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História Quatro Semanas de Amor - Capítulo 7


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Notas do Autor


Olá meus lindinhos!!!

Estou voltando com o penúltimo capítulo dessa fic, e aproveito para agradecer á todos os que dedicam alguns minutinhos de seus preciosos tempos para lerem, favoritarem ou deixarem suas opiniões qto à trama! Saibam que o carinho e apoio de cada um de vcs é muito importante, e o incentivo para que qq autor continue em sua jornada que é escrever!

No mais, desfrutem!!!

OBS: a arte da capa do capítulo é de minha autoria!

Capítulo 7 - A despedida


Fanfic / Fanfiction Quatro Semanas de Amor - Capítulo 7 - A despedida

 

Os orbes azuis de Camus não conseguiam se desprender da paisagem bucólica da chácara a qual acabara de chegar, acompanhado da bela esverdeada, que lhe sorria como uma menina, poi, por mais uma vez ficou internamente satisfeita em ter acertado quanto ao exigente gosto do aquariano.

Ambos ajudavam o simpático taxista que os trouxe àquele lugar a descarregar seus pertences, e depois de se despedirem deste, rumaram para a casa de seu ex-cunhado, que fora construída na parte mais alta do imenso terreno.

- Esse é um belíssimo lugar, Shina! - exclama ainda envolto em um agradável torpor.

- Te disse para confiar em mim, pois não iria se arrepender, não disse? - pisca marota - A propriedade é enorme, e levará pelo menos uns dois ou três dias para que possa explorar tudo de bom que ela possui.

- Sério? - faz um muxoxo um tanto desconfiado, achando que deveria ser exagero da parte dela.

- Acha que estou mentindo? - finge indignação, mas logo cai na risada - Podemos andar à cavalo mais tarde, e verá que não minto.

- Combinado então. - sorri e dá um sutil selinho nos lábios de sua adorada.

- Fiorella!

O casal se afasta ao escutar um entusiasmado chamado, e ao olharem para a varanda da ampla residência, vêem um homem alto, de cabelos loiros, num tom de avelã muito singular, olhos azuis safira, e um sorriso sincero que ornava seu bem feito rosto, e este, descia os poucos degraus que levavam até o jardim, onde, de mãos dadas, levava consigo uma menininha que parecia muito com ele mesmo, e esta, trazia em sua face infantil uma pequena sonda, que interligava suas narinas à uma bolsa portátil de oxigênio.

- Edward! - a ariana abraça fraternalmente seu anfitrião, e deposita um terno beijo em sua bochecha. Logo depois, fica um bom tempo abraçada à menininha, que fala com sua voz fraquinha no ouvido da ex-Amazona.

- Estava com saudades suas, tia Fiorella… - tosse debilmente, movida por um forte cansaço.

- Eu também minha fofinha! - beija com carinho as bochechas rosadas da criança - Não deveria ter se esforçado, pois a titia já ia subir pra te ver. - ajeita as douradas mechas infantis atrás da orelha, e o francês, vendo aquela cena, fica admirado em ver o jeito maternal com que Shina tratava a pequenina, sendo que jamais imaginou ver tão desprendido gesto vindo de da ex-agressiva guerreira de Ofiúco.

- Muito prazer, me chamo Edward Pickford. - o loiro estende sua mão ao Cavaleiro, que retribui o cumprimento cortesmente - E você deve ser o namorado da Fiorella, acertei?

- Edward! - ela ralha fingindo irritação - Nós somos somente…

- Sim. Eu sou o namorado dela. - respode com firmeza, e o inglês não esconde sua satisfação em ver que sua quase irmã estava se relacionando com alguém decente - Meu nome é Albert Camus, muito prazer.

- O prazer é todo meu, pode acreditar. - aponta para a casa, os convidando implicitamente a subirem até a varanda - Mandei preparar um farto breakfast, e espero que tudo esteja ao agrado dos dois.

- Ora Ed… não precisava se incomodar. - a esverdeada pega sua sobrinha no colo, a carregando consigo, enquanto os rapazes levam as bagagens.

- Não é incômodo! Ainda mais que é a primeira vez que Camus vem até a minha humilde chácara, e quero passar a melhor impressão possível para o seu namorado. - seu semblante logo se torna mais entristecido - E também, preciso tratar de um assunto sério contigo. - gentilmente puxa uma das cadeiras da mesa em que estava servido o café, e ele se senta, pondo a garotinha no chão, que logo corre para o colo de Camus, que fica surpreso com o súbito interesse da criança em si, mas, a coloca no colo sem mais delongas, onde a loirinha passa a mexer sem cerimônia em suas longas madeixas azuis - Eu conversei bastante com o Rupert há alguns meses atrás, porém, ele só me deu permissão para fazer o que tenho em mente se obtiver seu aval, pois ele me garantiu que ama essa propriedade mais do que nós mesmos, que a herdamos de nosso avós.

- E o que pretende fazer? - indaga diretamente.

- Preciso vender minha parte, pois devido à doença de Brianna, terei que sair da Inglaterra, a fim de morar em algum lugar onde ela possa ter uma melhor qualidade de vida. - despeja com um forte pesar em sua voz - Não queria ter que fazer isso, mas.. desde que fiquei viúvo minha vida é cuidar da minha filha, e estando nesse país, onde a umidade é exacerbada, a saúde dela só piora a cada dia que passa, e… - uma solitária lágrima rola de seus azulinos orbes - Não quero perdê-la também…

- Eu… - Shina sente seu peito apertar, pois sabia o quanto Edward era apegado àquele lugar, onde morou por toda a vida, e que essa medida extrema se devia à um motivo de igual importância - Sinto muito… mas, se Rupert concordou, não vejo porque meu aval seja tão necessário…

- Meu irmão e eu sabemos o quanto também passou a amar esse lugar, e, pensamos que se quisesse, poderia adquirir minha parte, e Rupert se dispôs a financiar para ti a parte dele, pois ele se comprometeu a me ajudar a comprar todos os equipamentos necessários para o tratamento adequado de Brianna. - passa as mãos por seus cabelos, ao ver como sua menina passou a dormir como um anjinho no colo do aquariano - Estou te dando prioridade pois, por mais que tenha se divorciado do Rupert, te considero como uma verdadeira irmã, e jamais vou esquecer do apoio que me deu quando a Victoria… - fita o chão cabisbaixo - Queria eu poder te presentear com essa propriedade ao invés de vendê-la, mas, sabe bem que recomeçar a vida em um país estranho é terrível, ainda mais com uma criança enferma nos braços…

- Não precisa se explicar. - diz compreensiva - Conheço perfeitamente o tamanho do sacrifício que tem feito durante todos esses anos, e nunca vou te recriminar por pensar no que é melhor para a sua filha. O problema é que eu… não tenho esse dinheiro. - agora era ela quem estava melancólica, e isso cortou o coração de Camus, pois, ao ver o rosto tristonho da esverdeada, sabia o quanto aquela singela chácara significava para ela - Por mais que eu junte todas as minhas economias, estas não chegam nem perto de comprar metade da sua parte, imagina financiar também a parte de Rupert. Ele já foi sumamente generoso ao abrir mão do apartamento em meu favor… não posso exigir mais do seu irmão nesse sentido.

- Entendo… - divaga em voz alta - É que… realmente não queríamos vender esse paraíso à um estranho, que por ganância, possa destruí-lo futuramente, no intuito de fazer algum condomínio predial, shoppings ou coisas do gênero. Rupert e eu sabemos que adora esse lugar, e eu ficaria tranquilo, sem peso na consciência se essa chácara ficasse em suas mãos…

- Queria eu poder te ajudar… - pega a mão dele entre as suas, e as afaga com afeto - Vou falar com alguns amigos para sondar se conhecem pessoas de confiança que possam adquirir sua propriedade, ok? - ele acena em positivo - Sinto te decepcionar.

- Não sinta. - ele sorri de canto - Compreendo seu posicionamento, e não vou me chatear.  - se levanta e pega com cuidado sua filhinha no colo do francês - Vou levá-la para o quarto, e podem se servir à vontade. Daqui à uns vinte minutos a babá dela irá chegar, e poderei levá-los para um passeio à cavalo pelo terreno. - olha para Camus e sorri divertido - Suponho que saiba andar a cavalo?

- Não muito, mas, garanto que não vou cair. - sorri mais relaxado.

- Vai adorar o passeio. - o inglês adentra a grande porta francesa que ligava a varanda à sala de estar, e some em meio à um extenso corredor, onde levaria a pequena até seu quarto para descansar.

O azulado percebe que Shina ainda se encontra ensimesmada, e chegando mais perto dela, lhe dá um abraço protetor, e questiona curioso.

- Queria poder comprar esse lugar, não é?

- Sim… mas, dado à minha atual situação econômica, é algo praticamente impossível… terminei a pouco de pagar o financiamento que fiz para concluir o meu mestrado, e fora isso, o imposto territorial de Chelsea aumentou consideravelmente, e tive que refinanciar essa dívida com a prefeitura. Por tais motivos, infelizmente, comprar esse oásis, pra mim, está fora de questão. - o mira enternecida, pois não esperava que ele fosse saber entendê-la tão bem em sua frustração - Vamos esquecer esse assunto, ok? - oferece uma xícara de leite quentinho - Pode tomar! Foi ordenhado aqui mesmo, e é muito melhor que o leite que compramos na padaria.

Ele beberica um pouco do leite, e para o seu aguçado paladar, o sabor estava divino.

- Merveille! - diz honestamente.

- Gostou? - a esverdeada se empolga, e coloca na frente dele os mais variados alimentos - Prove tudo! Não vai se arrepender!

Sem muita escolha, ele sorri ante a gentileza dela, e comendo um pouco de tudo o que estava ali disposto, satisfaz ao inofensivo capricho de sua adorada italiana.

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À noitinha, o casal mirava as estrelas em cima de uma colina próxima, onde, ao redor de uma aconchegante fogueira, estavam abraçadinhos, curtindo aquela noite de outono ameno, onde um friozinho gostoso lhes davam uma sensação pra lá de intimista.

Como Shina havia dito, o francês adorou toda aquela rústica paisagem cercada de verde, pequenos rios, e uma suntuosa cachoeira que ficava no limite oeste da propriedade. O Cavaleiro se divertiu no curral, onde teve a oportunidade de interagir com as ovelhas mais mansinhas, além dos bezerrinhos e cabritinhos, os quais o fizeram lembrar-se de seu colega capricorniano e sua geniosa esposa Geist que costumavam chamar seus dois pequenos rebentos por esse “terno” apelido. Também ajudou a alimentar os bichos com ração e feno, e depois, foram até um lago próximo, onde várias espécies de aves aquáticas habitavam, além de inúmeras e rechonchudas carpas de variadas cores, e que nadavam despreocupadas, alheias ao que o futuro as reservava.

Ficou pensativo quanto a proposta do ex-cunhado de Shina, e pegou-se conjecturando como seria viver em um lugar calmo e pacífico como esse… longe de possíveis guerras entre deuses, de deveres e obrigações, as quais, sinceramente, acreditava que já tinha dado o seu melhor como servo leal de Atena.

Voltou à realidade quando o estridente som do smartphone da ariana começou a tocar, e ao atender a chamada de vídeo, um rosto bem conhecido da jovem apareceu.

- Olá Fiorella! - seu ex-marido lhe sorria contente.

- Oi Rupert! - ela se apruma, se recostando no peitoral do aquariano - Você sumiu! Onde estava?

- Em Bangladesh. - ri sem jeito - Desculpa a demora em te contatar, mas, sabe que sempre foi meu sonho fazer um tour completo por esse país incrível e místico.

- Eu sei… - ela o mira com cumplicidade - Não tem problema.

- E esse ao seu lado é? - pergunta como quem não quer nada.

- Sou Albert Camus, namorado dela. - o azulado responde sério, sem dar chance à ariana de dizer qualquer outra coisa.

- Muito prazer! Edward te elogiou tanto que cheguei a ficar com ciúmes. - finge tristeza, mas, depois cai na gargalhada - Tô brincando! - pisca com picardia - Me alegra que uma mulher tão maravilhosa quanto a Fiorella tenha enfim, encontrado alguém que realmente a mereça.

- Ah Rupert… se todos os ex-maridos por aí fossem iguais a você… o mundo seria um lugar melhor - diz francamente.

- Eu agradeço suas palavras. - a postura rígida do francês relaxa ao notar que entre os dois, só havia mesmo a mais pura amizade - Shina é mesmo uma mulher especial.

- Shina? - o loiro fica meditativo - Era por esse nome que te chamavam quando morava na Grécia, não é? No tal Santuário? - a aludida faz que sim com a cabeça - Se conhecem de lá?

- Sim. Nos conhecemos desde crianças, onde ela foi sagrada Amazona de Prata, e eu Cavaleiro de Ouro.

- Hummm… - coça o queixo, e remexe em seu ralo cavanhaque, olhando fixamente para o casal - Ainda serve a tal Atena?

- Sim. - responde sucinto.

- Então, não tem intenção de ficar em Londres, e muito menos de assumir a Fiorella? - inquire um pouco aborrecido.

Os dois apaixonados se entreolham, e a esverdeada já iria tentar explicar o que se passava entre eles, quando esta foi chamada por uma voz ao longe, a qual reconheceu como sendo da babá da pequena Brianna.

- Senhorita Fiorella! O senhor Edward pediu para que o ajude com algumas contas, pois ele está tendo uma certa dificuldade com os números. - a mulher, que era uma bonita mulata de cabelos crespos e médios, sorri pois seu patrão era deveras atrapalhado no quesito matemática.

- Estou indo! - ela sorri para a jovem, e depois volta seu olhar para o azulado - Por favor, sei que não é de ficar dando satisfações de sua vida à ninguém, mas, não quero que Rupert pense mal de ti. Explique à ele nossa situação, pois sendo um homem racional e maduro, vai nos compreender, e não nos julgará. - beija com candura os lábios masculinos - Volto assim que puder.

Camus vê a silhueta de sua amada Cobra desvanecer no meio da penumbra, e voltando o seu olhar pra tela do smartphone, falou ao homem de cabelos dourados.

- Eu e Shina nos reencontramos por acaso, há mais ou menos umas três semanas… - e assim, por longos minutos, este expôs à Rupert o que ficou implícito entre eles, e como a esverdeada havia alertado, este era um sujeito bem racional, que absorveu perfeitamente bem toda a dinâmica exercida pelo casal.

- Bem… não vou julgá-lo mal se no fim de tudo, servir ao Santuário de sua deusa for a sua decisão final, porém, tenho que lamentar profundamente por ti. - diz desanimado.

- E porque lamentaria? - Camus questiona visivelmente sem paciência.

- Porque deixará de ao menos tentar ter uma vida comum, ao lado de uma mulher incrível, que tem muito mais a te oferecer que somente essas quatro semanas que dispôs de seu precioso tempo para tentar amar… tentar ser feliz… - ri anasaladamente - Que adianta ter um período tão curto de felicidade, se depois, irá amargar anos e anos de arrependimento e solidão. E não me diga que está resignado à tal infortúnio porque essa desculpa comigo não cola! - ri ainda mais, e o francês não sabe bem o que pensar do estranho ex-marido de Shina - Sei que está apaixonado por ela, e me arrisco a dizer que… descobriu que a ama. Portanto, reflita com calma no que realmente deseja, e não se atenha à premissa de que voltar pra Grécia seja o fim permanente do que viveram. Lá, você poderá até meditar com serenidade, pesar os prós e os contras, e voltar para os amorosos braços dessa italiana linda se realmente quiser. - a chamada começa a ficar ruim, e a imagem, passa a oscilar na tela - Pense no que te falei, pois eu acho que nossa conversa… - não terminou de falar, pois o sinal de internet em Bangladesh caiu abruptamente, encerrando de vez aquela inusitada interlocução.

O aquariano fica por alguns minutos olhando para o aparelho em sua mão, e depois, dirige seus azulados orbes para o céu, onde vê suas constelações, Aquário e mais ao sul, Serpentário respectivamente, brilhando como nunca antes . Seria esse um sinal? Não sabia. A única certeza que tinha em seu peito era de que estava irremediavelmente apaixonado, e de que levaria consigo esse amor tão bonito que por ela sentia ao longo de toda a vida…

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Com seus corpos unidos de maneira intrínseca, sentindo as pequenas gotículas da queda d’água ao lado umedecer suas ardorosas peles, Camus e Shina se amavam apaixonadamente, em cima de uma das grandes pedras que formavam aquela imensa e magnífica piscina natural.

Ela que remexia seus quadris de forma cadenciada, arrancando grunhidos do belo francês, que mantinha suas grandes mãos fixas na fina cintura da esverdeada, sentindo em seu tato a aveludada e quente tez de sua adorada.

Ter a carne dura de seu homem em si levava a ariana à um delírio sem igual… à um paraíso de prazer e luxúria, ao qual, definitivamente, não pensava em sair. Toda vez que entregava o seu tudo à ele era assim: uma experiência única, sublime, e que por toda a vida queria estar envolta nessa aura mística, nesse encantamento que ia além do compreensível…

Camus jamais foi tão feliz em sua existência como nessa poucas semanas ao lado de Shina, e sentia, no fundo de sua alma, que ela lhe pertencia… que era sua mais do que no simples ato do sexo, e sim, em sua essência, em seu íntimo. Nenhuma outra mulher alcançou despertar algo tão forte e verdadeiro em si, nenhuma outra chegou perto de lhe fazer baixar a guarda, de se expor como um todo, e tais acontecimentos extremos só poderiam levar uma nomenclatura: amor.

Sim, ele a amava… sabia que se apaixonar era algo que estava fora de questão, que seria muito mais difícil deixá-la para voltar para a Grécia e fingir que essas quatro semanas não existiram, porém, não poderia fugir… teria que encarar essa triste realidade daqui à uns dias, e isso, arrasaria seu coração, pois, este conheceu as benesses do calor, do ardor, do aconchego, e tais sensações tão singulares, não tinha nada no mundo que pudesse substituí-las.

Shina também descobriu em Camus o que era de verdade amar, o que era de verdade se entregar. Com o aquariano estava vivendo o que sempre almejou, o que sempre sonhou para si… pena que como todo sonho, era algo fugaz, rápido, passageiro, e com ele voltando para o Santuário, suas histórias terminariam ali, porém, em seu peito, guardaria as doces lembranças dessas quatro semanas… das quatro inesquecíveis semanas de amor…

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No aeroporto de Heathrow, o casal permanece abraçado em meio ao amplo saguão, sem se importar com as muitas pessoas que passavam ao seu redor, lhes direcionando seu curiosos olhares. Já estavam assim, juntinhos, há mais de cinco minutos, e nenhum dos dois queria de fato se desvencilhar desse tão perfeito contato.

Despedidas eram tristes, vazias, sofridas… mas, assim tinha que ser, e infelizmente, Camus, como um homem cumpridor de seus deveres, regressaria ao seu lar, onde voltaria a defender Atena, e Shina, retornaria para sua rotina, gerenciando a loja onde trabalhava, e tentaria em meio à sua rotina estressante, esquecer aos pouquinhos tudo o que fora vivido ao lado do garboso francês.

Ao ouvir o chamado para o embarque, o azulado devagar se afasta, e com um sorriso melancólico em seu rosto, se aproxima dos lábios da italiana, os beijando com todo o amor que aprendeu a sentir por aquela esplêndida mulher. Ela corresponde à altura, com todo amor, carinho e respeito que tinha por aquele homem, que se tornou seu tudo em tão pouco tempo.

O ar lhes falta, e por fim, novamente se afastam, e com muita dor em seu peito, a Cavaleiro diz baixinho.

- Te adoro… - leva seus dedos à cútis macia do rosto feminino, e a acaricia com desvelo - Jamais esquecerei o que vivemos aqui…

- Eu… - ela não suporta encará-lo, e segurando suas lágrimas, fita o chão cabisbaixa - Nunca vou te esquecer… - segura a mão dele com força, porém, logo o último e derradeiro chamado para embarcar é ouvido por ambos outra vez.

- Tenho que ir. - disse de modo automático, pois não tinha vontade alguma de fazê-lo.

- Vá… e seja feliz. - sorri singela, e na pontinha dos pés, alcança os lábios dele para um último selinho, que dura alguns poucos segundos, até que o rapaz passa a caminhar lentamente até o portão de embarque.

Antes de sumir por um extenso corredor, o francês olha para trás, e acena de despedindo de Shina, que com sua delicada mão retribui o simples gesto, e depois, não mais o vê.

Ali, naquele instante, a história dos dois apaixonados tinha acabado, e caindo em si quanto à dura realidade que a acometia, a Cobra não mais pôde conter seu pranto, que foi compulsoriamente derramado, pois a dor de constatar que sua felicidade findou-se quando mal havia começado, foi dilacerante ao extremo para o seu sofrido coração.

Agora, só lhe restaria as boas lembranças, da época em que o passado bateu à sua porta, para trazer o contentamento de viver um genuíno e sincero amor.

 

Continua...


Notas Finais


Então... o que acharam do capítulo?

Essa despedida foi emocionante, não? Mas... será que essa história de amor vai terminar assim???
No último capítulo vcs saberão a resposta!

Sintam-se sempre à vontade para deixarem suas opiniões e impressões! Amo saber o que pensam!

Mil bjos à todos e até a próxima!!!


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