infelizmente sim. Tenho que organizar uma infinidade de coisas antes de entrar definitivamente de férias, mas… vou sair duas horas mais cedo, então, por volta das 15:00 eu estarei de volta. - pisca marota, e põe seu scarpin preto que fazia parte de seu uniforme.

Ele se levanta sorrateiro, e a abraça por trás, enquanto ela colocava um brinco em uma de suas orelhas, depositando um caloroso beijo na nuca feminina.

- Ahhh… não faça isso… não me tente, gelinho! - falou, mas se arrependeu. Ficou com medo dele não gostar desse tipo de intimidade - Erh… me desculpe…

- Gostei de gelinho. - dá um longo selinho nos lábios pintados num discreto tom de nude - Sabe o que me encanta em você? - ela faz que não com a cabeça - Porque não tem receio de me dizer o que sente. É franca, e fala o que tem vontade, como esse apelido “fofinho” que me deu. - faz aspas com os dedos e dá uma risada gostosa.

Ela também ri e o observa com cuidado. Desde que foi para o Santuário, quando tinha uns 4, 5 anos de idade, nunca tinha visto o aquariano sorrir tantas vezes, ainda mais com tanta naturalidade e prazer. Estava enternecida, e até mesmo se sentindo honrada em saber que de algum modo, conseguia alcançar o frio coração do rapaz, e que o fazia viver breves momentos alegres ao seu lado.

- Que bom que gostou. - retribui com um abraço apertado, e vai até o closet pegar uma camisa social cinza bem clarinha, e começa a abotoá-la - Ahrg… por mais que já tenha usado esse tipo de camisa, eu não consigo me acostumar… - reclama desanimada.

- Mas você fica muito elegante com ela. - o rapaz diz com sinceridade, enquanto passa a abotoar a peça de roupa - Aliás, esse seu uniforme é muito bonito, e te deixa extremamente sexy… - volta a beijar a boca da esverdeada, e estreitar o corpo feminino junto ao seu.

Se separam por falta de ar, e ela fala contente.

- Obrigada pelo elogio! Bom… tenho que ir. - pega o blazer do tailleur, e sua bolsa que estava em cima da cômoda - Fique à vontade! Tem alimentos frescos na geladeira e na dispensa. Mas, se não quiser cozinhar nada, tem lasanha de microondas no freezer. A mesa do café já está posta, e pode se servir do que achar melhor. Às 15:00 estou de volta. - com um rápido toque de lábios ela se despede do azulado, que a acompanha com o olhar até a porta se fechar por de trás dela.

Ele vai até a porta e suspira. Não consegue entender o que passa consigo. Estar ali, na casa de uma ex-companheira de armas, como se morassem juntos há muito, era no mínimo esquisito, mas, ele estava gostando dessa experiência. Eram menos de 48 horas que havia passado nesse lugar, porém, sentia-se leve e tranquilo, perfeitamente adaptado como se vivesse ali por toda a vida.

Foi até a mesa na pequena cozinha, e se serviu de café, algumas torradas, manteiga e ovos mexidos que estavam em uma frigideira sobre o fogão. Comeu com vontade pois tudo estava delicioso. Como bom observador, tinha quase certeza de que havia queijo pecorino misturado aos ovos e um leve toque de pimenta-do-reino.

Depois do desjejum desfez a mesa, lavou a louça, que era uma fina porcelana inglesa, secou e guardou tudo em seus devidos lugares, e voltou para o quarto, onde pegou sua mala, e começou a tirar seus pertences, para poder guardá-los no espaço que Shina reservou para ele no closet.

Observou que ainda havia algumas peças masculinas, que com toda certeza eram do tal Rupert. Franziu um pouco o cenho, e chegou as roupas do “ex” pro cantinho, e pôs as suas no centro do cabideiro, e o restante nas gavetas.

Pegou uma camiseta básica azul claro, uma bermuda jeans, uma boxer também azul e foi para o banheiro da suíte, onde tomou uma ducha quentinha e revigorante.

Secou ou longos cabelos que estavam devidamente lavados e cheirosos, e depois os penteou. Passou bastante desodorante em aerosol com um perfume bem suave, pois detestava odores muito fortes. Se vestiu metodicamente, começando pela boxer apertada, em seguida a bermuda, e logo depois a camiseta. Se olhou no espelho e ficou se analisando. “Ainda estou em forma, apesar da idade.” pensou, pois há algum tempo passou a se achar velho para o posto de cavaleiro, mesmo tendo somente 34 anos.

Às vezes cogitava mentalmente em abrir mão de sua armadura em definitivo, para que Hyoga pudesse ser tornar oficialmente o Guardião de Aquário, mas desistia ao pensar que para ele só lhe sobraria o posto de mestre, e isso o francês não queria mais. Já teve dois discípulos e não se imaginava ensinando mais nada à ninguém. Não tinha mais paciência para isso.

Pensava também em fazer como Shina: viver uma vida absolutamente comum. Porém, apesar de ser muito estudioso e concentrado, quase um autodidata, nunca avançou nos estudos formais, e se achava parado no tempo. Não fazia a menor ideia no que trabalharia caso deixasse mesmo a Ordem, e isso o desanimava profundamente.

Pensava em tais coisas não por desgostar de servir à Atena, mas porque, para ele, seus dias como seu protetor estavam chegando ao fim… fechando um ciclo…

Saiu de seu ensimesmamento e foi para a sala de estar, onde reparou no bom gosto de sua anfitriã na decoração do pequeno apartamento, no estilo tradicional inglês. Poltronas de tecido floral bem delicado, o sofá creme com várias almofadas, que variavam entre listradas e floridas em cima deste, uma mesinha de canto com um abajur de porcelana muito singelo, uma lareira aconchegante com vários porta-retratos em cima da bancada superior, e inúmeros quadros na parede azul marinho que ficava por trás do sofá.

Ele se aproximou e admirou cada uma daquelas pinturas, que eram todas telas à óleo, com molduras que se alternavam entre clássicas e outras mais modernas, e que davam um “up” à mais nas belas obras de arte.

Sua mente divagou ao analisar a fundo todos aqueles quadros, e sorriu pra si mesmo ao constatar o quanto Shina realmente mudou da água pra vinho no decorrer dessa década em que não se viram. As obras de arte que ali estavam, possuíam estilos diferentes, mas tinham algo bem em comum: eram de artistas pouco conhecidos, e que a cada pincelada, transmitiam toda a emoção e prazer de eternizar sua arte na tela. Ela, com toda a sua sensibilidade conquistada ao longo dos anos e de muito estudo, conseguiu captar todo esse sentimento, e fez uma pequena coleção particular, que no futuro, poderia fazer dela uma mulher rica.

“Ela me surpreende à cada minuto…” pensou, enquanto se sentava no sofá, e ligava a TV, zapeando os canais para ver se tinha algo que prestasse para assistir.

 

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

 

No centro de Londres, Shina organizava sua sala, deixando o local milimetricamente arrumado e anotava em seu computador algumas instruções para Latifah, sua subgerente e melhor amiga, administrar tudo em sua ausência.

Já tinha feito isso por várias vezes em sua vida, mas hoje se sentia nervosa e um tanto apreensiva, como uma criança que escuta de seus pais que irão à Disney pela primeira vez. Se bem que quando foi, já não era mais criança e ficou radiante do mesmo jeito, porém agora era diferente. Não sabia porquê, mas Camus mexia com ela de um modo que a deixava eufórica e também com muito medo ao mesmo tempo. Medo de se entregar à um sentimento desconhecido, de se apaixonar por alguém que ela sabia que jamais abandonaria seu dever para com a Ordem, por mais que ele também viesse a se apaixonar por si…

Sacudiu a cabeça e sorriu. Estava feliz, e viveria essa felicidade repentina com intensidade, por cada dia dessas quatro semanas em que ele passaria ao seu lado. Disso ela tinha absoluta certeza.

Um ranger de porta lhe chamou a atenção, e virou-se para ver quem adentrava o seu escritório. Era uma mulher alta, de pele morena cor de jambo, olhos amendoados, num tom âmbar muito peculiar, lindamente delineados com kajal preto, e uma maquiagem discreta no restante do rosto. Seus cabelos sumamente negros estavam presos numa bem feita trança lateral, e vestia um tailleur muito parecido com o de Shina, exceto pela cor, que era um cinza escuro, enquanto o da italiana era azul marinho. Nos pés, um scarpin preto de salto médio.

Com um largo sorriso, a marroquina saudou a esverdeada com um beijo no rosto, o qual a outra retribuiu igualmente.

- O que houve, Fiorella? - a morena olha a sua chefe desconfiada - Seu sorriso está diferente, seu olhar está mais brilhante… só me lembro de ter te visto assim quando ainda estava casada. - pega a esverdeada pela mão, e ambas se sentam de frente uma para a outra - Pode me contar o que aconteceu, ou é segredo?

- Sabe que não tenho segredos pra você… não sei se chegou a ver um cliente elegante, de cabelos compridos azul petróleo que eu atendi no sábado…

- Sim, eu vi! - respondeu empolgada - Você o levou ao 5° andar, não foi?

- Exato! Ele e eu…

- Você e ele… - a morena estava ansiosa.

- Nós nos conhecíamos dos tempos em que vivi na Grécia, e…

- Ele também era do tal Santuário? - pisca os olhos sem acreditar.

- Sim. Depois de dez anos nós voltamos a nos ver, e naquele mesmo dia fomos jantar, e daí fomos ao Barbican Centre, e…

- Vocês transaram? - os olhos da escorpiana se arregalam espantados, e Shina dá uma gostosa risada.

- Sim… nós transamos e foi maravilhoso… - a voz da italiana emite uma alegria que tranquiliza sua atônita amiga - Eu não sei explicar o que deu em mim pra fazer uma coisa dessas, mas…

- Mas vai me contar tudo, tintim por tintim dessa história, a começar pelo começo. - a outra falou decidida, e a ariana foi narrando tudo o que aconteceu nesse inusitado encontro com Camus.

- E foi mais ou menos isso… - suspirou com um ar ingênuo.

- Até agora eu não consigo acreditar que a minha amiga, sempre tão séria e centrada, tenha feito algo tão…

- Espontâneo? - completou e sorriu.

- Sim, espontâneo. Eu deveria ficar zangada contigo, pois não se pode sair por aí fazendo sexo com um cara que não vê há quase uma década, mas…

- Mas…

- Não vou te recriminar, pois não sou ninguém para fazê-lo, ainda mais quando a vejo tão radiante, como há muito tempo eu não a via. - abraçou sua amiga, e afagou suas madeixas verdes - Porém, fico um pouco receosa, pois me disse que ele era um sujeito frio, avesso à sentimentos e afeições… não tem medo que no final dessa loucura toda você saia machucada?

- Ah Latifah... eu resolvi arriscar, dar a cara pra bater. Eu torço para não desenvolver sentimentos mais profundos por ele, mas se assim for, eu não vou me queixar… ultimamente ando tão racional, fazendo tudo conforme as regras, e me sinto bastante frustrada no fim das contas. Quero viver o presente, tudo o que o meu corpo e mente desejam, e eu o desejo… desejo aquele francês gostoso com todas as forças. - pisca travessa - Não vejo porque não me permitir essa experiência.

- Te entendo, e saiba que pode contar comigo! - beija o dorso da mão da ariana - Vai levá-lo ao meu casamento?

- Posso? - indaga surpresa.

- Mas é lógico que sim! Eu e Thomas queremos fazer nossa despedida de solteiro naquela boate em Mayfair…

- Na Madoxx?

- Isso mesmo, e como não vai ser nada no velho estilo com stripers e voyers, o seu “amigo” não vai estranhar e nem ficar constrangido. O que acha?

- Acho formidável! Creio que Camus vai gostar muito do Tom, pois eles se parecem um pouco em suas personalidades um tanto…

- Chatas? - a morena ri de se escancarar.

- O Camus não é chato, e nem o Tom! Não seja injusta… - finge irritação e dá um leve tapinha no ombro da amiga - Mas, vamos tratar de negócios, pois quero voltar o quanto antes pra casa.

- E eu sei muito bem o porquê dessa pressa! - volta a gargalhar e Shina desiste de se manter séria e sorri também.

- Tudo bem… é pra isso mesmo que pensou que quero voltar mais cedo! Agora, vamos falar sério? - pega uma pasta preta em cima da mesa, e a entrega a subgerente - Esses são alguns contratos com fornecedores em que as mercadorias ainda não foram entregues, ou só parcialmente entregues, e quero que contacte a todos eles, pois os prazos estão vencendo, e não depositaremos nenhum tostão das próximas parcelas se os contratos não forem cumpridos à risca. Alguma dúvida?

- Não senhora! - a marroquina bate continência - Essa é a Fiorella que conheço!

- Tem mais algumas coisas aqui que quero te mostrar… -  e assim, a ariana vai passando todas instruções da gerência à sua amiga, e a manhã se passa rapidamente, como ela previra.

 

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

 

Entretido com um programa sobre arqueologia, Camus só percebeu que a hora do almoço havia se passado, quando escutou o barulho de seu estômago reclamando por comida. Olhou para o elegante relógio na parede e viu que já eram 14:00 h.

“Merde… perdi a hora!” pensou irritado, pois sempre gostou de fazer suas refeições nos horários corretos.

Foi até a geladeira e viu que tinha alguns cortes de frango descongelados e manteiga. Na dispensa, achou uma lata de feijões brancos, temperos variados, azeite, extrato de tomate e duas cebolas, o que daria pra fazer em parte o que imaginava. Numa adega improvisada embaixo da ilha central, ele encontrou um vinho branco, e esboçou um sorriso. Tinha quase tudo o que utilizaria. Faltava alguns ingredientes, como bacon e chouriço, mas lembrou que havia visto um açougue perto do prédio de Shina, e pegando sua carteira e um suéter, foi até lá comprar o que faltava.

“Se me apressar, posso terminar a tempo dela chegar.” pensou enquanto estava na fila do estabelecimento, esperando a sua vez de ser atendido. “Mas, e se ela já almoçou? Ahhh…vou arriscar!” sorriu pra si mesmo e também para o simpático senhor que o atendia, e logo depois de pagar suas compras, foi visivelmente mais animado de volta ao apartamento da italiana.

 

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

 

Shina chega um pouco exausta à portaria de seu prédio, mas ao se recordar que encontraria aquele belo espécime masculino lhe esperando, voltou ao seu bom humor habitual, e entrou no elevador cantarolando algo em sua língua natal, coisa que adorava fazer quando estava expectante com algo.

Ao pôr os pés no corredor, ela sente um cheirinho divino, e sabia que vinha de seu pequeno apartamento. Seus olhos brilharam e pensou: “Ainda bem que não almocei!”

Abriu devagar a porta, e ficou encantada ao ver a mesa posta com tanto esmero, e a refeição servida em suas louças caríssimas, as quais ela raramente usava. Os pratos estavam bem arrumados, taças e guardanapos nos seus devidos lugares, e o azulado ao lado da mesa com um franco sorriso no rosto.

Shina sentiu seu coração derreter, tamanha gentileza e apreço por parte daquele homem, que de frio só tinha mesmo a sua alcunha que lhe foi dada pelos habitantes do Santuário.

Não resistiu a emoção que lhe invadiu naquele momento, e abraçou o rapaz com força, selando seus lábios aos dele com muito carinho. Ele retribuiu o desprendido gesto, e enlaçou a fina cintura com seus fortes braços, a estreitando ainda mais contra si.

Afagou os esverdeados cabelos da mulher, e sentiu seu corpo esquentar. Uma gostosa energia emanava dela, e ele a reconheceu como o seu cosmo, que estava bem destreinado e enfraquecido pela falta de manejo, mas era presente ali, cálido, reconfortante, o envolvendo e o deixando absorto e relaxado, fato que ele gostou imensamente.

Se afastaram um pouco e ela falou humildemente.

- Obrigada por seu carinho!

- Não precisa agradecer, belle! Vamos comer?

- Sim! Vou só lavar as minhas mãos e já volto.

Depois de voltar, o galante francês, como um bom cavalheiro, puxou a cadeira para ela se sentar, e ele sentou-se ao seu lado, e em seguida, serviu a moça, e encheu sua taça com vinho tinto encorpado.

- Fiz esse Cassoulet, que é uma das minhas especialidades. Espero que aprecie!

- Pelo cheiro deve estar divino! - dá a primeira garfada, e fica positivamente surpresa, pois a comida feita por ele não ficava devendo em nada às dos restaurantes refinados que costumava frequentar - Delicioso! - exclama sincera - O sabor é… surpreendente!

- Fico grato por suas palavras. - agradece modestamente.

- Sério! Sua comida está tão boa ou até melhor que algumas que já experimentei! Nunca pensou em ser profissional na área? - parou em seco, e novamente achou que deu bola fora - Me desculpe… claro que nunca pensou em algo assim, pois sendo um Cavaleiro…

- Sim, eu já pensei sim. - disse ele normalmente, a deixando mais tranquila - Mas… não sei se teria paciência para lidar com algo do tipo.

- Entendo… eu falo demais, mesmo! E o que interessa é que essa comida está saborosa! Certo? - pisca marota.

- Certo. - pisca de volta, e ambos, mais relaxados, degustam aquela gostosa refeição.

 

Xxxxx xxxxx xxxxx

 

Horas mais tarde, os dois estavam recostados na cabeceira da confortável king-size, com a TV ligada, onde passava um programa de entrevistas. Mas o casal estava concentrado na tela do notebook, onde eles se programavam para fazer alguns passeios turísticos durante aquela semana.

- Amanhã poderemos ir até a Ponte de Londres, depois navegar no rio Tâmisa, passar pelo Palácio de Westminster, e quem sabe ainda dá tempo de passarmos pelo Palácio de Buckingham, e…

- Calma, belle… temos quatro semanas e nesse tempo dá pra fazer bastante coisa, inclusive… - sorri de canto fazendo mistério.

- Inclusive…? - indaga curiosa.

- Hummmm… não vou dizer, pelo menos por enquanto. - ri com vontade, e só dá tempo de se defender da chuva de cosquinhas que ela começou a fazer nele - Para Cobrinha! Vou acabar morrendo de tanto rir!

Ela pára e o olha comovida. Há uma década ninguém a chamava de Cobrinha, e isso lhe trouxe uma certa nostalgia… a remeteram especificamente à coisas boas, e se abraçou a ele, que entendeu imediatamente o que se passou na mente dela.

- Nem tudo em sua vida no Santuário foi ruim, não é mesmo? - acaricia o alvo rosto com sutileza.

- Tem razão… nem tudo foi ruim… - se beijam com devoção e fazem amor por toda aquela noite, onde no dia seguinte, sairiam em uma jornada de diversão e aprendizagem, onde ambos faziam secretos votos de que suas vidas se enchessem de mais e mais alegrias dali por diante.

 


 


Notas Finais


Bem, o que acharam do capítulo? Fiquem à vontade para deixarem suas opiniões e sinceras impressões! Amo saber o que pensam?

Quanto ao nome de Shina, optei por usar o mesmo que adotei na fic "Ensina-me a amar", e Fiorella nada mais é do que bela flor.

Mayfair é um bairro à oeste de Londres, e Madoxx é uma famosa casa de shows dessa localidade.

Latifah é uma OC de minha autoria, e melhor amiga da Shinoca atualmente.

Agora me despeço, e até a próxima!!! Mil bjos!!!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...